Introdução: A leishmaniose é uma doença infecciosa causada por protozoários do gênero Leishmania, transmitida por flebotomíneos. Apresenta as formas clínicas cutânea, mucosa e visceral, constituindo um importante problema de saúde pública. O diagnóstico e o tratamento impõem desafios relacionados à variabilidade clínica, à toxicidade dos medicamentos e à resistência parasitária. Método: Foi realizada uma revisão bibliográfica narrativa na base de dados PubMed, utilizando os descritores “Leishmaniasis” e “Therapeutics”. Selecionaram-se artigos publicados nos últimos cinco anos, nos idiomas português e inglês, que abordassem os aspectos diagnósticos e terapêuticos da doença. Resultados: O diagnóstico pode ser estabelecido por métodos parasitológicos, histopatológicos, sorológicos e moleculares, com destaque para a microscopia, os testes sorológicos e a reação em cadeia da polimerase (PCR). O tratamento inclui antimoniais pentavalentes, anfotericina B e miltefosina, sendo definido conforme a forma clínica e a gravidade. Na leishmaniose cutânea, terapias locais, como crioterapia e termoterapia, podem ser empregadas em casos selecionados. Novas abordagens, incluindo nanotecnologia, fitoterapia e imunoterapia, apresentam resultados promissores. Conclusão: O diagnóstico precoce e a escolha adequada da terapia são fundamentais para o manejo da leishmaniose. Apesar dos avanços, permanece a necessidade de novos métodos diagnósticos e terapêuticos que proporcionem maior eficácia, segurança e menor risco de resistência.
Feline immunodeficiencyvirus (FIV) and feline leukemia virus (FeLV) are retroviruses that affect domestic cats (Felis catus) worldwide and are associated with diseases such as lymphoma and leukemia and immunosuppression, potentially compromising both the quality of life and life expectancy of these animals. A total of 463 serum samples from domestic cats, collected between 2022 and 2024 from veterinary hospitals and clinics in the city of Uberl & acirc;ndia, Minas Gerais, Brazil, were subjected to lateral flow immunochromatographic testing for the detection of antibodies against FIV and FeLV antigens (p27). The seroprevalence of FIV and frequency of FeLV antigenemia in the evaluated population were 6.91% (32/463) and 21.38% (99/463), respectively. For FIV, the only statistically significant association was with sex, as males were 2.83 times more likelyto be infected than females, and coinfection with FIV and FeLV was predominantly observed in males, who accounted for 78.95% (13/17) of the coinfected animals, suggesting a greater susceptibility of males to multiple infections. Mixed-breed cats had higher infection rates, highlighting the influence of environmental and management factors. FIV was more prevalent in older cats, whereas FeLV was predominant in younger and adult cats. The occurrence of FIV infection was lower than that reported in previous studies conducted in other regions of Brazil, whereas the prevalence of FeLV infection was consistent with the findings in the scientific literature, reinforcing the high rate of FeLV infection among domestic cats in Brazil. The accurate identification of infected animals enables epidemiological assessment to support the development of control and prevention strategies for viral dissemination.
Introdução. O acidente vascular cerebral (AVC) está entre as principais causas de comprometimento funcional em adultos, sendo a espasticidade uma de suas sequelas mais frequentes e um importante desafio para a reabilitação. A toxina botulínica tipo A (BoNT-A) é amplamente utilizada no controle da espasticidade focal, porém seus efeitos sobre a recuperação funcional e a independência ainda apresentam resultados variados. Este estudo teve como objetivo revisar os efeitos da BoNT-A sobre a funcionalidade e a independência funcional de pacientes com espasticidade pósAVC. Metodologia. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada na base de dados PubMed, com seleção dos estudos organizada conforme as recomendações do PRISMA 2020. Dos 631 registros inicialmente identificados, 47 foram selecionados para leitura integral e 10 compuseram a análise final. Os estudos avaliaram desfechos relacionados à espasticidade, função motora, marcha, equilíbrio, atividades de vida diária e independência funcional. Resultados. A redução da espasticidade foi o resultado mais consistente, enquanto os efeitos sobre função ativa, marcha e independência apresentaram maior variabilidade. A associação da BoNT-A com estratégias de reabilitação demonstrou resultados favoráveis em diferentes desfechos, assim como a intervenção precoce apresentou achados promissores para o controle da espasticidade e recuperação motora. Conclusão. Conclui-se que a BoNT-A constitui uma importante ferramenta no tratamento da espasticidade pós-AVC, mas seus benefícios funcionais dependem de diferentes fatores e apresentam maior relevância quando integrados a um processo de reabilitação individualizado, direcionado à funcionalidade e à autonomia do paciente.
A não adesão ao tratamento medicamentoso afeta cerca de 50% dos pacientes com doenças crônicas, resultando em aumento da morbimortalidade, hospitalizações evitáveis e desperdício de recursos assistenciais. Esta revisão narrativa e crítica analisa as aplicações de dispositivos de Internet das Coisas (IoT) e sistemas inteligentes na promoção da adesão medicamentosa, com ênfase no contexto brasileiro e no papel do farmacêutico. Foram consultadas bases como PubMed, IEEE Xplore, SciELO e LILACS, utilizando descritores relacionados à IoT, adesão medicamentosa e IoMT. Os dispositivos identificados incluem embalagens inteligentes (NFC), dispensadores automatizados, wearables, comprimidos digitais (Abilify MyCite®) e plataformas de monitoramento remoto (RPM). As evidências demonstram melhora da adesão entre 15% e 35%, com resultados mais robustos em tuberculose, HIV, hipertensão e diabetes. No entanto, persistem limitações significativas: estudos majoritariamente de curto prazo, ausência de padronização de desfechos, viés de seleção, efeito Hawthorne, conflitos de interesse e — crucialmente — virtual ausência de pesquisas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Barreiras à adoção equitativa incluem custo elevado, letramento digital desigual, vulnerabilidades cibernéticas, riscos à privacidade (LGPD), fadiga de alertas e conectividade precária em áreas rurais. O farmacêutico é identificado como profissional central para integrar o ecossistema IoMT, respaldado pelas Resoluções CFF n.º 585/2013 e n.º 10/2024. Perspectivas futuras incluem dispositivos de baixo custo e código aberto, integração de inteligência artificial para adesão preditiva, interoperabilidade com a plataforma e-SUS e regulação específica pela ANVISA. Conclui-se que a IoT pode transformar o monitoramento da adesão de suposição em certeza, mas essa transformação requer políticas públicas de financiamento seletivo, regulação adequada e compromisso com a inclusão digital e social. Palavras-chave: Internet das Coisas. Adesão à medicação. IoMT. Sistemas inteligentes. Farmacêuticos. SUS.
O termo IA (Inteligência Artificial) têm sido um dos temas mais recorrentes e debatidos por especialistas na ultima década, fato é, sua aplicação está presente em vários meios e essa evolução tem caminhado para aplicações cada vez mais reais. De forma geral, a IA, trata-se de ‘sistemas inteligentes” capazes de simular e executar tarefas que são realizadas por seres humanos. Nos últimos anos o crescente avanço dessa tecnologia tem surtido efeito e imensas transformações nos setores da indústria, ente eles, destaca-se as linhas de produção farmacêutica. Nesse contexto, a inteligência artificial, é usada para avaliar volumes de dados por meio de algoritmos e aprendizado de máquina, possibilitando assim a identificação de moléculas, acelerando formulações, levando a indústria a reduzir seu tempo na entrega de diversos serviços. Dessa forma, esse trabalho busca analisar e demonstrar por meio de uma revisão de literatura como o uso de sistemas de inteligência artificial beneficiam a indústria farmacêutica, sobretudo, seus meios de produção e manipulação de medicamentos. Busca mostrar a importância da relação entre essa tecnologia e as ciências farmacêuticas. Vale ressaltar que a metodologia adotada trata-se de uma pesquisa qualitativa, baseada no levantamento e estudo de artigos e trabalhos cientificos publicados entre os anos de 2020 a 2025, em bases de dados acadêmicas nacionais. Portanto, os resultados apontam que o uso de IA tem contribuido muito para o crescimento da indústria farmacêutica, tendo um saldo maior de 2015 a 2025, em função de novos modelos desenvolvidos. Outro detalhe é a importância do uso da IA na descoberta dos farmácos, aprimoramento de processos de produção, controle de qualidade e sua aplicação na farmacovigilância para manter controle na comercialização de fármacos.