
Sintomas relacionados com a atrofia vulvovaginal apresentam um impacto negativo sobre a qualidade de vida de até 50% das mulheres na pós‐menopausa. No entanto, algumas recusam o uso de estrogênios, que é a terapia eficaz padrão, devido à publicidade negativa nos últimos anos e à disponibilidade de outras terapias opcionais. Esta revisão avaliou a eficácia de tratamentos hormonais, fitoterápicos de uso oral ou tópico para aliviar os sintomas da atrofia vaginal em mulheres na pós‐menopausa. Foram avaliados estudos do Medline, Scopus e Cochrane Central Register de Ensaios Controlados com as palavras‐chaves vagina, postmenopause, isoflavones, estrogen, syndrome genitourinária, vulvovaginal atrophy, clinical applications. Estudos de revisão e ensaios clínicos randomizados foram incluídos neste estudo. Os dados mostraram que os estrogênios de uso sistêmico ou local são os mais indicados, as isoflavonas só mostraram efeitos positivos quando de uso local. Alguns tratamentos não hormonais, como hidratantes, lubrificantes e o uso de laser vaginal, também são indicados. Outra possibilidade de tratamento é o ospemifeno, um modulador de receptor hormonal seletivo (SERM) na dispareunia e na atrofia vulvovaginal. Assim, o uso de opções é benéfico para mulheres com risco de neoplasia relacionada aos estrogênios.
ObjetivoCompreender a percepção da mulher na vivência do climatério.MétodoEstudo de abordagem qualitativa, desenvolvido em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), em Crato (CE). Participaram 17 mulheres cadastradas pela UBS. Os dados foram coletados por entrevista semiestruturada. Foram organizados em categorias temáticas e examinados pela técnica da análise de conteúdo.ResultadosOs dados foram organizados em três categorias temáticas: Conceitos das mulheres sobre o climatério e sintomas mais prevalentes; Impacto do climatério na saúde da mulher e Procura ao serviço de saúde nesse período. As alterações fisiológicas mais relatadas foram: ondas de calor, dores de cabeça, insônia, enjoo e fadiga. A maioria das mulheres não conhecia o significado da palavra climatério, que correlacionava com a menopausa. Percebeu‐se que boa parte delas também não procurou assistência profissional.ConclusãoNotou‐se a necessidade de implantação e implementação nas UBS de estratégias específicas para as mulheres no período do climatério, não apenas por meio da ampliação dos serviços já existentes, como também pela criação de programas específicos que possibilitem corresponder à demanda vigente.
ObjetivoRevisar os dados já publicados sobre a associação entre doença celíaca materna e desfechos gestacionais desfavoráveis (nascimento de recém‐nascidos com baixo peso, prematuros e pequenos para idade gestacional) e sua relação com a dieta isenta em glúten.Fontes dos dadosRevisão sistemática feita nas bases de dados do PubMed e da Biblioteca Virtual em Saúde. Incluídos estudos de coorte que compararam a incidência de desfechos gestacionais desfavoráveis em mulheres com doença celíaca tratadas e não tratadas com dieta isenta em glúten. A validade interna dos estudos foi avaliada pelos critérios Strobe.Síntese dos dadosDoença celíaca materna não tratada esteve associada ao nascimento de recém‐nascidos de baixo peso, prematuros e pequenos para a idade gestacional. Quando tratada, o risco desses desfechos se aproximou do encontrado na população sem doença celíaca.ConclusõesDoença celíaca materna não tratada esteve associada a desfechos gestacionais desfavoráveis. A dieta isenta em glúten parece aproximar o risco desses desfechos ao encontrado em mulheres saudáveis.
O diagnóstico genético pré‐implantacional (PGD) é uma ferramenta que permite a seleção do embrião saudável por meio da análise gênica e cromossômica. Beneficia casais no grupo de risco, como, por exemplo, casais com histórico de aborto de repetição ou com histórico familiar de doença hereditária. Diante do avanço das metodologias empregadas no PGD, esta revisão tem como objetivo reunir as informações acerca das técnicas de biópsia, de biologia molecular e aspectos bioéticos dessa prática. Assim, foi possível agregar as informações como vantagens, desvantagens, restrições e indicações referentes ao estágio embrionário em que é retirado o material genético e as técnicas de biologia molecular usadas na análise genética. Além disso, foi possível especificar alguns questionamentos bioéticos que surgem com a prática do PGD, como, por exemplo, a possível eugenia. Concluiu‐se que a análise da trofoectoderme dos embriões e da aplicação da tecnologia de NGS é promissora para o futuro do PGD, bem como a primordialidade da criação de leis que regem e completam as lacunas no sentido ético e moral dessa prática.
A oncofertilidade é um campo de interesse interdisciplinar de desenvolvimento recente que busca mesclar os conhecimentos em oncologia e medicina reprodutiva, com a contribuição das técnicas de reprodução assistida, para o desenvolvimento de estratégias de preservação da função gonadal e oferecer a possibilidade da procriação biológica aos sobreviventes de câncer. As estratégias de preservação da fertilidade feminina em pacientes oncológicas atualmente aceitas para a prática rotineira são a criopreservação de embriões e a criopreservação de oócitos maduros. Ocorre que, para execução de ambos, a indução de ovulação é obrigatória e, com ela, vêm os riscos teóricos de estimulação do crescimento de tumores estrogênio‐dependentes e a postergação do início do tratamento antineoplásico. Os protocolos de estimulação ovariana de início aleatório contemplam a intenção de se minimizar o atraso no início da quimioterapia ou radioterapia e o bloqueio ao crescimento tumoral e oferecem resultados satisfatórios, semelhantes aos obtidos em protocolos de início habitual. Apresentamos neste artigo as diretrizes clínicas da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana para indução de ovulação em pacientes com tumor estrogênio‐dependente.
ObjetivoFazer revisão de literatura sobre tabagismo e uso de anticoncepcionais orais (ACO) relacionados a fenômenos tromboembólicos, com apresentação do caso clínico de trombose proximal de artéria mesentérica superior e extensa necrose de intestino delgado em paciente do sexo feminino com coagulopatia provável por associação de uso de anticoncepcional oral com tabagismo.Materiais e métodosRevisão bibliográfica, com seleção de artigos científicos nacionais e internacionais por meio de busca no banco de dados do PubMed, Lilacs e SciELO.ResultadosA relação entre uso de contraceptivos orais combinados e risco aumentado de doenças tromboembólicas baseia‐se na ação pró‐coagulante dos ACO, torna‐se fator de risco para a ocorrência de trombose arterial e venosa. Já o tabagismo, isoladamente, apresenta risco moderadamente aumentado de trombose venosa em comparação com não fumantes. Ademais, observou‐se relação entre trombose de artéria mesentérica superior com uso de anticoncepcional oral associado ao tabagismo.ConclusõesTodos os estudos analisados confirmaram o uso de ACO e o tabagismo como fatores de risco para o desenvolvimento de doenças tromboembólicas. O estudo feito com base na história clínica da paciente sugere um caso de trombose arterial secundária a coagulopatia pela combinação de fumo com o uso de ACO combinado.
Células‐tronco adultas estão presentes em diversos tecidos, inclusive no endométrio humano, e podem ser obtidas a partir do sangue do fluxo menstrual (MenSCs) de uma forma não invasiva. Devido à sua alta taxa de proliferação, baixa imunogenicidade e baixa tumorigenicidade, essas células podem ser usadas na engenharia de tecidos. Sob determinadas condições de cultura, elas podem ser induzidas a se diferenciar em várias linhagens de células. As MenSCs podem contribuir para a reparação dos tecidos por intermédio de vários mecanismos, destaca‐se sua grande promessa em aplicações clínicas. Além disso, as células‐tronco mesenquimais do endométrio podem ser usadas para o melhor entendimento da patogênese da endometriose e do carcinoma endometrial.
Objetivosanalisar a violência institucional contra mulheres no processo de parturição em maternidades vinculadas a Rede Cegonha de Fortaleza/Cascavel.Material e MétodosTrata‐se de um estudo descritivo com abordagem quantitativa, realizado em onze hospitais‐maternidades, de média e alta complexidade da rede de atenção à saúde da mulher no estado do Ceará, composta por 11 hospitais‐maternidades, participaram da pesquisa 3.765 puérperas de parto transpelviano que se encontravam nas unidades de alojamento conjunto das referidas instituições.ResultadosSobre as características sociodemográficas das participantes da pesquisa tinham entre 20 a 34 anos (62,1%), tratando‐se do suporte emocional que deve ser oferecido durante o parto, as participantes relataram que tiveram a presença de visitas (82,9%), em relação as atitudes que ocasionaram sentimentos de hesitação as participantes afirmaram que sentiam segurança (89,4%).ConclusõesA pesquisa demostra a importância de um atendimento humanizado adequado através da estruturação e organização da atenção materno‐infantil proposto pela rede cegonha.
A criopreservação de oócitos contribuiu para o avanço das técnicas em reprodução humana nas últimas décadas. A metodologia tem sua aplicação na preservação da fertilidade, em programas de ovodoação, como estratégia para redução do número de embriões extranumerários criopreservados com manipulação de menor número de oócitos a fresco e para acúmulo de oócitos em ciclos com reduzida resposta ovariana. A partir do princípio de que todo cidadão tem direito a saúde, é dever do Estado garantir o acesso a todos os tipos de tratamento. O Centro de Referência da Saúde da Mulher – Hospital Pérola Byington implantou a técnica de vitrificação de oócitos em 2010, aprimora os protocolos continuamente e busca melhores taxas de sobrevida, fertilização, clivagem e gestação. Relatamos as duas primeiras gestações, com nascimento, obtidas a partir de oócitos vitrificados em nosso Centro, que comprovam a viabilidade da aplicação dessa técnica e oferecem, assim, atendimento ao público com equidade e gratuidade integral.
O câncer de mama (BCA) é uma das neoplasias mais frequentes em mulheres de vários países, a exposição excessiva aos estrogênios é um dos principais fatores de risco. Os ovários são as principais fontes de produção estrogênica endógena; porém, na menopausa essa produção cessa e a síntese extragonadal, sobretudo nas células mesenquimais do tecido adiposo, passa a ser a principal fonte de produção estrogênica, pois essas células apresentam aromatase, enzima que converte androgênios em estrogênios. Apoiada por fortes evidências clínicas, a reposição androgênica tem sido recomendada para o alívio de sintomas decorrentes da síndrome da insuficiência androgênica feminina, tais como fadiga, alterações do humor e quadros de depressão; além disso, estudos experimentais têm sugerido a possibilidade de uma plausível proteção da reposição androgênica contra o BCA. Nesses estudos, em que atuou por meio de seus receptores, a testosterona apresentou efeitos antiproliferativos, pró‐apoptóticos e inibiu a atividade dos receptores estrogênicos e do crescimento de tumores mamários; evidências clínicas também apoiam o papel protetor dos androgênios na mama. Entretanto, outros estudos indicam que esse papel protetor depende do nível de atividade da aromatase; assim, a testosterona pode exercer um efeito inibidor direto no crescimento tumoral ao ligar‐se ao seu receptor, porém ter um efeito estimulador indireto através de sua conversão para estrogênios pela aromatase. A obesidade e a insulina, além de múltiplos outros fatores, alguns dos quais são fatores de risco independentes para BCA, podem resultar na superexpressão da aromatase e ter como resultado aumento na produção localizada de estrogênios, os quais são fatores estimulantes do BCA. Estudos sobre a administração de testosterona em mulheres são escassos e controversos e não existem estudos que forneçam dados em termos de segurança desse uso em longo prazo. Assim, nesta revisão pretendemos mostrar como os androgênios atuam na mama. Frente às evidências atuais, o uso de androgênios em mulheres com fatores de risco para câncer de mama não é recomendado.
ObjectiveTo make a review of studies that assessed the outcomes of GnRH agonist oocyte triggering in comparison with hCG in prevention of ovarian hyperstimulation syndrome and pregnancy rates.MethodsA systematic review of studies presented in the following database: PUBMED, Lilacs and Scielo submitted from January 2005 to October 2015. The keywords were ovulation induction, ovarian hyperstimulation syndrome and gonadotropin releasing hormone.ResultsOne hundred fifty-four articles were found. From these, twelve studies were completely analyzed. Eight fulfilled the inclusion criteria and one was included after the bibliographic review of the previous ones. From these nine submitted articles, two are retrospective and the others are prospective.ConclusionThe use of GnRH agonist for oocyte triggering was comparable with hCG and showed low frequency of ovarian hyperstimulation syndrome.
É de grande importância que o professor busque outros recursos educacionais além do livro didático para trabalhar os temas corpo humano e sexualidade nas aulas de Ciências. As revistas de divulgação científica poderiam ser usadas como fonte referencial. Neste trabalho, foi analisado como a revista Ciência Hoje das Crianças aborda o assunto e sua adequação como apoio didático‐pedagógico. A amostragem consistiu de publicações de janeiro de 2001 a dezembro de 2010. Os temas corpo e sexualidade foram mencionados em 69% das revistas, mas apenas 15% fizeram referência à sexualidade. Esses temas ocuparam somente 7% do total de páginas. Dessa pequena parcela, 89% das páginas referiam‐se ao corpo. Foram encontradas 133 referências: 113 sobre o corpo humano e 20 sobre sexualidade. Os resultados demonstraram uma abordagem limitada ao corpo biológico ao se tratar da fisiologia e anatomia do organismo e dos processos patológicos. Como os leitores da revista estão na fase de construção de conhecimentos e valores, a discussão sobre sexualidade contribuiria para atitudes mais conscientes e esclarecidas na adolescência.
ObjetivoInvestigar por meio de questionário os aspectos psicológicos e sociais de pacientes inférteis atendidas no 1° Mutirão de Infertilidade do Hospital Electro Bonini, em Ribeirão Preto (SP).MétodosForam entrevistadas 116 mulheres que procuraram atendimento para investigação e tratamento de infertilidade. Os resultados foram analisados para identificação do perfil psicossocial das pacientes.ResultadosOs principais questionamentos levaram em conta grau de tristeza por não engravidar, esperança de engravidar, se já engravidou, se já pensou em adotar filhos, desistência do tratamento. Os resultados foram condizentes com os dados encontrados na literatura. A análise do perfil biopsicossocial nos revelou o acentuado grau de tristeza e preconceito ou pressão social por não conseguir engravidar. Entretanto, essas mulheres demonstram grande esperança de gestar e a maioria não pensa em desistir do tratamento.ConclusãoEste estudo comprova o aspecto patológico que a infertilidade ocasiona na vida dos casais, principalmente nas mulheres, já que 75% relataram que se sentem infelizes ou depressivas por não conseguirem engravidar. O trabalho multidisciplinar, nesse sentido, é de fundamental importância na compreensão dos conflitos emocionais íntimos e profundos que a infertilidade provoca.
A doença celíaca representa uma enteropatia inflamatória crônica do intestino delgado, imunomediada, que ocorre como resposta a uma intolerância permanente ao glúten em pessoas geneticamente predispostas. Essa doença tem várias manifestações clínicas, pode ser assintomática, e em gestantes celíacas não diagnosticadas tem sido associada a risco aumentado de recém‐nascidos com baixo peso ao nascer. Esta revisão tem como objetivo fornecer uma melhor compreensão dos mecanismos fisiopatológicos envolvidos na associação entre doença celíaca materna e baixo peso ao nascer por meio de uma revisão bibliográfica das publicações mais relevantes no tema nos últimos 20 anos.
Medicinal plants are known as a prolific source of secondary metabolites which have important function both in vivo and in vitro during the ovarian folliculogenesis and steroidogenesis in many animal species. Some secondary metabolites can act as antioxidants generally through their ability to scavenge reactive oxygen species (ROS) or can regulate ovarian hormonal production. In general, these properties are responsible for the medicinal functions to treat woman infertility disorder. Some plants are constituted of biological actives substances which have been used to treat reproductive dysfunction. However, until recently, little was known about the implication of plants and/or their secondary metabolites on in vitro folliculogenesis and steroidogenesis. With the development of the technology, there is an increase implication of those substances in assisted reproductive technology (ART). The present review highlights some medicinal plants used in the treatment of woman disorders related to infertility. In addition, it provides an in vivo and in vitro overview of herbs and their active compounds with claims for improvement of ovarian activity thus showing their implication in female reproductive health care.
ObjetivosAlterações moleculares no endométrio eutópico de mulheres com endometriose podem estar envolvidas na infertilidade associada à doença. Este estudo objetivou comparar os genes diferencialmente expressos (DEG) no endométrio eutópico de mulheres inférteis com endometriose, controles inférteis (CI; fator masculino e/ou tubário) e controles férteis (CF) durante a janela de implantação, através de RNA‐Seq.Material e métodosBiópsias endometriais foram obtidas de 17 pacientes (seis inférteis com endometriose, seis CI e cinco CF) durante a janela de implantação. O RNA total foi extraído e o RNA‐Seq foi feito na plataforma Illumina HISEQ 2500, high output, paired end. A normalização dos dados e a expressão diferencial foram conduzidas no ambiente estatístico R através do pacote DESeq2.ResultadosOs grupos CI e CF foram semelhantes. Nenhum DEG foi identificado quando comparados os grupos CF e endometriose (independentemente do estágio da doença). Cinco DEGs (SCUBE1, CCL20, LGALS9C, TRIM 29 e WNT11) foram identificados no grupo endometriose avançada (EIII/IV) e um DEG (KANSL1‐AS1) no grupo endometriose inicial (EI/II), quando comparados com o CF. Dois DEGs (KANSL1‐AS1 e VGLL3) foram identificados com a comparação de EI/II e EIII/IV.ConclusõesOs dados sugerem que o endométrio eutópico de mulheres inférteis com endometriose, especialmente na doença avançada, seja molecularmente diferente do endométrio eutópico de mulheres férteis durante a janela de implantação.
Introduction Pregnancy loss is a common medical problem in reproductive-age as more than fifty percent of human pregnancies are aborted before term. The majority are unrecognized occurring before or with the expected next menses. About 10–12 percent of all clinically diagnosed pregnancies are lost as first-trimester or early second trimester. The rate of fetal death after 14 weeks’ gestation is much lower than the rate of pre-embryonic and embryonic loss. CA125 is a member of the mucin family glycoproteins. CA125 has found application as a tumor marker or biomarker that its level may be increased in the serum of some patients with specific types of cancers. Some studies detected that the abortion risk is increased in pregnant women with higher CA125 levels. Progesterone belongs to the C21 group of progestogen. Its main source in humans is the corpus luteum.Human chorionic gonadotropin (HCG) is a glycoprotein produced by syncytiotrophoblast. Aim of the work The aim of this study was to determine the effectiveness of measuring maternal serum β-HCG, progesterone, CA125 in prediction of first trimester abortion. Patients The study included 90 pregnant women attending the ANC clinic in El-Shatby Maternity University Hospital. Patients were divided equally into two groups: Group I: 45 women with threatened abortion, subdivided into 2 subgroups: Subgroup A – Cases ended in abortion; Subgroup B – Cases continued as normal pregnancies. Group II: 45 pregnant women with normal pregnancy and were further subdivided into two subgroups: Subgroup C – Cases ended in abortion; Subgroup D – Cases continued as normal pregnancies. Exclusion criteria (1) Multiple pregnancies; (2) Anembryonic pregnancy; (3) Pregnant women with prior treatment with progesterone; (4) History of endometriosis; (5) Fibromyoma with pregnancy. Methods After clinical and sonographic examination, 3mL venous blood have been taken once for estimation of serum level of β-hCG, progesterone and CA125 by quantitative ELISA. Results This is a case–control study. Out of the 90 pregnancies, 15 cases (16.6%) had aborted during follow-up, 9 cases (60%) of them had history of threatened abortion while 6 cases (40%) had no history of threatened abortion. Regarding Serum Progesterone level between studied groups, the calculated p value was <0.001. For Serum β HCG, the calculated p value was <0.001. In Serum CA125 the calculated p value was <0.001.
Objetivo Analisar a associação entre os distúrbios menstruais e a qualidade de vida (QV) das professoras da Universidade Federal do Rio Grande (FURG). Métodos Estudo observacional, transversal e quantitativo. A QV foi analisada pelo questionário The Medical Outcomes Study 36 – Item Short Form Health Survey (SF‐36). Além desse instrumento, foi usado um questionário semiestruturado, o qual inquiriu sobre as demais variáveis analisadas. Os dados foram transferidos para o pacote Stata, versão 11.2, no qual foram feitos os procedimentos estatísticos por meio do teste de análise de variância. Resultados A amostra contou com 104 de 316 (32,9%) professoras que trabalham nos campi da FURG em Rio Grande, RS, Brasil. Quanto aos dados relacionados aos distúrbios menstruais, 42,3% (IC95%, 32,7‐52) da amostra já apresentaram alteração do ciclo menstrual e apenas três participantes faziam terapia de reposição hormonal. Os resultados apontaram que, para os domínios vitalidade e aspectos emocionais, não houve associação com alteração no ciclo menstrual para nenhuma característica estudada. Em todos os outros domínios do SF‐36 verificou‐se maior QV para mulheres que não apresentaram alteração do ciclo menstrual. Conclusões Ter distúrbio menstrual impactou negativamente a qualidade de vida das professoras da FURG.
Nos últimos anos, têm sido observados retardos na maternidade. A maior incidência de câncer durante toda a vida e os percentuais de sobrevida mais expressivos para doenças oncológicas contribuíram para o surgimento de um número crescente de cânceres detectados durante a gravidez, o que implica a necessidade de um conhecimento mais aprofundado da concepção nessas pacientes. O câncer de mama é o tipo de neoplasia mais frequentemente detectado durante a gestação. Cerca de 40‐50% das sobreviventes do câncer de mama desejam engravidar subsequentemente ao tratamento. Apresentamos o caso de uma primigrávida diagnosticada com câncer de mama, que foi bem‐sucedida em sua primeira gestação a termo dois anos após o diagnóstico.
Todo serviço de reprodução humana necessita de um banco de dados para arquivar e manejar avaliações estatísticas. O serviço público de Reprodução Humana do Hospital Pérola Byington usava uma planilha Excel™ que se mostrou insuficiente para o adequado gerenciamento de informações, evidenciou a necessidade de um programa específico que facilitasse uma consulta rápida ao resumo dos ciclos de FIV, sem que houvesse qualquer probabilidade de erro no preenchimento e nas estatísticas posteriormente feitas. Considerando a inexistência de recursos para compra de um programa, tornava‐se necessária a criação de uma plataforma a partir de um software de uso livre. Optamos por usar a plataforma fornecida pelo Centers for Disease Control and Prevention e assim originou‐se o CRSMinfo, composto de formulários com subdivisões dos procedimentos, incluindo todas as informações relevantes para consulta e levantamento automatizado de dados. Seu uso mostrou‐se extremamente eficiente, aprimorou os protocolos laboratoriais e possibilitou estudos e pesquisas.