
Objective:To evaluate the efficacy of cement augmentation in internal fixation of trochanteric fractures in the elderly. Methods:A comprehensive search of the MEDLINE, SpringerLink, CENTRAL, and Scopus databases was conducted up to February 2025 for randomized clinical trials (RCTs) comparing internal fixation with and without cement augmentation. The review adhered to the 2020 Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA) statement guidelines. Random-effects models were used to pool effect estimates. The primary outcomes were fixation failure and tip-apex distance (TAD). The secondary outcomes included mortality, reoperation rate, length of hospital stay, blood loss, and operative time. The risk of bias was assessed with the revised version of the Cochrane Risk of Bias tool (RoB 2.0; Cochrane Collaboration), and evidence certainty, with the Grading of Recommendations, Assessment, Development, and Evaluation (GRADE) approach. Results:Five RCTs comprising 509 patients were included. Cement augmentation did not significantly reduce fixation failure (relative risk [RR] = 1.13; 95%CI: 0.20-6.43) but significantly improved the TAD (mean difference [MD] = -2.11 mm; 95%CI: -3.13 to -1.09; p < 0.0001). There were no significant effects on mortality (RR = 1.10; 95%CI: 0.54-2.22) or reoperation (RR = 0.12; 95%CI: 0.01-2.09). Cement augmentation shortened the hospital stay by 2.5 days (MD = -2.59; 95%CI: -6.87 to 1.69), but it increased blood loss (MD = 49.01; 95%CI: -61.78 to 159.8) and operative time by 11 minutes (MD = 11.8; 95%CI: 5.91-17.69). Conclusions:Cement augmentation improves fixation quality and reduces hospitalization in elderly patients with trochanteric fractures, but it increases blood loss and operative time. Its use should be individualized based on patient risk profiles.
Resumo Comparar os resultados clínicos, radiográficos e complicações de pacientes submetidos à cirurgia de reparo ou ressecção capsular em artroplastia total de quadril (ATQ) pela via anterior. Estudo de coorte prospectivo com uma amostra de 232 pacientes submetidos à cirurgia de ATQ em um hospital terciário. Os pacientes foram divididos, conforme a exposição, em um grupo submetido à ATQ com preservação e fechamento capsular e outro grupo submetido à ATQ com ressecção capsular (capsulectomia). Clinicamente, os pacientes foram avaliados de acordo com o Harris Hip Score (HHS), arco de movimento do quadril e presença de sintomas de tendinite do iliopsoas. Radiograficamente avaliou-se a presença de ossificação heterotópica. Avaliou-se também a ocorrência de complicações pós-operatórias. Não se observou diferença estatisticamente significativa em relação ao escore clínico do HHS e arco de movimento do quadril. No grupo fechamento capsular não foram observadas complicações. No grupo capsulectomia, observou-se 7 casos (5,20%) de ossificação heterotópica, com um caso classificado como grau 3 de Brooker, além de encontramos 3 (2,25%) casos de tendinite do iliopsoas e 1 (0,75%) caso de luxação de prótese. O fechamento capsular na ATQ por via anterior direta demonstrou menor incidência de tendinite do iliopsoas, ossificação heterotópica e complicações como luxação de prótese, em comparação ao grupo capsulectomia.
Resumo As fraturas distais do fêmur representam aproximadamente 1% de todas as fraturas e 3 a 7% das fraturas femorais, caracterizando-se como lesões complexas que frequentemente envolvem a superfície articular. A tomografia computadorizada é fundamental na avaliação da extensão articular, de eventuais traços coronais e da cominuição metafisária. O tratamento cirúrgico busca restaurar o alinhamento mecânico, a congruência articular e promover estabilidade suficiente para mobilização precoce. A epidemiologia apresenta padrão bimodal: em jovens, predominam traumas de alta energia; em idosos, prevalecem quedas de baixa energia, com maior mortalidade devido à osteoporose e às comorbidades. O tratamento conservador possui indicações restritas, sendo normalmente reservado a pacientes com alto risco cirúrgico ou fraturas não desviadas. O tratamento cirúrgico inclui placas bloqueadas, hastes intramedulares retrógradas e técnicas combinadas. A dupla fixação tem ganhado destaque em ossos osteoporóticos, perda de suporte medial e fraturas periprotéticas. Em casos selecionados, especialmente em idosos com osso muito fragilizado, a artroplastia do joelho pode ser uma alternativa para possibilitar mobilização precoce. Este artigo apresenta uma revisão atualizada dos principais aspectos epidemiológicos, diagnósticos e terapêuticos das fraturas distais do fêmur, incluindo situações especiais, como as fraturas expostas, fraturas de Hoffa e as fraturas periprotéticas. Complicações como infecção, pseudoartrose, rigidez e osteoartrite pós-traumática ainda são frequentes.
Resumo A sínfise púbica é uma articulação fundamental para a estabilidade do anel pélvico. A instabilidade desta articulação pode causar dor crônica e limitação funcional significativa, especialmente em atletas e indivíduos jovens. Embora o tratamento conservador seja a primeira linha de manejo, casos refratários podem exigir abordagem cirúrgica. Este estudo propõe apresentar uma descrição de técnica cirúrgica utilizada em dois pacientes atletas de futebol que foram submetidos à reconstrução da sínfise púbica com via de acesso de Pffanestiel, passagem de enxerto autólogo do 'tendão semitendinoso através de túneis ósseos nos ossos do púbis, configurados em oito e fixados com fios de sutura inabsorvíveis. A técnica visou preservar a mobilidade fisiológica da sínfise púbica. Após 6 meses, houve melhora de mais de 30 pontos do Escore de Harris Modificado para o Quadril e retorno funcional satisfatório às atividades físicas com retorno ao esporte após 6 e 8 meses, respectivamente. Houve melhora da estabilidade pélvica radiológica durante o seguimento de 5 anos. A técnica demonstrou ser segura, com baixa morbidade e bons resultados clínicos, permitindo a preservação da mobilidade pélvica e o retorno ao esporte. Apesar do baixo número de casos, esta alternativa cirúrgica é reprodutível, com vantagens biomecânicas em comparação com a artrodese da sínfise púbica e baixo índice de complicações.
Resumo Descrever um ensaio clínico que pretende avaliar o impacto de técnicas de reforço extra-articular combinadas com a reconstrução do ligamento cruzado anterior (R-LCA) na função muscular, atividade física e retorno ao esporte em atletas de alto rendimento. A principal hipótese é que essas técnicas influenciarão diferentemente a estabilidade articular e a recuperação. Estudo prospectivo, quase-aleatório e simples-cego pretendendo incluir 220 atletas, entre 18 e 45 anos de idade, com lesões isoladas do LCA. Os participantes serão randomizados em blocos para um dos três procedimentos: tenodese extra-articular lateral (TEL), consistindo na fixação de uma faixa da banda iliotibial próximo à origem femoral do ligamento anterolateral (LAL) com 30° de flexão do joelho para estabilidade rotatória; reconstrução do LAL com feixe único (LAL-U) utilizando um enxerto de tendão Grácil entre o Cabeça da fíbula e a tuberosidade de Gerdy; ou LAL com feixe duplo (LAL-D), empregando dois ramos do enxerto em um duplo tunel tibial entre o tuberculo de gerdy e a cabeça da fibula e fixação femoral unica na posição anatomica do LAL. As avaliações ocorrerão no pré-operatório e aos 3, 6, 9, 12 e 24 meses pós-cirúrgico, incluindo lassidão articular, morfologia do quadríceps, desempenho funcional e força isocinética. Além disso, dados autorrelatados, como o da International Knee Documentation Committee (IKDC), 36-Item Short Form Health Survey (SF-36), e a escala de Tegner também serão coletados. Modelos lineares de efeitos mistos serão usados, para análise, ajustando-se ao reparo meniscal. Após a conclusão do estudo, esperamos identificar a técnica de reforço extra-articular mais eficaz para restaurar estabilidade e função do joelho, orientando decisões cirúrgicas. Os achados podem otimizar a reabilitação e reduzir recidivas em atletas. Este protocolo aborda um ensaio clínico detalhado, referente a lacunas importantes no conhecimento atual sobre as melhores abordagens cirúrgicas para R-LCA em atletas.
Resumo Investigar, por meio de coorte histórica, a associação entre fraturas sacrais e lesões do anel pélvico (LAPs), por meio da correlação entre seus subtipos classificatórios. Foram selecionados 45 pacientes internados em um centro traumatológico terciário entre março de 2023 e maio de 2025. Foram avaliados exames de imagem quanto à presença de LAPs e fraturas sacrais. Em seguida, os pacientes foram classificados segundo as classificações de Tile e de Denis. Então, foram submetidos à análise estatística seguindo a metodologia do teste de McNemar–Bowker e para avaliar a força da associação por meio do coeficiente V de Cramér. Na classificação das LAPs por Tile, encontrou-se predominância do tipo B (62,22%), seguido do tipo C (35,56%) e do tipo A (2,22%). Quanto às fraturas sacrais classificadas por Denis, o tipo mais prevalente foi I (50%), seguido do tipo II (28,57%) e do tipo III (21,43%). Ao associar os dados, observou-se que nas LAPs Tile B houve uma incidência de 85,7% de fratura sacral associada, sendo que, destas, 66,6% eram Denis I. Já nas LAPs Tile C, a incidência de fratura sacral associada foi de 100%, sendo 50% descritas como Denis II. Houve associação significativa entre as classificações de Tile e de Denis (p < 0,001), com correlação moderada (V de Cramér: 0,27–0,35). O estudo sugere correlações entre subtipos de LAP e fraturas sacrais, sendo mais frequentes as associações Tile B-Denis I e Tile C-Denis II. Essa associação pode acelerar a investigação e melhorar os desfechos dos pacientes.
Resumo As fraturas extra-articulares da escápula incluem aquelas que acometem o processo coracoide, o acrômio, a espinha e o ângulo inferior da escápula. São lesões pouco frequentes, de modo que representam um desafio terapêutico. Historicamente, o tratamento não cirúrgico era considerado padrão para esses tipos de fraturas, embora os resultados fossem heterogêneos, frequentemente marcados por dor persistente, limitação da mobilidade e discinesia escapulotorácica. Atualmente, com a evolução dos métodos de imagem, das técnicas operatórias e da qualidade dos implantes, as indicações cirúrgicas têm se ampliado, mostrando bons resultados funcionais no médio e longo prazos. Neste artigo de atualização, os autores apresentam a literatura mais recente referente a cada um desses padrões de fratura da escápula e expõem as recomendações de tratamento.
Resumo Avaliar os desfechos clínico-funcionais de pacientes submetidos à fixação de fraturas osteocondrais traumáticas do joelho com palitos ósseos autólogos. Realizamos um estudo retrospectivo transversal, que incluiu 11 pacientes operados entre 2021 e 2024. Foram analisados dados clínicos, radiográficos e funcionais, com aplicação do Formulário de Avaliação Subjetiva do Joelho do International Knee Documentation Committee (IKDC) durante o acompanhamento ambulatorial médio de 33,9 ± 10,6 meses. A amostra apresentou média etária de 20,3 ± 5,4 anos, com predomínio de lesões patelares (81,8%). A avaliação radiográfica demonstrou consolidação do fragmento osteocondral em todos os casos, sem sinais de deslocamento ou falha da fixação. A pontuação média no IKDC foi de 75,0 ± 17,1. Não foram observadas complicações graves ou necessidade de reintervenções cirúrgicas. A fixação de fraturas osteocondrais traumáticas do joelho com palitos ósseos autólogos resultou em consolidação adequada e desfechos funcionais satisfatórios nesta série de casos, e configura-se como alternativa biológica segura, eficaz e de baixo custo para o manejo dessas lesões.
Resumo Ferramentas de inteligência artificial (IA) baseadas em linguagem natural, como ChatGPT-4.1 mini (OpenAI Group PBC) e Gemini 2.5 Flash (Alphabet Inc.), são utilizadas por pacientes como fonte de informação médica. Este estudo avaliou e comparou a qualidade e a legibilidade das respostas fornecidas por essas IAs, em português brasileiro, sobre cirurgia do manguito rotador. Estudo transversal, descritivo e comparativo, com abordagem qualiquantitativa. Foram utilizadas 24 perguntas frequentes de pacientes, classificadas segundo Rothwell. Cada pergunta foi inserida individualmente nas plataformas dos dois modelos, sendo considerada apenas a primeira resposta. A qualidade foi avaliada por meio do instrumento DISCERN, desenvolvido pela University of Oxford e pela British Library, e dos critérios editoriais da Journal of the American Medical Association (JAMA). A legibilidade foi estimada com o programa Análise de Legibilidade Textual (ALT), validado para o português brasileiro. As análises estatísticas incluíram os testes de Wilcoxon, Friedman, análise de variância ([analysis of variance, ANOVA, em inglês] para medidas repetidas) e post hoc de Conover com correção de Bonferroni. O ChatGPT obteve escore médio DISCERN de 58,7 ± 4,0, e o Gemini, 56,3 ± 3,5, sem diferença significativa (p = 0,174), mas com efeito máximo (rank-biserial correlation [rrb, em inglês] = 1,0). Ambos os modelos apresentaram legibilidade média correspondente a 13,3 anos de escolaridade (p = 1,000). Nenhuma resposta atendeu aos critérios editoriais da JAMA. Perguntas relacionadas a valores obtiveram os maiores escores de qualidade, ao passo que as perguntas sobre política foram as mais complexas em termos de leitura. A correlação entre qualidade e legibilidade foi moderada (ρ = 0,73; p = 0,099). ChatGPT–4.1 mini e Gemini 2.5 Flash ainda não oferecem informação médica, em português brasileiro, adequada quanto à confiabilidade editorial, qualidade e acessibilidade textual para o público leigo.
Resumo Avaliar os desfechos funcionais da descompressão cirúrgica para tratamento da síndrome do túnel do tarso (STT) e explorar a relevância clínica de exames diagnósticos como eletromiografia (EMG), ressonância magnética (RM) e ultrassonografia (US). Realizamos um estudo retrospectivo unicêntrico com 15 pacientes com diagnóstico clínico de STT submetidos à descompressão cirúrgica aberta (2015–2022). O tratamento conservador falhou em todos, sendo acompanhados por pelo menos 12 meses. A avaliação pré-operatória combinou o exame clínico com pelo menos um exame confirmatório (EMG, RM ou US). Os desfechos incluíram o escore (primário) da American Orthopaedic Foot and Ankle Society (AOFAS) para tornozelo e retropé, dor avaliada pela Escala Visual Analógica (EVA), diferença mínima clinicamente importante (DMCI) e complicações. A análise utilizou testes t pareados, d de Cohen e análise de covariância (ANCOVA), com ajuste conforme o escore AOFAS basal, idade, duração dos sintomas e resultados da EMG. A idade média foi de 50,4 ± 15,6 anos; e 53,3% dos pacientes eram do sexo feminino. A duração média dos sintomas foi de 14,7 ± 7,2 meses. A EMG foi positiva em 66,7% dos casos, a RM em 60,0%, e a US em 53,3%. O escore AOFAS melhorou de 36,6 ± 7,1 para 78,1 ± 19,9 em 12 meses (p < 0,001; d = 2,26) e a EVA diminuiu de 7,0 ± 0,6 para 3,4 ± 1,3 (p < 0,001; d = −3,72). A DMCI foi alcançada em 80% dos casos para o escore AOFAS e em 100% para EVA. Ocorreram duas complicações menores (13,3%); não houve necessidade de nova intervenção cirúrgica. A ANCOVA sugeriu tendências de gravidade basal e cronicidade, mas sem significância estatística. A descompressão cirúrgica é um tratamento seguro e eficaz para a STT, proporcionando alívio significativo da dor e melhora funcional com baixas taxas de complicações. A intervenção precoce tende a gerar desfechos melhores, o que justifica a realização de mais estudos prospectivos.
Resumo Avaliar a prevalência e os fatores de risco de dor de característica neuropática (DN) em pacientes que serão submetidos a artroplastia total de joelho (ATJ) primária. Trata-se de um estudo prospectivo observacional realizado com pacientes acima de 18 anos, candidatos a ATJ, durante o período de outubro de 2023 a outubro de 2024, em um hospital universitário. A coleta de dados foi realizada baseada no prontuário dos pacientes e na aplicação de um questionário com variáveis socioeconômicas, comorbidades, tratamentos prévios e o Douleur Neuropathique en 4 (DN4i), instrumento validado de triagem para DN. Para avaliar e correlacionar as amostras pareadas foram utilizados os testes de Wilcoxon, Qui-quadrado de independência e exato de Fisher, considerando nível de significância de p < 0,05. Dos 68 participantes, 20 (29%) apresentaram resultado positivo para DN. Dentre eles, a maioria era do sexo feminino (80%, p = 0,015). A intensidade da dor foi significativamente maior nesse grupo, com 90% relatando EVA entre 8 e 10. Não foram observadas associações significativas com obesidade, diabetes ou uso de moduladores da dor. A qualidade de vida foi mais impactada nos pacientes com DN, que relataram pior estado geral de saúde e maior limitação em atividades físicas e sociais. A DN é altamente prevalente em pacientes candidatos à ATJ, principalmente do sexo feminino, e está associada a pior qualidade de vida e maior intensidade de dor. A triagem sistemática com o DN4i pode otimizar o diagnóstico e contribuir para estratégias terapêuticas personalizadas.
Resumo Avaliar o eixo mecânico e os parâmetros angulares dos membros inferiores em atletas profissionais de futebol, relacionando-os à idade, dominância lateral e posição em campo. Conduzimos um estudo transversal com 102 atletas masculinos de um clube. Radiografias panorâmicas em ortostase foram analisadas pelo programa PeekMed (Peek Health, S.A.), que mensurou o parâmetro de eficiência condilar (PEC), o ângulo mecânico medial proximal tibial (AmMPT), o ângulo mecânico lateral distal femoral (AmLDF) e o ângulo mecânico tibiofemoral (AmTF). Aplicaram-se estatística descritiva, analise de variância (analysis of variance, ANOVA, em inglês), análise multivariada da variância (multivariate analysis of variance, MANOVA, em inglês), correlações de Pearson/Spearman e regressão múltipla. A idade média foi de 26,9 anos. O valgo foi o padrão mais prevalente (68,6%), com bilateralidade em 47,0%. Houve correlação negativa entre idade e PEC bilateral (ρ = -0,42 à direita; e -0,39 à esquerda) e maior assimetria condilar (ΔPEC) em zagueiros e canhotos. A MANOVA indicou associação significativa entre posição e parâmetros articulares (p = 0,0016), sem efeito global da dominância (p = 0,243). Laterais e meias apresentaram maior prevalência de valgo (até 80%), ao passo que zagueiros e goleiros mostraram mais casos de eixo neutro. Diferenças bilaterais significativas foram observadas com relação ao PEC, ao AmMPT e ao AmLDF. O alinhamento dos membros inferiores em atletas de futebol mostrou-se influenciado pela idade e posição em campo, com assimetrias mais marcantes em zagueiros e canhotos. O monitoramento individualizado do eixo mecânico pode auxiliar na prevenção de lesões e otimização do desempenho.
Resumo Avaliar a eficácia e a segurança do ácido hialurônico de alto peso molecular (AHAPM) em comparação a outros métodos para o tratamento da osteoartrite (OA) do quadril Esta revisão sistemática e metanálise seguiu as diretrizes Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA). Foram incluídos estudos clínicos randomizados (ECRs) que compararam o AHAPM com outras terapias (corticosteroides, plasma rico em plaquetas, solução salina ou ácido hialurônico de baixo peso molecular) para o tratamento da OA do quadril. As diferenças médias (DMs) ou diferenças médias padronizadas (DMPs) de desfechos contínuos foram calculadas com intervalos de confiança (IC) de 95%. Quatro ECRs foram incluídos, com um total de 823 pacientes com OA do quadril, dos quais 408 (49,5%) foram tratados com AHAPM. A idade média dos pacientes foi de 60,1 (±10,21) anos. Não foram observadas diferenças significativas entre os grupos em relação à dor (DMP, −0,30 pontos; índice de confiança [IC] 95%, −1,60–0,99), índice de Lequesne (DM, 1,30 pontos; IC 95%, −8,83–11,44), pontuação total do Western Ontario and McMaster Universities Osteoarthritis Index (WOMAC) (DM, −9,26 pontos; IC 95%, −51,33–32,56), rigidez segundo o WOMAC (DM, −0,93 pontos; IC 95%, −12,30–10,45), função física segundo o WOMAC (DM, −0,15 pontos; IC 95%, −7,24–7,60) e autoavaliação global pelo paciente (DM, −1,95 pontos; IC 95%, −27,49–23,59). Não foram observadas diferenças significativas entre o AHAPM e outros tratamentos em relação ao alívio da dor e à recuperação funcional em pacientes com OA do quadril. No entanto, mais estudos clínicos randomizados de alta qualidade são necessários para avaliação do AHAPM no tratamento da OA do quadril.
There is no standardized treatment for multifragmentary fractures of the anterior tibial tuberosity (ATT) in adult patients, with or without concomitant metaphyseal fractures of the proximal tibia. This technical note aims to demonstrate the results of using a minifragment plate positioned horizontally according to the tension band principle in two patients with multifragmentary fractures of the ATT.
Objective:To investigate, in a retrospective cohort, the association between sacral fractures and pelvic ring injuries (PRIs) by correlating their respective classification subtypes. Methods:We selected 45 patients admitted to a tertiary trauma center between March 2023 and May 2025. Imaging studies were evaluated for the presence of PRIs and sacral fractures, followed by their classification according to the Tile and Denis systems. Then, a statistical analysis was performed using the McNemar-Bowker test and the Cramér's V coefficient to assess the strength of the association. Results:Among the PRIs classified according to the Tile system, type B was predominant (62.22%), followed by type C (35.56%), and type A (2.22%). Among the sacral fractures classified according to the Denis system, type I was the most prevalent (50%), followed by type II (28.57%), and type III (21.43%). When the classifications were correlated, Tile type-B PRIs showed an 85.7% incidence of associated sacral fractures, 66.6% of which were Denis type I. For Tile type-C PRIs, the incidence of associated sacral fractures was of 100%, with 50% classified as Denis type II. There was a significant association between the Tile and Denis classifications ( p < 0.001), with a moderate correlation (Cramér's V = 0.27-0.35). Conclusion:The study suggests correlations between PRIs and sacral fracture subtypes, with Tile B-Denis I and Tile C-Denis II representing the most frequent associations. This relationship may facilitate diagnostic investigation and improve patient outcomes.
Objective:Artificial intelligence (AI) tools based on natural language, such as ChatGPT 4.1 mini (OpenAI Group PBC) and Gemini 2.5 Flash (Alphabet Inc.), are used by patients as sources of medical information. The current study aimed to evaluate and compare the quality and readability of responses provided by these AIs, in Brazilian Portuguese, regarding rotator cuff surgery. Methods:The present cross-sectional, descriptive, and comparative study followed qualitative and quantitative approaches. A total of 24 frequently-asked patient questions were used, classified according to Rothwell. Each question was entered individually into both platforms, and only the first response was considered. The quality assessment used the DISCERN instrument, developed by the University of Oxford and the British Library, and the Journal of the American Medical Association (JAMA) benchmark criteria. Readability was estimated using Análise de Legibilidade Textual (ALT, "Text Readibility Anallysis", in Portuguese) software, validated for Brazilian Portuguese. The statistical analyses included the Wilcoxon and Friedman tests, repeated-measures analysis of variance (ANOVA), and the Conover post-hoc test with Bonferroni correction. Results:ChatGPT achieved a mean DISCERN score of 58.7 ± 4.0, and Gemini, 56.3 ± 3.5, with no significant difference ( p = 0.174), but with a maximum effect size (rank-biserial correlation [rrb] = 1.0). Both models showed a mean readability corresponding to 13.3 years of schooling ( p = 1.000). No response met the JAMA benchmark criteria. Value-based questions achieved the highest quality scores, whereas policy-related questions were the most complex in terms of readability. The correlation between quality and readability was moderate (ρ = 0.73; p = 0.099). Conclusion:ChatGPT 4.1 mini and Gemini 2.5 Flash do not yet provide adequate medical information in Brazilian Portuguese regarding editorial reliability, quality, and textual accessibility for the general public.
The pubic symphysis is a key joint for the stability of the pelvic ring. Pubic symphysis instability may lead to chronic pain and significant functional limitation, particularly in athletes and young subjects. Although conservative management is the first-line approach, refractory cases may require surgical intervention. The present study aimed to describe a surgical technique used in two soccer players who underwent pubic symphysis reconstruction through a Pfannenstiel approach with an autologous semitendinosus tendon graft passed through bone tunnels in the pubic bones in a figure- eight configuration and fixed with non-absorbable sutures. This technique's goal is to preserve the physiological mobility of the pubic symphysis. At 6 months, both patients showed an improvement of more than 30 points in the modified Harris Hip Score. Moreover, they achieved satisfactory functional recovery, returning to sports at 6 and 8 months, respectively. Radiographic evaluation demonstrated improved pelvic stability over a 5-year follow-up period. The technique proved to be safe, with low morbidity, and good clinical outcomes, allowing pelvic mobility preservation and return to sports. Despite the small number of cases, this surgical approach appears to be reproducible, with biomechanical advantages over pubic symphysis arthrodesis and a low complication rate.
Objective:To evaluate the clinical and functional outcomes of patients who underwent fixation of traumatic osteochondral knee fractures using autologous bone pegs. Methods:We conducted a retrospective cross-sectional study including 11 patients who underwent surgery between 2021 and 2024. Clinical, radiographic, and functional outcomes were evaluated during a mean follow-up of 33.9 ± 10.6 months, including functional assessment using the International Knee Documentation Committee (IKDC) Subjective Knee Form. Results:The mean patient age was of 20.3 ± 5.4 years, with a predominance of patellar lesions (81,8%). The radiographic evaluation demonstrated consolidation of the osteochondral fragment in all cases, without signs of displacement or fixation failure. The mean IKDC score was of 75.0 ± 17.1 points. There were no major complications or reoperations. Conclusion:Fixation of traumatic osteochondral knee fractures with autologous bone pegs resulted in adequate consolidation and satisfactory functional outcomes in this case series, representing a safe, effective, and low-cost biological alternative to manage these lesions.
Objective:This study aimed to evaluate the prevalence and risk factors of neuropathic pain (NP) in patients undergoing primary total knee arthroplasty (TKA). Methods:This prospective observational study included patients aged 18 years or older who were candidates for TKA, conducted between October 2023 and October 2024 at a university hospital. Data were collected from medical records and through the application of a questionnaire assessing socioeconomic variables, comorbidities, prior treatments, and the interview version of the Douleur Neuropathique in 4 questions (DN4i) questionnaire, a validated screening instrument for NP. Paired samples were analyzed using the Wilcoxon, Chi-squared of independence, and Fisher's exact tests, with a significance level set at p < 0.05. Results:Of the 68 participants, 20 (29%) tested positive for NP. Among these, most were female (80%, p = 0.015). Pain intensity was significantly higher in this group, with 90% reporting VAS scores between 8 and 10. There were no significant associations with obesity, diabetes, or the use of pain modulators. Quality of life was more adversely affected in patients with NP, who reported poorer general health status and greater limitations in physical and social activities. Conclusion:There is a high prevalence of NP among patients undergoing TKA, particularly in females, and is associated with worse quality of life and greater pain intensity. Systematic screening using the DN4i questionnaire may improve diagnosis and support the development of individualized therapeutic strategies.
Distal femur fractures account for approximately 1% of all fractures and 3 to 7% of femoral fractures, representing complex injuries that frequently affect articular surfaces. Computed tomography is essential to evaluate articular involvement, the presence of coronal fracture lines, and metaphyseal comminution. Surgical treatment aims to restore mechanical alignment and articular congruity while providing sufficient stability to allow early mobilization. The epidemiology shows a bimodal pattern: in younger patients, high-energy trauma predominates, whereas in older patients, low-energy falls are more common, with higher mortality related to osteoporosis and comorbidities. Conservative treatment has limited indications and is often reserved for patients with high surgical risk or for nondisplaced fractures. Surgical management includes locking plates, retrograde intramedullary nails, and combined fixation techniques. Dual fixation has gained increasing attention in osteoporotic bone, cases with loss of medial support, and periprosthetic fractures. In selected cases, particularly in older patients with severely compromised bone quality, knee arthroplasty may be an alternative for early mobilization. The present article presents an updated review of the main epidemiological, diagnostic, and therapeutic aspects of distal femur fractures, including special situations such as open fractures, Hoffa fractures, and periprosthetic fractures. Complications such as infection, nonunion, stiffness, and posttraumatic osteoarthritis remain frequent.