
O uso de revisões de literatura na área educacional tem se ampliado nos últimos anos, acompanhado pela diversificação de abordagens metodológicas nem sempre claramente distinguidas na prática acadêmica. Entre essas abordagens, a revisão de escopo, a revisão de mapeamento e a revisão integrativa são frequentemente tratadas como equivalentes, o que pode levar a escolhas metodológicas pouco ajustadas ao tipo de questão formulada. Este artigo tem como objetivo descrever e comparar essas três abordagens, identificando seus fundamentos epistemológicos, procedimentos operacionais, critérios de rigor e distinções analíticas, com ênfase em suas implicações para pesquisas no campo da educação. Adota-se como delineamento uma revisão bibliográfica analítica, com seleção de estudos metodológicos reconhecidos na literatura. Os resultados indicam que a revisão de escopo se orienta ao mapeamento da extensão e da natureza da literatura, a revisão de mapeamento à organização e classificação da produção científica, e a revisão integrativa à articulação interpretativa de evidências de diferentes naturezas. A sistematização proposta contribui para qualificar a escolha entre essas abordagens, ao explicitar a relação entre problema de pesquisa, estratégia de síntese e tipo de produto analítico.
A pesquisa tem como objetivo analisar a questão da educação artística no plano curricular do ensino básico de Moçambique, que é um instrumento fundamental na nobre tarefa de formar alunos, dotando-os de conhecimentos, habilidades e atitudes indispensáveis para sua inserção na sociedade. Metodologicamente, a pesquisa é qualitativa, com um enfoque analítico-descritivo, apoiando-se em uma pesquisa bibliográfica de autores que discutem sobre a temática e de uma pesquisa documental através da Lei 18/2018 e do PCEB 2020. O estudo evidenciou que no plano há uma abordagem restritiva em relação à arte em Moçambique, um país multicultural onde a arte é fundamental para a construção da identidade do sujeito. Essa restrição marginaliza as expressões artísticas e impede que os alunos se conectem com suas raízes culturais, sendo agravada pela carga horária reduzida, que limita as oportunidades de exploração criativa. Portanto, é crucial que todos os envolvidos na elaboração das políticas curriculares reconheçam a grande importância da educação artística. É necessário promover uma educação adequada que permita aos alunos explorarem suas identidades culturais. Afinal, a arte é vida, refletindo a riqueza da experiência humana.
Este texto analisa a contribuição de programas de iniciação científica na educação básica para a conformação de trajetórias acadêmicas e profissionais de adolescentes, em articulação com a Educação Profissional e Tecnológica. Toma-se como referência o Programa de Vocação Científica (Provoc) da Fiocruz Minas, destacando a experiência de estudantes da educação básica com a prática científica e a atuação de pós-graduandos como orientadores. O estudo baseia-se em pesquisa realizada com egressos do Provoc que participaram do Programa entre 1998 e 2019. Os resultados evidenciam que a relação orientando-orientador constitui elemento central no processo formativo, favorecendo a compreensão da ciência como prática social, desenvolvimento do pensamento crítico e a construção de vínculos acadêmicos. Observa-se impacto positivo na trajetória educacional dos egressos, com elevada continuidade dos estudos, além de contribuição para a formação docente de pós-graduandos e para a democratização do acesso à ciência no país.
Este artigo apresenta uma análise de investigação desenvolvida no âmbito da disciplina Organização do Trabalho Pedagógico (OTP) em Contextos Escolares e Não Escolares, vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEdu) da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), Campus de Cáceres – MT. As reflexões produzidas nesse espaço formativo suscitaram o objetivo de compreender a educação vivenciada em uma escola pública estadual, a partir das narrativas docentes. O referencial fundamenta-se na concepção de educação como prática social e histórica, dialogando com Machado, Freire, Saviani, Caldart e Zart. Metodologicamente, adotou-se uma abordagem qualitativa, do tipo estudo de caso, com seis professoras de uma escola pública estadual, utilizando diálogos no cotidiano escolar e um questionário, analisados como narrativas de experiência docente. A análise indica que, embora marcada por limites estruturais e organizacionais, a educação pública se constitui como espaço de resistência, reflexão, formação e construção coletiva de conhecimentos, do qual se anunciam horizontes de possibilidades e de esperança.
A ginástica, enquanto conteúdo da Educação Física, é historicamente atravessada por estereótipos de gênero e raça que produzem hierarquias corporais e limitam experiências educativas no contexto escolar. No cenário contemporâneo, o audiovisual emerge como um potente dispositivo pedagógico, capaz de tensionar discursos naturalizados e ampliar as possibilidades de abordagem crítica das práticas corporais. Diante disso, este estudo problematiza como as narrativas audiovisuais sobre a ginástica de alto rendimento podem contribuir para a reflexão sobre gênero e raça na Educação Física escolar. O objetivo foi analisar as potencialidades pedagógicas da série documental O Retorno de Simone Biles para o ensino da ginástica, a partir de uma perspectiva crítica e interseccional. Como elementos teóricos fundamentamo-nos nos estudos da Educação Física cultural, nas pedagogias culturais e nos aportes teóricos de gênero, raça e interseccionalidade. Metodologicamente, a pesquisa adota uma abordagem qualitativa, utilizando a etnografia de tela como estratégia de análise do audiovisual, compreendido como um texto cultural produtor de sentidos. A análise evidenciou que a série tensiona discursos hegemônicos ao explicitar as pressões impostas aos corpos femininos e negros, bem como ao abordar a saúde mental no esporte. Conclui-se que o audiovisual, quando mediado criticamente, constitui-se como uma ferramenta potente para a construção de práticas pedagógicas mais inclusivas, reflexivas e comprometidas com a justiça social na Educação Física escolar.
A organização pedagógica das escolas de Educação em Tempo Integral (ETI) de Mato Grosso - Escolas Plenas, articula ações pedagógica e de gestão para fortalecer o processo de ensino-aprendizagem. O tempo destinado à Produção Pedagógica (PP) e à Produção Científica (PC) visa potencializar o processo de ensino-aprendizagem. Este artigo apresenta informações relacionadas ao modelo pedagógico dessas escolas e dados relativos à PC. Objetiva-se identificar PC desenvolvidas e apresentar suas contribuições no processo educativo. Trata-se de pesquisa exploratória, com abordagem qualitativa, de natureza aplicada, com análise qualitativa. Os resultados indicam um número significativo de PC e evidenciam a importância de estudos da PC. Conclui-se que a PC impacta o processo de ensino-aprendizagem à medida que: seja garantido tempo-espaço para desenvolver estudos e pesquisas relacionadas às necessidades do contexto escolar; haja publicização, tanto na própria escola como em eventos externos; e haja incentivo e assessoramento por parte da Secretaria de Educação.
Este texto apresenta a educação civilizatória e catequética para o povo indígena Munduruku no início do século XIX até a organização do movimento escolar na Aldeia Nova Munduruku em Mato Grosso. No plano teórico, utilizamos o pensamento decolonial como estratégia epistemológica para a análise e compreensão do estudo. No plano metodológico utilizamos o viés qualitativo e desenvolvemos um levantamento histórico com autores, exercício da memória sobre a escola da aldeia e de conversas informais com professores. Apesar da instituição escolar chegar para seu povo de forma colonizatória, após séculos decidiram se apropriar dos conhecimentos não indígenas como forma de resistência e enfrentando ao processo de subjugação gerado nos materiais didáticos. A tomada da decisão de estabelecer parceria com universidades se organizam coletivamente na perspectiva étnica, política, pedagógica, formativa tecendo inter-relação de seus saberes na construção de uma educação escolar própria que respeite e incorpore seus modos de ser, estar, conhecer e intervir nos mundos indígenas e não indígenas com espirito de protagonistas que refaz, desfaz, apropria, desapropria, dialoga e enfrenta as contradições existentes e que emergem no processo de resistência à lógica do sistema-mundo que impõe a negação da identidade étnica e do ser, estar Munduruku no mundo porque a educação escolar não está apartada do movimento indígena e o movimento indígena entrelaça a escola e a aldeia e seus próprios projetos de vida.
A docência universitária em áreas bacharelescas, como a Enfermagem, frequentemente se constitui sob a lógica de que o domínio técnico-profissional basta para ensinar, o que obscurece processos de profissionalização pedagógica. Este artigo analisa de que modo a formação inicial se reinscreve na constituição docente e na produção de saberes profissionais de professoras enfermeiras no ensino superior. Trata-se de pesquisa qualitativa de orientação narrativa, com geração do corpus por questionário e entrevistas semiestruturadas com quatro docentes vinculadas a duas instituições (uma pública e outra privada) em Cuiabá/MT, analisadas por Análise Textual Discursiva. Os resultados evidenciam a formação inicial como fundamento durável, ressignificado por experiências de prática e iniciação científica, pela internalização de modelos e contramodelos pedagógicos e por eventos críticos associados à pós-graduação. Conclui-se que a docência emerge na confluência entre cuidado e ensino, com implicações para políticas institucionais de formação pedagógica e para o currículo na educação superior.
A presente resenha tem como objetivo apresentar e discutir a obra Precarização da Escola Pública (Silva et al., 2022). Parte da coleção Educação e os Desafios da Escola Pública, da editora CRV, a obra reúne onze capítulos que examinam, a partir de múltiplos enfoques, os efeitos do neoliberalismo, das desigualdades históricas e das fragilidades das políticas educacionais sobre a escola pública brasileira. Os autores, ancorados em suas vivências profissionais, discutem temas como fracasso escolar, condições e intensificação do trabalho docente, desigualdades de gênero, impactos da pandemia, políticas regulatórias, implementação das diretrizes étnico-raciais, avaliação da aprendizagem e enfrentamento da homofobia na escola. Embora alguns capítulos repitam temáticas ou avancem pouco em proposições, a obra oferece um diagnóstico abrangente e acessível da precarização escolar e evidencia a urgência de políticas que garantam direitos, equidade e melhores condições de trabalho e aprendizagem.
Neste trabalho trazemos uma reportagem que foi escrita pelo Professor Emílio Wille, em 1927 e publicada na Revista Luther-Kalender no ano de 1928, em que ele relata o trabalho como professor escolar no contexto do luteranismo, apresentando o histórico do início da paróquia evangélica na região meridional do Rio Grande do Sul, na Serra dos Tapes, entre os anos de 1917 até 1927. Buscamos como objetivo principal nesta escrita, analisar criticamente as fontes para entender a gênese da escola paroquial luterana de Solidez e da escola da missão de Manoel do Rego e das comunidades envolvidas neste contexto, utilizando a metodologia de análise documental (Cellard, 2012 e Le Goff, 2003), iconográfica (Panofsky, 2017 e Kossoy, 2020) e de habitus (Bourdieu, 2025). Na análise do texto percebe-se na narrativa do professor Emílio Wille a reafirmação de sui generis em sua trajetória na educação dentro do habitus religioso do luteranismo.
Esta resenha crítica analisa a tese de doutorado de Denner Dias Barros, que investiga as possibilidades de mobilização da aprendizagem matemática em espaços não escolares, especificamente em uma casa de acolhimento para pessoas LGBTQIA+. A pesquisa articula Educação Matemática, Justiça Social e os pressupostos freireanos de leitura e escrita de mundo, compreendendo a matemática como instrumento de conscientização política e transformação social. Estruturada em três partes e um epílogo, a tese aborda o contexto histórico do movimento LGBTQIA+, os fundamentos teóricos da Educação Matemática crítica e uma investigação qualitativa inspirada na pesquisa-ação. Destacam-se as análises das entrevistas e rodas de conversa realizadas com participantes da casa de acolhimento, bem como as discussões sobre representatividade, direitos humanos e educação financeira. O estudo apresenta-se como trabalho inédito e fundamental para a abertura de pesquisas sobre pessoas LGBTQIA+ na Educação Matemática, evidenciando o caráter político da matemática em contextos de vulnerabilidade social.
O Tradutor e Intérprete de Libras e Língua Portuguesa (TILSP) é fundamental para a acessibilidade linguística e a garantia dos direitos das pessoas surdas em contextos educacionais e sociais. Apesar de conquistas legais que resultam de lutas na comunidade surda no que tange à regulamentação da profissão, ainda há poucos espaços que promovem a formação continuada, especialmente em aspectos locais. Este artigo tem como objetivo analisar as contribuições do projeto de extensão: Grupo de Estudos sobre Tradução, Interpretação e Ensino de Libras (GTIEL), vinculado à Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), no campus de Sinop, para a formação e atuação profissional de tradutores e/ou intérpretes. A presente pesquisa é qualitativa, a ser exploratória, fundamentada em Gil (2007) e Minayo (2001). Os dados foram coletados por meio de questionário estruturado com três tradutores e/ou intérpretes participantes do projeto e analisados com base no método de triangulação, conforme Marcondes e Brisola (2014). Os resultados mostram que a participação no GTIEL contribui para o aprimoramento das competências tradutórias e interpretativas dos profissionais, para a reflexão crítica conforme a sua atuação e para o fortalecimento da relação entre Universidade, Comunidade Surda e sociedade, evidenciando a relevância das ações extensionistas na formação continuada de TILSP.
A Preceptoria é uma atividade educacional que envolve os profissionais dos serviços de saúde, denominados preceptores, e tem o objetivo de fomentar a articulação entre a educação superior e a assistência à saúde. O objetivo desta pesquisa foi analisar a percepção dos docentes, estudantes e preceptores sobre a integração ensino-serviço a partir da implementação da Preceptoria em um Curso de Bacharelado em Enfermagem de uma universidade pública. Trata-se de um estudo descritivo, analítico, com abordagem qualitativa, que teve como procedimentos de coleta de dados a entrevista realizada com docentes, preceptores e estudantes. O estudo confirmou que a Preceptoria em Enfermagem, na modalidade implantada pela universidade, pode ser considerada uma atividade fortalecedora da integração ensino-serviço. A Preceptoria possibilitou a aproximação entre o ensino e o serviço de saúde por meio de um trabalho coletivo capaz de problematizar os espaços de formação, identificando as necessidades de mudanças e promovendo transformações para ambos.
A literatura, no ambiente escolar, reproduz paradigmas que replicam a visão eurocentrada presente nos livros e demais materiais didáticos. Em decorrência dessas condições, este trabalho tem como propósito aquilatar os diferentes contextos nos quais a literatura percorre, desde a concepção imposta no período do indianismo, até a contemporaneidade, perpassando diferentes contextos culturais, evoluindo para uma literatura propriamente indígena, tendo como porta-vozes autores pertencentes aos povos originários. Pela concepção epistemológica da diversidade, a pesquisa almeja combater estereótipos e visões reducionistas que acompanham a replicação de como a literatura indígena é consolidada, em prol de valorizar sua complexidade e pluralidade no ambiente educacional.
Este estudo nasce de um encontro vivido no cotidiano escolar, atravessado por afetos, memórias e reconhecimento do trabalho docente, que se transforma em experiência e investigação. Inscrito no campo da pesquisa narrativa, à luz de Clandinin e Connelly (2011), tem como horizonte compreender como uma professora de Língua Portuguesa da Educação Básica enfrentou os desafios da docência e as marcas dessa trajetória em sua identidade. A pesquisa compreende a docência como um percurso vivo, relacional e temporal, no qual narrar é habitar a experiência, escutar histórias e reconhecer a identidade docente como um processo contínuo de formação e construção de sentidos. As narrativas mostram que a identidade se constrói como um percurso em constante reconstrução, atravessado por valores, vínculos e compromissos, que revelam dedicação e amor à educação, inspirando reflexões sobre o afeto, o compromisso com a educação e os caminhos de transformação que sonhamos, em uma jornada de esperança.
Este estudo investiga como diferentes abordagens epistemológicas podem contribuir para compreender e pesquisar as mudanças climáticas a partir da experimentação científica. Justifica-se pela necessidade de superar o reducionismo tradicional e construir uma ciência mais reflexiva e contextualizada. O objetivo é analisar, em perspectiva comparada, as contribuições de Francis Bacon, com o método indutivo-experimental; Edgar Morin, com o pensamento complexo; Fritjof Capra, com a visão sistêmica; e David Ausubel, com a teoria da aprendizagem significativa. A metodologia adotada é uma revisão bibliográfica de caráter teórico-analítico, voltada a identificar convergências e limites dessas concepções. Os resultados esperados indicam que a integração dessas epistemologias pode oferecer um quadro teórico abrangente e robusto para orientar a pesquisa experimental e o ensino de Ciências, favorecendo práticas educacionais mais significativas e ações mais eficazes frente aos desafios ambientais contemporâneos.
O presente texto busca apresentar um exercício de experimentação com abordagens metodológicas no âmbito da Pós-Graduação, oriundo de experiências com a participação na disciplina “Pesquisas Narrativas”, ofertada pelo Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e das Técnicas e Epistemologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro -HCTE-UFRJ. O percurso formativo da disciplina conduziu a possibilidades de fazer pesquisa narrativa e com narrativas. Para situar o movimento realizado e os aprendizados advindos dele, elegemos a Cartografia de Deleuze e Guattari (2004), compondo os trajetos e as múltiplas entradas e saídas resultantes de um experimentar possibilidades teóricas e metodológicas. Os pensamentos operados em diálogo com diferentes autores, e participantes da pesquisa, nos levaram ao encontro de narrativas potentes de professoras da Educação Básica sobre suas vivências em turmas de alfabetização.
O artigo aborda a organização pedagógica em espaços escolares e não escolares no território de fronteira Brasil-Bolívia no município de Cáceres-MT. Resulta de vivências e observação com estudantes, educadores/as e camponeses/as dos assentamentos Sapiquá, Boa Esperança e Corixinha. A metodologia baseou-se em rodas de diálogos com gestores, motoristas, estudantes, professores/as e integrantes da Associação Regional das Produtoras Extrativistas do Pantanal (ARPEP). As discussões fundamentaram-se em Freire, Marx, Machado e Zart. A experiencia revelou desafios enfrentados pelas comunidades, como as distâncias percorridas até a escola e dificuldades de acesso a serviços, destacando o papel da organização social e pedagógica na transformação da vida local. Evidenciou-se ainda a luta e resistência camponesa, em prol da sustentabilidade, da preservação ambiental e do fortalecimento das políticas públicas nas comunidades de fronteira.
RESUMO: Este artigo problematiza o currículo da Educação Infantil e a concepção de infância presente nas bases teóricas e nos documentos oficiais, a partir da DCNEI e na BNCC. Nesse contexto, atividades propostas em livros didáticos voltados para essa etapa são analisadas para que suas conformidades com os princípios pedagógicos estabelecidos por essas diretrizes sejam questionadas. Consequentemente, o texto discute como as atividades presentes nesses materiais podem limitar as aprendizagens das crianças, bem como reduzir a autonomia dos professores e comprometer a qualidade do trabalho pedagógico. Percebe-se também a influência de grupos empresariais na definição de um currículo padronizado para a Educação Infantil. Conclui-se que o livro didático, frequentemente, é configurado como um recurso limitado, pouco sensível às especificidades da infância, às demandas de uma aprendizagem contextualizada e incondizente com as especificidades da infância.
O presente artigo aponta caminhos de como é possível trabalhar a construção do pensamento algébrico com as crianças do Ensino Fundamental, anos iniciais, proposto pela BNCC, no eixo temático Álgebra. Este estudo utilizou a análise documental e pesquisas bibliográficas com teóricos que discutem o tema, levantando os dados referentes à construção do pensamento algébrico no Ensino fundamental anos iniciais e a própria BNCC. Nessa perspectiva foi identificado no corpus do trabalho compreensões a prática pedagógica do professor que ensina Matemática nos anos iniciais do Ensino Fundamental, acerca do Pensamento Algébrico, destacando ainda a indicação e importância dos padrões e regularidades em Early Álgebra, considerando o desenvolvimento do pensamento algébrico como etapa fundamental para o aprendizado da álgebra que coaduna com as indicações da BNCC e aponta para a importância de destacar esse tema na formação de professores.