The 1965 book Hysteria: The History of a Disease, by the German American historian Ilza Veith, certainly represented a milestone in the historiography of hysteria. Praised at first as an innovative work, unprecedented in its comprehensiveness and scholarship, it became, over time, object of multiple criticisms regarding its omissions, its psychoanalytic bias, and the teleological character of its approach. This article aims at pondering these contrasting assessments and discussing the historical significance of Veith’s work from a contemporary perspective. To this end, a brief overview of historical studies on hysteria before Veith is outlined. This overview is followed by a descriptive and critical presentation of her work, a discussion of certain aspects of its reception and, as conclusion, an evaluation of her contribution and legacy to this research field.
Os diversos estados depressivos diferem em sua psicodinâmica e nas narrativas que originam. Há um "discurso depressivo", onde o estado de ânimo é contextualizado, e os investimentos afetivos mantidos. Mas a capacidade de encadeamento de significantes depende do luto do objeto arcaico, luto esse impossibilitado na melancolia. Surge daí um "discurso melancólico" onde se observa uma ausência de historicidade para os afetos, em uma narrativa niilista e pobre em expressões fantasmáticas.
Os autores apresentam uma revisão de alguns pontos de vista com relação à anorexia nervosa. Alinham-se aspectos classificatórios, históricos, clínicos e terapêuticos. Reconhecida como a base para ocorrências místicas na Idade Média, foi entendida como uma apresentação histérica no século XVII, para tornar-se, logo em seguida, objeto das indagações freudianas. Discute-se a anorexia como uma apresentação da estrutura histérica, aqui abordada a partir dos conceitos freudianos sobre histeria, Édipo e feminino, e considerando-se o corpo físico como um mero suporte para articulações simbólicas. Para Freud, a anorexia nervosa seria um quadro pelo qual a histérica exprime sua aversão à sexualidade.