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    REMATE DE MALES

    REMATE DE MALES

    JournalISSN 0103-183XeISSN 2316-5758中科院 文学 4区

    年发文量

    研究主题

    论文(1718)

    排序
    1Alegria Feminina Da Escrita
    Amanda Moura, Lucia Castello Branco

    Em 1983, Ana Cristina Cesar fora convidada para falar de sua escrita aos alunos do curso Literatura de Mulheres no Brasil, ministrado por Beatriz Resende. Na ocasião, a poeta sugeriu uma relação entre três significantes: alegria, literatura feminina e uma coisa que escapa. Para retomar esse fio de pensamento deixado por Ana C., pretendemos investigar a alegria como uma questão feminina na literatura. Como amparo teórico e crítico, detemo-nos, especialmente, em O que é escrita feminina (2024) e Escreviver (2025), ambos de Lucia Castello Branco, numa leitura que intersecciona as teorias literária e psicanalítica. Nesse percurso, recorremos também às considerações filosóficas sobre a alegria propostas por Clément Rosset (2000); às discussões sobre a presença da alegria na cultura brasileira, em diálogo com pesquisadores como Italo Moriconi (2002), Antonio Candido (2006), Pedro Duarte (2013), Beatriz Vieira (2022) e Heloisa Teixeira (1981, 2021); à reflexão sobre a lacuna e/ou o endereçamento no texto de Ana Cristina Cesar, elaborada por Annita Costa Malufe (2018) e Marcos Siscar (2023); e, por fim, aos destinos de um texto, em companhia de escritores como Roland Barthes (2005, 2012) e Maria Gabriela Llansol (2016). Por meio dessa prosa, vejamos como a alegria pode, femininamente, escapar e avançar.

    2026
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    2A Marginália Como Resposta
    Erica Munhoz

    Se todo texto demanda, de seu leitor, a implicação de seu reconhecimento como destinatário (Siscar, 2025), a marginalia (anotações nas margens e espaços em branco nos livros, como discutida por Jackson, 2001) será uma das primeiras formas de escritas da resposta. Sendo a obra de Ana Cristina Cesar importante exemplo tanto do diálogo com a tradição literária, quanto do endereçamento poético e da relação com o interlocutor, interessa ao presente estudo investigar a forma como uma jovem Ana Cristina responde às obras de Clarice Lispector por ela lidas, e cuja prolífica marginália consta na sua biblioteca pessoal custodiada pelo Instituto Moreira Salles. Além de lançar luz sobre a formação de Cesar enquanto leitora, escritora e crítica, esse objeto, pontuado pela reação entusiasmada e elogiosa do texto original, mas também pela resposta discordante ou irônica, permite refletir sobre o endereçamento e o exercício de interlocução, investigando a instabilidade da relação entre “eu” e “o outro” em uma produção textual que, baseando-se no diálogo por excelência, aproxima tempos (Culler, 2015; Lopez, 2007), e desafia limites entre o texto próprio e alheio.

    2026
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    加入学术空间
    3A Poética Da Resposta Em “esse Rio Depois”, De Edimilson De Almeida Pereira, E a Dimensão Ética Da Herança Celaniana
    Paulo Eduardo Benites de Paulo Moraes

    This article analyzes the poem “Esse rio depois,” by Edimilson de Almeida Pereira, in dialogue with the poetics of Paul Celan, taking as its theoretical axis the notion of a poetics of response. It advances the hypothesis that Pereira’s poem not only pays homage to Celan but also inscribes itself within a responsive logic that reactivates, in the present, the ethical and political dimensions of Celan’s poetry. The reading draws on contributions by Walter Benjamin, Georges Didi-Huberman, Jean-Luc Nancy, and Giorgio Agamben, among others, in order to examine how memory, survival, and language configure a poetic practice grounded in responsibility before history.

    2026
    引用
    AI阅读
    加入学术空间
    4Mensagens Na Garrafa – Sobre a Poetologia De Paul Celan
    Juliana Pasquarelli Perez

    O presente artigo analisa textos de Paul Celan (1920-1970) da perspectiva de seu direcionamento ao real e ao outro. Divide-se em duas partes: a primeira trata do chamado “Discurso de Bremen” [Bremer-Rede] (1958), olhado no contexto de outras reflexões desenvolvidas nos anos 1950 em língua alemã; a segunda, de poemas do livro Ar-reverso [Atemwende] (1967), observando em especial seu caráter poetológico e procurando discutir em que sentido a poesia de Celan pode ser compreendida como uma escrita da resposta. Em Celan, a formulação de uma ideia dialógica de poesia, longe de se colocar como abstração teórica, surge da necessidade de inquirir a – e responder à – história da Shoah.

    2026
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    5Invenção Da Escrita Como Resposta
    Piero Eyben

    Esse artigo explora a escrita como um espaço de invenção e resposta diante do outro, fundamentando-se no pensamento de Jacques Derrida. A análise se inicia associando o mito de Psiquê ao conceito de luto, que o filósofo descreve como o limite da reapropriação narcísica. Nesse sentido, exploro a ideia de invenção não como uma criação subjetiva, porém como uma desordem que interrompe a mesmidade e permite que o inesperado aconteça. O texto ainda investiga a gênese da desconstrução, notando que, antes de consolidar o termo, Derrida utilizava a palavra latina “solicitação” [sollicitare], numa operação que não visava à aniquilação, mas sim à inquietação da estrutura para revelar suas fragilidades e os estratos que a compõem. Nesse contexto, a escrita emerge como o verdadeiro método derridiano, uma aventura do olhar que lida com o objeto insólito da literatura através da lógica do rastro [trace], que se esquiva da presença plena. Como modo de articulação entre filosofia e literatura, tomo a via de Flaubert, que manipula ideias prontas para esvaziar conteúdos metafísicos, e Hawad, cuja furigrafia representa uma escrita de fúria e resistência, ao pulverizar a sintaxe colonial e a memória fixada, propondo um movimento nômade de repetição e transe que libera o sujeito de limites impostos. Por fim, a escrita é definida como uma passagem ao outro e uma descida para fora de si, isto é, como uma resposta. Escrever é habitar uma ferida e aceitar a errância, compreendendo que o sentido não precede o ato de grafar, mas nasce ao diferir de si mesmo no deserto da linguagem. Assim, a escrita exige uma exposição ao risco e à fúria para desestabilizar totalidades e acolher a vinda do outro.

    2026
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    高被引作者

    作者引用发文
    Eve Kosofsky Sedgwick3752
    Isabel Hofmeyr2162
    Antonio Candido15918
    Márcio Seligmann-Silva8710
    Fabio Saldanha821
    Marcos Natali823
    Mariana Ruggieri825
    Marisa Lajolo526
    Berta Waldman5014
    Alfonso Berardinelli496

    高产作者

    作者引用发文
    Antonio Candido15918
    Berta Waldman5014
    Vilma Arêas014
    Miriam V. Gárate614
    Eduardo Horta Nassif Veras413
    maria eugenia da gama alves boaventura dias2412
    Maria Betânia Amoroso012
    Eduardo Sterzi412
    Alexandre Eulálio012
    Antonio Arnoni Prado311

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