Objective Characterization of partial remission using the insulin dose-adjusted HbA1c (IDAA1c) <= 9 definition in a multiethnic Brazilian population of children and adolescents with type 1 diabetes (T1D), in addition with the determination of both Class II HLA genotype and autoantibodies. Methods We analyzed the prevalence of partial remission in 51 new-onset T1D patients with a median time follow-up of 13 months from diagnosis. For this study, anti-GAD65, anti-IA2 and HLA class II genotyping were considered. Results Partial remission occurred in 41.2% of T1D patients until 3 months after diagnosis, mainly in those aged 5-15 years. We have demonstrated a significant increase in the haplotypes of class II HLA DRB1*0301-DQB1*0201 in children and adolescents with a partial remission phase of the disease (42.9% vs 21.7% in non-remitters, P = .0291). This haplotype was also associated with the reduction of anti-IA2 antibodies production. Homozygote DRB1*03-DQB1*0201/DRB1*03-DQB1*0201 children had the lowest prevalence of IA-2A antibodies (P = .0402). However, this association does not correlate with the time of the remission phase. Conclusion Although the number of patients studied was reduced, our data suggested that the association between genetics and decrease in antibody production to certain islet auto-antigen may contribute, at least in part, to the remission phase of T1D.
Com o emprego da tecnologia Luminex, microesferas adsorvidas com antigenos HLA purificados tem sido utilizadas para a identificacao de aloanticorpos em pacientes em lista de espera para transplante renal. Todavia, substâncias naturais no soro ou alteracoes na conformacao do antigeno adsorvido poderiam promover aderencia inespecifica, aumentando a fixacao do anticorpo conjugado e, consequentemente, o nivel de fluorescencia detectada no analisador de fluxo. Para avaliar a ocorrencia deste tipo de reacao, as especificidades antiHLA classe I e II definidas com o uso de “kits” comerciais (LABScreen® Single Beads Classe I/II – One Lambda, Inc. CA, USA) foram confrontadas com a fenotipagem (HLA-A,- B,-DR) do proprio paciente. Na analise foram incluidos 257 soros, contendo anticorpos antiHLA classe I e 142 soros com anticorpos anti-HLA classe II. Entre os pacientes com anticorpos contra antigeno classe I, o soro de 39,3% reagiu com microesferas portadoras de antigenos HLA-A ou -B definidos na propria tipagem. Em 61 pacientes, a reacao foi contra um antigeno; em 19, contra dois e, em 1 caso, contra tres antigenos da propria tipagem. Entre os pacientes com anticorpos com antigeno classe II, o soro de 14,9% reagiu com microesferas portadoras de antigenos HLA-DR coincidente com o da tipagem, sendo que, em 19 a reacao foi contra um antigeno e em 3 pacientes, contra ambos antigenos HLA-DR.
O presente estudo teve por objetivos: (1) levantar a incidência e caracterizar os aloanticorpos contra antígenos eritrocitários, no soro de 2126 gestantes, atendidas no CAISM, no período de janeiro de 2014 a junho de 2015 e (2) investigar a aderência dos alonticorpos maternos nas hemácias fetais, em 76 amostras de sangue de cordão umbilical. Anticorpos irregulares no soro materno foram investigados pelo método de aglutinação em microcoluna de gel, empregando-se painel de hemácias previamente tipadas (Diamed, USA). Aloanticorpos maternos nas hemácias fetais foram verificados empregando-se colunas de gel com antiglobulina humana policlonal e, após eluição, por glicina ácida ou congelamento e descongelamento, procedeu-se a identificação dos mesmos. Sensibilização eritrocitária foi observada em 130 (6,1%) gestantes, mas apenas 85 (4,0%) portavam anticorpos clinicamente relevantes para a DHPN. Em 91,8% dos casos relevantes, a incompatibilidade no sistema Rh foi a responsável na geração de anticorpos, com destaque para o anticorpo anti-D (81,2%). Anticorpos maternos aderidos aos eritrócitos fetais foram observados em 18 (23,7%) casos. Em 83,3%, eram dirigidos aos antígenos do sistema Rh, exclusivamente, ou associados aos antígenos A ou B. Em 1 (5,6%) caso, houve a identificação do anticorpo anti-Fya, relacionado ao sistema Duffy. Foi possível concluir que, apesar da imunoprofilaxia, a alosensibilização para o antígeno D ainda é relevante em nosso meio. Adicionalmente faz-se necessário, ao longo da gestação, a investigação de anticorpos anti-A e anti-B, da classe IgG, bem como, para outros sistemas como o Duffy, com o propósito de minimizar a ocorrência da DHPN.
A sensibilizacao contra aloantigenos e o principal fator para manutencao de pacientes em lista de espera para transplante renal. Em 405 homens e 321 mulheres, foi pesquisada a presenca de anticorpos contra antigenos HLA classe I e II e MICA. Nos pacientes com anti-HLA (%PRA>0) foi feita a caracterizacao das especificidades. Os ensaios foram realizados com citometria de fluxo (LABScreen® PRA ou Single Classe I/II – One Lambda, Inc. CA, USA). Ausencia de aloanticorpos foi observada 53,1% dos homens e, em 26,6% das mulheres. A sensibilizacao contra antigenos MICA ocorreu na ausencia de antiHLA e esteve presente em 21,4% dos homens e em 11,2% das mulheres. Anticorpos contra antigenos HLA I ou II foram encontrados em 25,4% dos homens e em 62,2% das mulheres. Todas as comparacoes entre os sexos se mostraram estatisticamente significantes (X2, p< 0,05). As percentagens medias de PRA para classe-I e classe-II foram, respectivamente, 39,2 ± 29,9 e 60,3 ± 26,8, entre os homens e 55,0 ± 27,9 e 64,5 ± 25,5, entre as mulheres. Dentre 257 pacientes PRA classe I positivo, 77,4% apresentaram anticorpos contra pelo menos um antigeno HLA-A e B, sendo que duas mulheres tambem contra HLA-C. Em 83,7% dos pacientes, o padrao de reacao do soro correspondia a grupos de antigenos de reacao cruzada (CREG) para HLA-A e/ou HLA-B. Em 142 pacientes sensibilizados aos antigenos HLA classe II, 94,4% apresentaram anticorpos contra antigenos HLA-DR, 73,2% contra HLA-DQ e apenas 8,5% contra HLA-DP. Em 69,4% dos pacientes, o soro apresentou padrao CREG para HLA-DR
Para minimizar as complicacoes pos-transplante, se faz necessario o encontro de doador com o menor numero possivel de discrepâncias alelicas com o recepto, no complexo principal de histocompatibilidade humano (HLA). A probabilidade teorica de encontro de doador aparentado (irmao) compativel no sistema HLA e de apenas 25%. Em vista disto, tem sido intensificadas campanhas doacao de orgaos de doadores cadaveres e de celulas progenitoras da medula ossea. Com o objetivo comparar os metodos de microlinfocitoxicidade (MLC) e reacao de polimerizacao em cadeia de uma sequencia de iniciadores especificos (PCR-SSP) para os alelos HLA-A e HLA-B foram avaliadas as tipagens de 6 pacientes renais cronicos e 17 hematologicos, 3 doadores aparentados de medula ossea e 24 doadores do programa de Registro Brasileiro de Doadores Voluntarios de Medula Ossea. Foram observadas reacoes concordantes para 66% das tipagens HLA-A e 22% das HLA-B (p=0,000009), com confirmacao de um unico antigeno para os loci HLA-A em 83% dos casos e para os loci HLA-B, em 42%. Em 28% das tipagens HLA-A e em 62 % das tipagens HLA-B, realizadas com o metodo MLC, houve duvidas para a definicao entre dois ou tres antigenos que foram esclarecidas com o PCR-SSP, mostrando a sua melhor adequacao.
Transfusao de hemocomponentes e um meio eficaz de corrigir temporariamente a deficiencia de hemacias, plaquetas ou de fatores de coagulacao. O presente trabalho visou identificar as principais reacoes transfusionais imediatas, notificadas pelo Centro de Hematologia e Hemoterapia de Campinas no periodo de Janeiro de 2009 a Dezembro de 2010, que acompanhou o total de 63498 procedimentos. Dentre 436 fichas de notificacao de reacao transfusional, foram incluidas somente 417 cujos dados estavam completos. Para a avaliacao da influencia do genero (46% homens) e do tipo de hemocomponente na incidencia de reacao transfusional, foi utilizado o teste do Qui-quadrado com correcao de Yates (P<0,05). Os hemocomponentes que mais provocaram reacoes transfusionais foram: concentrado de hemacias (79,6%), concentrado de plaquetas (17,5%) e plasma fresco congelado (4,1%). A frequencia de reacao ao concentrado de hemacias foi maior entre as mulheres (p=0,0029) e a reacao ao concentrado de plaquetas foi maior entre os homens (p=0,0238). A reacao febril nao hemolitica foi o tipo de reacao transfusional mais observado (64,0%), seguido da reacao alergica urticariforme (28,3%), reacao anafilactoide (5,3%) e sobrecarga volemica (2,2%). Reacao hemolitica aguda foi identificada em apenas um caso, dentre 332 eventos envolvendo concentrados de hemacias, resultante de uma incompatibilidade ABO. O levantamento sugere que, a maioria das reacoes transfusionais relatadas e devida a fatores relacionados ao proprio paciente. Todavia, a ocorrencia de um caso de reacao hemolitica aguda, demonstra que o controle de qualidade e o continuo treinamento das equipes de enfermagem e laboratorio devem ser uma constante.
Foi objetivo avaliar a variação da reatividade do soro contra painel de antígenos HLA (%RCP) e a persistência de anticorpos doador-específicos (ADE), em 21 pacientes pré-sensibilizados e submetidos ao transplante renal. O tempo de seguimento pós-transplante variou de 5 dias a 6 anos, sendo que, em 76,2% dos casos, ele foi menor que 12 meses. Três pacientes receberam o enxerto proveniente de doador aparentado e os demais, de doador falecido. Todos apresentavam prova cruzada negativa e algum grau de RCP, incluindo anticorpos contra antígenos do doador na avaliação pré-transplante. Os anticorpos foram investigados empregando-se a tecnologia Mutiplex Luminex® com kits LABScreen Single Antigen e PRA, expressos em MFI (mediana da intensidade de fluorescência) e analisados no programa computacional EpVix. A persistência de anticorpos ADE ocorreu em 8 (66,7%) casos com anti-HLA classe I, com diminuição da MFI em até 35%, em 4 deles. A RCP ficou inalterada ou com discreto aumento (≤13 pontos percentuais). Em outros dois casos, novos tipos foram desenvolvidos e a RCP aumentou em até 20 pontos percentuais. Para os anticorpos contra antígenos classe II, houve a persistência de todos, com aumento no valor da MFI. Em um caso, ainda houve o desenvolvimento de nova especificidade HLA-DR. A RCP aumentou em apenas um caso, apesar de não ter gerado novos anticorpos para os antígenos do doador. Em conclusão, os dados sugerem que, anticorpos contra antígenos HLA classe II são mais difíceis de serem controlados, no pós-transplante renal, quando comparados com os dirigidos para HLA classe I.
A rejeicao mediada por anticorpos (RMA) e uma das principais causas de perda precoce ou disfuncao cronica do enxerto renal. Embora o paciente so venha a ser transplantado com prova cruzada citotoxica negativa, o elevado nivel de reatividade contra painel de antigenos HLA (% PRA) o predispoe a um risco maior para RMA. O alto nivel de PRA com baixa alo- exposicao pode ser explicado por anticorpos contra epitopos publicos, compartilhados por grupos de antigenos (CREG). O presente trabalho teve por objetivo investigar o desenvolvimento de anticorpos anti-HLA e o compartilhamento de epitopos, definidos sorologicamente, entre os antigenos reativos do teste e do doador do enxerto. Foram incluidos 10 pacientes (6 mulheres) com suspeita de rejeicao do enxerto renal (80%: doador falecido). O tempo entre o transplante e a ultima amostra de soro avaliada variou de 55 a 3359 dias. A pesquisa de anticorpos foi feita com kits comerciais (OneLambda, USA) e para analise de epitopos utilizou-se as listagens publicadas por El-Awar e colaboradores (2009). Nove pacientes desenvolveram anticorpos doador- especificos (ADE) e 8 tambem desenvolveram anticorpos doador-nao especificos (ADNE). Todas as reatividades puderam ser explicadas por epitopos compartilhados entre os antigenos reativos do teste e do doador. Um paciente manteve o padrao CREG de reatividade pre-transplante, sem desenvolvimento de ADE, outro paciente parece ter desenvolvido auto- anticorpo e outro tolerância. Em conclusao, a investigacao de epitopos sorologicos pode ser util para explicar a ADNE e para prever o possivel desenvolvimento ADE, em pacientes pre-sensibilizados a algum epitopo publico do potencial doador.
O presente trabalho teve por objetivo avaliar o a influencia do grau de sensibilizacao contra antigenos HLA (%PRA), na prova cruzada contra linfocitos de doador cadaver, em uma populacao de pacientes em lista de espera de transplante renal. Na analise de 2008 provas cruzadas, foram incluidos 124 doadores e 866 pacientes, dos quais 48,3% foram avaliados frente a um doador; 50,6%; contra dois a nove doadores e 1,1%, contra dez a trinta doadores. A %PRA foi definida pelo metodo de ELISA (kit One Lambda, USA). As provas cruzadas foram realizadas pelo metodo de citotoxicidade, potencializado com antigamaglobulina humana. As provas foram consideradas negativas, quando as amostras de soro (tratadas e nao tratadas com ditiotreitol) se mostraram nao reativas frente aos linfocitos T, obtidos a partir de gânglios linfaticos do doador cadaver. A incidencia de prova cruzada negativa foi 92,8% entre pacientes com PRA= 0%; 86,3% com PRA= 1-10%; 81,3%, com PRA= 11-25%; 67,3%, com PRA= 26-50%; 43,1%, com PRA= 51-75% e 15,7%, com PRA= 76-100%. Foram definidas 42 (7,2%) provas cruzadas positivas entre pacientes com PRA= 0% e 4 (6,5%) provas cruzadas negativas entre pacientes com PRA= 100%. Estes achados podem, em parte, ser explicados pela presenca de anticorpos do tipo IgM, revelados pelo metodo de citotoxicidade (19 casos) e pela presenca de aloanticorpos nao fixadores de complemento detectados pelo metodo de ELISA ou dirigidos contra classe II, nao detectados na prova cruzada contra linfocitos T.
CONTEXT AND OBJECTIVE:Graft-versus-host disease (GVHD) is one of the complications following allogenic stem cell transplantation. This study investigated an association between human leukocyte antigen (HLA) and the occurrence of acute and chronic GVHD in patients who had received stem cell transplantations from HLA-identical siblings.DESIGN AND SETTING:Retrospective study at Hematology and Hemotherapy Center, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).METHODS:The participants were 176 patients whose first transplant was between 1997 and 2009. HLA genotyping was performed serologically and using the polymerase chain reaction with specific primer sequence.RESULTS:Acute GVHD was positively associated with HLA-A10 (P = 0.0007), HLA-A26 (P = 0.002), B55 (P = 0.001), DRB1*15 (P = 0.0211) and DQB1*05 (P = 0.038), while HLA-B16 (P = 0.0333) was more frequent in patients without acute GVHD. Chronic GVHD was positively associated with HLA-A9 (P = 0.01) and A23 (P = 0.0292) and negatively with HLA-A2 (P = 0.0031) and B53 (P = 0.0116). HLA-B35 (P = 0.0373), B49 (P = 0.0155) and B55 (P = 0.0024) were higher in patients with acute GVHD grade 3 or above, than in other patients. In patients with extensive chronic GVHD, HLA-A9 (P = 0.0004), A24 (P = 0.0059) and A26 (P = 0.0411) were higher than in other patients, while HLA-A2 was lower (P = 0.0097).CONCLUSION:This study suggests that HLA can influence the incidence and severity of acute and chronic GVHD. However, a study with a better design and more patients will be needed to confirm these results.
This study attempted to establish single nucleotide polymorphism frequencies of TNF, IL6, IFNG, IL10 and TGFB1 genes among healthy individuals from South and Southeast Brazil. The sample included 108 healthy individuals from South and 106 from Southeast Brazil. Polymerase chain reaction using sequence-specific primers genotyping was performed for these gene cytokines with Cytokine Genotyping Primers (One Lambda, Canoga Park, CA, USA). Differences in genotypic and allelic frequencies between the populations were assessed by chi-square with either Yates' correction or Fisher's exact test. Our investigations showed that there were not any significant differences between these two Brazilian populations for these polymorphisms. A statistically significant difference in the distribution of alleles and genotypes for both IL6 and IL10 genes was observed between the Brazilian population and the African-derived populations. IL6-174GG genotype and allele G and IL10-819CT/-592CA genotypes are more frequent in African-derived populations than in this mixed Brazilian population, while IL10-1082GG genotype is more frequent in our population. This mixed Brazilian population is closer to those of Joinville's, Santa Catarina, and Rio de Janeiro's, Rio de Janeiro (RJ), Euro-Brazilian populations than to those of Salvador's, Bahia, and Rio de Janeiro's, RJ, African-Brazilian populations. These findings have an enormous importance for experimental design and empowering future linkage and association mapping studies of the role of cytokines in human diseases and allotransplantation outcome in Brazil.
O transplante de células progenitoras hematopoéticas é o tratamento de escolha para muitas doenças hematológicas e imunodeficiências primárias. A doença do enxerto contra o hospedeiro (DECH) é ainda uma grave complicação após o transplante alogênico e a principal causa de mortalidade e morbidade. O estudo da patogênese da DECH auxilia no desenvolvimento de medidas preventivas da doença, assim como na escolha de terapias imunossupressoras adequadas de tratamento. Este estudo discute os principais componentes imunológicos envolvidos na patogênese da DECH aguda e crônica, com ênfase à participação das citocinas e seu controle.
A compatibilidade genetica HLA entre doador e receptor e um fator importante para o sucesso do transplante de celulas progenitoras hematopoieticas (TCPH). No entanto, outros genes nao-HLA estao sendo investigados em relacao ao seu papel na incidencia e gravidade da doenca do enxerto contra o hospedeiro e na sobrevida, por modularem a intensidade da inflamacao e os danos teciduais. Estes genes, nao-HLA, incluem os genes de citocinas com polimorfismos dentro das sequencias 5' ou 3' regulatorias dos genes. Os polimorfismos ou microssatelites podem alterar a ligacao dos fatores de transcricao aos sitios dentro dos genes promotores e a quantidade de citocina produzida. Este estudo revisa o papel potencial destes polimorfismos geneticos relativos as citocinas em prever o curso do TCPH.
O transplante de células progenitoras hematopoéticas é o tratamento de escolha para muitas doenças hematológicas e imunodeficiências primárias. A doença do enxerto contra o hospedeiro (DECH) é ainda uma grave complicação após o transplante alogênico e a principal causa de mortalidade e morbidade. O estudo da patogênese da DECH auxilia no desenvolvimento de medidas preventivas da doença, assim como na escolha de terapias imunossupressoras adequadas de tratamento. Este estudo discute os principais componentes imunológicos envolvidos na patogênese da DECH aguda e crônica, com ênfase à participação das citocinas e seu controle.Stem cell transplantation is the first line treatment of many hematological diseases and primary immunodeficiencies. Graft-versus-host disease (GVHD) is still a severe complication after allogeneic transplantation and the main cause of mortality and morbidity. The study of the pathogenesis of GVHD may help to develop ways to prevent the disease, as well as to choose adequate immunosuppressant therapies. This study discusses the main immunological components involved in the pathogenesis of acute and chronic GVHD, with emphasis on the participation of cytokines and their control.
Several candidate gene studies have demonstrated that genetic polymorphisms in cytokine genes contribute to variations in the levels of cytokines produced and this variation may influence the occurrence and severity of complications after stem cell transplantation (HSCT). In this work we compared the serum concentrations of TNF-α, IFN-γ, IL-6, IL-10, and TGF-β1 in 13 recipients following HSCT with the TNF-308, IFNG+874, IL6-174, IL10-1082,-819,-592, and TGFB1+869,+915 polymorphisms. Serum cytokine levels were assessed using commercial ELISA kits for TNF-α, IFN-γ, IL-6, IL-10, and TGF-β1 (BioSource®, Nivelles, Belgium, Europe). Donor/recipient genotypes for these cytokine polymorphisms were analyzed by polymerase chain reaction-sequence-specific primer (PCR-SSP) with the Cytokine Genotyping Primers Kit (One Lambda , Canoga Park, CA, USA). We found correlation between the levels of IL-6 and IL-10 concentrations following HSCT and the IL6-174 and IL10-1082,-819,-592 polymorphisms, but not for other cytokines investigated in this study. Those with genotypes associated with low production of IL-6 and IL-10 produced lower levels of these cytokines than those with genotypes associated with high or intermediate production of these cytokines (P < 0.05).
Several candidate gene studies have demonstrated that genetic polymorphisms in cytokine genes contribute to variations in the levels of cytokines produced and this variation may influence the occurrence and severity of complications after stem cell transplantation (HSCT). In this work we compared the serum concentrations of TNF-α, IFN-γ, IL-6, IL-10, and TGF-β1 in 13 recipients following HSCT with the TNF-308, IFNG+874, IL6-174, IL10-1082,-819,-592, and TGFB1+869,+915 polymorphisms. Serum cytokine levels were assessed using commercial ELISA kits for TNF-α, IFN-γ, IL-6, IL-10, and TGF-β1 (BioSource®, Nivelles, Belgium, Europe). Donor/recipient genotypes for these cytokine polymorphisms were analyzed by polymerase chain reaction-sequence-specific primer (PCR-SSP) with the Cytokine Genotyping Primers Kit (One Lambda , Canoga Park, CA, USA). We found correlation between the levels of IL-6 and IL-10 concentrations following HSCT and the IL6-174 and IL10-1082,-819,-592 polymorphisms, but not for other cytokines investigated in this study. Those with genotypes associated with low production of IL-6 and IL-10 produced lower levels of these cytokines than those with genotypes associated with high or intermediate production of these cytokines (P < 0.05).Estudos de vários genes candidatos têm demonstrado que polimorfismos genéticos em genes de citocinas contribuem com variações nos níveis de citocinas produzidas e esta variação pode influenciar a ocorrência e gravidade de complicações após o transplante de células-tronco hematopoéticas (TCTH). Neste trabalho comparamos as concentrações séricas de TNF-α, IFN-γ, IL-6, IL-10 e TGF-β 1 em 13 receptores seguindo o TCTH com os polimorfismos TNF-308, IFNG+874, IL6-174, IL10-1082,-819,-592 e TGFB1+869,+915. Os níveis séricos de citocinas foram medidos usando-se kits comerciais de ELISA para TNF-α, IFN-γ, IL-6, IL-10 e TGF-β 1 (BioSource®, Nivelles, Belgium, Europe). Os genótipos de doadores/receptores para estes polimorfismos de citocinas foram analisados pela reação em cadeia da polimerase com sequências específicas de primer (PCR-SSP) com o kit Cytokine Genotyping Primers (One Lambda, Canoga Park, CA, USA). Encontramos correlação entre os níveis de IL-6 e IL-10 seguindo o TCTH e os polimorfismos IL6-174 e IL10-1082,-819,-592, mas não para outras citocinas investigadas neste estudo. Aqueles com genótipos relativos à baixa produção de IL-6 e IL-10 produziram mais baixos níveis destas citocinas que aqueles com genótipos relativos à produção alta e/ou intermediária destas citocinas (P < 0,05).