
Cost management enables the continuous monitoring and evaluation of health resources, such as invasive examinations, and the optimization of patient safety. This study aimed to understand the impact of monitoring and evaluating the consumption of invasive materials after the implementation of cost management in an outpatient and specialized health service. The results showed that it was possible to monitor spending on medications and supplies, facilitating the tracking of their use within the institution. Another result found was the impact on care quality, as, financial and expense control enabled assertive scheduling and planning for the acquisition of hospital materials and medications, considering institutional needs. Cost management enabled the implementation of a checklist for consumption monitoring, focusing on medications and supplies used in each invasive procedure. The comparison between the last quarter of 2023 and the same period in 2024 allowed us to identify that, in 2024, with cost management, the use of hospital medical materials was higher, but the total cost was lower. The conclusion is that cost management has a positive impact on health services, providing improvements in planning and care.
The diagnosis of digital competencies in primary health care (PHC) professionals is an urgent need that requires the attention and coordination of health managers and higher education institutions responsible for continuing health education in Brazil. This study presents the Digital Intelligence Test in Health (IDs Test) as a tool that can assist professionals and health managers in identifying essential digital competencies for safe and effective practice within the context of the Brazilian Unified Health System digital program (SUS Digital), supported by information and communication technologies. The tool was developed based on the standardized IEEE 3527.1-2020 model, which includes 24 digital competencies organized into three development profiles, derived from an analysis of 25 global digital literacy initiatives. The IDs Test has undergone three phases and has already been administered to more than 1,200 students and health professionals, with an average digital health literacy score exceeding 73%. In the current phase, the IDs Test has been adapted to help PHC professionals identify their strengths and suggest personalized training pathways based on the results, aiming to enhance the digital competencies necessary for professional practice.
Os determinantes sociais de saúde são considerados fatores sociais, econômicos, culturais, étnicos/raciais, psicológicos e comportamentais que podem influenciar na saúde da população, bem como aumentar os fatores de risco, principalmente em territórios de vulnerabilidade socioeconômica. O estudo teve como objetivo analisar a vulnerabilidade familiar da região da estrada de ferro em Criciúma – SC, sendo uma pesquisa quantitativa e transversal, com as famílias residentes na comunidade da estrada de ferro, localizado no bairro Pinheirinho, Criciúma – SC. Para a coleta de dados foi utilizado o questionário sociodemográfico elaborado pelos pesquisadores, Escala de vulnerabilidade social de Coelho Savassi, e Escala de Avaliação de Qualidade de Vida de Crianças e Adolescentes. Encontra-se nos resultados a maioria das crianças do sexo feminino, entre 7 e 11 anos, se denominando branca (45,5%) ou parda (40,9%). Quanto às características dos cuidadores, a grande maioria é a mãe da criança, possuindo ensino fundamental (54,2%). Das análises bivariadas realizadas sobre os fatores socioeconômicos, encontrou-se associação entre as variáveis do critério de classificação econômica Brasil, escolaridade do cuidador e o número de irmãos. Salienta-se a compreensão da vulnerabilidade como um fenômeno dinâmico e multideterminado destaca a necessidade contínua de reflexão e ação para enfrentar os desafios presentes nas comunidades.
A relação entre a saúde do servidor e a gestão em segurança no trabalho é essencial para a prevenção de doenças ocupacionais. Este estudo de caso, com abordagem mista, combinou análise estatística e de conteúdo para propor um Sistema de Gestão para a Unidade de Atenção à Saúde do Servidor da Universidade Federal de Santa Maria. Foram analisados registros de licenças para tratamento de saúde e acidentes em serviço dos servidores entre 2013 e 2021, seguindo critérios de inclusão conforme a Classificação Internacional de Doenças. Aplicou-se um questionário estruturado a 33 profissionais da Unidade para compreender percepções sobre a gestão no trabalho e o impacto das doenças ocupacionais. Os resultados apontaram os técnicos em enfermagem como os mais afetados por doenças do grupo F da CID-10, seguidos pelas do grupo M nas LTS. Com base nesses achados, aplicaram-se a Matriz SWOT, o Ciclo PDCA e a Teoria da Árvore da Gestão em Segurança e Saúde no Trabalho, resultando em propostas de ações para o Hospital Universitário de Santa Maria. Assim, espera-se que o resultado impacte na redução da subnotificação, otimize a gestão de afastamentos e fortaleça ações preventivas, promovendo um ambiente de trabalho mais seguro e eficiente na UFSM.
O Diabetes Mellitus está se tornando uma epidemia global, mas os sistemas de saúde ainda enfrentam uma grande fragmentação, focando principalmente no tratamento de condições agudas e nas complicações das doenças crônicas. Este estudo analisou os caminhos percorridos por usuários com diabetes em busca de atendimento em Santarém, Pará, por meio de entrevistas semiestruturadas, utilizando a Teoria da Estruturação de Giddens como referência analítica. Participaram 34 pessoas com diabetes, que receberam atendimento tanto na Atenção Primária quanto na Especializada. Entre os principais fatores que dificultam o cuidado, destacaram-se: a falta de equipes na Estratégia Saúde da Família e no Núcleo de Apoio à Saúde da Família, a escassez de medicamentos, a dificuldade de acesso aos serviços especializados, a ausência de oftalmologistas e a deficiência na comunicação entre os níveis de atenção. Em contraste, os fatores facilitadores incluíram as políticas de saúde, a adesão ao tratamento farmacológico e à dieta, e a atenção acolhedora por parte dos profissionais de Atenção Primária. Conclui-se que, ao buscar serviços especializados, o usuário enfrenta um caminho solitário e exaustivo, assumindo grande parte da responsabilidade pelo seu cuidado devido à falta de clareza sobre o percurso na rede de saúde.
O Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ-AB) realizou investimentos importantes que requerem ser avaliados para verificar o alcance dos seus resultados. Objetiva-se analisar o acesso e o acolhimento à demanda espontânea no PMAQ-AB do Distrito Federal em 2014 e 2018, na perspectiva dos profissionais de saúde e dos usuários. Estudo descritivo e analítico, com dados oriundos da avaliação externa do PMAQ-AB, de 2014 e de 2018. A amostra foi composta por 67 equipes de saúde da família. Foi aplicado o teste Qui-quadrado de Pearson, considerou-se p valor<0,05. Para os profissionais de saúde houve melhoria no funcionamento do serviço no horário do almoço; nos agendamentos de atendimentos sem a necessidade de deslocamento do usuário e quando não precisa do atendimento no mesmo dia; e mais espaço na agenda para o usuário sanar dúvidas. Para os usuários houve piora nos agendamentos de atendimentos sem a necessidade de deslocamento e de consulta com hora marcada, e ainda dificuldade para conversar sobre os resultados dos exames. Conclui-se que existem barreiras organizacionais que precisam ser melhoradas, por meio da reorganização das formas de acesso e do acolhimento à demanda espontânea na APS.
Trata-se de um texto de ensaio teórico sobre a segurança do paciente enquanto uma nova ciência que necessita ser introduzida nas políticas de saúde dos sistemas de saúde, considerando que os eventos adversos são um problema de saúde pública em vários países, porém, ainda negligenciados. Apesar de décadas de investimentos em pesquisas e tecnologias, a qualidade da assistência em todos os países é muito pior do que deveria ser. Logo, a meta da cobertura universal de saúde, que é um componente-chave dos objetivos de desenvolvimento sustentável da Organização das Nações Unidas, pode não ser atingida. Dessa forma, é preciso: reconhecer o tema como prioridade nas políticas públicas e nos programas de saúde; avaliar e medir a natureza e a magnitude dos eventos adversos em todos os níveis de atenção à saúde; promover a cultura de segurança; formar futuras lideranças por meio de educação e treinamento; e intensificar as pesquisas em segurança do paciente.
O Diabetes Mellitus (DM) representa uma epidemia global, impactando a saúde pública e a qualidade de vida. A abordagem educacional da DM mostra- se como alternativa para melhorar o manejo clínico. Tem-se como objetivo apresentar os dados iniciais do ensaio clínico randomizado The Diabetes Care (D-CARE) Study, referentes ao perfil sociodemográfico e aos resultados de instrumentos de avaliação de fatores psicológicos e atitudinais. Foi desenvolvido ensaio clínico randomizado (ECR), em paralelo, de fase III, com razão de alocação de 1:1, duração de 6 meses, com desfecho primário HbA1c (%) entre-grupos, ao final de 6 meses. Este trabalho trata de recorte transversal da amostra inicial do ECR descrito. Destaca-se notavelmente que 66,2%dos indivíduos apresentaram algum grau de depressão e 71,7% ansiedade. Avaliações usando o instrumento WHOQOL-Bref indicaram necessidade de melhora nos domínios físico e de satisfação com a saúde. Apesar de um conhecimento satisfatório sobre o DM, o questionário de atitudes revelou que 89,6% mantinham uma postura negativa em relação à doença. O questionário IPAQ apontou que 59,5% eram fisicamente ativos, enquanto 38,6% eram irregularmente ativos ou sedentários. Esses dados iniciais fornecem insights importantes para estratégias futuras de intervenção e educação em diabetes, destacando áreas críticas para melhoria, como saúde mental e atitudes.
A implementação da estratégia e-SUS APS visa a reestruturação das informações de saúde a partir da coleta e do armazenamento dos dados pelos softwares e aplicativos que compõem o sistema. O objetivo desta pesquisa constitui-se na análise da operacionalização do Aplicativo e-SUS Território, componente da estratégia, pela percepção dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) do Distrito Sanitário VII do Recife-PE. Caracteriza-se como um estudo exploratório e descritivo. Os resultados permitiram concluir que a implementação do e-SUS Território é permeada por aspectos que necessitam ser reconsiderados para que a sua implementação seja efetiva. Entre estes aspectos, destacam-se as inconsistências na inserção e no armazenamento dos dados nas bases do sistema e as decorrências destas falhas para a produção dos profissionais e na relação do cuidado com os usuários. Outro ponto evidenciado é o descontentamento profissional frente ao manuseio de uma ferramenta com potencialidade de agregar os fluxos de trabalho, mas que, devido às suas lacunas técnicas e à insuficiência de um suporte operacional adequado, acarreta em desgastes físico e mental no dia a dia dos processos de trabalho dos ACS.
Este artigo tem como objetivo caracterizar e examinar os marcos normativos alterados ou implementados pelo governo federal e referentes às compras públicas pelo advento da COVID-19 no Brasil. Foi realizada pesquisa documental da legislação federal em portais eletrônicos de acesso público publicadas até outubro de 2021. Após, procedeu-se exame dos documentos para caracterizar principais focos de mudanças instituídas em cinco eixos temáticos: regras financeiras, simplificação processual, transparência e accountability, inovação administrativa e regulação sanitária. Foram identificadas 10 legislações. As alterações envolveram diversos mecanismos jurídicos processuais, visando conceber maior agilidade e flexibilidade na execução das compras, através de licitação dispensável, diminuição de prazos, atualizações nos valores, eliminação de documentos, postergação de exigências de fiscalização, pagamento antecipado, todas simplificações antes não previstas na lei de licitações brasileira. Outra importante alteração, foi a incorporação do Sistema de Registro de Preços na Dispensa de Licitação. Houve também reforço para a publicização e transparência na execução das compras. Evidenciou-se a capacidade inovadora do setor público com medidas legais para agilização das compras, flexibilidades aquisitivas podem acentuar práticas ilícitas, o que reforça a importância da prestação de contas e fiscalização da sociedade, e importância do papel do setor público na resposta em situações de crise.
O objetivo do estudo foi avaliar a distribuição da frequência das não conformidades, dos motivos que desencadearam a inspeção e das formas de abordagem nas inspeções sanitárias nos serviços de saúde de Minas Gerais, de 2020 a 2022. Foi desenvolvido estudo transversal e descritivo, de abordagem quantitativa, utilizando-se dados secundários armazenados pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) por meio do instrumento de notificação de risco – Vigi-Risco. Os resultados demonstraram que, do total de 102.733 notificações, 13.353 (13%) foram consideradas originárias de estabelecimentos que podem gerar risco. As não conformidades mais comumente encontradas foram nas áreas de documentação/garantia da qualidade (n=48.337; 35,47%) e estrutura física (n=27.370; 20,09%); os fatos geradores de inspeção mais frequentes foram renovação de alvará sanitário (n=52.190; 47,79%) e interesse da vigilância sanitária (n=28.136; 25,77%); e as ações mais adotadas pelo poder público foram orientação (n=58.115; 58,94%) e notificação (n=38.546; 39,09%). Conclui-se que as irregularidades atuaram como marcadores da situação sanitária dos serviços de saúde.
Esta pesquisa visa contribuir para o desenvolvimento de novas políticas sociais de saúde mental, relacionadas com a depressão, tendo por base os fatores socioculturais. A pesquisa utilizou uma metodologia mista na recolha de dados tendo sido aplicado um questionário a 111 pessoas dos dois sexos (73,9% do sexo feminino) com diagnóstico de Transtorno Depressivo Major, residentes na região de Lisboa, Portugal, das quais 20 responderam ainda a uma entrevista qualitativa, presencial. Os principais fatores socioculturais encontrados foram situações de ‘stress’ e conflito laboral (24,3%); perdas afetivas (19,8%); e situações de conflito ou separação conjugal (18,0%). Perto de dois terços dos inquiridos (62,2%) consideram que algumas condições, além da assistência clínica, poderiam contribuir para aliviar o seu sofrimento (fatores de resolução). De entre estas foram referidas: ter melhor suporte humano (37,3%); ter melhor situação laboral (24,0%); ter maior apoio financeiro (18,7%). Baseados nos resultados encontrados, os autores propõem os seguintes tipos de políticas sociais preventivas da depressão: políticas laborais; políticas de coesão social; políticas de educação e literacia; e formação dos profissionais do setor na deteção precoce das situações de depressão.
O sistema lean healthcare busca aprimorar a eficiência e a qualidade dos processos hospitalares, reduzindo desperdícios para agregar valor aos pacientes. No entanto, sua implementação pode enfrentar desafios devido à ausência de recursos adequados para tal. Nesse estudo, a visão baseada em recursos será adotada como perspectiva teórica para compreender como a implementação do lean healthcare está ligada à aquisição, ao desenvolvimento, à manutenção e à melhoria de recursos específicos de uma organização hospitalar. A metodologia adotada foi um estudo de caso em um hospital de pequeno porte que possui iniciativas voltadas para a implementação do lean. Os dados foram coletados por meio de entrevista semiestruturada, observações in loco e registros documentais para identificar as práticas enxutas adotadas, os recursos de suporte e avaliar o valor, a versatilidade e a sustentabilidade dos mesmos. Os resultados demonstraram que o aproveitamento dos recursos, treinamento, reputação, sistema de informação e tecnologia, sistema de atendimento e sistema de planejamento e controle foi considerado fundamental para o sucesso da implementação do lean healthcare no hospital estudado. Esses resultados sinalizam que a melhoria contínua do sistema lean healthcare depende da atenção gerencial que se atribui aos recursos que dão suporte à sua implementação.
Este artigo discute os achados de uma pesquisa que procurou elucidar a experiência vivida por gerentes de Unidades Básicas de Saúde (UBS) no município de Divinópolis, em Minas Gerais, na intenção de contribuir para o desenvolvimento gerencial em saúde. Tem como objetivo compreender o desenvolvimento das atribuições do gerente de Atenção Primária à Saúde (APS) a partir da perspectiva desses mesmos profissionais. Ao se tornarem gerentes, esses profissionais, muitas vezes despreparados, depararam-se com uma rotina de trabalho intensa, variada e fragmentada e se esbarram com prioridades institucionais que dificultam a implantação de suas agendas e o planejamento das atividades. Altamente dependentes de outros setores, os gerentes precisam organizar uma ampla rede de relacionamentos dentro e fora da instituição para facilitar a realização de seu trabalho. Suportando tensões, resolvendo problemas e superando desafios, eles revisaram seus conceitos e passaram por um processo de mudança de consciência que os levou a pensar e a agir como gerentes. Ser um gerente de UBS significou, para cada um deles, ser um agente de mudanças, que trabalha em um ambiente de alta pressão, liderando processos de transformação na sua unidade, em função da comunidade em que se insere.
Dados da Organização Mundial da Saúde indicam o Brasil como o segundo colocado no ranking dos casos de hanseníase no mundo, atrás da Índia e à frente da Indonésia, no período 1980-2021. O objetivo deste estudo foi identificar as áreas de alto risco da hanseníase, de 2001 a 2023, no município de Apiaí, Estado de São Paulo. Trata-se de estudo ecológico descritivo de análise espacial dos novos casos de hanseníase detectados por residência no município, de 2001 a julho/2023, através da análise de varredura para definição das áreas de alto risco no espaço-tempo retrospectivo e prospectivo, utilizando o software Sastcan. Foram georreferenciados 25 casos detectados de hanseníase no período, sendo um caso novo de criança menor de 15 anos de idade. As análises espaciais de varredura detectaram um aglomerado no espaço-tempo retrospectivo e outro no prospectivo; nas outras análises de varredura não se obteve significância estatística nos aglomerados com valores de p<0,05. Concluiu-se que a vigilância municipal e estadual, em conjunto com a atenção primária do Programa de Saúde da Família, deve realizar a busca ativa dos contactantes dos casos detectados de hanseníase nas áreas com risco confirmado, para a efetiva quebra da cadeia de transmissão.
Em 2006, o Pacto pela Saúde introduziu uma nova forma de política pública baseada em acordos entre gestores, que trouxe novas responsabilidades para as secretarias municipais de saúde. Diante disso, esta pesquisa objetiva diagnosticar os desafios, as dificuldades e as vivências de gestores municipais de saúde perante as mudanças ocorridas na gestão do SUS, principalmente na gestão orçamentária. Trata-se de um estudo qualitativo, realizado por meio de um fórum virtual e assíncrono com 11 gestores de saúde municipais da região do centro-oeste do estado de São Paulo, com base em cinco pautas relacionadas ao financiamento do SUS, à execução orçamentária e à prestação de contas. A análise de conteúdo permitiu identificar como os principais desafios de gestão as seguintes categorias: governança; compreensão do sistema; captação de recursos; aprendizagem; perfil do gestor; melhoria de processos; instrumentos de gestão; e trabalho em equipe. Conclui-se que esses achados facilitarão a criação de estratégias para melhoria da gestão orçamentária de saúde.
O objetivo deste artigo é analisar o perfil dos custos com serviços de saúde financiados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mortalidade e natalidade por mil habitantes em Teresina/PI, entre 2004 e 2020. Através de dados disponibilizados pelo Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro, utilizaram-se as variáveis referentes às subfunções da área de saúde para a descrição dos custos e a média por usuários do sistema. Além disso, calcularam-se indicadores de mortalidade e natalidade para verificar a sua relação direta com tais gastos. Como resultados, tem-se que o serviço de saúde apresentou maior destinação de recursos no decorrer dos anos, cujo maior valor observado em todas as contas foi em assistência hospitalar e ambulatorial, em 2020, o que enfatiza o cuidado com a pandemia por COVID-19. As análises inferenciais identificaram que maiores investimentos na área de suporte profilático e terapêutico e alimentação e nutrição apresentam uma capacidade de redução dos indicadores de mortalidade, assim como um crescimento nos valores atenção básica, assistência hospitalar e ambulatorial, alimentação e nutrição, produção hospitalar e ambulatorial por habitante podem resultar no aumento da natalidade.
O modelo de gestão de riscos desenvolvido neste trabalho é aplicável à Coordenação-Geral de Gestão de Pessoas (COGEP) do Ministério da Saúde. Para a construção do modelo, foram analisados o modelo de gestão de riscos proposto pelo Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission (COSO), os princípios e as diretrizes de gestão de riscos da ISO 31000 e as medidas para a sistematização de práticas relacionadas à gestão de riscos, aos controles internos e à governança da Instrução Normativa Conjunta nº 1, de 10 de maio de 2016. Além disso, foram realizados o reconhecimento da extensão de toda a cadeia de valor da COGEP, o levantamento de sua missão, visão e valores e a identificação de seus objetivos estratégicos, táticos e operacionais. Por fim, foram definidas etapas necessárias para a construção do modelo de gestão de riscos. Conclui-se, em face do exposto, ter sido acertada a construção de um modelo de gestão de riscos para a COGEP, para uso imediato, tendo em vista os inúmeros benefícios que pode proporcionar.
Este trabalho tem como objetivo analisar as Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) com foco na incorporação de produtos para saúde. Trata-se de um ensaio teórico que buscou refletir sobre o sucesso e o insucesso das PDPs. As PDPs são instrumentos de políticas públicas que celebram acordos entre o setor público e o setor privado com o objetivo de promover a transferência de tecnologia e conhecimento na área da saúde. Na análise efetuada, foi possível observar que as PDPs são uma estratégia importante para ampliar o acesso da população a produtos de saúde, principalmente com a produção local, o que reduz os custos de importação. No entanto, também foi evidenciado que as PDPs enfrentaram desafios e insucessos em muitos casos, o que reforça a importância de avaliações criteriosas e sistemáticas para aprimorar as políticas públicas e para tomar decisões fundamentadas em evidências concretas que permitam a análise da viabilidade econômica dessas parcerias. Nesse contexto, é necessário avaliar se os investimentos realizados estão de fato proporcionando os resultados almejados em termos de benefícios para a saúde pública.