
Severe flooding in Rio Grande do Sul in May 2024 severely impacted the supply chain for parenteral and enteral nutrition therapy.This provisional document from the Brazilian Society of Parenteral and Enteral Nutrition (SBNPE) provides guidelines to optimize resources and prioritize patients in supply shortage situations.Triage targets the most vulnerable patients, such as neonates, children, and those with severe conditions.Strategies like caloric reduction, the use of amino acids and ready-made formulas, and alternatives for micronutrients are recommended.Logistical and stocking considerations include validating donated products and exchanging supplies between institutions.Clinical monitoring of patients is essential, and telehealth can be reactivated to provide home support.Cooperation and continuous review of this guide are suggested for adaptation as the situation develops.
Introdução: A desnutrição é comum nos pacientes com câncer de cabeça e pescoço e traz como conseqüência o aumento de complicações pós-operatório e no tempo hospitalização, diminuição da qualidade de vida e aumento da mortalidade. A avaliação nutricional é importante para pacientes que apresentam risco nutricional e imprescindível para determinar uma terapia nutricional mais adequada. O objetivodeste estudo foi avaliar o estado nutricional e a massa muscular de pacientes com câncer de cabeça e pescoço submetidos à cirurgia, além de comparar os métodos entre si e associar com os desfechos cirúrgicos. Materiais e Métodos: Foram avaliados 63 pacientes com câncer de cabeça e pescoço no pré-operatório. A avaliação da massa muscularfoi através da tomografia computadorizada (TC) de L3 e a avaliação nutricional foi pela Avaliação Subjetiva Global Produzida pelo Paciente (ASG-PPP). Resultados:A maior parte dos pacientes (73%) apresentou massa muscular inadequada pela TC de L3, IMC de eutrofia (50,8%), ASG-PPP com risco de desnutrição ou desnutrição já presente (82,5%). Não houve associação significativa da massa muscular pela TC de L3 com a ASG-PPP (p=0,149). O tempo de internação apresentou associação significativapara IMC (p=0,018)e ASG-PPP (p=0,002). As complicações foram associadas significativamente ao resultado da ASG-PPP (p=0,018).Conclusão:O presente estudo confirmou a alta prevalência de desnutrição em pacientes com câncer de cabeça e pescoço, porém não observou associação entre os métodos de avaliação ASG-PPP e TC. A ASG-PPP foi associada significativamente com complicações e hospitalização, enquanto que a avaliação do IMM pela TC não teve associações.
Introdução: A insuficiência cardíaca (IC) é a via final da maioria das doenças cardíacas. Entre elas, existe a miocardiopatia chagásica, que promove piora do estado nutricional, em virtude da caquexia e desnutrição, que são recorrentes em pacientes com essa doença. O transplante (Tx) cardíaco é uma opção terapêutica para pacientes com IC avançada que é refratária ao tratamento otimizado. A avaliação antropométrica associada com outros instrumentos, como a bioimpedância, permite uma melhor caracterização da evolução desses pacientes. Método: Foi feito um relato de caso por meio de dados clínicos e nutricionais de prontuários eletrônicos, após consentimento da paciente, que assinou um termo de consentimento. Descrição do Caso: A paciente de sexo feminino, com 61 anos, hospitalizada com miocardiopatia chagásica, foi admitida com classe funcional III, ortopneia, edema de membros inferiores, ganho recente de peso não intencional, risco nutricional (de acordo com a ferramenta Nutritional Risk Screening 2002) e dados antropométricos com sinais de desnutrição (índice de massa corporal de 21,9 kg/m2, circunferência de braço de 22 cm e circunferência da panturrilha de 31,5 cm). Foi oferecida dieta hospitalar e incluído suplemento nutricional oral (600 Kcal e 24 g de proteína/dia). A aceitação alimentar inicial foi em média de 60% da dieta oferecida. Após implante de balão intra-aórtico, a aceitação atingiu 80%. A avaliação por bioimpedância no período pré-operatório revelou redução do ângulo de fase com elevação após 3 meses da realização do Tx cardíaco, melhora da classe funcional e dos sintomas de IC. Conclusão: O sucesso da intervenção nutricional em pacientes portadores de IC que são candidatos à Tx cardíaco é desafiado pela condição clínica do paciente e imobilismo prolongado. A intervenção nutricional auxilia a manutenção do estado nutricional na espera pelo órgão. O ângulo de fase obtido pela bioimpedância parece estar associado à condição clínica nesses pacientes.
Introdução: A desnutrição é comum no câncer e a inflamção sistêmica está presente nesta popu¬lação, tanto na etiopatogênia como no desenvolvimento do tumor. A depleção nutricional ocasiona complicações, como o aumento do tempo de internação e dos custos hospitalares. O objetivo do estudo foi verificar a associação entre estado nutricional, marcadores inflamatórios e tempo de internação de pacientes com câncer hospitalizados. Método: Foi realizado um estudo observacional, transversal, indutivo e descritivo. Para avaliar o estado nutricional, usou-se a antropometria, por meio da adequação da circunferência braquial (ACB), índice de massa corporal (IMC) e a contagem total de linfócitos (CTL). A inflamação sistêmica foi verificada pela relação Neutrófilos-Linfócitos (RNL) e relação Plaquetas-Linfócitos (RPL), usando o teste de correlação de Spearman nas variáveis quantitativas. Resultados: Encontrou-se correlação das variavéis de estado nutricional com as de inflamação, entre a RNL com ACB(ρ=-0,302; p<0,05), RNL com IMC (ρ=-0,374; p<0,05), RPL com IMC (ρ= -0,343; p<0,05), CTL com RNL (ρ=-0,571; p<0,001) e CTL com RPL (ρ=-0,712; p<0,001). Também encontrou-se correlação dos marcadores inflamatórios com o tempo de internação, entre a RNL com tempo de internação (ρ=0,311; p<0,05) e da CTL com o tempo de internação (ρ=-0,370; p<0,05). Conclusão: Existe uma associação entre o estado nutricional do paciente, a inflamação sistêmica e o tempo de internação. Os dados mostram que quanto melhor o estado nutricional, menor a inflamação e menor o tempo de internação e vice-versa.
Introdução: A história natural do câncer, por vezes, encontra-se associada ao risco para desenvolvimento de desnutrição. Os suplementos nutricionais orais (SNO) são importantes para complementar a alimentação oral e promover a qualidade de vida dos pacientes hospitalizados. Tendo em vista a escassez da literatura científica sobre a perspectiva do paciente, este trabalho objetivou a avaliação dos conhecimentos e percepções de pacientes oncológicos a respeito dos SNO. Método: Estudo transversal quali-quantitativo conduzido a partir de entrevista semi-estruturada, aplicada a pacientes oncológicos, adultos e idosos, que tinham indicação de ingerir SNO líquidos durante internação em um Cancer Center. Resultados: A maioria dos participantes consumiu SNO pela primeira vez durante a internação (64,4%) e os identificaram como complemento alimentar (89%). Os pacientes referiram que tinham sido orientados quanto à finalidade, forma de consumo e armazenamento e escolheram o sabor (74%). SNO hipercalóricos e hiperproteicos foram os mais utilizados (43%). A maioria dos pacientes referiu gostar dos SNO (68%), mas ponderou que a depender de suas percepções gustativas e quadro clínico, aspectos como sabor, textura e aroma podem impactar sobre a aceitação dos SNO. Pacientes classificados como gravemente desnutridos apresentaram maior percepção de melhora do apetite (51%) e sintomas gastrointestinais (32%). Idosos tiveram maior percepção de que seu consumo levou a ganho de peso (30%), melhora no estado geral (64%), apetite (48%) e de sintomas gastrointestinais (20%). Pacientes indicaram seu consumo como ferramenta de apoio no enfrentamento de situações adversas decorrentes do tratamento, manejo de peso e perda de massa muscular. Conclusões: Pacientes oncológicos parecem demonstrar conhecimento sobre a finalidade, modo de consumo e armazenamento de SNO, independente de fatores demográficos, diagnóstico clínico e nutricional. Os dados resultantes deste estudo contribuem para personalização de orientações nutricionais, desenvolvimento de produtos e ações que visem a autonomia e experiência do paciente.