O presente artigo explora o Pavilhão Y+ como um protótipo representativo de práticas arquitetônicas no Sul Global que conjuga materialidade, meios digitais e participação colaborativa. O estudo avalia como a inclusão de práticas, saberes e materiais locais reforçam vínculos entre arquitetura e cultura, enquanto tecnologias digitais possibilitam a releitura de saberes e técnicas vernaculares na formulação de propostas projetuais. Assim, ao introduzir pavilhões representativos da produção Sul Global, a análise abrange os processos de transição do digital para o físico e a construção de identidades culturais que desafiam a colonialidade. Além disso, as práticas participativas, em projetos realizados no Sul Global, são destacadas como fundamentais para conectar, tanto pesquisadores, arquitetos, como comunidades, muitas vezes vulneráveis e marginalizadas, aos espaços construídos. A partir do pensamento complexo do filósofo francês Edgar Morin e da teoria sistêmica formulada pelo biólogo austríaco Ludwig von Bertalanffy, interpreta-se a arquitetura como um sistema dinâmico e integrador, que articula dimensões materiais, sociais e culturais. A pesquisa conclui propondo perspectivas para a replicação de propostas que envolvem o uso de meios digitais para concretização de pavilhões com geometrias complexas aliada à discussão decolonial, fortalecendo o papel da arquitetura como elemento integrador na construção de sociedades que valorizem a diversidade e conectadas às suas realidades locais.