
BACKGROUND:Myocardial infarction (MI) remains a major global health burden. Inflammation and lipid metabolism's roles in MI pathogenesis have drawn more attention. The neutrophil-to-high-density lipoprotein cholesterol ratio (NHR) is a new composite biomarker integrating inflammation and lipid metabolism markers, but its association with MI is unclear. OBJECTIVES:We investigated the association between NHR and MI. METHODS:We analyzed data from 25,248 eligible participants from NHANES between 2005 and 2016. A history of MI was determined using questionnaire data, and NHR values were derived from laboratory measurements. Logistic regression models were used to assess the associations of NHR, neutrophil count, and high-density lipoprotein cholesterol (HDL-C) with the odds of MI. Restricted cubic spline (RCS) analysis was used to evaluate potential nonlinear associations. Subgroup analyses and interaction tests were performed to explore potential heterogeneity across demographic and clinical subgroups. Sensitivity analyses were performed to evaluate the robustness of the primary findings. A two-sided P value of <0.05 was considered statistically significant. RESULTS:Higher NHR was independently associated with higher odds of MI. In the fully adjusted model, participants in the highest NHR quartile had 49% higher odds of MI than those in the lowest quartile. Neutrophil count alone was not significantly associated with MI, whereas HDL-C levels were inversely associated with MI. RCS suggested a modest nonlinear association between NHR and MI. Although a data-driven inflection point was identified at 6.93, this result should be interpreted as exploratory and descriptive rather than a clinically meaningful threshold. Subgroup analyses suggested a stronger association in women, and the interaction by sex was statistically significant. Sensitivity analyses confirmed the robustness of these findings. CONCLUSION:In this large, representative sample, elevated NHR was independently associated with higher odds of MI, suggesting that NHR may serve as a potentially informative epidemiological marker for MI. Prospective studies are needed to determine causality and elucidate the underlying mechanisms.
BACKGROUND:Patients with atrial fibrillation (AF) face an elevated risk of pulmonary embolism (PE), yet existing prediction tools demonstrate limited accuracy. OBJECTIVES:This study aimed to develop and validate a novel predictive model integrating thromboelastography (TEG) parameters with conventional coagulation markers for PE risk assessment in AF patients. METHODS:We conducted a retrospective study of 271 hospitalized AF patients who underwent CTPA for suspected PE (41 with PE, 230 without). The mean age was 76.5 years, 56.5% were male, and hypertension was the most common comorbidity (67.5%). PE diagnosis was confirmed by computed tomography pulmonary angiography. Baseline characteristics, TEG parameters (including reaction time, maximum amplitude [MA], and α-angle), and standard coagulation markers (D-dimer, fibrinogen) were analyzed. Statistical significance was defined as a two-sided P-value < 0.05. Multivariate logistic regression identified independent predictors, which were incorporated into a nomogram. Model performance was evaluated using receiver operating characteristic (ROC) analysis, calibration curves, and decision curve analysis (DCA). RESULTS:The prevalence of PE was 15.1%. Patients with PE exhibited significantly higher TEG-MA, D-dimer, and fibrinogen levels compared to the non-PE group (all P<0.05). Multivariate analysis identified these three markers as independent predictors. The nomogram demonstrated excellent discrimination (AUC=0.878, 95% CI:0.806-0.949), with 87.8% sensitivity and 78.0% specificity at the optimal cutoff. The model showed good calibration (Hosmer-Lemeshow p=0.965) and significant clinical utility. CONCLUSION:The TEG-based nomogram combining MA, D-dimer, and fibrinogen provides accurate, bedside-accessible PE risk stratification for AF patients. This tool may facilitate early identification of high-risk individuals and guide clinical decision-making regarding anticoagulation therapy. Further prospective studies are warranted to validate these findings.
Resumo Fundamento A doença cardiovascular (DCV) permanece como a principal causa de morte entre mulheres na América Latina e no Caribe (ALC), sendo a doença isquêmica do coração o principal componente. Apesar desse importante impacto, os programas de saúde da mulher na região tradicionalmente priorizaram a prevenção do câncer, frequentemente negligenciando a DCV. Objetivo Analisar a carga de DCV e a distribuição dos fatores de risco cardiovascular entre mulheres na ALC, destacando diferenças relacionadas ao sexo e disparidades regionais. Métodos Este estudo analisou dados epidemiológicos sobre mortalidade por DCV e fatores de risco cardiovascular nos países da ALC, incluindo fatores comportamentais, metabólicos e específicos do sexo feminino, além de comparações com países selecionados fora da região. Resultados As mulheres na ALC apresentaram maior prevalência de sedentarismo, dislipidemia, glicemia de jejum elevada e sobrepeso/obesidade, enquanto o tabagismo foi mais frequente entre os homens. Fatores de risco específicos do sexo feminino – como gravidez na adolescência, parto prematuro, diabetes gestacional e distúrbios hipertensivos da gestação – foram altamente prevalentes, porém sub-reconhecidos, sendo amplamente influenciados por determinantes socioeconômicos. Em 2021, a COVID-19 superou temporariamente a doença isquêmica do coração e o acidente vascular cerebral como principal causa de morte nas Américas (176,7 óbitos por 100.000 habitantes), evidenciando a vulnerabilidade de mulheres com risco cardiometabólico prévio. A mortalidade prematura por DCV variou amplamente: as maiores probabilidades de morte entre 30 e 70 anos foram observadas no Haiti (21,9%) e na Guiana (15,2%), associadas, respectivamente, à hipertensão mal controlada e ao colesterol elevado. Em contraste, o Canadá apresentou a menor mortalidade prematura (1,7%), refletindo sistemas de saúde mais robustos e menor prevalência de fatores de risco metabólicos. Conclusão A DCV continua sendo a principal causa de mortalidade entre mulheres na ALC, caracterizada por importantes disparidades regionais e elevada carga de fatores de risco tradicionais e específicos do sexo feminino. Esses achados reforçam a necessidade urgente de estratégias específicas ao sexo e sensíveis ao contexto, integrando a prevenção cardiovascular às políticas abrangentes de saúde da mulher, superando abordagens centradas exclusivamente no câncer.
Resumo Fundamento A circulação colateral coronariana (CCC) é um determinante fundamental da viabilidade miocárdica e do prognóstico em pacientes com oclusão total crônica (OTC). O escore de hemoglobina, albumina, linfócitos e plaquetas (HALP) reflete o estado nutricional, a competência imunológica e a inflamação sistêmica. Objetivos Investigar a associação entre o escore HALP e a CCC em pacientes com OTC. Métodos Este estudo retrospectivo, unicêntrico, incluiu 269 pacientes com síndrome coronariana crônica e OTC confirmada por angiografia. Os pacientes foram classificados de acordo com os graus de Rentrop e dicotomizados em CCC ruim (Rentrop 0–1; n=119) e CCC boa (Rentrop 2–3; n=150). O escore HALP, marcadores inflamatórios, índices aterogênicos e escores angiográficos foram comparados entre os grupos. Foram realizadas análises de regressão logística multivariada e de curva ROC (característica de operação do receptor). Um valor de p <0,05 foi considerado estatisticamente significativo. Resultados O escore HALP aumentou significativamente ao longo dos graus de Rentrop (p<0,001) e foi maior em pacientes com boa consistência interna do que naqueles com consistência interna ruim (75,52±13,91 vs. 35,10±11,29; p<0,001). Na análise multivariada, o escore HALP (OR: 0,88; IC 95%: 0,83–0,93; p<0,001), o escore de Gensini (OR: 1,14; p=0,002) e o Índice Prognóstico Nutricional (OR: 0,73; p=0,003) foram preditores independentes de boa consistência interna. A análise ROC mostrou alta capacidade discriminativa (AUC=0,958; IC 95%: 0,93–0,98), com um valor de corte >49,08 (91,3% de sensibilidade, 90,8% de especificidade). Os índices lipídicos aterogênicos não apresentaram associação significativa com a CCC. Conclusões O escore HALP é um marcador independente e facilmente disponível associado à CCC em pacientes com OTC e pode servir como uma ferramenta prática para estratificação de risco, destacando a importância das vias inflamatórias, nutricionais e imunológicas no desenvolvimento de circulação colateral.
Resumo Fundamento A hiperatividade simpática, o estresse oxidativo e a vasodilatação mediada por óxido nítrico (NO) prejudicada são mecanismos fundamentais envolvidos na patogênese da hipertensão arterial sistêmica (HAS). A acupuntura pode reduzir a pressão arterial por meio da modulação da atividade do sistema nervoso autônomo, do aumento da biodisponibilidade de NO, da atenuação das respostas simpatoexcitatórias e da promoção da vasodilatação. Objetivo Avaliar se a acupuntura reduz a pressão arterial sistólica periférica (PASp), a pressão arterial diastólica periférica (PADp), a pressão arterial sistólica central (PASc), a pressão arterial diastólica central (PADc) e a velocidade da onda de pulso (VOP), além de melhorar a dilatação mediada por fluxo (DMF). Métodos Este ensaio clínico randomizado prospectivo, unicêntrico, placebo-controlado e simples-cego incluiu adultos com pré-hipertensão ou HAS estágio 1, de baixo risco cardiovascular e que não estavam recebendo terapia anti-hipertensiva. Os participantes foram randomizados para um grupo intervenção submetido à acupuntura manual (n = 14) ou para um grupo controle submetido à acupuntura simulada não penetrante (n = 16). Ambos os grupos realizaram duas sessões de 30 minutos por semana durante 12 semanas. O desfecho primário foi a diferença entre os grupos na PASp, medida no início do estudo (V1), após 12 semanas de tratamento (V2) e na visita de final de 30 dias (V3). O nível de significância estatística foi definido como p < 0,05. Resultados As características basais foram comparáveis entre os grupos. Em V2, a acupuntura reduziu a PASp em 13,2 mmHg (p = 0,003) e aumentou a DMF em 2,7% (p = 0,016). No grupo controle, a PASp reduziu-se em 4,1 mmHg (p = 0,035), enquanto a DMF aumentou em 1,6% (p = 0,029). Em comparação com o grupo controle, o grupo intervenção apresentou melhorias significativamente maiores na PASp (−9,1 mmHg, p = 0,006) e na DMF (+3,0%, p = 0,037) em V2. Essas diferenças entre os grupos permaneceram significativas em V3 (PASp: −8,4 mmHg, p = 0,038; DMF: +2,9%, p = 0,028). Conclusão A acupuntura melhorou significativamente a função endotelial e reduziu a PASp em adultos com pré-hipertensão ou HAS estágio 1 que não estavam recebendo terapia anti-hipertensiva após 12 semanas de tratamento.
Resumo Fundamento Os distúrbios hipertensivos da gestação complicam 5%-10% das gestações e são responsáveis por 23%-38% das mortes maternas na República Dominicana. Objetivo Identificar os fatores associados ao desenvolvimento da pré-eclâmpsia e avaliar sua relação com a morbidade e mortalidade materna e perinatal. Métodos Este estudo multicêntrico, prospectivo, observacional, transversal e analítico incluiu 469 parturientes de 17 hospitais da República Dominicana durante um período de 30 dias. A significância estatística foi estabelecida em p < 0,05. Resultados A pré-eclâmpsia esteve significativamente associada à hipertensão crônica (44,15% vs 16,87%; odds ratio [OR], 3,91; intervalo de confiança de 95% [IC95%], 2,51-6,09), à pré-eclâmpsia prévia (44,64% vs 18,60%; OR, 3,53; IC95%, 2,24-5,56) e ao histórico familiar de pré-eclâmpsia (42,0% vs 19,38%; OR, 3,01; IC95%, 1,96-4,62). A pré-eclâmpsia também esteve associada à prematuridade (54,6% vs 33,4%; OR, 2,40; IC95%, 1,62-3,55), ao baixo peso ao nascer (37,6% vs 18,5%; OR, 2,65; IC95%, 1,73-4,07) e ao descolamento prematuro de placenta (5,0% vs 2,4%; OR, 2,14; IC95%, 0,81-5,62). A mortalidade materna e fetal não esteve significativamente associada à pré-eclâmpsia. Na análise de regressão logística multivariável, hipertensão crônica (OR ajustada [AOR], 3,64; IC95%, 2,25-5,88), histórico familiar de pré-eclâmpsia (AOR, 2,86; IC95%, 1,85-4,42) e obesidade pré-gestacional (AOR, 2,26; IC95%, 1,52-3,36) emergiram como preditores independentes de pré-eclâmpsia (todos p < 0,05). Conclusão A pré-eclâmpsia está associada a um risco aumentado de desfechos maternos e neonatais adversos, particularmente prematuridade e baixo peso ao nascer.
BACKGROUND:Bicuspid aortic valve (BAV) is a significant risk factor for aortic stenosis (AS). Yet, the outcomes of transcatheter aortic valve implantation (TAVI) remain unclear, as most randomized trials excluded such patients. Furthermore, most published evidence on TAVI in BAV comes from high-income countries, which may not reflect realities of underserved populations. OBJECTIVES:Evaluate temporal trends, procedural, and in-hospital outcomes between BAV and tricuspid aortic valve (TAV) patients. METHODS:Retrospective observational study based on a Brazilian multicenter registry of TAVI patients between January 2009 and December 2021. We performed propensity score matching to adjust comparisons. A p-value <0.05 was considered statistically significant for all analyses. RESULTS:Among 2,426 patients from 25 centers, 111 had BAV. TAVI procedures increased over time in both groups. After one-to-three matching, 90 BAV and 243 TAV patients were included. No significant differences were observed in rates of major vascular complications (4% vs. 5%; p=0.99), major or life-threatening bleeding (10% vs. 6%; p=0.34), stroke (2% vs. 0.4%; p=0.37), or in-hospital mortality (7% vs. 3%; p=0.21). Over time, there was a significant reduction in in-hospital mortality (p<0.01) and major procedural complications (p<0.01 for vascular, bleeding, and stroke events), regardless of valve type. CONCLUSION:During the study period, annual TAVI procedures increased in both BAV and TAV patients, although the prevalence of BAV remained relatively low. No significant differences were observed in procedural or clinical outcomes between the propensity-matched groups. Both valve types showed reductions in procedural complications and in-hospital mortality over time.
BACKGROUND:Sacubitril/valsartan reduced mortality and hospitalizations in patients with heart failure with reduced ejection fraction (HFrEF) compared to enalapril in pivotal clinical trials. However, real-world data under optimized dosing remain limited. OBJECTIVE:To compare the outcomes of HFrEF patients treated with sacubitril/valsartan versus either enalapril or losartan at guideline-recommended maximum dosages. METHODS:We analyzed data from an observational heart failure cohort (n = 2,314) including patients receiving care between August 2010 and September 2024 at six public hospitals in a large metropolitan area. The primary analysis included 254 HFrEF patients receiving the guideline-recommended maximum dosages of the investigated drugs. A sensitivity analysis included 452 patients receiving any submaximal dosages. The primary outcome was combined hospitalization or death. Baseline differences were adjusted using propensity score matching. A p-value < 0.05 was considered significant. RESULTS:Among 254 HFrEF patients (mean age 63.6 ± 12.3 years, 61.4% male), 115 received sacubitril/valsartan 97/103mg twice daily, 33 enalapril 20 mg twice daily, and 106 losartan 100 mg daily. Over the median follow-up of 23.9 months (interquartile range 11.9-41.1), there were 70 primary endpoint events (56 first hospitalizations, 32 deaths). Compared to equivalent dosages of enalapril or losartan, sacubitril/valsartan was not associated with significant reductions in combined hospitalization or death (odds ratio 0.650, 95% confidence interval 0.354-1.195, p = 0.165), but it was associated with functional status improvement (odds ratio 3.902, 95% confidence interval 1.745-8.726, p = 0.001). CONCLUSION:This real-world study did not demonstrate significant reductions in hospitalization or mortality for sacubitril/valsartan compared with enalapril or losartan at guideline-recommended maximum dosages; however, sacubitril/valsartan was associated with improved functional status.