
Este artigo analisa a arquitetura carioca do alvorecer da República Velha (1889-1914) como representação simbólica de poder. A investigação articula o estudo das obras ao campo profissional, compreendido como arena de disputas pela produção da arquitetura como bem simbólico. Demonstra-se que a hegemonia das linguagens Eclética e Art Nouveau, pautada pelo ideal de progresso, refletia estratégias de distinção social de uma burguesia emergente. Conclui-se que o sucesso dos arquitetos da ENBA no Concurso de Fachadas da Avenida Central impulsionou o despertar do campo arquitetônico nacional, consolidando o protagonismo desses profissionais na modernização urbana do Rio de Janeiro.
O presente artigo analisa o patrimônio cultural como processo político, social e espacial articulado às disputas de memória e produção da cidade contemporânea, com foco no Rio de Janeiro. A partir de revisão bibliográfica interdisciplinar e análise crítica de casos urbanos emblemáticos, discute-se como os processos de patrimonialização reproduzem estruturas seletivas vinculadas à colonialidade do poder e à legitimação de narrativas hegemônicas. Fundamentado em autores do patrimônio, urbanismo e pensamento decolonial, o estudo problematiza as tensões entre preservação, transformação urbana e justiça espacial, evidenciando mecanismos de invisibilização de territórios negros, periféricos e populares e defendendo abordagens patrimoniais inclusivas e críticas.
O texto discute a participação das instituições religiosas no enfrentamento aos problemas públicos das cidades brasileiras, heranças da colonialidade durante o processo de urbanização. Os procedimentos de pesquisa utilizados são a revisão bibliográfica em epistemologias do planejamento urbano e antropologia e as etnografias de campo que consideraram matrizes religiosas com atuação na cidade do Rio de Janeiro principalmente, mas não exclusivamente. Ao final apontamos as possíveis alternativas e estratégias de integração da urbanidade religiosa às agendas territoriais com fins a processos de participação e pesquisa-ação, de modo a acentuar compromissos cívicos, fortalecer a convivialidade e a gestão urbana.
O desenvolvimento econômico do Rio, entre 2021 e 2028, deve ser analisado à luz de um contexto de grandes desafios e transformações. Após um período marcado pelos efeitos econômicos e sociais da pandemia, a cidade iniciou, em 2021, um processo de retomada que combinou políticas públicas de geração de emprego e fortalecimento de setores estratégicos, como inovação, economia verde, setor financeiro, turismo e economia criativa. O artigo tem como objetivo examinar os eixos e fundamentos que sustentam o desenvolvimento econômico carioca, considerando a recuperação já observada (2021-2024) e as diretrizes estabelecidas no Plano Estratégico 2025-2028.