
Introdução: Este estudo trata de Cuidados Paliativos (CP) e a importância do saber sobre ele entre os profissionais das Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI) atuantes nesse processo de final de vida, o qual visa não causar sofrimento ao paciente que se encontra em um estado bem debilitado e humanizar seu fim de vida. Método: Revisão integrativa utilizando de métodos descritivos, observacionais e classificando os artigos selecionados, em bases de dados como Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e Scientific Eletronic Library Online (SciELO). Resultados: A fim de obter cuidados paliativos qualificados, o que mais ressalta é uma otimizada coordenação entre profissionais, idosos e famílias, como também de comunicação. Além de bons financiamentos e intervenções de ensino sobre CP à equipe multidisciplinar atuante. Quando a autonomia do idoso é prejudicada ou há algo que o desampare ao ficar somente em sua casa ou com familiares, as ILPI são o caminho mais viável para esta pessoa. Como também, poucos conhecem sobre o que realmente são os CP de qualidade, como proceder com os idosos em ILPI que precisam de cuidados. Pois, comparando entre estudos, onde havia mais capacitação e coordenação de profissionais, mais haveria conforto de qualidade e humanidade nos CP. Conclusões: Tais cuidados ainda é um processo de muita vulnerabilidade para muitas ILPI em todo seu conjunto, diante de muitas dificuldades sensíveis desse cuidado. Mas, deixa-se claro que o treinamento constante dos profissionais, correto financiamento e bons métodos de coordenação de cuidado são imprescindíveis para o correto modo visto até agora. Palavras-Chave: Cuidados Paliativos; Idosos; Instituição de Longa Permanência para Idosos.
Estudos tem demonstrado uma estreita relação entre o consumo de cigarros eletrônicos e ao aumento da dependência em nicotina e do hábito tabagista. Contudo, este quadro parece não ser um alerta para os adolescentes. Um estudo investigou os impactos do uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes, em um esforço para entender os danos à saúde associados, bem como os fatores de risco e protetivos envolvidos. A pesquisa adotou a revisão integrativa da literatura, seguindo diretrizes metodológicas rigorosas para seleção e análise de estudos pertinentes. Foram consultadas diversas bases de dados acadêmicas e estabelecidos critérios de inclusão específicos, resultando na seleção de 12 estudos relevantes. Os resultados revelaram uma série de malefícios à saúde decorrentes do uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes, incluindo problemas respiratórios, cardiovasculares, gastrointestinais, imunológicos, neurocognitivos, psicológicos e mentais. Os fatores de risco identificados incluem acessibilidade facilitada, atratividade dos sabores dos dispositivos, influências sociais de amigos e familiares, além de falta de educação sobre os riscos nas escolas. Gênero feminino e idade mais jovem também foram associados a uma maior propensão ao uso. Por outro lado, fatores protetivos incluem alto estrato socioeconômico, orientações parentais contra o tabagismo, ausência de exposição ao cigarro em casa e conhecimento prévio dos danos dos cigarros eletrônicos. Conclui-se que medidas preventivas e educacionais são essenciais para mitigar esse problema crescente. Recomenda-se a implementação de programas escolares de educação, campanhas públicas de conscientização e políticas de regulamentação mais rigorosas para proteger a saúde dos adolescentes. A colaboração entre governos, educadores, pais e profissionais de saúde pública é crucial para reverter a tendência de aumento no uso de cigarros eletrônicos e assegurar um futuro mais saudável para as próximas gerações. Palavras-chave: Sistemas Eletrônicos de Liberação de Nicotina; Risco à Saúde Humana; Saúde do Adolescente; Prevenção de Doenças; Promoção da Saúde.
O acolhimento é uma diretriz da atenção psicossocial de crianças e adolescentes, em que Centros de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSij) têm as portas abertas aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Esse estudo foi desenvolvido a partir da experiência de articulação entre a unidade de saúde, o CAPSij de Mariana - MG, e a Escola de Medicina da Universidade Federal de Ouro Preto em ações de ensino-serviço. O objetivo do estudo foi analisar de forma descritiva os acolhimentos e contribuir para orientar os processos de trabalho do CAPSij. O estudo teve caráter descritivo, abordagem quantitativa e foi realizado com informações coletadas do “Caderno de Acolhimento”, um dispositivo de monitoramento das demandas que chegam à unidade criado pela equipe. Como resultados, o estudo permitiu levantar que a maioria das crianças e adolescentes acolhidos são do sexo biológico masculino. Quase metade dos indivíduos chegam à unidade por demanda espontânea. As queixas mais frequentes são problemas de comportamento social, tais como conflitos familiares, agitação, pouca socialização, timidez e alterações de comportamento. Em segundo lugar está a categoria de sintomas depressivos/isolamento e a terceira queixa mais presente foi a queixa escolar, relacionada com dificuldade de aprendizado, pouca autonomia, desatenção e baixo rendimento escolar. Conclui-se que, com alta demanda espontânea, o CAPSij precisa aprimorar ações com os usuários e parceiros intersetoriais como as escolas, para que obtenham o cuidado mais indicado para cada situação. As ferramentas de registro do acolhimento promovem ações em saúde mais compatíveis com as necessidades dos usuários.
Esse estudo objetiva traçar um perfil das tendências de internação e mortalidade nos grupos cirúrgicos de 2008 a 2020 no estado do Pará. Estudo transversal e retrospectivo. Utilizou-se um modelo de regressão com dados oriundos do sistema de informações hospitalares do SUS (SIH/SUS). Em relação as tendencias de internação, o procedimento ‘Pequenas cirurgias e cirurgias de pele, tecido subcutâneo e mucosa’ obteve uma tendência decrescente significativa, já os procedimentos ‘Cirurgia de glândulas endócrinas’, ‘Cirurgia do aparelho da visão’, ‘Cirurgia em Oncologia’ e ‘Outras cirurgias’ apresentaram tendências crescente significativa, e os demais procedimentos se mantiveram estáveis. Em relação à tendência de mortalidade cirúrgica segundo os Subgrupos de Procedimentos Cirúrgicos, os procedimentos de ‘Cirurgia do sistema nervoso central e periférico’, ‘Cirurgia do sistema osteomuscular’, ‘Cirurgia do aparelho geniturinário’, ‘Cirurgia obstétrica’ e ‘Cirurgia torácica’ tiveram tendência significativa crescente, enquanto o restante permaneceu estável ou em decréscimo. O uso do banco de dados do DATASUS e a desconsideração das cirurgias realizadas em instituições privadas de saúde constituem fatores limitantes. Apesar disso, o conhecimento sobre as tendências temporais dos procedimentos cirúrgicos no Estado do Pará é de elevada importância para definição de estratégias de gestão em saúde específicas para as demandas da população paraense, contemplando os princípios doutrinários do SUS.
O presente artigo aborda a relevância crescente de uma prática médica que enfatiza a individualidade, as experiências e as necessidades específicas do paciente. Assim, o objetivo desta revisão de literatura é explorar como a medicina baseada na pessoa, com foco no acolhimento e na consideração da subjetividade do paciente, pode enriquecer a prática clínica e contribuir para melhores resultados de saúde. Na metodologia adotada, realizou-se uma análise de artigos científicos, publicações em periódicos renomados, livros e documentos de referência, abrangendo um período que vai das últimas décadas até o momento atual. Foram selecionadas fontes que discutem tanto os aspectos teóricos quanto as aplicações práticas da medicina baseada na pessoa, bem como estudos de caso que ilustram a eficácia dessa abordagem na prática médica. Os resultados obtidos nesta revisão destacam que a medicina baseada na pessoa, ao centrar-se no acolhimento e na valorização da subjetividade do paciente, promove uma relação médico-paciente mais empática e colaborativa, contribuindo para uma compreensão das necessidades e expectativas do paciente, o que é importante para o desenvolvimento de planos de tratamento mais eficazes e personalizados. Igualmente, observou-se que tal prática pode levar a uma maior satisfação do paciente, melhor adesão ao tratamento e, consequentemente, a melhores resultados de saúde.
O acidente vascular cerebral (AVC) é uma condição neurológica grave causada por isquemia ou hemorragia nas artérias cerebrais, levando a deficiências motoras e cognitivas. O AVC é uma das principais causas de mortalidade e incapacidade global, afetando cerca de 16 milhões de pessoas anualmente. A idade é um fator crucial, com a maioria dos pacientes tendo mais de 65 anos. Embora as taxas de mortalidade e prevalência tenham diminuído devido a avanços no tratamento, os números absolutos de mortes e anos de vida perdidos continuam a crescer. A reabilitação precoce é essencial para melhorar a recuperação funcional dos pacientes, e este artigo tem como objetivo investigar o impacto de estratégias de intervenção precoce na recuperação pós-AVC. Trata-se de uma revisão bibliográfica qualitativa descritiva, com busca sistemática em bases de dados acadêmicas (PubMed, Scopus, Google Scholar) usando descritores como “intervenção precoce pós-AVC”. O estudo, realizado em setembro de 2024, selecionou artigos originais e gratuitos em português ou inglês, excluindo trabalhos incompletos ou repetidos. O período pós-AVC é dividido em fases: hiperaguda (primeiras 24h), aguda (primeiros 7 dias), subaguda inicial (primeiros 3 meses), subaguda tardia (meses 4-6) e crônica (a partir de 6 meses). A recuperação depende fortemente do tempo, com os processos de plasticidade cerebral iniciando rapidamente após o AVC e variando em eficácia nas diferentes fases. Melhorias mais significativas ocorrem nas primeiras semanas, atingindo um platô após três meses, com possível recuperação adicional na fase crônica com intervenção contínua. A mobilização precoce tem papel controverso na fase aguda, e a fisioterapia, terapia ocupacional e terapia da fala são essenciais para a recuperação funcional e qualidade de vida. A abordagem multidisciplinar e personalizada, combinada com medicação para controlar sintomas e prevenir complicações, é crucial para otimizar os resultados. Recomenda-se continuar explorando e aprimorando práticas de reabilitação para maximizar a recuperação dos pacientes pós-AVC.
A Granulomatose Eosinofílica com Poliangeíte (GEP), anteriormente conhecida como síndrome de Churg-Strauss, é uma doença autoimune rara que afeta principalmente adultos, caracterizada por vasculite e infiltração eosinofílica e formação de granulomas em diversos órgãos. Os sintomas incluem sinusite, asma, febre, fadiga e comprometimento renal. O diagnóstico é feito por meio de avaliação clínica, exames laboratoriais e estudos de imagem, enquanto o tratamento geralmente envolve imunossupressores, como corticosteroides e ciclofosfamida. Um relato de caso de uma paciente de 28 anos ilustra os desafios do GEP, incluindo problemas crônicos e dificuldades relacionadas à gravidez, ressaltando a importância do monitoramento e tratamento adequado para melhorar a qualidade de vida. O tratamento da GEP visa controlar a resposta autoimune e reduzir a inflamação. A GEP pode causar complicações graves, como insuficiência renal e distúrbios neurológicos, impactando significativamente a qualidade de vida dos pacientes. O suporte emocional e psicológico é crucial, pois a doença pode levar a problemas de saúde mental, como depressão e ansiedade. O acompanhamento médico regular e uma abordagem multidisciplinar são essenciais para o manejo eficaz da condição, destacando a importância do suporte contínuo e da resiliência para os pacientes.
O tema central deste estudo é a aplicação de tecnologias imersivas, como realidade virtual (VR) e aumentada (AR), juntamente com a inteligência artificial (IA), na promoção da inclusão de pessoas atípicas no ambiente organizacional. O objetivo é explorar como essas tecnologias podem ser integradas na área de recursos humanos para adaptar treinamentos, processos de integração e ambientes de trabalho, de modo a atender às necessidades específicas de colaboradores com diferentes perfis neurológicos. O método utilizado consiste em uma revisão bibliográfica de estudos recentes sobre o uso de VR, AR e IA em contextos organizacionais, complementada por análises de casos práticos em empresas que implementaram essas tecnologias para promover a inclusão. Os resultados da pesquisa indicam que o uso de tecnologias imersivas e IA pode efetivamente facilitar a inclusão de pessoas atípicas, proporcionando ambientes de treinamento adaptados e experiências de trabalho personalizadas que respeitam as particularidades de cada colaborador. As práticas observadas revelam que essas tecnologias não apenas auxiliam na adaptação física dos espaços de trabalho, mas também promovem uma cultura organizacional mais inclusiva e inovadora. Conclui-se que a adoção dessas tecnologias em recursos humanos pode ser uma estratégia eficaz para transformar a gestão de pessoas, criando ambientes de trabalho mais acessíveis e inclusivos, desde que acompanhada de uma abordagem ética e centrada no ser humano.
O câncer colorretal (CCR) é a segunda principal causa de morte relacionada ao câncer mundialmente, com a maioria dos casos se desenvolvendo lentamente a partir de lesões precursoras. A triagem é eficaz para reduzir a mortalidade e os custos do tratamento, mas a adesão ao rastreio é baixa em muitos países, variando de 19% a 69%. Embora o rastreio possa inicialmente aumentar a incidência detectada, ele é crucial para detectar o câncer precocemente e melhorar as taxas de sucesso no tratamento. Testes disponíveis incluem exames de fezes, sangue e imagens. Esta pesquisa visa avaliar a eficácia do rastreio em indivíduos com histórico familiar de CCR, especialmente para aprimorar as diretrizes e reduzir a mortalidade na população de alto risco. Trata-se de uma revisão bibliográfica qualitativa realizada em setembro de 2024, utilizando bases de dados como SciELO, BVS, PubMed e Google Acadêmico. A busca foi feita com os termos "Colorectal Cancer" e "screening", combinados com "AND". Foram incluídos artigos, revisões e capítulos de livros relevantes, sem limitação temporal, e escritos em inglês ou português. Artigos incompletos, duplicados ou irrelevantes foram excluídos. Os estudos selecionados serão analisados para enriquecer as discussões e inferências sobre o tema. O tratamento do CCR enfrenta desafios na detecção precoce e tratamento eficaz, necessitando de novas moléculas para diagnósticos e terapias. Os testes não invasivos incluem exames de fezes (gFOBT, FIT e DNA fecal) e exames radiológicos (enema de bário, endoscopia por cápsula e CTC). A colonoscopia é o padrão ouro para triagem e tratamento, sendo recomendada a cada 10 anos, enquanto testes de fezes variam em recomendações. A análise destaca que, apesar dos avanços, a mortalidade do CCR é significativa, com a colonoscopia e os testes de DNA fecal mostrando potencial para reduzir a mortalidade. No entanto, a adesão às diretrizes e a eficácia dos testes ainda são áreas de debate. O futuro requer mais pesquisas e adaptações das diretrizes para otimizar a triagem e manejo clínico do CCR.
O envelhecimento populacional e o aumento das doenças crônicas levantam preocupações para políticas de saúde, especialmente em relação à dependência dos idosos. A OMS recomenda a manutenção da atividade física para preservar a independência e reduzir a fragilidade. Programas de prevenção de quedas são essenciais, já que essas quedas são uma causa significativa de morbidade e mortalidade entre os idosos, afetando também sua autoconfiança e qualidade de vida. Tais programas visam melhorar a força e o equilíbrio dos idosos, sendo amplamente respaldados por evidências e recomendados para implementação em cuidados primários. O estudo busca avaliar a eficácia de intervenções, como exercícios de equilíbrio e adaptações ambientais, para reduzir quedas e melhorar a segurança e a qualidade de vida em instituições de longa permanência. Trata-se de uma revisão da literatura, utilizando uma abordagem qualitativa e metodológica descritiva e exploratória. A revisão seguiu seis etapas, desde a formulação da pergunta norteadora até a apresentação dos resultados. A coleta de dados, realizada em setembro de 2024, incluiu artigos originais em português, inglês e espanhol, publicados nos últimos quinze anos, utilizando bases de dados como PubMed e Scielo. Foram excluídos editoriais, teses e estudos desatualizados ou irrelevantes para a pesquisa. As quedas em idosos resultam de uma combinação complexa de fatores biológicos, comportamentais, sociais e ambientais. Intervenções eficazes geralmente envolvem abordagens multifatoriais, combinando exercícios de equilíbrio e adaptações ambientais. O treinamento de força, especialmente para os membros inferiores, e a avaliação contínua dos riscos individuais são essenciais para a prevenção. Embora a combinação de estratégias mostre promissora, a heterogeneidade entre os fatores de risco e intervenções limita a generalização dos resultados. Futuras pesquisas devem focar em estudos longitudinais, padronização das práticas e uso de tecnologias emergentes para otimizar a prevenção de quedas. A formação contínua de profissionais e a adaptação das intervenções às necessidades específicas dos idosos são cruciais para melhorar a qualidade de vida e reduzir quedas.
As infecções recorrentes do trato urinário (ITUs) são definidas por três episódios em 12 meses ou dois episódios em seis meses, sendo muito mais comuns em mulheres devido a fatores anatômicos. O tratamento das ITUs nos EUA custa cerca de 3,5 bilhões de dólares anuais. Tradicionalmente, ITUs são diagnosticadas com base na presença de mais de 100.000 UFC/mL de urina e sintomas associados. Com o aumento da idade e da resistência a antibióticos, alternativas não antimicrobianas como estrogênio, probióticos e vitaminas têm sido propostas, mas faltam evidências robustas. Este estudo visa avaliar a eficácia de profilaxia antibiótica contínua e estrógenos vaginais na prevenção de ITUs em mulheres pós-menopausa, visando encontrar estratégias mais seguras e eficazes para essa população. trata-se de uma revisão da literatura focada no tratamento de infecções urinárias recorrentes em mulheres pós-menopausa, com uma abordagem qualitativa e descritiva. A revisão segue uma metodologia em seis etapas, desde a formulação da pergunta de pesquisa até a apresentação dos resultados. A questão central investigada foi a eficácia das intervenções farmacológicas para a prevenção dessas infecções. A coleta de dados, realizada em setembro de 2024, envolveu busca em bases de dados como PubMed e Scielo, utilizando descritores específicos. Foram incluídos artigos originais, disponíveis em português, inglês e espanhol, publicados nos últimos quinze anos, enquanto editoriais e estudos fora do escopo temporal foram excluídos. Os resultados mostraram que a profilaxia antibiótica com trimetoprima, sulfametoxazol e nitrofurantoína é eficaz na redução das infecções, conforme diretrizes internacionais. No entanto, o uso de estrogênios vaginais também apresentou benefícios significativos, especialmente para mulheres com sintomas de atrofia vaginal. Apesar desses avanços, o estudo tem limitações, como a falta de ensaios clínicos randomizados robustos que comparem diretamente estrogênio sistêmico e vaginal. Futuros estudos devem incluir ensaios clínicos bem desenhados para avaliar com precisão o papel do estrogênio sistêmico e explorar novas terapias e estratégias combinadas para o manejo das infecções urinárias em mulheres pós-menopausa.
Em decorrência do envelhecimento, pode haver certos agravos à saúde que ocasionam algum grau de dependência nos idosos. Agravos físicos e psíquicos materializam a necessidade e disponibilidade de cuidadores domiciliares que exercem a função de auxiliar o longevo em suas atividades diárias básicas: um trabalho repetitivo, continuo, e muitas vezes, solitário e sem descanso, podendo ser exaustivo e acometer a saúde psíquica do cuidador. Diante disso, este estudo objetivou identificar a sobrecarga em cuidadores de idosos que são usuários da Atenção Primária do município de Patos, estado da Paraíba. Trata-se de um estudo transversal analítico com delineamento transversal e abordagem quantitativa realizada no âmbito da Unidade Básica de Saúde Bivar Olinto. A amostra, por sua vez, constituiu-se por 20 cuidadores dos idosos cadastrados como usuários no referido local de estudo, os quais aplicou-se dois questionários: Ficha de Identificação dos Cuidadores e a Escala de Zarit. Os resultados apontam que a maioria dos particantes possuem uma faixa etária entre 51-60 anos, com ensino fundamental incompleto, solteiros, com dois salários mínimos, são filhos dos idosos aos quais sao responsáveis pelo cuidado, residem com o idoso e exercem a profissão do lar. Percebeu-se também que a maioria dos cuidadores (40%), de um modo geral, apresentam sobrecarga leve. Considera-se importante a ressalva sobre um olhar mais atencioso a quem é responsável por esta importante atividade. Cuidar de quem cuida também é necessário, e para isso se faz fundamental a vigilância à sobrecarga dos cuidadores idosos, e ações interventivas psicoeducativas são alternativas que prevenirão e combaterão o adoecimento psíquico destes.
Trata-se de estudo transversal que teve como objetivo analisar os óbitos neonatais no estado do Pará no período de 2010 a 2020, com o intuito de identificar a ocorrência de acordo com as micro e mesorregiões e descrever o perfil epidemiológico dos óbitos conforme sexo, idade gestacional, tipo de gravidez e peso ao nascer. Os resultados indicaram uma redução geral de 24% nos óbitos neonatais, porém com variação significativa entre as micro e mesorregiões. A prematuridade esteve presente em 56% dos óbitos, também foi observado um aumento nos óbitos em neonatos com menos de 22 semanas de gestação. Também foi observado que os óbitos neonatais foram mais frequentes em mães com baixa escolaridade. Neste contexto, estratégias personalizadas para cada microrregião são necessárias para melhorar os indicadores neonatais. O fortalecimento do pré-natal, a promoção do parto normal, o cuidado adequado ao prematuro e a disseminação de informações e educação para gestantes e famílias são fundamentais para reduzir os óbitos neonatais. Os achados contribuem para o conhecimento sobre os fatores de risco associados aos óbitos neonatais e ressaltam a necessidade de intervenções específicas e integradas visando melhorar os desfechos neonatais e garantir um futuro saudável para as crianças paraenses.
O presente artigo propõe-se a realizar uma análise sobre o manejo da tuberculose nasal em um ambiente ambulatorial, com o objetivo de compreender as práticas correntes e identificar novas perspectivas para o tratamento e acompanhamento desta condição. A tuberculose é uma doença infecciosa e globalmente prevalente causada pelo Mycobacterium tuberculosis, no qual apresenta-se tipicamente com manifestações pulmonares, contudo, a incidência de casos com envolvimento nasal vem despertando o interesse da comunidade médica devido às suas implicações diagnósticas e terapêuticas. Neste contexto, o artigo foca na importância do reconhecimento precoce e do tratamento adequado da tuberculose nasal, ressaltando a relevância dessa abordagem no cenário ambulatorial, onde a maioria dos pacientes realiza o primeiro contato com o sistema de saúde. A metodologia adotada consiste em uma revisão de literatura, na qual foram selecionados e analisados artigos científicos, estudos de caso e revisões bibliográficas publicados nos últimos dez anos em bases de dados confiáveis, permitindo uma compilação atualizada das informações disponíveis sobre a tuberculose nasal, abrangendo aspectos como epidemiologia, manifestações clínicas, métodos diagnósticos e opções terapêuticas. Os resultados obtidos a partir desta revisão evidenciam que, apesar da tuberculose nasal ser uma forma menos comum da doença, sua detecção e manejo adequados são imprescindíveis para evitar complicações e a disseminação da infecção. Foi observado que as manifestações clínicas da tuberculose nasal são variadas, o que pode levar a atrasos no diagnóstico. Ainda, destacou-se a importância de métodos diagnósticos específicos para essa manifestação da doença, incluindo técnicas de imagem e análises microbiológicas. Quanto ao tratamento, os estudos analisados apontam para a eficácia do regime terapêutico padrão para tuberculose, com adaptações conforme a gravidade e especificidades de cada caso.
Os mosquitos são vetores principais de doenças graves, como dengue, chikungunya e malária, com a dengue afetando 50 a 100 milhões de pessoas anualmente. Eles têm um impacto significativo nos ecossistemas e na saúde pública, uma vez que não há tratamentos específicos eficazes para muitas arboviroses. O Aedes aegypti, responsável pela transmissão de várias arboviroses, incluindo dengue, Zika e chikungunya, se destaca pela adaptação a ambientes urbanos. A falta de tratamentos específicos torna crucial a busca por soluções ecológicas e sustentáveis para controlar a proliferação dos mosquitos. Portanto, objetivo desta revisão é analisar os avanços recentes na vacinologia para o controle da dengue. Esta pesquisa é uma revisão qualitativa e descritiva sobre os avanços recentes em vacinas contra dengue e outros arbovírus, com material buscado nas bases SciELO e PubMed usando os termos “dengue vaccine” AND “arbovirus” AND “advances”. Conduzida em agosto de 2024, incluiu artigos originais e gratuitos dos últimos dez anos em português ou inglês, excluindo trabalhos incompletos ou repetidos. O vírus da dengue (DENV) se transmite através de interações entre humanos e mosquitos, com destaque para a transmissão vertical, que permite sua persistência em condições adversas. Estudos mostram que o DENV pode sobreviver e se propagar em diferentes estágios de desenvolvimento dos mosquitos. As vacinas tetravalentes, como CYD-TDV e QDENGA®, representam avanços importantes, mas enfrentam desafios como a amplificação dependente de anticorpos (ADE) e a necessidade de uma resposta imune equilibrada. A eficácia das vacinas é complicada pela competição antigênica entre os quatro sorotipos do vírus, necessitando de mais pesquisa para melhorar segurança e eficácia. A continuidade da pesquisa e a integração de novas tecnologias serão essenciais para desenvolver vacinas mais eficazes e seguras contra a dengue.
As escaras, conhecida também por lesões por pressão (LP) são eventos comuns e custosos, potencialmente evitáveis no ambiente hospitalar, com gravidade categorizada em quatro estágios, desde hiperemia até exposição de estruturas profundas. Em UTIs, pacientes enfrentam alto risco de LP devido a fatores como imobilidade e uso de dispositivos médicos. Enfermeiros desempenham um papel crucial na prevenção e gestão de LP, liderando intervenções multidisciplinares para oferecer cuidados de qualidade e melhorar a implementação de medidas baseadas em evidências. Portanto, este estudo tem como objetivo investigar a fisiopatologia, visando compreender os mecanismos por trás do seu desenvolvimento e identificar fatores de risco, como também analisar e discutir estratégias de enfermagem para prevenir eficazmente as LP na UTI. Trata-se de uma revisão bibliográfica de natureza qualitativa e exploratória. Buscou-se materiais relevantes nas bases de dados da SciELO e PubMed usando os termos "Pressure Ulcer", "Intensive Care Units" e "Nurses" combinados com o conectivo "AND". Os critérios de inclusão foram artigos originais gratuitos em português, publicados nos últimos cinco anos (2019-2024), e contendo informações pertinentes ao tema proposto. Foram excluídos trabalhos incompletos, repetidos e fora do escopo da proposta. Lesões por pressão (LP) são uma séria preocupação de saúde, causando dor, imobilidade e altos custos. A prevenção envolve avaliação da pele, alívio de pressão e educação contínua dos profissionais. Estratégias incluem padronização de intervenções, equipes multidisciplinares e superfícies de suporte dinâmicas. Enfermeiros são cruciais, exigindo capacitação, desenvolvimento contínuo e proporção adequada enfermeiro-paciente para melhorar cuidados e ambiente de trabalho.
Este trabalho aborda a inclusão de estudantes com transtornos de desenvolvimento no ensino médio, destacando os desafios enfrentados no ambiente escolar e as oportunidades para promover a aprendizagem deles. Os transtornos de desenvolvimento incluem condições que afetam o crescimento cognitivo, motor e comportamental, como o Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação (TDC). O estudo tem como objetivo identificar as principais barreiras à inclusão e propor práticas pedagógicas que favoreçam a equidade educacional. A metodologia utilizada foi a revisão bibliográfica de estudos recentes sobre o tema. Os resultados indicam a necessidade de estratégias específicas para a adaptação curricular e o suporte contínuo aos alunos com esses transtornos. Conclui-se que a inclusão efetiva desses alunos no ensino médio depende da compreensão das suas necessidades individuais e da implementação de políticas educacionais que promovam um ambiente escolar acessível e inclusivo.
Introdução: A competência de comunicação em saúde exigida para o cuidado está associada a melhores resultados e maiores índices de satisfação, em especial quando profissionais fornecem más notícias, que alteram negativamente a visão do paciente sobre seu futuro. O protocolo SPIKES, realizado em seis etapas, é abordagem didática relacionada ao câncer, mas tem sido usado em diversos cenários clínicos, como em doenças crônico-degenerativas e infertilidade, destacando o direito do paciente de não saber. Intervenções educacionais parecem eficazes para ensinar os educandos a lidar com esta competência. Objetivo: Identificar o papel do protocolo SPIKES na comunicação de más notícias em saúde. Metodologia: Busca bibliográfica de artigos em línguas inglesa ou portuguesa realizada no mês de agosto de 2023 nas bases eletrônicas de dados da literatura em saúde (MEDLINE e LILACS via BIREME, PUBMED, SciELO e SCOPUS), utilizando os termos “communication in health”, AND “breaking bad News” AND “SPIKES protocol”, sem limitação para o ano de publicação. Resultados: De 175 artigos incialmente identificados foram selecionados 39, excluídos aqueles que não atendiam à pesquisa, permanecendo 19 que embasaram a revisão. O protocolo SPIKES é plataforma valiosa, cujos modelos de comunicação centrados nas preferências dos pacientes podem resultar em melhores resultados de tratamento. Conclusão: Comunicação de más notícias é tarefa difícil para profissionais de saúde, para a qual a educação médica oferece pouca preparação, pois as habilidades de comunicação não são parte essencial dos currículos. O protocolo SPIKES fornece mensagem clara e compreensível de acordo com as necessidades e desejos dos pacientes.
Introdução: A meningite é uma inflamação grave que pode gerar várias complicações, podendo levar, até mesmo, ao óbito. Por isso, o presente estudo teve com motivação a análise da situação epidemiológica da doença no município de Uberaba, no período de 2007 a 2021, e a identificação de fatores que contribuem para o aumento da taxa de letalidade, traçando, dessa forma, um projeto de intervenção com medidas estratégicas que melhorem a sobrevida do paciente acometido. Métodos: Estudo epidemiológico descritivo e quantitativo baseado nos casos de meningite em Uberaba, Minas Gerais, no período de 2007 a 2021. Para isso foi utilizado dados coletados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação. A proposta de intervenção foi subsidiada por uma revisão sistemática da literatura nas bases de Google Scholar, Scopus, Pubmed, BVS e Scielo. Resultados: Foram notificados um total de 930 casos de meningite em Uberaba entre os anos de 2007 e 2021 o qual teve uma frequência de meningite asséptica (41,1%), responsável por 53,7% dos óbitos, seguida de meningite por outra etiologia ou não especificada (39,2%). Predominou o grupo masculino (60,54%), branco (47,63%) e faixa etária infantil do 1 aos 9 anos (25,81%) e adulta dos 20 aos 59 anos (44,09%). A revisão sistemática da literatura evidenciou medidas de intervenção direcionadas ao diagnóstico precoce da meningite. Discussão: A elevada taxa de letalidade, sobretudo por meningite asséptica, pode ser associada ao diagnóstico errôneo e tardio, o que implica em um tratamento retardatário e ineficaz. Além disso, a falta de instrumentos de diagnósticos praticamente instantâneos, como a Reação em Cadeia da Polimerase, ocasiona atrasos na terapia do paciente acometido. Tais achados presentes no estudo lançam mão de uma maior capacitação dos profissionais e do emprego de técnicas moleculares diagnósticas mais avançadas para diagnóstico oportuno.
A Chikungunya é uma doença arboviral com potencial de causar surtos e epidemias, além de provocar repercussões negativas à saúde da população. Assim, considerando que a doença pode causar sequelas que afetam a ocupação, a vida social e a funcionalidade, o presente estudo tem o objetivo de relatar a experiência da assistência médica à pacientes acometidos pelo vírus e compreender as repercussões das sequelas crônicas no cotidiano, bem como evidenciar o papel do setor primário de saúde. Trata-se de um estudo descritivo, qualitativo, do tipo relato de experiência, com reflexões subjetivas a partir de vivências da atuação de um médico residente numa Estratégia de Saúde da Família do município de Santa Luzia-PB. Evidenciou-se que as sequelas persistentes advindas da chikungunya são as dores articulares e musculoesqueléticas, e essas causam impacto no cotidiano, como: limitação das atividades de vida diárias; redução da produtividade no trabalho; estresse e ansiedade. Portanto, é essencial a atuação conjunta das formas de prevenção e recuperação de saúde, a fim de reduzir a magnitude das epidemias e dos agravos à saúde. Para isso, a Atenção Primária a Saúde baseia-se na atuação multiprofissional capaz de estimular a comunidade à mudança de hábitos favoráveis a qualidade de vida.