RESUMO Considerando a falta de escalas de percepção de ameaça frente a homossexuais no Brasil, este estudo teve como objetivo analisar as evidências de validade de uma medida deste construto adaptada ao contexto brasileiro. Os participantes (N=306) responderam a um questionário contendo a escala e medidas de preconceito sexual e autoeficácia. Os 14 itens finais apresentaram uma estrutura fatorial com quatro fatores de primeira-ordem (Ameaça Econômica, Política, à Moralidade e à Norma) e dois de segunda-ordem (Ameaça Realista e Simbólica), com bom ajuste aos dados. Conforme esperado, os escores na escala se correlacionaram com atitudes negativas frente a homossexuais, mas não com a autoeficácia. Homens e heterossexuais apresentaram médias significativamente mais altas em percepção de ameaça. Os resultados indicam que a escala tem boas evidências de validade e precisão e pode ser utilizada em estudos futuros que investiguem o papel da percepção de ameaça frente a homossexuais nas relações intergrupais.