Background: The therapeutic potential of tagitinin C, a potent sesquiterpene lactone from Tithonia diversifolia, is limited by its poor solubility and non-selective toxicity. This study aimed to evaluate the antitumor efficacy and safety of a tagitinin C-rich extract encapsulated in PEGylated liposomes (LPEG-ESTD), hypothesizing that this delivery system would enhance therapeutic outcomes by simultaneously activating mitochondrial apoptosis and ferroptosis pathways. Methods: The tagitinin C-rich supercritical CO2 extract was characterized (HPLC, FTIR) and encapsulated into PEGylated liposomes via thin-film hydration. The nanoformulation was thoroughly characterized (size, zeta potential, encapsulation efficiency, release profile and structural morphology by electronic microscopy). Efficacy was evaluated through cytotoxicity on B16F10 cells and an in vivo Sarcoma 180 model. Mechanistic pathways and safety were assessed via histopathological and immunohistochemical analyses (Ki-67, TUNEL, caspase-3, Bcl-2, Bax, NF-kappa B, NRF2). Results: The optimized LPEG-ESTD formulation exhibited a nanometric size (similar to 120 nm), high encapsulation efficiency (>90%), and sustained release. It significantly enhanced cytotoxicity in vitro and potently inhibited tumor growth in vivo. Mechanistic studies revealed the nanoformulation activated mitochondrial apoptosis (increased TUNEL, caspase-3, Bax; suppressed Ki-67 and NF-kappa B) and induced ferroptosis (upregulated NRF2). Crucially, the liposomal system effectively mitigated the systemic toxicity of the free extract. Conclusion: This study demonstrates that PEGylated liposomes are a highly effective delivery system for a supercritical CO2-extracted phytotherapeutic. The LPEG-ESTD nanoformulation represents a promising strategy for cancer treatment by concurrently inducing apoptosis and ferroptosis, underscoring the value of advanced delivery systems in enhancing the efficacy and safety of natural anticancer compounds.
Formal specifications play a pivotal role in accurately characterizing program behaviors and ensuring software correctness. In recent years, leveraging large language models (LLMs) for the automatic generation of program specifications has emerged as a promising avenue for enhancing verification efficiency. However, existing research has been predominantly confined to generating specifications based on basic syntactic constructs, falling short of meeting the demands for high-level abstraction in complex program verification. Consequently, we propose incorporating logical constructs into existing LLM-based specification generation framework. Nevertheless, there remains a lack of systematic investigation into whether LLMs can effectively generate such complex constructs. To this end, we conduct an empirical study aimed at exploring the impact of various types of syntactic constructs on specification generation framework. Specifically, we define four syntactic configurations with varying levels of abstraction and perform extensive evaluations on mainstream program verification datasets, employing a diverse set of representative LLMs. Experimental results first confirm that LLMs are capable of generating valid logical constructs. Further analysis reveals that the synergistic use of logical constructs and basic syntactic constructs leads to improvements in both verification capability and robustness, without significantly increasing verification overhead. Additionally, we uncover the distinct advantages of two refinement paradigms. To the best of our knowledge, this is the first systematic work exploring the feasibility of utilizing LLMs for generating high-level logical constructs, providing an empirical basis and guidance for the future construction of automated program verification framework with enhanced abstraction capabilities.
Antimicrobial resistance, exacerbated by the indiscriminate use of antibiotics, is leading to the development of multidrug-resistant strains, demanding new therapeutic strategies. Natural oils with antimicrobial properties, such as ricinoleic acid (RA), emerge as a promising approach. RA, the main component of castor oil, exhibits antimicrobial and anti-inflammatory properties; however, its efficacy is compromised by photodegradation, thermolability and oxidation. To overcome these limitations, this study proposes the development of poly (lactic-co-glycolic acid) (PLGA) nanocapsules containing RA, aiming at providing chemical protection, controlled release, reduced toxicity, and enhanced antimicrobial efficacy of this natural oil. Nanocapsules containing 10 mg/mL of RA, and RA:PLGA mass ratios of 1:4 and 1:5, showed average particle sizes of 210.3 f 0.8 nm and 359.6 f 4.1 nm, respectively, both with a polydispersity index below 0.3, zeta potential values in the range of-30 mV, and encapsulation efficiency above 95 %. Physicochemical characterization confirmed the successful loading of RA in the PLGA nanocapsules, with values between 6.52 f 0.13 % and 23.63 f 1.32 % of loading capacity. The nanocapsules remained stable for 120 days at room temperature, displaying a spherical morphology, as shown by scanning electron microscopy. Antimicrobial assays revealed activity of RA-loaded nanocapsules against Escherichia coli (Gram-negative) and Staphylococcus aureus (Gram-positive), with greater efficacy against the former. In vitro cytotoxicity evaluation in HaCaT cells showed higher cell viability when treated with RA-loaded nanocapsules, than with free RA. Release kinetics, assessed at pH 7.4 and 37 degrees C, followed the Korsmeyer-Peppas model with an exponent n = 1, indicating non-Fickian diffusion. The results of this study confirm the potential use of RA as bioactive oil in the production of stable nanocapsules, to be used in antimicrobial pharmaceutical products.
A doação de sangue é essencial para o funcionamento dos sistemas de saúde e para a realização de transfusões seguras. Entretanto, a manutenção de estoques adequados permanece como um desafio, exigindo estratégias eficientes de captação e mobilização de doadores. Este estudo teve como objetivo analisar o desempenho das atividades de captação e coleta de doadores de sangue em um hemocentro público brasileiro, utilizando análise estatística e modelagem computacional aplicadas a dados operacionais institucionais. Trata-se de um estudo observacional retrospectivo de abordagem quantitativa, baseado em registros administrativos referentes às atividades de mobilização de candidatos, triagem clínica e realização de coletas de sangue. Foram considerados como indicadores operacionais o número de campanhas realizadas, candidatos convocados, atendimentos individuais, atividades de coleta externa e triagens clínicas, tendo como variável de saída o número de coletas efetivas de sangue. Inicialmente foi realizada análise estatística exploratória e avaliação de correlação entre as variáveis operacionais, seguida da aplicação de um modelo de regressão linear para investigar a relação entre os indicadores de captação e a efetivação das coletas. Os resultados evidenciaram associação positiva entre o número de triagens clínicas e o número de coletas efetivas, indicando que o volume de candidatos avaliados na triagem constitui um fator determinante para a produção hemoterápica. Conclui-se que a integração entre análise estatística e modelagem computacional aplicada a dados institucionais pode contribuir para aprimorar a gestão de hemocentros e fortalecer as estratégias de captação de doadores.
A hiperconectividade digital tem se consolidado como um fenômeno central na sociedade contemporânea, produzindo impactos significativos nos domínios neuropsicológicos, emocionais e comportamentais. O presente estudo teve como objetivo analisar, à luz das evidências da psicologia e da neurociência, os efeitos da hiperconectividade digital sobre a saúde mental, com ênfase nos mecanismos de recompensa cerebral, nas funções executivas e nos desdobramentos psicossociais ao longo do ciclo vital. Trata-se de uma investigação de natureza qualitativa, com abordagem exploratória e analítica, fundamentada em revisão integrativa da literatura, a partir de estudos publicados em bases de dados científicas internacionais no período de 2020 a 2025. Foram incluídas 21 produções científicas, organizadas em eixos temáticos relacionados aos efeitos neurocognitivos, à saúde mental, aos padrões de uso digital e aos fatores de risco e proteção. Os resultados evidenciaram que o uso intensivo e desregulado de tecnologias digitais está associado à ativação de circuitos neurais de recompensa, comprometimento do controle inibitório, prejuízos atencionais e maior vulnerabilidade a sintomas de ansiedade, depressão e distúrbios do sono. Observou-se, ainda, que os impactos da hiperconectividade variam conforme a faixa etária, sendo mais pronunciados em adolescentes, que apresentam maior impulsividade e suscetibilidade a influências sociais, enquanto adultos e idosos manifestam padrões distintos relacionados à sobrecarga cognitiva e ao isolamento social. Conclui-se que a hiperconectividade digital representa um fenômeno multifatorial que exige abordagens integradas de prevenção e intervenção, envolvendo educação digital, fortalecimento da autorregulação e desenvolvimento de políticas públicas voltadas à promoção da saúde mental no ambiente digital.