
O uso de reguladores vegetais e fertilizantes foliares nas culturas tem aumentado devido aos benefícios proporcionados na nutrição das plantas e na tolerância aos estresses ambientais. Objetivou-se nesta pesquisa avaliar os efeitos de regulador vegetal e fertilizante foliar na redução de injúrias provocadas pelo herbicida 2,4-D em duas variedades de soja (M7110 IPRO e M7739 IPRO). Quatro experimentos foram conduzidos em campo, delineados em blocos casualizados, com quatro repetições. Em cada experimento, dez tratamentos foram usados: aplicação única do regulador vegetal ou fertilizante foliar aos 0, 1, 3 e 5 dias após a aplicação (DAA) do herbicida 2,4-D; aplicação de metade da dose do regulador vegetal ou fertilizante foliar aos 0, 1, 3 e 5 DAA do herbicida 2,4-D e da outra metade aos sete dias após a primeira aplicação do regulador vegetal ou fertilizante foliar; somente a aplicação de 2,4-D; e ausência de aplicação de 2,4-D, regulador vegetal ou fertilizante foliar. O 2,4-D causou leve fitotoxicidade (<10%) nas plantas de soja, independente do uso de regulador vegetal ou fertilizante foliar, as quais não atenuaram as injúrias causadas pelo herbicida. As alturas de plantas e de inserção da primeira vagem, os números de ramificações, de vagens por planta, de grãos por planta e o peso de mil grãos nas plantas de soja não foram afetadas pelos tratamentos. Para a variedade M7739 IPRO houve redução do rendimento de grãos na testemunha tratada somente com 2,4-D e quando foi aplicado o regulador vegetal até 1 (um) dia após a aplicação do herbicida. Tanto o regulador vegetal quanto o fertilizante foliar não atenuaram os efeitos herbicidas do 2,4-D, na dose testada, para ambas as variedades de soja.
O bom estabelecimento das culturas agrícolas depende de vários fatores ligados à forma de manejo das plantas daninhas. A corda-de-viola (Ipomoea sp.) é uma das plantas daninhas mais problemáticas em lavouras agrícolas no Brasil, causando redução na produção e dificultando as operações de colheita. Neste sentido, objetivou-se avaliar a eficácia de diferentes herbicidas aplicados em pós-emergência da corda-de-viola. O experimento foi conduzido no período de julho a setembro de 2018 em casa de vegetação. O delineamento experimental utilizado foi o de blocos casualizados (DBC), com seis tratamentos (T1 - glifosato, T2 -clorimuron-etílico, T3 - metsulfuron-metílico, T4 – carfentrazona-etílica, T5 - saflufenacil, T6 – controle sem aplicação de herbicidas), com quatro repetições. Para a determinação da eficácia de controle, foram feitas avaliações de fitointoxicação com base em uma escala visual aos 7, 14 e 21 dias após a aplicação. Neste mesmo período, foi medido o comprimento de raiz, da parte aérea e comprimento total, diâmetro de caule e matéria seca total da planta. A carfentrazona-etílica (30 g i.a. ha-1) e o saflufenacil (35 g i.a. ha-1) são eficientes no controle da corda-de-viola (Ipomoea sp.) em pós-emergência por apresentar controle total desta planta daninha. O glifosato 1920 g e.a. ha-1), clorimuron-etílico (12,5 g i.a. ha-1) e metsulfuron-metílico (3,6 g i.a. ha-1) não são recomendados para o controle de corda-de-viola (Ipomoea sp.) devido à baixa porcentagem de controle.
A semeadura do feijoeiro apos a colheita da soja pode ser um problema ja que as plantasvoluntarias da cultura emergem apos a colheita e competem com o feijao. O herbicidaethoxysulfuron tem sido usado para o manejo de diferentes especies de plantas daninhas,dentre elas a soja voluntaria infestante no cultivo do feijoeiro. Diante disso, esse estudo foidesenvolvido com o objetivo de avaliar a seletividade e a eficacia de diferentes doses deethoxysulfuron aplicado no feijoeiro para o controle de soja voluntaria. O experimento foiinstalado em delineamento de blocos casualizados, com quatro repeticoes. Os tratamentostestados foram: 0, 12, 24, 36 e 48 g ha-1 de ingrediente ativo de ethoxysulfuron. Aos 10, 20e 30 dias apos a aplicacao dos tratamentos (DAT) foi avaliado, de modo visual, o controleda soja voluntaria e a fitotoxicidade a cultivar de feijao IPR Tuiuiu. Na colheita do feijaodeterminou-se a massa de mil graos (g) e a produtividade de graos (kg ha-1). O incrementodas doses de ethoxysulfuron contribuiu para o aumento da eficacia de controle da sojavoluntaria infestante do feijoeiro. As maiores fitotoxicidades ao feijoeiro cultivar IPRTuiuiu foram ocasionadas pelo uso das maiores doses do ethoxysulfuron. A dose de25,8 g ha-1 de ethoxysulfuron ocasionou a maior produtividade de graos da cultivar de feijaoIPR Tuiuiu, com controle de 98,9% da soja voluntaria e fitotoxicidade em torno de 21%.
Nos últimos anos surgiu uma nova forma de controle de plantas daninhas, a tecnologia de controle por contato. O objetivo deste estudo foi comparar diferentes modos de aplicação e doses do herbicida glifosato na soja. O experimento foi realizado em área comercial de soja em Sinop MT. O delineamento experimental foi o de blocos ao acaso, com cinco repetições e oito tratamentos. Os 8 tratamentos foram: capina manual com enxada; Aplicação com pulverizador costal nas doses 0,7 e 1,4 kg ha-1 de glifosato; Mato, (sem controle de plantas daninhas); Aplicação com rolo de poliéster nas doses 0,7 e 1,4 kg ha-1 de glifosato em contato com o solo; Aplicação com rolo de poliéster nas doses 0,7 e 1,4 kg ha-1 de glifosato a 2 cm de altura do solo. Avaliou-se o controle e a densidade populacional das plantas daninhas, o crescimento vegetativo e a produtividade da soja. A aplicação via rolo, tanto em contato com o solo, quanto atingido apenas as plantas daninhas mostra-se tão eficiente quanto da pulverização no controle de plantas daninhas. As espécies Eleusine indica e Spermacoce latifolia mantiveram ou até aumentaram a densidade na área de cultivo. Independente da forma de aplicação, o uso de glifosato não prejudicou o crescimento vegetativo e produtividade da cultivar de soja NS 7901 RR. Apesar de não serem detectadas diferenças estatísticas, a produtividade em geral aumentou quando se aplicou o glifosato, inexistindo diferenças quanto a forma de aplicação, por contato ou pulverização.
O controle das plantas daninhas em pastagens é indispensável para melhoria dos índices de produtividade da atividade agropecuária e a utilização correta e consciente dos herbicidas é muito importante para reduzir os problemas ocasionados pelo efeito residual em culturas subsequentes. Portanto, avaliou-se com este estudo o efeito residual dos herbicidas auxínicos 2,4-D, picloram e 2,4-D + picloram no desenvolvimento inicial de plântulas de soja. O trabalho foi conduzido em casa de vegetação no delineamento inteiramente casualizado, em esquema fatorial 7 x 3, com quatro repetições. O primeiro fator foi composto pelas porcentagens das doses recomendadas de herbicidas (100%, 50%, 25%, 12,50%, 6,25%, 3,12% e 0,00%) na qual a maior dose (100%) foi equivalente a 2 L ha-1. O segundo fator foi composto pelos herbicidas: 2,4-D, picloram + 2,4-D e picloram. Foram avaliados o número de plantas emergidas para cada tratamento aos 10 DAS, altura de plantas e acúmulo de massa fresca e seca aos 40 DAS. O herbicida picloram afeta negativamente as variáveis número e altura de plantas a partir da dose 3,12% e massa fresca e seca a partir da dose 6,25% e o herbicida picloram + 2,4-D afeta negativamente as variáveis número de plantas a partir da dose 3,12%, altura de plantas a partir da dose 6,25% e massa fresca e seca a partir da dose 12,5%. A soja demonstrou alta sensibilidade aos resíduos de picloram no solo. As doses 25% e 50% respectivamente, dos herbicidas picloram + 2,4-D e picloram, limitaram a emergência das plântulas e a dose 100% impediu a germinação das sementes de soja. Não foi observado efeito residual para o herbicida 2,4-D em plântulas de soja em quaisquer das doses estudadas.
O manejo de plantas daninhas é essencial para a obtenção de elevadas produtividades de grãos na cultura de arroz irrigado. Neste estudo, teve-se, como objetivos, mapear, quantificar e avaliar a ocorrência de resistência de plantas daninhas em áreas de produção de arroz irrigado com o sistema Clearfield® (CL) no estado do Rio Grande do Sul (RS). Para isso, foi realizado um levantamento fitossociológico por meio de coletas georreferenciadas de solos em 36 propriedades com o cultivo de arroz irrigado, em 16 cidades do RS. As amostras de solo foram acondicionadas em bandejas de polietileno com 792 cm2 de área e dispostas em casa-de-vegetação, a fim de permitir a emergência de plantas daninhas durante o período de outubro de 2018 a junho de 2019. As plantas daninhas presentes foram quantificadas e identificadas em nível de gênero, com auxílio de bibliografia especializada. As variáveis analisadas foram frequência, frequência relatativa, densidade, densidade relativa, abundância, abundância relativa e índice de valor de importância. Foram identificados 38 gêneros, distribuídos em 20 famílias, e as mais representativas foram Poaceae, Cyperaceae e Asteraceae. Os gêneros Cyperus, Echinochloa, Oryza e Lolium apresentaram os maiores índices de valor de importância. Os três primeiros evidenciaram elevada frequência e ampla distribuição nas regiões produtoras de arroz irrigado. As áreas com o cultivo de arroz irrigado, no sistema CL, apresentaram uma alta diversidade e distribuição de plantas daninhas. Plantas daninhas do gênero Cyperus possuem maiores valores de frequência, densidade e abundância relativas, bem como alto índice de valor de importância dentre as que foram observadas.
O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito do biocarvão na sensibilidade de mudas pré-brotadas (MPB) ao clomazone, imazapic e indaziflam aplicados em pré-plantioisoladamente ou em associação. Foram avaliadas duas variedades de cana-de-açúcar (RB975952 e RB 985476). O delineamento experimental foi inteiramente casualizado com 4repetições, em esquema fatorial 9 x 2, sendo nove tratamentos (imazapic 52,5 e 200 g i.a. ha-1, clomazone 1000 g i.a. ha-1, indaziflam 100 g i.a. ha-1 e associações de imazapic +clomazone (52,5 + 600; 52,5 + 1000; 200 + 600 e 200 + 1000 g i.a. ha-1 e testemunha) e apresença ou ausência do biocarvão no sulco de plantio. A RB 985476 apresentousensibilidade aos herbicidas clomazone e imazapic. A toxicidade provocada pelosherbicidas imazapic + clomazone diminiu pelo efeito do biocarvão. Para o imazapic nãohouve efeito do biocarvão na redução da fitotoxicidade. Em relação a RB 975952 foiverificada sensibilidade ao clomazone + imazapic e clomazone isolado, sendo o biocarvãoeficaz na redução da fitotoxicidade. O indaziflam foi seletivo para as duas variedades. Podese concluir que o biocarvão atuou de forma efetiva para clomazone isolado ou emassociação com o imazapic, sendo pouco efetivo para o herbicida imazapic isolado.
A ocorrência de biótipos de Cyperus difformis L. com característica de resistência à aplicação de herbicidas no setor da orizicultura é uma preocupação mundial. Nesse sentido, objetivou-se avaliar a eficiência do controle de C. difformis por herbicidas inibidores da acetolactato sintase (ALS) e mimetizador de auxina. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, com quatro repetições, totalizando 252 unidades experimentais compostas por vasos com 12 quilogramas de solo e os tratamentos arranjados em esquema fatorial 3x7x2x2: três herbicidas (dois inibidores da ALS pirazossulfurom-etílico e bispiribaque-sódico e um mimetizador de auxina triclopir-butotílico); sete doses dos herbicidas (0.0x, 0.5x, 1x, 2x, 4x, 8x e 16x a dose de registro); dois biótipos de C. difformis (Santa Rosa do Sul e Meleiro, Santa Catarina (SC)); e duas umidades de solo (100% saturado e lâmina d’água de 5,0 cm). O biótipo C. difformis de Meleiro-SC é 8x (320 g. i.a. ha-1) mais resistente a dose de registro do bispiribaque-sódico, já o biótipo de Santa Rosa do Sul-SC é mais sucetivel, reduzindo 50% da massa seca da parte aérea com 0.5x da dose de registro (20 g i.a. ha-1). O pirazossulfurom-etílico demostrou-se ineficiente na redução da massa seca da parte aérea em ambos os biótipos. Os biótipo C. difformis de Santa Rosa do Sul-SC e Meleiro-SC, nas duas condições de umidade do solo são suscetíveis ao triclopir-butotílico, reduzindo 50% da massa seca da parte aérea com 0.5x (166 g. i.a. ha-1) a dose de registro.
O lento crescimento inicial e o baixo porte da abóbora favorecem o estabelecimento de plantas daninhas nas áreas de cultivo, sendo necessário o manejo adequado para não haver redução da produtividade. Entretanto, atualmente não há herbicidas registrados para a cultura da abóbora. Dessa forma, objetivou-se verificar a seletividade de herbicidas em pré e pós-plantio de mudas de abóbora japonesa. Os experimentos foram conduzidos em delineamento de blocos casualizados com quatro repetições. Para as aplicações em pré-plantio e pósplantio, os tratamentos foram compostos pelos herbicidas: flumioxazin (30 g i.a. ha-1), oxyfluorfen (240 g i.a. ha-1), clomazone (600 g i.a. ha-1), fomesafen (250 g i.a. ha-1), fluzifop-p-butílico (125 g i.a. ha-1) e o controle. Além disso, em pré-plantio foi testado um tratamento com o paraquat (400 g i.a. ha-1). Avaliou-se a intoxicação visual 7, 14 e 21 dias após a aplicação dos herbicidas (DAA). Aos 21 DAA foi avaliado a altura de planta, diâmetro de caule, número de folhas e matéria seca de parte aérea, raiz e total. Os herbicidas oxyfluorfen (240 g i.a. ha-1), fomesafen (250 g i.a. ha-1), fluzifop-p-butílico (125 g i.a. ha-1) e paraquat (400 g i.a. ha-1) apresentaram alta seletividade em pré-plantio de mudas de abóbora japonesa, com baixa intoxicação (entre 0 e 4%), menores perdas de matéria seca e menor variação dos parâmetros de crescimento das plantas. Em pós-plantio, o flumioxazin (30 g i.a. ha-1) não apresentou redução significativa de matéria seca e das variáveis de crescimento, mas causou intoxicação superior a (24%). O fluzifop -p-butílico (125 g i.a. ha-1) e o fomesafen (250 g i.a. ha-1) mostraram maior seletividade (intoxicação entre 0 e 4%) em pós-plantio quando comparado ao controle e aos demais tratamentos herbicidas avaliados.
A manutenção da produtividade de cultivos comerciais é dependente do uso de produtos fitossanitários, mas são restritas as informações sobre a interação entre eles quando usados em mistura. Assim, objetivou-se avaliar as propriedades físico-químicas, a tensão superficial, o ângulo de contato e o espectro de gotas de caldas fitossanitárias contendo diferentes doses e misturas dos herbicidas Glyphosate e Atrazine. Os tratamentos foram constituídos pela combinação de uma formulação do herbicida glyphosate com dois produtos comerciais formulados com o herbicida atrazine. As caldas foram avaliadas pelo método estático de compatibilidade físico-química obtendo-se tabelas descritivas quanto aos aspectos de homogeneidade/heterogeneidade. As medições da tensão superficial e ângulo de contato foram realizados durante um minuto empregando o método da gota pendente para determinar a cinética da tensão superficial e o método da gota séssil para determinar o ângulo de contato. Os atributos avaliados do espectro de gotas produzidos por cada tratamento foram o diâmetro mediano volumétrico, o coeficiente de uniformidade e a porcentagem de volume em gotas com diâmetros menores que 100 μm. É fundamental a agitação constante da calda fitossanitária antes e durante a aplicação para diminuir problemas de incompatibilidade entre os produtos. O espectro de gotas pode variar de acordo com a composição da calda de pulverização e com a dose do produto utilizado.
O objetivo deste estudo foi avaliar o tempo de exposição ao diquat no controle de Egeria najas, Egeria densa (Planchon) e Hydrilla verticillata (L.F.) Royle e utilização de nova tabela de avaliação para análise de eficácia em plantas aquáticas submersas. Para tanto, foram utilizadas as concentrações 0,2; 0,8 e 1,6 mg L-1 de diquat e um controle (sem aplicação do herbicida). Os fragmentos apicais de 10 cm permaneceram expostos por 5, 15, 30, 60, 240, 480, 720 e 1440 minutos. Em seguida, foram transferidos para recipientes plásticos com 1,0 L de água com 200 g de areia por 56 dias. A eficácia foi avaliada por sinais de toxicidade em 7, 15, 21, 28, 35, 42, 49 e 56 dias após aplicação (DAA), em nova tabela de avaliação para plantas aquáticas submersas. A E. densa apresentou maior sensibilidade ao diquat com 100% de controle nas três concentrações, sendo em 0,2 mg L-1 a partir de 240 minutos e em 0,8 e 1,6 mg L-1, em todos os tempos de exposição. Para H. verticillata ocorreu 100% de controle nas três concentrações, sendo 0,2 mg L-1 com 720 e 1440 minutos em 49 e 56 DAA, em 0,8 mg L-1 ocorreu 100% de controle a partir de 240 minutos e em 1,6 mg L-1 a partir de 30 minutos. Para E. najas ocorreu 100% de controle em 0,8 mg L-1 e 240 minutos e em 1,6 mg L-1 em 15, 480 e 1440 minutos, em 56 DAA. O tempo de exposição 240 minutos e a concentração 0,8 mg L-1 do diquat apresentaram excelente controle das três plantas aquáticas submersas. A tabela de sinais de toxicidade desenvolvida para avaliação de controle foi fundamental para a padronização dos resultados obtidos.
No monocultivo de arroz, as espécies daninhas mais adaptadas a este sistema de produção aparecem em maior incidência na área. A rotação de culturas pode ser uma alternativa para auxiliar na redução do banco de sementes de plantas daninhas. Nesse sentido o objetivo do trabalho foi avaliar a dinâmica do banco de sementes de capim-arroz (Echinochloa spp.) e papuã (Urochloa plantaginea) em terras baixas, em combinações de rotação de culturas e do manejo de solo. Foram utilizadas as culturas de arroz, soja e sorgo, sob o manejo de preparo do solo convencional e sistema de semeadura direta, cultivado em faixas. Foi avaliado o banco de sementes de capim-arroz e papuã após dois anos de cultivo, na camada de 0-5 e 5-10 cm de profundidade. A densidade do banco de sementes de capimarroz e papuã foi superior no monocultivo de sorgo em relação ao cultivo de arroz. Não houve diferença do banco de sementes de plantas daninhas entre diferentes camadas de solo, exceto para o papuã no monocultivo de sorgo. O monocultivo de sorgo, sem aplicação de herbicidas em pós-emergência, em terras baixas incrementa o banco de sementes de capim-arroz e papuã.
O controle de plantas daninhas na cultura do cafeeiro é dificultado pela escassez de herbicidas seletivos para a cultura em fase de implantação. Uma alternativa para contornar os danos causados pelos herbicidas é o uso de protetores químicos com capacidade de minimizar a intoxicação dos herbicidas. Objetivou-se avaliar a seletividade de herbicidas aplicados isoladamente ou em mistura no tanque com o Fertiactyl Sweet® para plantas de café recém-transplantadas. O experimento foi realizado em vasos em delineamento inteiramente casualizado, em esquema fatorial 10x2, com quatro repetições. O primeiro fator correspondeu a nove herbicidas: (oxyfluorfen; sulfentrazone; flumioxazin; [isoxaflutole + indaziflam]; isoxaflutole; indaziflam; [metribuzin + indaziflam]; chlorimuron-etílico; e metsulfuron-metílico) e o controle sem aplicação de herbicida; o segundo fator constou da presença ou ausência do Fertiactyl Sweet. Os tratamentos foram aplicados em “over the top” aos 30 dias após o transplantio. De 7 aos 172 dias após a aplicação (DAA), avaliou-se a porcentagem de intoxicação. E aos 172 DAA, mensurou-se as variáveis morfológicas das plantas. A adição do Fertiactyl Sweet junto à calda dos herbicidas não modificou a tolerância das plantas de café aos herbicidas. Os herbicidas mais tolerantes para o café foram o oxyfluorfen e o sulfentrazone. A mistura comercial indaziflam + metribuzin causou a morte das mudas de café. O Fertiactyl Sweet® não reduziu a intoxicação das mudas de café arábica (Catuaí vermelho - linhagem 44) causada pelos herbicidas estudados. Os herbicidas metsulfuron-metílico e oxyfluorfen foram os mais tolerados pelas plantas de café recém-transplantadas.
A aplicação de herbicidas com adjuvantes pode melhorar a eficiência de controlede plantas daninhas como a Digitaria insularis L., que ocasiona prejuízos emdiversas culturas agrícolas devido a sua alta competitividade e dificuldade decontrole. Assim, este estudo teve como objetivo avaliar o sinergismo do adjuvanteSinerMax® associado aos herbicidas cletodim, glifosato e haloxifop-P-metílico nocontrole do capim-amargoso (Digitaria insularis L). O experimento foi conduzidoentre setembro e outubro de 2018. O delineamento experimental utilizado foi o emblocos casualizados em esquema fatorial 3x2+1 com 5 repetições, sendo ostratamentos com cletodim 240 g L-1 de i.a. (0,45 l ha-1), glifosato 480 g L-1 de i.a.(4 L ha-1) e haloxifop-P-metílico 124,7 g L-1 de i.a. (0,5 L ha-1) associados ou nãoao adjuvante SinerMax® (0,5 L ha-1) e o tratamento controle sem uso de herbicida,sendo avaliado a ausência de dano aparente, a morte completa da planta e matériaseca das plantas. Os dados obtidos foram submetidos a análise de variância e asmédias comparadas pelo teste de Scott-Knott à 5% probabilidade. Os herbicidashaloxifop-P-metílico e glifosato apresentam os melhores níveis de controle deDigitaria insularis L., com maior fitotoxidade (entre 60 e 90%) e menor acúmulode matéria seca em relação ao tratamento controle. O adjuvante (SinerMax®)associado aos herbicidas glifosato, haloxifop-P-metílico e cletodim não resultouem maior eficiência de controle de D. insularis L.
A aplicação de reguladores vegetais reduz a altura das plantas sem afetar a alta qualidade da área tratada, sem causar prejuízos à densidade das plantas e sem causar dano visível ao gramado. Desta forma, objetivou-se avaliar o uso do herbicida fluazifop-p-butílico como regulador de crescimento de três espécies de gramas (batatais – Paspalum notatum; esmeralda – Zoysia japonica e são-carlos – Axonopus compressus) em função da luminosidade. O trabalho foi realizado em delineamento experimental inteiramente casualizado, com os tratamentos dispostos para cada espécie de grama em esquema de sub- parcela, no qual constituíram as parcelas as duas condições de luminosidade (100 e 70%) e a sub-parcela a aplicação do herbicida (125 g. i.a. ha-1), em quatro repetições. Decorridos 15 dias após a aplicação (DAA), foram medidas a altura e o crescimento lateral das plantas. Essas avaliações foram repetidas a cada 15 dias, até os 45 DAA. Nessa ocasião, determinou-se as massas secas da parte aérea e raízes das plantas. O herbicida fluazifop-p-butílico na dose de 125 g i.a. ha-1 não atua como regulador de crescimento das gramas esmeralda, batatais e são-carlos quando essas se desenvolvem a pleno sol. Sob 70% de luminosidade, o fluazifop-p-butílico foi mais efetivo em regular o crescimento da grama esmeralda, seguida da grama são-carlos e batatais, até os 45 dias após a aplicação.
A infestação de capim-amargoso (Digitaria insularis) é responsável por grande parte dasperdas de produtividade em lavouras de soja (Glycine max). Entretanto, pouco se temestudado sobre a interferência desta espécie na produção de grãos para sementes. O objetivodeste estudo foi avaliar a interferência de capim-amargoso sobre a qualidade de sementes desoja. Um experimento foi instalado para estudar cinco densidades de capim-amargoso (0, 2,4, 6 e 8 plantas m-2) em duas cultivares (Garra IPRO® e ST797 IPRO®). Os danos na maiordensidade avaliada (8 plantas m-2) foram de perda de 16% no número de sementes normais,32% a mais de sementes mortas e 16% de perda na germinação para a cultivar ST797IPRO®. A cultivar Garra IPRO® não apresentou diferenças nestas variáveis, sugerindomelhor habilidade competitiva em relação a cultivar ST797 IPRO®. Quanto maior ainfestação de capim-amargoso na soja, maiores as chances de perda na qualidade desementes. O nível de dano às sementes pela presença de capim-amargoso depende dahabilidade competitiva de cada cultivar.
O controle do arroz-daninho tem sido foco de pesquisas na área de herbologia. Contudo, a ocorrência de fluxo gênico do arroz Clearfield (CL) para a espécie daninha tem resultado em perda na eficiencia do sistema de produção CL. Uma nova cultivar de arroz, resistente a herbicidas inibidores da ACCase, será lançada no mercado e se constitui em mais uma ferramenta para o manejo do arroz-daninho em lavouras de arroz irrigado. Aliada a essa ferramenta, existe a necessidade de aumento no espectro dos tratamentos herbicidas para o controle da diversidade de espécies de plantas daninhas infestantes nas lavouras de arroz irirgado. O objetivo deste estudo foi elucidar o efeito de herbicidas latifolicidas na ação graminicida do quizalofop sobre o arroz cultivado como planta indicadora na simulação de arroz-daninho. Foi realizado um experimento, em casa de vegetação na Epagri-Estação Experimental de Itajaí (SC). Os resultados obtidos indicam que houve redução da eficiência de controle do arroz em todas as doses avaliadas das associações de quizalofop com 2,4-D.
Na cultura da soja transgênica, plantas daninhas resistentes ao glifosato, como buva (Conyza spp.) e azevém (Lolium multiflorum L.), apresentam difícil controle, tornando-se necessário associar esse herbicida a outros com diferentes mecanismos de ação. O objetivo do estudo foi avaliar a influência da associação de herbicidas para o controle de plantas daninhas resistentes ao glifosato na dessecação pré-semeadura na cultura da soja e o desenvolvimento e produtividade da cultura. O experimento foi implantado na safra 2018/2019, em delineamento experimental em blocos casualizados, com oito repetições, numa área agrícola que passou o inverno em pousio. Os tratamentos experimentais foram compostos por três associações de herbicidas aplicadas aos 40 dias antecedendo a semeadura da soja TMG 7062 IPRO, sendo eles: glifosato + setoxidim, glifosato + 2,4-D + setoxidim e glifosato + 2,4-D. As associações do glifosato com os herbicidas 2,4-D e setoxidim na dessecação présemeadura da soja proporcionaram maior controle de plantas daninhas de folha larga e estreita, respectivamente. Não foram encontrados efeitos de sinergismo ou antagonismo nas associações dos herbicidas, apenas efeito de adição, melhorando o espectro de controle. Os tratamentos de dessecação pré-semeadura não proporcionaram efeito sobre o índice de clorofila Falker, tampouco na produtividade e componentes de rendimento de grãos da cultura.
Em parte da região Centro-Oeste do Brasil o algodoeiro tem sido cultivado em segundasafra, semeado após a colheita de soja. Nestas áreas, tem sido comum a ocorrência deplantas voluntárias de soja interferindo no desenvolvimento do algodoeiro. Neste sentido, oobjetivo deste trabalho foi avaliar a eficácia de herbicidas aplicados em pós-emergência noalgodoeiro para o controle de soja voluntária contendo diferentes transgenias. Doisexperimentos foram conduzidos em casa de vegetação, utilizando um cultivar de soja comtecnologia Liberty Link® (LL®), que confere tolerância ao glufosinate, e no outro cultivarRoundup Ready® (RR®), que possui tolerância ao glyphosate. Em ambos os experimentosfoi utilizado o delineamento de blocos casualizados, em arranjo fatorial 7 x 2, com 4repetições. O primeiro fator foi constituído por herbicidas registrados para o algodoeiro:2,4-D, dicamba, glyphosate, pyrithiobac, trifloxysulfuron, S-metolachlor, além de umatestemunha sem aplicação; enquanto que o segundo fator consistiu da associação ou nãocom o glufosinate. Para aferir o desempenho dos tratamentos herbicidas, foram realizadasavaliações de porcentagem de controle, altura e massa seca de parte aérea das plantas desoja. Para soja voluntária LL®, dicamba e glyphosate isolados, além da associação deglufosinate com dicamba, 2,4-D ou glyphosate, consistiram nos tratamentos com maioreficácia, proporcionando níveis de controle acima de 80,0%. Para a soja RR®, dicamba,trifloxysulfuron e 2,4-D isolados apresentaram eficácia no controle das plantas voluntárias,visualizando-se incrementos nos níveis de controle quando se procedeu a adição deglufosinate à calda de aplicação destes herbicidas.
A utilização de herbicidas pré-emergentes oferece alternativa promissora para o manejo depopulações de plantas daninhas de difícil controle na cultura da soja, como aquelasapresentando tolerância ao herbicida glifosato como a poaia-branca (Richardia brasiliensis).Neste trabalho, objetivamos analisar avaliar possíveis diferenças na eficiência de controle eseletividade à soja quando pré-emergentes são aplicados anteriormente, ou logo após asemeadura da cultura. Para tal, conduziu-se experimento de campo empregando 10herbicidas pré-emergentes (além de testemunhas sem controle e capinadas), com 4repetições e aplicando-se os tratamentos antes ou após a semeadura da soja. Resultadosindicam que o momento de aplicação de herbicidas pré-emergentes em relação à semeadurada soja alterou significativamente a eficiência de controle de alguns ingredientes ativossobre plantas daninhas, porém não afetou a seletividade destes. Contudo, os herbicidasdiclosulam, mesotrione, flumioxazina, e a mistura flumioxazina + imazethapyr foramigualmente eficientes para o controle de poaia-branca e caruru, independentemente domomento de aplicação. Os únicos tratamentos com herbicidas que propiciaram controlesatisfatório (>70%) de todas as espécies avaliadas (poaia-branca, caruru e aveia-preta,Avena strigosa Schreb.) foram flumioxazina, e a mistura flumioxazin + imazethapyr.Aplicações em plante-e-aplique resultaram em ganhos produtivos médios de mais de 600 kgha-1 em relação ao aplique-e-plante, possivelmente devido ao controle superior de plantasdaninhas latifoliadas. Em conjunto, estas informações são úteis ao sojicultor, visto que nãoacarretam elevação no custo de manejo, somente afetando o momento de entrada na áreapara aplicação dos pré-emergentes.