
RESUMO Este estudo objetivou verificar a relação da dismenorreia primária (DP) com o presenteísmo e com a autoimagem genital de mulheres universitárias. Trata-se de um estudo transversal do tipo observacional, realizado no Norte do Brasil, no período de janeiro a maio de 2023. Foram incluídas mulheres estudantes de ≥18 anos com DP. A intensidade da dor relacionada à DP foi mensurada pela escala numérica de dor, o presenteísmo foi avaliado pelo Stanford Presenteeism Scale-6 (SPS-6), e a autoimagem genital pelo Female Genital Self-Image Scale (FGSIS). Para a análise estatística, realizou-se o teste de Coeficiente de Correlação de Spearman com 5% de significância para verificar as relações entre a intensidade da dor da DP e os instrumentos SPS-6 e FGSIS. Participaram do estudo 181 universitárias (22,54±4,15 anos), com 6,58±1,97 pontos de média da intensidade da dor nos últimos três meses, classificada como moderada. A média do escore total do SPS-6 foi de 14,85±4,16 pontos, apresentando presenteísmo. Houve correlação negativa moderada significativa entre o escore total do SPS-6 e a intensidade da dor da DP =-0,310 (p<0,0001), ou seja, quanto maior a dor, menor o valor do SPS-6, indicando mais impacto para o presenteísmo. Em relação à autoimagem genital, obteve-se correlação negativa fraca significativa entre o FGSIS e a intensidade da dor da DP =-0,232 (p=0,0017); assim, quanto maior a intensidade da dor, pior é a percepção da autoimagem genital. Conclui-se que a DP teve relação significativa com o presenteísmo, além de haver um impacto na autoimagem genital.
RESUMO Este estudo teve como objetivo avaliar a satisfação de mulheres no puerpério imediato com o atendimento fisioterapêutico. Trata-se de um estudo transversal. A conduta fisioterapêutica foi baseada em cinesioterapia, massoterapia e recursos eletrofísicos, finalizando com educação em saúde. Cerca de 7 a 15 dias após alta hospitalar, foi realizado contato telefônico com as participantes do estudo, sendo realizadas 10 perguntas relacionadas ao atendimento prestado pelo fisioterapeuta na maternidade no período do puerpério imediato. Participaram do estudo 49 puérperas, com média de idade de 27 anos (±3,7), em sua maioria brancas, em união estável, ensino médio completo e multíparas; a via de nascimento predominante foi a vaginal (61,22%). Todas as participantes declararam satisfação com o atendimento recebido, clareza das orientações sobre os exercícios propostos e esclarecimento de dúvidas. Cerca de três (6%) das mulheres consideraram que o atendimento demorou ou causou incômodo, 70% (35) realizaram em casa as orientações recebidas na maternidade e 12% (7) tiveram dificuldade na execução das orientações. Todas as puérperas declararam que gostariam de ter acesso ao atendimento fisioterapêutico novamente caso tenham outro bebê; a satisfação média para o atendimento fisioterapêutico recebido na maternidade foi de 9,64. Constatou-se que as mulheres ficaram satisfeitas com o atendimento fisioterapêutico na maternidade e a maioria utilizou as orientações recebidas em casa.
RESUMO Diversos instrumentos podem ser utilizados para o rastreio de quedas em idosos, dentre os quais destacam-se a força de preensão manual (FPM) e o teste de sentar e levantar da cadeira de 5 repetições (TSLC5rep). No entanto, não se sabe qual dos dois testes teria maior capacidade preditiva para identificar associação com o histórico de quedas. Esse conhecimento poderá identificar idosos com maior risco de cair e permitir a proposição e o estabelecimento de estratégias de prevenção e reabilitação precoce. Busca-se, portanto, determinar qual teste de força tem melhor acurácia para rastrear quedas em idosos comunitários: a FPM ou o TSLC5rep. Tratou-se de um estudo transversal, com amostra probabilística de 308 idosos comunitários. A variável dependente foi o histórico de quedas relatadas nos últimos 12 meses, e as variáveis analisadas foram o desempenho nos testes FPM e TSLC5rep. A análise estatística foi realizada por meio da receiver operating characteristic curves (ROC). A FPM obteve melhor acurácia para rastrear quedas em idosas comunitárias do sexo feminino. Idosas com FPM≤16,05kgF [AUC: 0,69 (95%IC:0,54-0,81)] têm maiores chances de apresentarem histórico de quedas. Não foram encontrados valores preditos para a FPM em homens, nem para o TSLC5rep em homens e mulheres.
RESUMO A Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA) desde 2012 é classificada seguindo os critérios de Berlim, indicando sua gravidade por meio de relação P/F em 24 horas após diagnóstico, definindo com maestria pacientes graves, mas sendo menos adequada para pacientes moderados e leves, o que leva à busca por outras ferramentas que possam predizer os diferentes níveis de comprometimento pulmonar de forma acurada. Surge então uma nova forma de avaliação que utiliza os níveis variáveis de PEEP em momento diferente de definição, sendo demonstrada pela P/FP. Este estudo transversal foi realizado em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) em um hospital público do Sul do Brasil com pacientes maiores de 18 anos que estavam sob ventilação mecânica e que foram diagnosticados com SDRA. Foram comparadas as gravidades da doença por meio da relação P/F e da P/FP, por meio do software Stata®, versão 12. A amostra contou com 85 pacientes, dentre os quais 91,7% estavam na janela de transmissão da covid-19. Os dois modelos de classificação diferiram entre si (p<0,67) na relação P/F, sendo moderada e grave na P/FP. Os pacientes graves pela P/FP tiveram uma média de óbitos de 54,9%, aproximando-se da média de mortalidade deste estudo, 55,29%, o que leva à conclusão de que a relação P/FP parece ser melhor preditora de gravidade dos pacientes com SDRA devido à maior aproximação de valores percentuais acerca da mortalidade. Porém, novos estudos com uma amostra maior e com um maior número de variáveis talvez possam ser mais assertivos em prever o desfecho na UTI.
RESUMO A limitação em atividades e na participação social parece influenciar o desempenho nas tarefas. Este é um estudo transversal que utiliza o inventário de avaliação pediátrica de incapacidade (Pedi) e os questionários de medida de participação no ambiente (YC-PEM e PEM-CY) para conhecer a percepção dos responsáveis sobre a execução de atividades e participação social de crianças com desenvolvimento motor atípico em tratamento fisioterapêutico neurofuncional. Participaram 23 responsáveis de crianças de sete meses a seis anos =. Na avaliação de habilidades funcionais, nove crianças foram consideradas com atraso no autocuidado, 20 na mobilidade e sete na função social. Na assistência do cuidador, o atraso no desempenho foi percebido em 14 crianças em autocuidado, 17 para mobilidade e 15 para função social. Na participação em casa, a rotina de cuidados básicos foi a mais frequente, e a de tarefas domésticas a menos. Duas crianças frequentavam a pré-escola. Na comunidade, crianças que recebem pouca assistência do cuidador demonstram maior envolvimento nas atividades, e a maioria participou de atividades de passeio. A percepção dos responsáveis sobre a incapacidade sugere dificuldades na execução de atividades. A participação tem maior frequência em casa; na comunidade, é proporcional ao nível de independência, e a escola não é um ambiente de participação para a maioria.
RESUMO A pandemia de covid-19 exigiu a adoção de medidas imediatas de prevenção, controle e tratamento da doença, assim como a reorganização da força de trabalho em fisioterapia, cujo papel no cuidado às condições respiratórias foi imprescindível. Neste artigo, busca-se a tendência temporal da disponibilidade de profissionais de fisioterapia nos três níveis de atenção à saúde no Sistema Único de Saúde (SUS) durante a pandemia de covid-19 (de março de 2020 a maio de 2023). Caracteriza-se como um estudo ecológico de série temporal, cuja população era de fisioterapeutas, devidamente cadastrados no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, inseridos em pelo menos um dos três níveis de atenção à saúde (primária, especializada e hospitalar). A carga horária foi padronizada para 40 horas semanais e foram calculadas as densidades de profissionais por 10.000 habitantes. A densidade de profissionais de fisioterapia no SUS era de 2,04/10.000 habitantes em março de 2020 e de 2,86/10.000 habitantes em maio de 2023. Na atenção primária, as densidades registradas foram de 0,46/10.000 habitantes em março de 2020 e 0,53/10.000 habitantes em maio de 2023. Nesses mesmos pontos temporais, as densidades na atenção especializada foram de 0,58/10.000 habitantes e 0,74/10.000 habitantes; enquanto na atenção hospitalar, de 0,99/10.000 habitantes e 1,59/10.000 habitantes. Pode-se concluir que houve aumento da densidade de fisioterapeutas nos três níveis de atenção à saúde do SUS durante a pandemia de covid-19, com destaque para a atenção hospitalar. Considerada a demanda crescente por serviços de reabilitação funcional no pós-covid, espera-se que a participação dos profissionais de fisioterapia mantenha tendência ascendente.
RESUMO O objetivo do estudo foi correlacionar equilíbrio postural com a qualidade de vida em idosas com baixa densidade óssea. Trata-se de um estudo transversal. Foram avaliados 46 participantes com 60 anos ou mais, não praticantes de exercícios resistidos regularmente e que tivessem hipovitaminose D, osteopenia, osteoporose e baixa densidade mineral óssea. Utilizou-se um questionário de caracterização construído pelos pesquisadores, com dados sociodemográficos e antropométricos. As participantes do estudo foram classificadas quanto ao nível de atividade física pelo questionário internacional de atividade física (IPAQ). Em seguida foram aplicados os questionários de avaliação de qualidade de vida, os instrumentos WHOQOL-BREF e WHOQOL-OLD. Além disso, foram realizadas as avaliações de equilíbrio postural estática, por meio da posturografia, utilizando uma plataforma de força portátil do modelo AccuSwayPlus, AMTI®. Realizaram-se três avaliações com os olhos abertos (OA), e três com os olhos fechados (OF). Foi observado como principal achado do nosso estudo e como conclusão que mulheres com baixa densidade mineral óssea (DMO) e hipovitaminose D não apresentam relação do equilíbrio postural com a qualidade de vida, apenas algumas correlações pontuais.
RESUMO Carros de brinquedo motorizados são dispositivos viáveis para a exposição precoce de crianças com deficiência à mobilidade autodirigida, como uma opção de menor custo e maior acessibilidade quando comparados a equipamentos de locomoção adaptados. O objetivo deste estudo qualitativo foi conhecer a percepção e expectativas das famílias do Projeto ADAPT em relação à mobilidade motorizada. Participaram nove mães de crianças inscritas no Projeto ADAPT, que aceitaram responder a uma entrevista qualitativa semiestruturada realizada por videochamada. As entrevistas foram gravadas e transcritas integralmente, e codificadas por meio de análise de conteúdo. Como resultados, a maioria das crianças tinham paralisia cerebral, com idade média de 2,7 anos (DP:1,24). Grande parte das mães respondeu que desconhecia pontos negativos ligados ao uso do carrinho motorizado como opção para mobilidade. Quando questionadas sobre os pontos positivos relacionados ao uso precoce da mobilidade motorizada, três grandes temas surgiram das entrevistas: desenvolvimento, inclusão, e autonomia e independência. As expectativas e percepções familiares sobre o uso da mobilidade motorizada no âmbito do Projeto ADAPT são legítimas e factíveis de acordo com a literatura. O uso do carro de brinquedo motorizado e adaptado individualmente pode contribuir para desenvolvimento, inclusão e autonomia e independência dessas crianças.
RESUMO Os transtornos mentais e musculoesqueléticos são as principais formas de adoecimento entre os docentes. O objetivo deste estudo é avaliar os sintomas osteomusculares e os riscos ergonômicos nas salas de aula e sala dos docentes nos campi do Instituto Federal Catarinense (IFC). Para isso, 112 docentes responderam um questionário online sobre informações sociodemográficas, tarefas, ambiente de trabalho e dor musculoesquelética. Os dados foram analisados por meio de regressão logística binária, separadamente para cada desfecho. A prevalência de dor foi de 93,7% e as regiões mais frequentes foram pescoço, coluna lombar e ombro direito. Os principais riscos ergonômicos foram: estresse, quina viva, mesa de trabalho, monitor e encosto da cadeira inadequados. Observou-se associação entre dor na coluna e lombar, estresse, uso do datashow, sobrepeso/obesidade, altura inadequada do monitor e cadeira sem regulagem de altura. Houve associação entre dor no pescoço, estresse, não realização de atividade física, monitor e encosto da cadeira inadequados. Foi encontrada relação entre dor no ombro direito, estresse, uso da lousa e postura em pé em sala de aula. Os resultados propõem a adaptação do trabalho para os docentes a fim de prevenir a dor e melhorar a qualidade de vida e do ensino.
RESUMO A maioria dos profissionais da saúde apresenta uma experiência limitada e pouco conhecimento científico a respeito da programação do exercício aeróbico em vítimas dessa doença. Tais problematizações trazem a necessidade de estudos altamente confiáveis a fim de contribuir na tomada de decisões clínicas. O objetivo deste trabalho é analisar em que contextos e níveis de evidência o condicionamento aeróbico em pacientes pós-AVC tem sido investigado. O estudo consistiu em um mapeamento de revisões sistemáticas, e a estratégia de busca da pesquisa foi realizada nas bases de dados Sistema Online de Busca e Análise de Literatura Médica (MedLine) via PubMed, International Prospective Register of Systematic Reviews (Prospero) e Physiotherapy Evidence Database (PEDro). Os instrumentos Prisma e Amstar 2 foram utilizados, respectivamente, para análise e seleção dos estudos e para avaliação metodológica dos artigos selecionados. Foram incluídas 15 revisões sistemáticas que utilizaram múltiplas formas de treinamento aeróbico, relacionando os seus efeitos com benefícios cognitivos, melhora da caminhada, autocuidado, aptidão cardiorrespiratória, mobilidade e neuroplasticidade. Quatro estudos foram classificados em alta e moderada confiabilidade a partir da análise metodológica. Os artigos mais seguros a serem reproduzidos na prática clínica são referentes ao treino aeróbico associado à capacidade funcional, utilizando uma combinação de modalidades terapêuticas; treino cognitivo combinado a exercícios aeróbicos e exercícios aeróbicos associados à melhora na distância de caminhada. Há necessidade de que os profissionais de saúde busquem métodos e saibam distinguir entre eles antes de qualquer tomada de decisão.
RESUMO A disseminação do vírus SARS-CoV-2, causador da covid-19, culminou em milhares de infecções e óbitos. Entre os sobreviventes da doença, o número de indivíduos com sintomas persistentes, a chamada síndrome pós-covid, tornou-se frequente. Este estudo tem como objetivo descrever o perfil epidemiológico e sociodemográfico de pacientes com síndrome pós-covid-19 encaminhados para reabilitação. Trata-se de um estudo observacional, transversal e descritivo com amostra de conveniência. Foram incluídos 58 participantes maiores de 18 anos, e a coleta de dados foi realizada em um hospital universitário da cidade de Curitiba (PR). Observou-se prevalência pessoas do sexo feminino, na faixa etária de 24 a 75 anos, brancas, casadas e com o ensino médio completo. Nenhum participante era tabagista, um era etilista e a maioria era sedentária antes da infecção por covid-19. A maior parte permaneceu em UTI durante a infecção e necessitou de ventilação mecânica invasiva, e todos os pacientes fizeram uso de oxigenoterapia. As principais queixas referidas foram dispneia e fadiga. A maior parte dos participantes declarou pelo menos uma comorbidade, sendo as mais relatadas as cardiovasculares, obesidade e diabetes. Os resultados obtidos indicam forte relação entre gravidade da infecção e presença de comorbidades, com a persistência de sintomas e necessidade de reabilitação após alta hospitalar.
RESUMO Durante a pandemia de covid-19 foi implantado o isolamento social, o que pode ter acentuado a inatividade física em indivíduos com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e, consequentemente, piorado o estado de saúde, funcional e de realização das atividades de vida diária (AVDs). Neste estudo pretende-se avaliar o estado de saúde e funcional de indivíduos com DPOC durante a pandemia, além de verificar a associação do estado de saúde com o estado funcional e com a realização de AVDs. Trata-se de um estudo longitudinal que avaliou o estado de saúde por meio do questionário COPD Assessment Test (CAT) e o estado funcional pela escala London Chest Activity of Daily Living (LCADL) durante o isolamento social rigoroso (visita 1) e após a flexibilização das restrições (visita 2). Mudanças na realização das AVDs entre as visitas foram registradas por um questionário elaborado pelos autores. Foram estudados 30 indivíduos com DPOC, com idade média de 69±7 anos. No geral, entre as visitas, não houve diferença estatisticamente significante do estado de saúde (15[8-22] versus 13[7-20]pts; P=0,58) e do estado funcional (LCADL total: 17[15-21] versus 17[15-21]pts; P=0,85). Entretanto, 15 indivíduos (50%) apresentaram piora do estado de saúde (11[6-25] versus 19[12-29]pts, P=0,0001; delta: 5[2-6]pts), não se correlacionando com o estado funcional na visita 2 (LCADL cuidado pessoal: P³0,41), mas associada à redução na frequência de realização de tarefas domésticas no dia a dia (Fisher=9,09; P=0,006). No geral, os indivíduos não apresentaram mudanças no estado de saúde e funcional. No entanto, metade sofreu uma piora em seu estado de saúde, associando-se à redução na frequência da realização de tarefas domésticas cotidianas.
ABSTRACT This study aimed to examine the correlation between three methods of assessing functional capacity [namely, handgrip strength (HGS), functional independence measure (FIM) and six-minute walk test (6MWT)], with clinical variables and hospitalization data in a cohort of patients recently discharged from the hospital after being treated for COVID-19. This is an observational, analytical and cross-sectional study. The study population comprised 125 patients of both sexes, aged 18 years or older, who were hospitalized due to a COVID-19 diagnosis. The patients were assessed approximately three months after hospital discharge, during which they underwent the HGS, the 6MWT, and responded to the FIM. Additionally, data from the medical records were collected and subsequently analyzed. The patients demonstrated satisfactory performance in the 6MWT (walking distance of 457m) and had handgrip strength comparable to that of healthy individuals, with a mean value of 38.9±11.7kgf in men and 27.3±2.8kgf in women. Additionally, they had an independence score on the FIM of 122.8±9.9 points, indicating a high level of autonomy. The three tests yielded positive correlations between the 6MWT and FIM (r=0.470, p<0.001), between the 6MWT and HGS (r=0.375, p<0.001), and between HGS and FIM (r=0.317, p<0.001). The analysis of the patients indicated that satisfactory functional recovery was achieved three months after discharge, regardless of the initial severity or length of hospital stay. While the three tests assess different dimensions of functional capacity, the observed correlations suggest that they can be used complementarily.
ABSTRACT Effective early interventions must guarantee child development in natural environments and improve their functioning. This study aimed to analyze the temporal evolution of the approach to functioning in early intervention programs using the international classification of functioning, disability, and health (ICF) as a reference. We included randomized clinical trials that studied early intervention programs in children aged from zero to six years. The significant concepts in the outcomes of interventions were linked to the ICF. This review included 56 articles and evaluated 74 outcomes. It generated 82 ICF codes, which encompassed the ICF domains of body functions, activities, participation, and environmental factors. The included early intervention programs partially addressed functioning over the years.
ABSTRACT: Limitations in activities and social participation seem to influence task performance. This cross-sectional study used the Pediatric Evaluation of Disability Inventory (PEDI) and the participation and environment questionnaires (YC-PEM and PEM-CY) to investigate guardians’ perceptions of the performance of activities and social participation of children with atypical motor development undergoing neurofunctional physical therapy. In total, 23 guardians of children aged from seven months to six years participated. In the assessment of functional skills, nine children exhibited delayed self-care, 20 had delayed mobility, and seven had delayed social function. Regarding caregiver assistance, delays in performance were observed in 14 children for self-care, 17 for mobility, and 15 for social function. Regarding participation at home, basic care routines were the most frequent activities, whereas household chores were the least. In total, two children attended preschool. In the community, children who received less caregiver assistance demonstrated greater involvement in activities, and most participated in outing activities. Guardians’ perceptions of disability suggest difficulties in task performance. Participation was most frequent at home; in the community, it was proportional to the level of independence, and for most children, school was not a participatory environment.
ABSTRACT This systematic review aimed to investigate the effectiveness of preventive interventions for musculoskeletal injuries in volleyball. Searches of eight databases identified six randomized controlled trials that met the inclusion criteria. Outcomes included injury incidence, time off work, and adherence/acceptability. Estimates were presented as relative risk (RR) and 95% confidence intervals (CI) based on the results of meta-analyses or individual trials. Certainty of evidence was assessed using the GRADE system. Disagreements between reviewers were resolved by discussion and consultation with a third reviewer. The meta-analysis showed no positive effects of interventions on injury prevention, except for one study that reported a positive effect of semi-customized exercises on low back pain in the short term (RR: 0.26 [95% CI: 0.08-0. 86]). No other intervention demonstrated benefit in reducing musculoskeletal injuries. Limited evidence suggests a short-term benefit of semi-customized exercises on low back pain. Preventive interventions in volleyball are supported by low-quality evidence, highlighting the urgent need for more high-quality trials with larger samples.
ABSTRACT Most health professionals have limited experience and little scientific knowledge regarding aerobic exercise programming for post-stroke patients. These issues raise the need for highly reliable studies to contribute to clinical decision-making. Thus, this study analyzed in which contexts and levels of evidence aerobic conditioning in post-stroke patients has been investigated. It mapped systematic reviews and the search strategy was applied in the National Library of Medicine (MedLine) via PubMed, International Prospective Register of Systematic Reviews (PROSPERO), and Physiotherapy Evidence Database (PEDro) databases. The PRISMA and Amstar 2 instruments were used for article analysis and selection and methodological evaluation of the selected articles, respectively. In total, 15 systematic reviews that employed multiple forms of aerobic training were included, relating their effects to cognitive benefits, improved walking, self-care, cardiorespiratory fitness, mobility, and neuroplasticity. Of these, four were classified as high and moderately reliable based on the methodological analysis. The safest articles to be reproduced in clinical practice refer to aerobic training associated with functional capacity, using a combination of therapeutic modalities; cognitive training combined with aerobic exercises; and aerobic exercises associated with improved walking distance. Health professionals should seek methods and know how to distinguish them before making any decision.
ABSTRACT This study aimed to assess the relationship between primary dysmenorrhea (PD) and presenteeism and genital self-image in university women. This cross-sectional observational study was carried out in Northern Brazil from January to May 2023. Female students aged ≥18 years with PD were included in this research. PD-related pain intensity, presenteeism, and genital self-image were assessed by a numerical pain scale, the Stanford Presenteeism Scale-6 (SPS-6), and the Female Genital Self-Image Scale (FGSIS), respectively. Statistical analysis used the Spearman correlation coefficient test at a 5% significance to evaluate the relationships between PD pain intensity and the SPS-6 and FGSIS. This study included 181 university students (22.54±4.15 years old) with an average PD pain intensity in the last three months of 6.58±1.97 points, classified as moderate. The average SPS-6 score totaled 14.85±4.16 points, showing presenteeism. A significant moderate negative correlation occurred between the total SPS-6 score and PD pain intensity =−0.310 (p<0.0001), that is, the greater the pain, the lower the SPS-6 value, indicating more impact on presenteeism. Regarding genital self-image, a weak significant negative correlation was obtained between the FGSIS and PD pain intensity =−0.232 (p=0.0017). Thus, the greater the pain intensity, the worse the perception of genital self-image. PD had a significant relationship with presenteeism and an impact on genital self-image.
ABSTRACT Despite being devastating, the pandemic brought opportunities to investigate the operation of rehabilitation services in different health contexts. To identify the factors associated with access to rehabilitation services among individuals with stroke one month after hospital discharge. This is a prospective longitudinal study, in which individuals with stroke were recruited in a Brazilian city from September 2019 to February 2021. The factors associated with access to rehabilitation services were investigated using linear regression analysis, considering 11 sociodemographic and clinical-functional variables and the period of access to rehabilitation services (pre-pandemic or during the COVID-19 pandemic) (a=5%). In total, 150 participants were included; 50.7% had access to rehabilitation services pre-pandemic and 49.3% during the pandemic. Functional independence was the only significant factor, explaining 27% of the variance in access (F=56.2; p<0.001). A lower level of functional independence was the only factor associated with access to rehabilitation services one month after hospital discharge among individuals with stroke, regardless of the pandemic period.
ABSTRACT Various instruments can be used to screen for falls in older adults, notably the five-times sit-to-stand test (5XSST) and handgrip strength (HGS). However, knowledge on which of the two presents greater predictive ability to identify an association with fall history is missing. This knowledge may help identify older adults at higher risk of falling and enable the proposal and implementation of early prevention and rehabilitation strategies. Hence, this study sought to determine which strength test presents better accuracy for screening for falls in community-dwelling older adults: HGS or 5XSST. A cross-sectional study was conducted with a probabilistic sample of 308 community-dwelling older adults. Dependent variable consisted of self-reported fall history in the past 12 months; predictive variables included the performance on the 5XSST and HGS tests. Statistical analysis used Receiver Operating Characteristic (ROC) curve. HGS showed better accuracy for screening for falls in community-dwelling older women. Older women with HGS ≤ 16.05 kgf [AUC: 0.69 (95%CI: 0.54-0.81)] are more likely to have a history of falls. No predictive values were found for HGS in men, nor for 5XSST in either men or women. HGS is an important screening tool for falls in community-dwelling older women.