The COVID-19 pandemic brought about a scenario of physical, social, and emotional illness that significantly increased the need for spiritual care, particularly in hospital environments, where individuals were more vulnerable, fragile, and anxious. In this context, the hospital chaplain played a strategic role within the multidisciplinary care team for hospitalized patients, serving as the primary provider of spiritual care. This article presents an experiential report of the role of hospital chaplains in providing spiritual support to the multidisciplinary team, patients, and their families in a nonprofit, religiously affiliated hospital in the Brazilian Amazon during the COVID-19 pandemic. The emergence of the coronavirus in the hospital led to decisions that reoriented care routines to ensure quality services and the safety of both patients and staff, significantly impacting the chaplaincy service’s provision of spiritual support. Like other healthcare professionals, chaplains adapted their practices. Notable changes included restricted access to patients and family members, the elimination of physical contact, continuous use of personal protective equipment (PPE), and strict adherence to hygiene protocols. Visits became shorter and required greater preparation, aiming to ensure safety for all. The chaplaincy’s collaboration with the multidisciplinary team was essential in providing emotional and spiritual assistance. Through worship services, prayers, active listening, and a welcoming presence, chaplains supported professionals in facing fear, exhaustion, and grief, thereby strengthening resilience. Ultimately, spiritual care became a key pillar for collective recovery, fostering hope, meaning, and daily renewal amid the crisis.
A incorporação da inteligência artificial à gestão escolar amplia as possibilidades de produção, organização e análise das informações utilizadas nos processos decisórios, ao mesmo tempo em que introduz questões relacionadas ao julgamento profissional, à centralidade humana e à responsabilidade. Este artigo objetiva analisar as implicações da inteligência artificial para os processos de informação e tomada de decisão na gestão escolar, articulando fundamentos conceituais para uma tomada de decisão humanizada e responsável. Trata-se de estudo teórico-conceitual, de abordagem qualitativa, desenvolvido mediante seleção teoricamente orientada e análise interpretativa de literatura sobre liderança escolar, uso de dados, interação humano–IA, julgamento profissional, liderança humanizada e governança responsável da inteligência artificial. A síntese conceitual resultou em seis fundamentos interdependentes: não redução do sujeito à informação; interpretação situada; preservação do julgamento profissional; participação e capacidade de ação dos sujeitos; primazia das finalidades educacionais; e responsabilidade, supervisão e revisabilidade. Esses fundamentos são integrados em um referencial no qual informação, interpretação, julgamento, decisão e responsabilidade constituem movimentos distintos e relacionados, atravessados pela centralidade humana, pelo contexto e pelas finalidades educacionais. Conclui-se que a inteligência artificial pode ampliar as capacidades informacionais da gestão, mas não elimina a necessidade de contextualização, julgamento profissional e responsabilidade institucional pelas decisões que afetam sujeitos e comunidades escolares.
Objetivo: avaliar a presença de transtornos mentais comuns, estilo e qualidade de vida de professores universitários de um centro universitário em São Paulo. Método: estudo transversal, realizado com professores, por meio de coleta de variáveis sociodemográficas e de avaliação do consumo alimentar, sobre o conhecimento em nutrição e a presença de transtornos mentais comuns, e de avaliação do estilo e da qualidade de vida. Realizada análise descritiva dos dados , com teste de normalidade e comparações de médias. Protocolo de pesquisa aprovado pelo Comitê de Ética. Resultados: entre 65 participantes, a maioria apresentou conhecimento moderado em nutrição (n=46; 68,7%), sem a presença de transtorno mental comum (n=48; 71,6%), estilo de vida bom e muito bom (n=54; 80,6%). Conclusão: os professores apresentaram baixa prevalência de transtornos mentais comuns e bom estilo e qualidade de vida. Destacam-se a idade, o conhecimento em nutrição, a qualidade de vida e a saúde mental como preditores do estilo de vida.
This study investigates the relationship among volunteering, meaning in life, and suffering, based on Viktor Frankl’s theory. It focuses on the experience of 41 university student volunteers who served in areas affected by the floods in Rio Grande do Sul in June 2024 through a project of the Adventist University Center of São Paulo – UNASP, in the city of Porto Alegre. The study assumes that volunteering, by enabling experiences of self-transcendence, can contribute to overcoming the existential vacuum and strengthening resilience in the face of suffering. Data were produced through questionnaires (with open- and closed-ended questions) based on the principles of Logotherapy, addressing topics such as motivation, suffering, and meaning in life. A Discussion Group was also conducted to deepen and validate the results. Data analysis followed the criteria of Prose Analysis, a qualitative approach focused on subjective aspects. The results indicate that volunteer involvement enabled students to reframe suffering, increasing empathy and their sense of purpose. Many reported that small actions had a major emotional impact, both on those receiving assistance and on themselves. In addition, volunteering fostered a sense of belonging and existential meaning. Challenges were also identified, however, including emotional strain in the face of the extreme vulnerability encountered.
A identidade moral, autopercepção de um indivíduo em torno de traços morais, pode ser temporariamente alterada por métodos de elevação moral. Contudo, as abordagens tradicionais frequentemente se baseiam em narrativas de dificuldades e piedade para provocar essa resposta. Este estudo investiga o potencial do humor e da alegria, por meio da comédia stand-up, como uma via alternativa para inspirar a elevação moral. Foi conduzido um experimento com um grupo teste, que assistiu a um vídeo de comédia com conteúdo moral, e um grupo controle, que assistiu a um vídeo neutro. Os resultados indicaram uma diferença estatisticamente significativa (p<.001) entre os grupos, com o grupo teste reportando maior 'Elevação das Emoções' (M=3.03 vs. M=1.99) e 'Desejo de ser uma pessoa melhor' (M=3.14 vs. M=1.93). Conclui-se que a comédia stand-up é uma ferramenta eficaz para gerar elevação moral, e essa percepção pode ser aproveitada para projetar estratégias de marketing que utilizem apelos morais cômicos, aumentando a eficácia de campanhas de arrecadação de fundos.