
Este artigo é um recorte da pesquisa de pós-doutoramento em arte desenvolvida no Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro (UA), Portugal. A investigação envolve fotografia, audiovisual, criação de objetos e múltiplos processos de produção e pós-produção de imagens, motivada pela ecosofia do filósofo francês Félix Guattari. Sua ecosofia é uma teoria que integra três ecologias interrelacionadas: ambiental,social e mental. Após a autoanálise sobre o processo criativo e a iconografia produzida, foi possível identificar relações entre as imagens cotidianas da cidade de Aveiro – presentes em fotografias e na peça audiovisual Quis saber quem sou – e o conceito de ecosofia. Assim, realizamos uma investigação inter/transdisciplinar com enfoque na criação experimental e original de um projeto artístico que revelou visualidades paradoxais contendo poluições subjetivas e violências sociais em representações objetificadoras da figura feminina.
O objetivo deste artigo foi apresentar as discussões emergentes de um grupo focal que ocorreu com mestras e egressas do Programa de Pós Graduação em Ensino (PPGE) da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA) Campus Bagé. Este primeiro grupo focal é um recorte de três grupos que compuseram o corpus de análise de uma dissertação que investigou os impactos do PPGE no desenvolvimento das intelectualidade negras que tem o programa como ponto comum de suas trajetórias, bem como o impacto dessas intelectualidades negras no programa. O referencial teórico está ancorado nos estudos decoloniais e nos saberes construídos nos movimentos negros. A análise a partir do enlace entre temas emergentes dos grupos, referencial teórico e objetivo da pesquisa evidencia que as intelectualidades negras, construíram discussões e reflexões que propiciaram um refinamento coletivo da criticidade. A participação majoritária de mulheres negras indica a potência do feminismo negro, bem como o comprometimento das participantes com o coletivo, pois, como é possivel observar nas discussões provenientes deste grupo, há na coletividade fatores influenciadores na permanência e conclusão da Pós Graduação.
O presente artigo objetiva refletir de maneira sistemática acerca dos conceitos de divisão racial do trabalho e divisão racial do espaço no pensamento da intelectual brasileira Lélia Gonzalez. Tratando-se de categorias que se articulam ao conjunto de sua obra, Gonzalez as pontua em diferentes contextos de sua atuação intelectual, entre os anos 70 e 80, denotando a estruturação racial da sociedade brasileira. Nesse sentido, a pesquisa em tela buscou retomar como essas categorias se apresentam na obra da autora; como dialogam entre si e com outros trabalhos; como são mobilizadas por intelectuais contemporâneos; e, por fim, suas potencialidades para a área das relações raciais em contextos afrodiaspóricos.