
O estudo parte de uma constatação: a ausência de debates sobre a destituição do pátrio poder nos trabalhos preparatórios ao Código civil de 1916. Essa ausência causa estranhamento e se constitui como problema de pesquisa, pois se esperava discursos inflamados ou de resistência contra os dispositivos que permitiram pela primeira vez suspender ou retirar o poder dos pais sobre seus filhos. A partir do debate sobre a reforma do pátrio poder o artigo tenta demonstrar as dinâmicas em torno da destituição pela análise da legislação, doutrina e dos trabalhos preparatórios ao código.
La consolidación de un conjunto de provincias soberanas a lo largo de la década de 1820 en el espacio rioplatense debe leerse como un giro más en el proceso de desintegración imperial, justo en el contexto en el que la mayoría de las demás regiones coloniales luchaban por su emancipación de España. Las constituciones provinciales del siglo XIX nos ofrecen un observatorio privilegiado para comprender la trama profunda sobre la que se construyó la cultura constitucional argentina. Nos ofrecen un valioso testimonio de las tensiones que fueron moldeando el lenguaje del derecho público local, dándonos pistas sobre aquello que el tiempo y el desarrollo de una cultura “nacional” terminarían por ocultar. Las constituciones provinciales nos permiten, así, reconstruir desde adentro los trayectos que jalonaron la historia constitucional argentina en el "largo" siglo XIX, desde aquel primer momento dominado por un incierto horizonte americanista hasta el auge del estado nación impulsado por la generación del ‘80. Este trabajo tiene dos grandes dimensiones, por una parte, aporta una serie de reflexiones de tipo metodológicas para abordar el estudio de la historia constitucional en el plano local o subnacional (estatal, provincial, etc., según el contexto), y por otra, reconstruye a partir de tales reflexiones el derrotero del constitucionalismo provincial cordobés a lo largo del Siglo XIX, comparando la dinámica de cada momento constituyente acaecido durante ese período. Así, no solo contribuye a mejorar la comprensión de la historia constitucional de Córdoba, sino que, a través de ella, nos invita a renovar nuestra lectura del proceso formativo de la cultura constitucional argentina.
The idea of a Constitution of many minds or of many individuals as proposed in modern times, does not differ in kind from the dead end that Polybius sketches in his Constitution. Polybius, the Greek historian of the Hellenistic period (200-118), accepts the idea of a mixed Constitution as seen in Rome, but draws a line between what can be done in political science and what cannot. Hence assigning causes to facts is precarious as the idea of time will remain elusive to humans. And so any interpretative procedure assigning to reality, and to legal reality especially, any definite, once-and-for-all meaning is precarious. Qualifying causality, according to Aristotle, in terms of an uninterrupted time chain is of no help in realising social and political values or pursuing them; thus his views on the forming of a mixed Constitution are negative. Time and only time qualifies cause in Aristotle. His idea of absolute time, however, is not, and cannot be, connected with his idea of “craftsmanship”. To understand even in a material reductionist way and thus to interpret the temporal idea of history, politics and Constitution is our main task; to examine the nature of time is another. These ideas on the nature of the Constitution only respond to an “appalling” challenge in Aristotle’s Work: Why cannot we gain epistemic access to the real essences of Constitutional things and structure? And this is the challenge “par excellence” to be met in order to safeguard the common, public and institutional nature of political and intellectual values.
Passados então mais de cinquenta anos da primeira edição de “Iurisdictio: semantica del potere nella pubblicistica medievale (1100-1433)” do historiador do direito Pietro Costa (1969), este estudo procede a uma análise dos fundamentos teóricos e conceituais dessa obra a respeito da jurisdição medieval. Primeiramente, apresentado o problema de pesquisa e objeto de investigação do livro, analisa-se em particular a adoção dos conceitos weberianos de poder/dominação como chave de leitura metalinguística do fenômeno histórico da jurisdição medieval. Em seguida, enfoca-se tanto as proposições oriundas da linguística estruturalista quanto da semântica histórica em particular realizadas por Pietro Costa para propor uma história semântica da iurisdictio. O artigo situa a relevância que as escolhas conceituais e teóricas, bem como o consciente emprego das ferramentas metalinguísticas, possibilitaram toda a operação historiográfica do primeiro estudo de fôlego do autor no pensamento e linguagem jurídicas do medievo.