
A participação em projetos de ciência cidadã focados na observação da biodiversidade em jardins escolares pode proporcionar aprendizagens significativas sobre práticas científicas. Este estudo avaliou resultados de aprendizagem individual em ciência cidadã e biodiversidade, com base nos indicadores: conhecimento de conceitos científicos, percepção de autoeficácia e habilidades de investigação científica (observação de biodiversidade). A pesquisa envolveu 96 estudantes do 3º ano do Ensino Fundamental que participaram de uma sequência de ensino-aprendizagem com ciência cidadã cocriada no contexto escolar. Utilizando uma abordagem quali-quantitativa, a pesquisa de campo incluiu observação participante em uma escola de tempo integral na região do ABC paulista. Os dados foram coletados a partir de um desenho de semi-experimento, com a aplicação de questionários pré e pós intervenção, além dos Diários de Pesquisa dos estudantes e Diário de Campo da professora-pesquisadora, e analisados por meio de análise de conteúdo. Os resultados indicam que a ciência cidadã escolar foi eficaz em aumentar o conhecimento de conceitos científicos, a percepção de autoeficácia em ciência e as habilidades de investigação científica (observação) dos estudantes. Esses achados têm implicações significativas para a educação em Ciências, ressaltando a importância de estratégias pedagógicas que envolvam ativamente os estudantes em experiências de ciência cidadã, promovendo sua emancipação através de uma compreensão mais profunda e abrangente do processo científico.
Esta pesquisa tem o objetivo de caracterizar o perfil das colaborações na Educação CTS brasileira a partir das relações de coautoria obtidas de 697 artigos publicados entre 1998 e 2024 em 42 revistas das áreas de Educação e Ensino. Para isso, utilizamos a abordagem da Análise de Redes Sociais (ARS). Nossa pesquisa mostrou que as publicações da área tendem a ter dois ou três autores e que a maior parte das colaborações ocorre dentro da mesma instituição. No que diz respeito às colaborações extramuros, elas envolvem até quatro instituições e não apresentam um perfil distinto, ocorrendo entre diferentes estados e regiões. As colaborações internacionais ainda são pouco frequentes. Outro resultado notável é que a rede de coautoria da Educação CTS é bastante fragmentada, contendo 232 subconjuntos distintos. Apesar dessa fragmentação, cerca de 25% dos artigos no banco de dados utilizado nesta pesquisa foram produzidos pelos autores que integram a componente gigante, que é o maior subconjunto da rede de coautoria. A componente gigante é o subconjunto que concentra a maior quantidade de autores e é responsável por uma quantidade significativa da produção de conhecimento da área. Também identificamos, por meio das medidas de ARS, que os principais pesquisadores da componente gigante estão localizados, em sua maioria, na região Sul do país.
O presente artigo visa analisar os perfis formativos dos cursos de Licenciatura em Química ofertados por Institutos Federais em território nacional, considerando a formação de professores proposta nos Projetos Pedagógicos de Curso, à luz da teoria dos campos de Pierre Bourdieu. Discute-se a constituição das identidades formativas e as disputas entre capitais simbólicos que estruturam tais cursos, com ênfase nos capitais pedagógico e científico-tecnológico. Observa-se que, embora haja esforços para romper com o modelo bacharelesco e avançar em propostas de formação docente crítica, os cursos ainda operam majoritariamente sob a lógica do campo científico tradicional, evidenciada na centralidade do conhecimento específico e na formação dos docentes. As análises indicam que os cursos se configuram como espaços formativos híbridos, marcados por tensões entre racionalidades distintas e pela disputa por legitimidade no subcampo da formação de professores de Química. A identidade formativa, portanto, permanece em construção e atravessada por relações de força simbólica.
Diante da necessidade de criticizar os debates sobre alfabetização científica, neste artigo teórico, nosso objetivo é estabelecer os princípios da compreensão da alfabetização científica e da alfabetização política (AC-AP) como uma unidade dialética. Discutimos a compreensão de alfabetização científica numa perspectiva humanizadora em diálogo com o conceito de alfabetização política, de Paulo Freire, sob a luz do pensar dialético, tendo como eixo central da argumentação o conceito de consciência crítica, de Álvaro Vieira Pinto. A partir dessa base, vislumbramos uma possibilidade para a realização do ato educativo e propomos uma ferramenta que permite planejar e analisar o ensino de ciências por meio do processo de conscientização, os quais esperamos que auxiliem docentes e pesquisadores na mobilização de uma educação como processo de tomada de consciência crítica sobre as situações-limite da realidade nacional e dos fatores que as condicionam.
Este estudo, de abordagem qualitativa e caráter prático, tem como objetivo construir uma compreensão mais humanista e pluralista dos modos de aprender e de produzir conhecimento, no contexto da formação continuada de docentes interessados(as) na interlocução entre as artes e o ensino de ciências e matemática. Para tanto, mobilizam-se aspectos dos referenciais educacional de Carl R. Rogers (e.g., aprendizagem libertadora e fraterna), metodológico de Natalie Rogers (e.g., uso das artes como meio de expressão de sentimentos e conteúdos) e epistemológico de Paul K. Feyerabend (e.g., pluralidade metodológica na produção do conhecimento), aliados à abordagem da Design-Based Research, na concepção de uma componente curricular ofertada no núcleo de disciplinas eletivas do Programa de Pós-Graduação em Educação Científica e Formação de Professores, da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Implementada no segundo semestre letivo de 2024, a disciplina ‘Interfaces entre ciência e arte’ teve seus dados coletados a partir de aspectos da observação etnográfica e analisados à luz da teoria fundamentada construtivista. Como resultado, emergiu uma teorização que legitima a viabilidade de promover a liberdade para aprender na Pós-Graduação brasileira, ao possibilitar a expressividade artística de saberes científico-matemáticos por meio de projetos concebidos para a Educação Básica — reverberando, para além do contexto acadêmico, perspectivas mais humanas e plurais para ensinar e (re)aprender ciências e matemática.
No campo da química, a escrita precisa transitar entre os níveis macroscópico, submicroscópico e o representacional, utilizando-se de elementos específicos da linguagem e do contexto no qual a linguagem é produzida. Modelos de análise baseados na Linguística Sistêmico Funcional, um que analisa a construção do campo, e outro que analisa a construção de entidades dentro da semântica discursiva foram utilizados para analisar a escrita de estudantes de graduação em química. Nosso objetivo foi avaliar se estes modelos podiam ser aplicados a textos de química produzidos pelos estudantes, identificando escolhas linguísticas utilizadas na produção textual, mapeando entidades específicas do campo da química e realizar adaptações nos modelos avaliados de forma que se adequem ao contexto da Química. O corpus de análise foi constituído de 31 textos divididos em três grupos de experimentos em química orgânica. Para cada grupo, foram mapeados elementos relacionados ao campo (relações taxonômicas, tipos de atividades e propriedades) e elementos da linguagem (entidade, dimensionalidade e metáforas gramaticais vivas). A análise dos textos mostrou que os estudantes têm dificuldades em descrever o campo da química no mundo submicroscópio e isso impacta na construção de taxonomias e nos tipos de atividades descritas. O mapeamento de entidades indicou que a diversidade das entidades depende diretamente do tipo de experimento e ainda que os estudantes não constroem metáforas gramaticais vivas. Portanto, os modelos de análise adotados neste artigo podem ser utilizados para analisar textos produzidos pelos estudantes de química. No entanto, os textos aqui analisados se referem a uma área específica da química, a química orgânica. Um desdobramento desta pesquisa seria estender este estudo à outras áreas da química.
A evasão universitária é um desafio complexo, especialmente em cursos de Ciências Exatas. O objetivo deste artigo foi investigar as relações entre crenças de autoeficácia, senso de pertencimento e percepção da relevância curricular com a intenção de persistência de 37 alunos de uma Licenciatura em Ciências Exatas, ofertada em um campus fora da sede da Universidade Federal do Rio Grande. Fundamentada no Modelo de Motivação da Persistência do Estudante de Tinto (2017), a pesquisa adotou uma abordagem analítica mista. A etapa quantitativa, realizada por meio de questionário, demonstrou uma correlação positiva e moderada entre a intenção de persistência e os três construtos avaliados (autoeficácia, senso de pertencimento e percepção de relevância curricular). No entanto, a análise qualitativa de sete casos individuais revelou que a trajetória acadêmica é multifacetada, onde o contexto e as dinâmicas de um campus fora de sede exercem forte influência. Alunos com altos indicadores preditores de sucesso evadiram devido a fatores externos, como sobrecarga de trabalho e vulnerabilidades socioeconômicas. Em contrapartida, discentes com baixo senso de pertencimento persistiram no curso, amparados por uma alta autoeficácia e por metas externas claras. Conclui-se que a persistência é determinada por uma complexa interação de fatores, reforçando a necessidade de ações institucionais personalizadas que promovam o apoio pedagógico e o senso de comunidade.
As Editoras-Chefes da Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências expressam o seu profundo reconhecimento aos Pareceristas Ad Hoc listados a seguir. O seu profissionalismo e experiência foram essenciais para garantir a rigorosa arbitragem dos textos em 2025. Essa contribuição é a base que sustenta a qualidade e a integridade do nosso processo editorial.
As conversas e interações familiares durante uma visita ao Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa (Portugal), foram analisadas para compreender as experiências de aprendizagem. Participaram do estudo 14 famílias totalizando 54 indivíduos, dos quais 28 eram crianças. Os registros audiovisuais foram realizados com câmera subjetiva utilizada por uma criança da família. Os dados foram codificados e analisados por meio do software Dedoose. Os resultados evidenciam o protagonismo das crianças por meio do direcionamento das conversas por meio de perguntas, busca por respostas, elaboração de hipóteses e manifestação de ideias. Os adultos facilitaram o entendimento de conteúdos científicos por meio de explicações simplificadas e da contextualização das informações. As conversas e interações evidenciam que a participação ativa das crianças aliada ao esforço cognitivo das famílias contribuíram para o aprimoramento do conhecimento e na construção de experiências significativas e colaborativas.
O presente ensaio teórico em tela trata da Alfabetização Científica e Tecnológica (ACT) sob uma perspectiva ampliada e crítica voltada ao atual contexto histórico. Para tanto, objetiva-se propor uma ampliação teórica da ACT, incorporando aspectos tecnológicos e sociopolíticos direcionados à formação inicial de professores de Ciências. A discussão se fundamenta em livros e produções científicas publicadas em periódicos nacionais e internacionais, articulando e dialogando com referenciais consolidados da Educação em Ciências. As reflexões realizadas conduziram a uma proposição teórica que propõe uma releitura para dimensões da ACT, contemplando desde aspectos tecnológicos mais simples até discussões complexas sobre a Natureza da Tecnologia, bem como a necessidade de alinhamento com a Visão III da ACT, que enfatiza não apenas a compreensão de conceitos científicos e tecnológicos, mas também a formação de sujeitos capazes de intervir socialmente diante das desigualdades e das controvérsias do mundo contemporâneo. Entre os resultados, apresentamos seis dimensões de ACT que integram os aspectos mencionados. Como desdobramento teórico adicional, propomos o circuito em espiral da ACT, que pode orientar professores de Ciências no planejamento de aulas, sequências didáticas, programas disciplinares ou outros contextos pedagógicos com vistas à transformação social.
A valorização histórica do conhecimento científico, em detrimento de formas também legítimas de interpretar a realidade, contribuiu para o silenciamento e invisibilização de saberes e grupos socioculturais. Em contraponto a essa realidade, surge a Educação Científica Intercultural (ECI). Nesse sentido, buscamos compreender a definição, a caracterização, o desenvolvimento e os desafios da Educação Científica Intercultural no ensino de ciências, a fim de inspirar educadores à adoção dessa perspectiva. Para tanto, realizamos uma Revisão Sistemática da Literatura, sintetizando informações e recomendações para colaborar com esse processo. Desse modo, o estudo consiste em uma RSL proveniente de um recorte de uma pesquisa de doutorado. Para sua produção utilizamos 50 artigos publicados entre os anos 2014 e 2024 nas bases de dados Scopus, Web of Science, Dialnet e Rede de Revistas Científicas da América Latina e Caribe, Espanha e Portugal (Redalyc). Quanto à definição, identificamos que a ECI é uma atitude sensível à diversidade cultural e se caracteriza, portanto, como um espaço de diálogo entre sistemas de conhecimento facilitado pelas convergências, mas que também reafirma e se engaja com as diferenças. A ECI tem sido desenvolvida com destaque no Sul Global, e sob diferentes perspectivas: valorização das comunidades tradicionais, bilinguismo e integração de imigrantes, sendo tais perspectivas desenvolvidas através da Etnobiologia, criação de materiais didáticos, Comunidades de Prática e formação de professores. Quanto aos desafios, destacamos barreiras estruturais e institucionais, formação docente, falta de aproximação Universidade-Escola e dificuldades na mediação cultural.
O artigo tem como principal objetivo analisar as principais definições de alfabetização científica e letramento científico, destacando convergências e conflitos entre esses conceitos, e discutindo o perfil do sujeito alfabetizado cientificamente que se espera formar. A pesquisa é do tipo qualitativa, de natureza bibliográfica, com levantamento realizado a partir de livros, artigos científicos, dissertações, teses e documentos oficiais publicados entre 1958 e 2025. Para análise dos dados coletados, utilizou-se a técnica de análise de conteúdo, a partir da qual foram definidas duas categorias principais: confluências e divergências entre alfabetização e letramento científico e perfil do sujeito alfabetizado cientificamente. Os resultados apontaram que os termos alfabetização e letramento têm significados próprios na língua materna, mas sua tradução para o inglês contribui para a sobreposição dos conceitos de alfabetização científica e letramento científico no campo científico, evidenciando a necessidade de explorar suas bases teóricas para melhor compreensão. Apesar da polissemia entre esses termos, há convergência na ênfase à formação de cidadãos críticos, capazes de apropriar-se criticamente do conhecimento científico para atuar socialmente. Contudo, há também estudos que adotam uma perspectiva utilitarista, privilegiando o uso técnico da ciência em detrimento de seu caráter crítico e social. Evidenciou-se, ainda, que a alfabetização científica visa formar indivíduos críticos e engajados, cabendo ao ensino de ciências promover essa apropriação crítica e contínua do conhecimento.
O objetivo do presente artigo é apresentar a estruturação de uma matriz semântica para o conceito de elemento químico, a fim de discutir a heterogeneidade de pensamento sobre este conceito. A matriz semântica é uma ferramenta de sistematização dos significados sobre os conceitos encontrados nas diversas fontes, que caracterizam os seguintes domínios genéticos: sociogenético, ontogenético e microgenético. Para construção da matriz semântica, seguimos, basicamente, duas etapas metodológicas: (1) levantamento de trabalhos acerca do desenvolvimento histórico do conceito em tela, na literatura sobre concepções informais relativas e em sala de aula, em uma turma de ensino médio; (2) análise dos dados a partir da definição, a posteriori, de categorias e temas semânticos a partir de compromissos epistemológicos e ontológicos. Foram definidos sete temas e dezenove categorias diante dos significados atribuídos a elemento químico, identificados nos três domínios explorados. Esses dados sinalizam que concepções semelhantes podem emergir em diferentes domínios genéticos, bem como evidenciam que esse conceito é suficientemente polissêmico para justificar a futura proposição de um perfil conceitual.
A Pré-Iniciação Científica tem se mostrado uma estratégia formativa promissora para despertar vocações científicas e promover o engajamento dos estudantes com a pesquisa desde a educação básica. Este estudo buscou responder à questão: como a literatura nacional tem discutido as contribuições e os desafios das iniciativas de Pré-Iniciação Científica no contexto educacional brasileiro? Para isso, foi realizada uma revisão de literatura, com busca em bases nacionais (SciELO, Google Acadêmico e Periódicos CAPES), considerando publicações entre 2015 e 2025. Após triagem e análise de conteúdo, foram selecionados 14 estudos (11 artigos, uma dissertação e duas teses), cujos resultados foram organizados em três categorias de benefícios: acadêmicos, relacionados ao desenvolvimento do pensamento crítico, domínio de metodologias científicas e ao interesse pela ciência; profissionais, vinculados à definição de trajetórias acadêmicas, habilidades de comunicação e trabalho em equipe; e pessoais, envolvendo autoconfiança, protagonismo juvenil e engajamento social. Também foram identificados desafios, como desigualdades na infraestrutura, baixa divulgação dos programas e necessidade de formação e valorização docente. Conclui-se que a Pré-Iniciação Científica é uma abordagem relevante para a formação integral, mas carece de políticas de ampliação e equidade, além de estudos longitudinais que avaliem seus impactos de longo prazo.
Nas últimas décadas, a Educação Inclusiva vem ganhando espaço no debate socioeducacional. As concepções docentes em relação ao ensino inclusivo são importantes para o processo de inclusão, pois a compreensão em relação às dificuldades encontradas cotidianamente pode refletir sobre possíveis ações que precisam ser adotadas, garantindo assim um ensino democrático. Nesse contexto, o estudo objetivou investigar as concepções de professores de Ciências dos anos finais do Ensino Fundamental de um município do sul da Bahia sobre os entraves que inviabilizam o processo de inclusão escolar. A pesquisa tem abordagem qualitativa, do tipo empírica. Os instrumentos de obtenção das informações foram o questionário, a entrevista semiestruturada e a análise documental. Os participantes foram onze professores de Ciências, que atuam em quatro escolas dos anos finais do Ensino Fundamental e que possuem alunos em situação de inclusão matriculados em suas turmas. Os dados foram analisados à luz da Análise de Conteúdo. Os resultados revelam que, embora os docentes reconheçam a diversidade em sala de aula, suas concepções ainda estão permeadas por atitudes e discursos que indicam traços de preconceito. Entre os principais desafios apontados para a efetivação de um ensino de Ciências inclusivo, destacam-se a falta de acessibilidade comunicacional, a violência escolar, a superlotação das turmas, a ausência de práticas pedagógicas adaptadas e o desconhecimento, por parte de alguns professores, sobre as deficiências e transtornos dos alunos incluídos. Por fim, apesar das limitações contextuais da pesquisa, os dados obtidos evidenciam a necessidade de formação continuada e a efetivação das políticas públicas vigentes que possibilitem o alinhamento das práticas pedagógicas aos princípios da inclusão, contribuindo diretamente para a superação dos entraves identificados e para a construção de um ensino de Ciências inclusivo.
O estudo apresenta os resultados de uma pesquisa qualitativa que teve por objetivo analisar de que maneira os contos elaborados por futuros professores de ciências de meios rurais do Brasil, Moçambique e Portugal (durante a participação em oficinas de narrativas em contos para o diálogo intercultural no ensino de ciências) podem revelar as suas sensibilidades ao diálogo entre diferentes saberes acerca da natureza. Trata-se de um estudo que envolveu três países de continentes e realidades culturais distintas: Brasil, Moçambique e Portugal. Um total de 37 narrativas foram produzidas nesses países, das quais três foram utilizadas neste trabalho. Os resultados mostram evidentes diferenças na abordagem dos elementos culturais nos contos elaborados pelos participantes dos três países. São apontadas essas relações, assim como as possíveis causas e implicações para a formação de professores em temas sensíveis ao diálogo intercultural no ensino de ciências.
Learning about Science and natural phenomena is important from the beginning of Basic Education. With this in mind, this study aims to analyze the implementation of investigative activities to promote scientific initiation in an Early Childhood Education class. This is a qualitative study, of the research-application type, developed from a research project on Science initiation for young children, carried out at a federal public university. It addresses the theme “air and wind,” a suitable topic for working with Inquiry-Based Science Education with children. For this, playful activities were carried out with recyclable materials, taking into account the children’s previous knowledge, and meeting the learning objectives proposed by the Brazilian National Common Curriculum Base for Early Childhood Education. The results indicate that the ways in which the activities were designed and implemented contributed to the development of scientific initiation through investigative activities. The children’s natural curiosity and their ability to reason, investigate, and argue were further stimulated. More studies on Scientific Literacy in Early Childhood Education must be developed to improve teaching methods and techniques that help children appropriate their culture, life context, and understanding of the natural phenomena to which they are exposed.
A aprendizagem sobre Ciências e os fenômenos da natureza é importante desde o início da Educação Básica. Nesse sentido, esta pesquisa tem o objetivo de analisar a realização de atividades investigativas na promoção da iniciação científica em uma turma de Educação Infantil. Trata-se de um estudo de abordagem qualitativa, do tipo pesquisa-aplicação, desenvolvida a partir de um projeto de pesquisa sobre a iniciação às Ciências para crianças pequenas, realizado em uma Universidade Pública Federal. Aborda a temática “ar e vento”, tema adequado para trabalhar o Ensino de Ciências por Investigação com as crianças. Para isso, foram realizadas atividades lúdicas, com materiais recicláveis, que levaram em conta os conhecimentos prévios das crianças, atendendo aos objetivos de aprendizagem propostos pela Base Nacional Comum Curricular para a Educação Infantil. Como resultados, entendeu-se que as formas como as atividades foram concebidas e executadas contribuíram para o desenvolvimento da iniciação científica por meio das atividades investigativas. Foi despertada, ainda mais, a curiosidade natural das crianças e a capacidade de raciocinar, investigar e argumentar. É necessário que estudos sobre a Alfabetização Científica na Educação Infantil sejam desenvolvidos, para que se aperfeiçoem métodos e técnicas de ensino que facilitem às crianças a apropriação da sua cultura, do seu contexto de vida e da compreensão dos fenômenos da natureza aos quais estão expostas.
As Editoras-Chefes da Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências expressam o seu profundo reconhecimento aos Pareceristas Ad Hoc listados a seguir. O seu profissionalismo e experiência foram essenciais para garantir a rigorosa arbitragem dos textos em 2021. Essa contribuição é a base que sustenta a qualidade e a integridade do nosso processo editorial. Agradecemos sinceramente por contribuírem para a manutenção da qualidade da Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências.
As Editoras-Chefes da Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências expressam o seu profundo reconhecimento aos Pareceristas Ad Hoc listados a seguir. O seu profissionalismo e experiência foram essenciais para garantir a rigorosa arbitragem dos textos em 2024. Essa contribuição é a base que sustenta a qualidade e a integridade do nosso processo editorial.