
A fertilização em viveiros de P. elliottii é uma importante estratégia para o rápido desenvolvimento das mudas evitando ao máximo a perda dos nutrientes contidos nos substratos. Associado à fertilização, a utilização de estufins podem melhorar o desenvolvimento inicial das mudas da referida espécie e assim reduzir perdas por lixiviação da fertilização. O presente trabalho avaliou alternativas na produção de mudas de P. elliottii utilizando diferentes doses de um Fertilizante de liberação controlada em associação com a utilização de um estufim. O experimento foi conduzido em Casa de Vegetação no Laboratório de Recursos Florestais do IFNMG - Campus Diamantina. Foi utilizado o Delineamento Inteiramente Casualizado (DIC), em esquema fatorial 4x2, com oito tratamentos, quatro repetições e quinze mudas por parcela. Os tratamentos constituíram de quatro doses de Fertilizante de liberação controlada (FLC), nas dosagens de 0, 3, 6 e 9 g L-1 de substrato, e dois diferentes ambientes de cultivo, casa de vegetação e estufim. Foram avaliados os parâmetros: diâmetro do colo, altura, peso seco da parte aérea, peso seco da raiz, peso seco total e o Índice de Qualidade de Dickson (IQD) das mudas. Todos os parâmetros, com exceção da altura, foram superiores nas dosagens 6 e 9 g L-1, dentro do estufim. A partir dos resultados obtidos, conclui-se que há interação da utilização do estufim e dosagens crescentes do FLL, permitindo significativa melhoria da qualidade das mudas de P. elliottii.
Este estudo teve como objetivo avaliar a acuracidade de quatro modelos polinomiais não segmentados nas estimativas de diâmetros e de volume comercial e total de teca (Tectona grandis Lf.) com 96 meses de idade. Com base em dados de cubagem rigorosa de 78 árvores-amostras, foram avaliados os modelos de afilamento de Demaerschalk, Kozak et al., Ormerod e Schöepfer. A acuracidade dos modelos para estimar diâmetros ao longo do fuste e os volumes comercial e total foi avaliada por meio das estatísticas: coeficiente de determinação, erro padrão residual, análise gráfica dos resíduos, desvio médio em cada posição de medição ao longo do fuste, desvio-padrão das diferenças, soma de quadrados do resíduo relativo e resíduo percentual. Com base nas quatro últimas estatísticas, foi elaborado um ranking para detectar o modelo que propiciou estimativas mais acuradas de diâmetros e volumes em cada posição de medição do fuste. Em relação aos diâmetros estimados ao longo do fuste, as equações geradas pelos modelos de Ormerod, Demaerschalk e Kozak et al. não apresentaram boa acuracidade, com tendenciosidades nas estimativas. Para os volumes comercial e total foram observados desempenhos semelhantes nas estimativas obtidas pelas equações de Demaerschalk e de Kozak et al. O modelo de Ormerod foi o que apresentou o pior desempenho para as estimativas acuradas de diâmetros e de volumes comercial e total. Verificou-se que o modelo de Schöepfer produziu as equações mais acuradas na estimativa das variáveis estudadas.
Em decorrência ao aquecimento global, novas alternativas de produção de energia renovável vêm sendo procuradas, entre elas, a produção de biomassa vegetal oriunda de florestas plantadas. Nesse contexto, o objetivo deste estudo foi ajustar modelos alométricos para estimar a produção de biomassa de árvores de Eucalyptusbenthamii. Os dados utilizados no estudo são provenientes de 47 árvores mensuradas em povoamentos da mesorregião centro-sul do Paraná, Brasil. Para realizar a estimativa das biomassas da copa, do fuste e total, foram ajustados três modelos lineares estatísticos: Husch, Spurr e Schumacher-Hall. Após os ajustes, a qualidade dos modelos foi avaliada por meio do coeficiente de determinação ajustado, erro padrão da estimativa percentual e análise gráfica residual. Os pressupostos da regressão foram avaliados por meio dos testes de normalidade de Shapiro-Wilk e teste de homoscedasticidade de Breusch-Pagan. Para a biomassa da copa e do fuste, o modelo de Schumacher-Hall não apresentou significância nos testes de Shapiro-Wilk e de Breusch-Pagan, resultando em resíduos com distribuição normal e homocedásticos. Para a biomassa total, os modelos de Husch e de Schumacher-Hall não apresentaram significância para os testes avaliados, tendo distribuição normal e homocedasticidade. Nas análises gráficas, os resíduos apresentaram-se distribuídos ao longo da linha regressão. Assim, o modelo de Schumacher-Hall foi o recomendado para a estimativa da biomassa de indivíduos de E. benthamii, por apresentar alto valor de R²aj., com baixo erro padrão e distribuição dos resíduos sem tendência e homogêneo.
Um dos problemas ocorrentes na modelagem da biomassa é a heteroscedasticidade dos resíduos, ocasionada de devido ao aumento da variância da biomassa total e seus componentes, relacionado ao aumento do tamanho das árvores, comprometendo assim as estimativas geradas que são base para avaliação das estratégias de manejo. Os dados são oriundos de 670 árvores da espécie Acacia mearnsii, de povoamentos no estado do Rio Grande do Sul, com idade variando de 1 a 10,75 anos, em que foram mensuradas a biomassa do fuste e da copa, o diâmetro à altura do peito () e a altura total (. Foram ajustados modelos para a biomassa total e seus componentes (copa e fuste), por grupo de idade variando de jovem à madura, avaliando a dependência dos resíduos em função da varável e , além da combinada , tendo a heterocedasticidade constatada por meio do teste de White. Para a correção da heterocedasticidade foram aplicadas funções de peso para cada modelo em função das próprias variáveis independentes. O modelo de Spurr obteve o melhor desempenho para o componente de copa, biomassa total e componentes do fuste para os grupos 1, 2 e 3, tendo o modelo de Shumacher-Hall para os demais componentes e respectivos grupos. A biomassa da copa foi o componente com maior variabilidade, em que a variância depende do tamanho da árvore, em todas as idades da floresta. A modelagem da variância dos resíduos por meio das funções de peso se mostrou eficiente na correção da heterocedasticidade e na obtenção de estimadores mais consistentes e confiáveis.
No setor florestal, a gestão do estoque de madeira é crucial para a cadeia de abastecimento e logística. A fotogrametria com Aeronave Remotamente Pilotada (RPAs) surge como uma alternativa promissora para estimar o volume de madeira empilhada, embora persistam desafios relacionados à determinação dos parâmetros de voo ideais para o levantamento. Este estudo propõe uma análise preliminar com o objetivo de avaliar a configuração de voo mais apropriada para a estimativa do volume de uma pilha de madeira. O volume da pilha de madeira foi estimado por dois métodos: o método convencional com medição manual (M1) e por levantamento aéreo (M2), com cinco repetições para cada configuração voo: M2a (80% e 90°); M2b (70% e 90°); M2c (80% e 70°); M2d (70% e 70°); M2e (80% e 50°); M2f (70% e 50°). As diferenças entre as estimativas de volume obtidas pelo método convencional e pelas diferentes configurações de voo foram analisadas utilizando o teste não paramétrico de postos sinalizados de Mann-Whitney, com significância de 5%. Os resultados indicaram que as medianas das estimativas volumétricas de madeira empilhada para o fator sobreposição não diferiram estatisticamente entre si dentro de cada um dos níveis de inclinação de câmera avaliado. Com base nos resultados obtidos, as configurações de voo mais adequadas para obtenção da estimativa do volume de madeira empilhada foram aquelas com inclinação de câmera de 90°, M2a e M2b.
As florestas de várzea têm potencial tanto para o aproveitamento de espécies madeireiras quanto não madeireiras e sua pluralidade arbórea contempla a espécie Licania macrophylla. O objetivo desta pesquisa foi conhecer a estrutura, a distribuição espacial e o balanceamento populacional de Licania macrophylla nas regiões de várzea alta e baixa do estuário amazônico. O estudo foi realizado em uma propriedade florestal localizada no município de Afuá, estado do Pará, onde foram distribuídas sistematicamente parcelas amostrais para a mensuração do estrato adulto (DAP ≥ 15 cm) e da regeneração (Ht ≥ 0,3 m a DAP < 15 cm). A densidade, o volume comercial e a dominância em área basal da população foram maiores na várzea alta. Além disso, a espécie possui uma estrutura diamétrica com maior abundância de indivíduos jovens que adultos e, nos dois ecossistemas, a floresta se encontra não balanceada, com padrão de distribuição espacial agregado e um alto potencial regenerativo.
O presente trabalho tem como objetivo analisar os trabalhos que foram publicados envolvendo espécies florestais com o uso de ferramentas biotecnológicas, e realizar uma pesquisa a fim de compreender se as empresas brasileiras de base florestal fazem uso da biotecnologia. A primeira etapa da pesquisa foi realizada na base de dados do Web of Science com as palavras-chave biotechnologies e forest, operador booleano and, no período entre 2011 e 2021, e as palavras-chaves selecionadas como “tópicos”. Para realizar a segunda etapa do trabalho (pesquisa), foram elaboradas 15 questões no Google Forms. O questionário contém perguntas relacionadas a biotecnologia florestal e como ela se encontra dentro de empresas de base florestal no Brasil. A maior parte das publicações sobre biotecnologia florestal entre os anos de 2011 e 2021 foram com temas envolvendo cultura de tecidos, marcadores moleculares e transgenia. Os anos com maior quantidade de trabalhos publicados foram 2018, 2019, 2020 e 2021 com predominância de documentos no formato de artigo. O formulário do questionário foi enviado para 20 empresas, e houve dez retornos das empresas consultadas. A maioria das empresas de base florestal desejam ou já implementam algumas das técnicas de biotecnologia florestal. Muitas delas gostariam de melhorar ainda mais as que já estão sendo utilizadas, pois percebem que os estudos realizados, sejam pela própria empresa ou por universidade e outras entidades, são promissores e podem trazer benefícios.
O presente texto tem objetivo de comprovar que a constante universal do equilíbrio, K obtida dividindo a energia que faz trabalho pela energia que não faz trabalho mecânico, obedece ao Axioma de FREEDMAN na qual a Quantidade total da energia no universo é constante, baseada da lei universal da Astrofísica quântica.
Albizia edwallii, popularmente conhecida como angico branco é uma espécie nativa da região Sul do Brasil, Rio de Janeiro e São Paulo, que vem sendo utilizada em projetos de recuperação de áreas degradadas. Diante disso, pesquisas para gerar informações confiáveis a produção de mudas de qualidade das espécies de interesse. Para tanto, a pesquisa teve como objetivo avaliar o crescimento das mudas de A. edwallii sob a influência de diferentes dosagens de fertilizante de liberação lenta (3-4 meses). As plantas foram submetidas às dosagens de 2, 4, 6, 8 e 10 g L-1 de fertilizante de liberação controlada (FLC) de 3-4 meses, que foram incorporadas ao substrato, acondicionadas em tubetes de polipropileno de 110 cm3. Foram analisadas a altura, diâmetro, massa seca aérea (MSA), radicial (MSR) e total (MST), índice de qualidade de dickson (IQD), relação altura/diâmetro (H/D), teor de umidade da parte aérea (TU) e coloração da parte aérea. As mudas de A. edwallii tiveram o crescimento influenciado pelas dosagens crescentes de FLC. Todos os parâmetros, com exceção da relação H/D, foram superiores nas dosagens 8 e 10 g L-1. A análise visual da coloração indicou que com o aumento das doses de FLC resultaram em mudas com coloração verde escura brilhante. A partir dos resultados obtidos, conclui-se que as dosagens 8 e 10 g L-1são adequadas para utilizaçãona produção de mudas de A. edwallii.
O objetivo deste trabalho foi avaliar se o desempenho da estimativa do volume individual para Pinus taeda L. por um estimador por razão apresenta melhores resultados em comparação com a estimativa obtida pelo modelo volumétrico de Schumacher-Hall. Foram utilizados dados de cubagem de 200 árvores, com idades que variaram de 5 a 18 anos, com diâmetros de 6,3 a 38,9 cm e altura total de 6,4 a 25,5 m. As estimativas do volume individual foram avaliadas e comparadas entre si por meio da análise gráfica dos resíduos, viés, erro médio absoluto, erro quadrático médio, raiz quadrada do erro quadrático médio, raiz quadrada do erro quadrático médio em percentagem e pseudo-coeficiente de determinação. O método do estimador por razão apresentou RMSE de 10,7% e um viés de -0,002, indicando em média uma superestimativa do volume individual. O modelo de Schumacher-Hall apresentou RMSE de 10,0% e um viés de 0,001. A análise gráfica dos resíduos mostrou que os dois métodos tiveram comportamentos semelhantes, com resíduos bem distribuídos, porém com tendência em subestimar as árvores de maior volume. Com o conjunto de dados utilizados neste trabalho, os dois métodos avaliados para a estimativa do volume individual de Pinus taeda obtiveram resultados satisfatórios. No entanto, o modelo de Schumacher-Hall apresentou um desempenho ligeiramente superior
As rodovias da região amazônica constituem um dos principais vetores que impulsionam a ocupação territorial e consequente perda da cobertura florestal. Como forma de monitorar o desflorestamento por corte raso na Amazônia Legal, o Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal por Satélite (PRODES) tem monitorado desde o ano de 1988 o desflorestamento por corte raso na Amazônia Legal e publicado as taxas anuais de desflorestamento para essa região. Nesse sentido, o objetivo do trabalho foi identificar o padrão de desflorestamento em diferentes faixas de distância das principais rodovias da Amazônia Legal, utilizando dados de desflorestamento acumulados de 1988 a 2017, provenientes do PRODES e disponibilizados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). As maiores taxas de desflorestamento se concentram nos primeiros 250 metros de distância das rodovias. Observa-se que o percentual desflorestado na Amazônia Legal diminui gradativamente com a distância das rodovias, de 52,1% na primeira faixa a 17,8% na última faixa, enquanto a área média dos polígonos aumenta a partir da segunda faixa, de 0,5 km² a 4,3 km². Esse padrão de desflorestamento se mantém o mesmo para os estados. Apenas o estado do Tocantins é uma exceção a esse padrão, pois os percentuais desflorestados permanecem constantes para as 6 primeiras faixas.
Eucalyptus benthamii é uma espécie florestal plantada na região Sul do Brasil para produção de madeira, em áreas com geadas leves. Um fator limitante é a presença de cancros basais (Botryosphaeria sp.) e morte de árvores, que pode ser minimizado pelo plantio em locais com condições ambientais desfavoráveis à doença. Este estudo analisou os fatores climáticos em áreas com cancros basais para estabelecer mapas de favorabilidade climática para a doença. O estudo foi focado em plantios nos estados do Paraná e Santa Catarina, onde foram coletados dados da doença e de temperatura média anual e precipitação pluviométrica acumulada anual. Mapas de risco de ocorrência de cancro foram gerados em sistemas de informações geográficas (SIG). As médias das temperaturas máximas anuais, variaram entre 23,3 a 24,2 oC e a precipitação média anual variou de 1.620 a 1.910 mm. A título de comparação, tais condições são ótimas para o cancro do eucalipto (Chrysoporthe cubensis), que são temperatura média anual acima de 23 °C e volume total de precipitação média anual acima de 1200 mm. No Paraná, as zonas mais favoráveis ao cancro basal estão localizadas na faixa oeste e algumas áreas do litoral, enquanto em Santa Catarina, nas faixas leste e oeste. A região central desses estados tem condições desfavoráveis, em função de maior altitude e menores temperaturas máximas. Assim, recomenda-se o plantio em áreas agrícolas que estejam dentro das zonas climáticas desfavoráveis ao surgimento do cancro basal, com condições de geadas fracas para permitir o desenvolvimento do E. benthamii.
Forest harvesting is a complex activity, involving the movement of machines and wood volume being affected by several variables that interfere directly or indirectly in this forest operation. Linear models can be used to evaluate the impact of some of these variables on forest harvesting, although linear models have some limitations that prevent a better inference, for this reason, other alternatives such as artificial neural networks (ANN) can contribute to the understanding of the effect of variables on harvesting operations. The objective of this study was to compare the estimates of operational cycle time and the cycle elements in the extraction activity with a tractor winch in mountainous regions. Linear models were adjusted for each of the eight cycles evaluated (7 work steps and work cycle) in addition to seven neural network architectures for each cycle, totaling 56 trained architectures. The results show that the best neural networks trained for each work step presented superior adjustment statistics compared to linear models. In addition to superior results, the ANN presented normal residuals in most cases, a situation not achieved by linear models.
Endangered species play an important role in studies on the quantification of biomass and carbon since, as their cutting is prohibited by law, they accumulate an essential stock in the forest. Thus, this work aimed to bring a scenario of the research being carried out with this theme with Araucaria angustifolia and other species of the same genus. To this end, bibliometric analysis was used, searching for published and indexed works in the Scopus, Web of Science, and Science Direct databases until 2021. We found 38 publications in 30 different journals, accumulating 72.5% of publications from the year 2014. Brazil was the country that produced the most research and also that received the most encouragement from research funding agencies. Biomass and carbon were the objects of most works, totaling 21. The direct method of quantification was the most used in 28 studies. Other methods were fitted models and simulation, muffle, dry combustion, wet combustion, and conversion factor methods to quantify carbon. The non-use of artificial intelligence was considered a gap in the research. Moreover, the little use of remote sensing, combined with artificial intelligence, should offer new methods for estimating biomass and carbon.
Na agricultura brasileira, as ações de apoio à adaptação e mitigação das mudanças climáticas vêm recebendo cada vez mais atenção. Entretanto, estudos sobre carbono (C) na agricultura são em sua grande maioria focados no solo, e os dados e informações científicas sobre C na biomassa de espécies lenhosas agrícolas ainda são escassos. Buscando apoiar estimativas dos estoques de C na biomassa de laranjeiras (acima e abaixo do solo) do cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro , o presente estudo avaliou o conteúdo médio de C em 16 laranjeiras (Citrus sinensis L. Osbeck), considerando as folhas, galhos, tronco e raízes de duas variedades (Pera e Valência) em quatro classes de idade (3-5, 6-10, 11-15 e > 15 anos). As laranjeiras foram avaliadas pelo método destrutivo, e as amostras foram analisadas em um analisador elementar de C, usando o método de combustão a seco. Com base na média ponderada da biomassa das raízes, caule, galhos e folhas, o conteúdo médio de C nas laranjeiras foi de 47%. O caule (47,6%), galhos (47,4%) e raízes (47,4%) apresentaram maior teor de C, em comparação às folhas (43,9%). Não foram encontradas diferenças no conteúdo de C entre as variedades Pera e Valência, nem entre as classes de idade estudadas. Essas informações podem contribuir para o estabelecimento de práticas de manejo em pomares de laranja que busquem manter e/ou aumentar os estoques de C no solo e na biomassa das árvores. Também podem contribuir para o desenvolvimento de projetos de mitigação das alterações climáticas destinados a reduzir as emissões de gases de efeito estufa ou a aumentar o sequestro de C atmosférico.Avaliação destrutiva, Laranja Pera, Laranja Valência, Manejo de Biomassa.
Este estudo teve o objetivo de quantificar a biomassa e o carbono e avaliar modelos matemáticos para estimativas de biomassa de diferentes compartimentos da parte aérea de árvores de teca de um plantio, aos 72 meses de idade, localizado no munícipio de Cotriguaçu no Estado de Mato Grosso. Foram selecionadas aleatoriamente 30 árvores distribuídas em diferentes classes de diâmetro e de altura. Em cada árvore-amostra mediram-se o diâmetro a 1,30 m de altura do solo (dap), a altura total (HT) e procedeu-se a quantificação do volume (V) por meio da cubagem rigorosa. As árvores foram abatidas, separadas e identificadas nos compartimentos fuste, folhas e galhos além de serem retirados discos para a determinação da densidade básica da madeira. Foram determinadas a biomassa de cada compartimento e estimado o carbono considerando um teor médio de 43,15% da biomassa. A relação entre as variáveis dap, HT, V e a biomassa para fuste, galhos, folhas e parte aérea total foi avaliada pelo coeficiente de Pearson e os modelos de Husch e de Kopezky-Gerhardt foram ajustados para estimativa da biomassa. Verificou-se que a biomassa presente em cada compartimento seguiu o padrão fuste > galhos > folhas e ocorreu predominância de correlação forte e muito forte entre as variáveis dap, HT, V e a biomassa. As equações oriundas do modelo de Husch foram as que apresentaram melhores ajustes.
A biomassa florestal ocupa papel importante na matriz energética brasileira, destacando-se a lenha e o carvão vegetal. O objetivo desse trabalho foi analisar o consumo de lenha em pizzarias e panificadoras no município de Vitória da Conquista, na Mesorregião do Centro-Sul no estado da Bahia. Utilizou-se de um questionário pré-estruturado composto de questões abertas e dicotômicas aplicadas aos referidos estabelecimentos comerciais. Foram consultadas 30 unidades comerciais entre pizzarias e panificadoras. A lenha foi a segunda matriz energética mais requerida entre os estabelecimentos com um consumo médio mensal de 54,88 m³st, destacando-se a madeira de eucalipto (18 m³st), seguida de madeira de construção (13 m³st) e madeira nativa (10 m³st) em quantidade consumida mensalmente. O melhor rendimento energético foi proporcionado pelas madeiras de eucalipto (0,20) e o pior pelas madeiras provenientes de restos de construção civil (1,20). As matrizes energéticas dos estabelecimentos estudados em Vitória da Conquista encontram-se instáveis, apresentando tendências por mudanças. Não houve critério técnico para a escolha das espécies lenhosas em relação a procedência e eficiência energética das madeiras utilizadas. O fomento florestal e a organização da cadeia produtiva da matriz energética na região, desde a produção da lenha, passando pelo transporte até o consumidor final, torna-se imprescindível.
A comunidade cientifica apresenta uma evolução importante sobre estudos da forma e funções de afilamento para diversas espécies, mas há uma escassez de informações sobre funções de afilamento para árvores resinadas e não resinadas, visto que os plantios ainda podem ter a sua madeira utilizada para fins comerciais. Desse modo, com o intuito de verificar se o ato de resinar árvores influencia na forma do fuste quando comparado com as árvores não resinada, esse trabalho irá para responder a seguinte questão de estudo: Os coeficientes das funções de afilamento são diferentes entre árvores resinadas e não resinadas? Para tanto, utilizaram-se dados provenientes de duas áreas de plantios de P. elliottii estabelecidas nos anos 1980, uma resinada e outra não resinada, localizadas no litoral sul do Rio Grande do Sul. Foram ajustados os modelos de Kozak Modificado (1969) e Schöepfer (1966) para os dados estratificados em grupos resinado, não resinado e para os dados totais. Em seguida, aplicou-se o teste de identidade de Graybill (1969) para verificar a igualdade das equações desenvolvidas para os grupos e para o total das árvores. O modelo Schöepfer (1966) se ajusta melhor aos dados de Pinus elliottii Engelm, tanto para plantios resinados como não resinados, quando comparado ao modelo de Kozak et al. (1969). A resinagem das árvores proporciona perfil de fuste diferente quando comparado a plantios não resinado.
No manejo florestal a tomada de decisão envolve vários fatores, entre eles a aplicação de métodos de prognose. Não é uma tarefa simples aplicá-los em florestas inequiâneas, devido à grande diversidade de espécies e idades. Diante disso, o objetivo deste trabalho foi avaliar a acuracidade de ferramentas como a Matriz de Transição (MT) e da Razão de Movimentação de Diâmetros (RMD) para a prognose da estrutura diamétrica em um fragmento da Floresta Estacional Semidecidual localizado em Cássia, Estado de Minas Gerais. Para isso, a prognose foi efetuada em um período de 4 anos de intervalo (1997 a 2001) para duas amplitudes (5 cm e 10 cm) de classes diamétricas, aplicando-se os métodos MT e RMD, no período entre 2005 e 2009. A eficiência das projeções foi avaliada por meio do teste de Kolmogorov-Smirnov e pelo teste de Friedman. Após a escolha do melhor método e amplitude, a projeção da estrutura da floresta foi efetuada para o ano 2022. A projeção efetuada com o método RMD apresentou maior eficiência para os anos de 2005 e 2009, porém, em 2009, somente para o número de indivíduos. A amplitude de 5 cm foi a que melhor descreveu a estrutura diamétrica dos conjuntos de dados avaliados, em ambos os anos, evidenciando ser a dinâmica da floresta mais lenta que a previamente avaliada. Novas pesquisas devem ser efetuadas para melhorar as projeções para além de um período, pois para apenas um período exigem estrito acompanhamento por muitos anos.
O intuito desse estudo foi modelar o crescimento e a produção de plantios de Pinus taeda L. com modelos globais, de distribuição diamétrica e de árvores individuais. Os dados utilizados foram provenientes das medições de 345 parcelas permanentes localizadas no estado de Santa Catarina. Para avaliar a projeção da produção em volume pelos diferentes métodos estudados, 89 parcelas foram selecionadas para compor o conjunto de dados para validação. Aplicou-se o teste estatístico de Wilcoxon para avaliar igualdade estatística dos volumes estimados e observados. As estatísticas de viés e acurácia também foram utilizadas para avaliar as projeções dos volumes totais. Para obtenção dos parâmetros futuros da fdp de Weibull, foram utilizados os métodos dos percentis. Dentre todas as categorias testadas, o modelo global de Clutter (1963) é o mais preciso e acurado para a prognose da produção total com viés médio de -9,80 m3 ha-1 e acurácia média de 33,60 m3 ha-1. A modelagem de distribuição diamétrica também apresenta bons resultados. O sistema de árvores individuais não apresenta estimativas precisas e acuradas. O resultado do teste estatístico de Wilcoxon mostra que existe diferença estatística entre os valores observados e estimados entre todos os métodos.