Background Alzheimer's disease (AD) is associated with behavioral and physical manifestations, such as sleep disturbances, which worsen the course of the disease and require effective management strategies. This review investigates non-pharmacological interventions available for the control of sleep disorders in patients with Alzheimer's disease. Methods This is an integrative review, with searches carried out in the Public Medical Database, Science Direct, Scientific Electronic Library Online and Latin American and Caribbean Literature in Health Sciences, using the descriptors: “Alzheimer Disease”, “Sleep Wake Disorders”, “Sleep Disorders”, and “Therapeutics”. Original studies evaluating non-pharmacological treatments for sleep disorders in patients with AD and using specific instruments to assess improvement in sleep disorders were included. Results The non-pharmacological interventions evaluated included bright light therapy, morning light exposure, personalized lighting intervention, blue-enriched white light exposure, transcranial magnetic stimulation, acupressure, multimodal exercise program, aromatic oil bath salts, light visor phototherapy, transcutaneous electrical nerve stimulation and deep brain stimulation. Additionally, one article investigated the combination of bright light exposure with walking, as well as the isolated effects of each intervention. Conclusion Non-pharmacological interventions for managing sleep disorders in patients with AD have shown promising strategies, including approaches such as light therapy, physical stimulation techniques, and acupressure, with results indicating potential benefits in improving sleep quality and mitigating behavioral and cognitive symptoms associated with the disease. However, current evidence highlights the need for future studies with more rigorous methodologies, larger population samples, and long-term follow-up to consolidate the efficacy and applicability of these interventions in clinical practice.
Objetivo: Analisar a tendência temporal, no período de 2019 a 2025, da realização de exames preventivos em mulheres em Pernambuco, avaliando o comportamento dos indicadores antes, durante e após a pandemia de COVID-19. Métodos: Estudo ecológico, de caráter descritivo e analítico, direcionado para análise quantitativa de exames de citologia oncótica realizados nas mulheres entre 25 a 64 anos de idade em Pernambuco entre 2019 a 2025. Resultados: O estudo evidenciou impacto da pandemia de COVID-19 na realização de exames citopatológicos do colo do útero, com redução aproximada de 38% no número total em 2020 e recuperação progressiva entre 2021 e 2023. Observou-se tendência de redução entre 2023 e 2025, identificada em todas as faixas etárias, indicando que o restabelecimento das ações de rastreamento não ocorreu de maneira sustentada. As mulheres entre 40 e 44 anos apresentaram maior quantitativo de exames realizados, enquanto aquelas entre 60 e 64 anos corresponderam ao grupo com menor frequência de rastreamento, sugerindo necessidade de fortalecimento e ampliação da cobertura nessa população. Conclusão: os resultados são compatíveis com o impacto provocado pela pandemia, o delineamento não permite estabelecer relação sobre a redução observada ou identificar os determinantes responsáveis pela diminuição dos exames nos anos mais recentes.
Este estudo analisou o perfil epidemiológico da AIDS em Rondônia entre 2015 e 2025, considerando dez municípios de diferentes portes populacionais. O problema de pesquisa partiu da necessidade de compreender a distribuição da doença no estado e suas vulnerabilidades sociais. O objetivo principal foi identificar padrões de incidência segundo sexo, faixa etária e escolaridade, bem como avaliar desigualdades regionais. Trata-se de uma pesquisa quantitativa e descritiva, realizada com dados secundários provenientes de registros oficiais de saúde, abrangendo o período de 2015 a 2025. A amostragem incluiu todos os casos notificados nos municípios selecionados, e os dados foram organizados em tabelas e analisados por frequências relativas e percentuais. Os resultados mostraram que Porto Velho concentrou o maior número absoluto de casos, mas cidades médias como Ji-Paraná, Ariquemes e Vilhena apresentaram taxas proporcionais elevadas. Constatou-se predomínio masculino (69% dos casos), maior incidência em adultos jovens (62% entre 20 e 39 anos), sinais de envelhecimento da epidemia em municípios como Vilhena e Guajará-Mirim, e predominância em pessoas com baixa escolaridade, embora haja presença relevante em indivíduos com ensino superior. Esses achados confirmam desigualdades sociais e educacionais que ampliam a vulnerabilidade da população. Conclui-se que o enfrentamento da AIDS em Rondônia deve ser descentralizado e proporcional ao risco de cada município, com fortalecimento de campanhas educativas voltadas para jovens e populações de menor escolaridade, ampliação do diagnóstico precoce e garantia de acesso equitativo ao tratamento, contribuindo para reduzir desigualdades e controlar de forma mais eficaz a disseminação da doença.
O cuidado interdisciplinar em saúde constitui uma abordagem fundamental para compreender o ser humano em sua complexidade, considerando dimensões biológicas, subjetivas, sociais, relacionais e existenciais. Este estudo teve como objetivo analisar os fundamentos ontológicos do cuidado interdisciplinar em saúde, com ênfase nas relações entre ser, cuidar e existir. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada mediante consulta às bases SciELO, LILACS e Latindex, além de repositórios vinculados ao Open Journal Systems (OJS), sem estabelecimento de recorte temporal, contemplando publicações em português e inglês. A análise evidenciou que a integralidade representa fundamento essencial para superar práticas fragmentadas, enquanto a interdisciplinaridade favorece a articulação entre diferentes saberes, competências e perspectivas profissionais. Identificou-se também que comunicação, cooperação, vínculo, corresponsabilidade e humanização constituem elementos indispensáveis à construção compartilhada do cuidado. Conclui-se que os fundamentos ontológicos do cuidado interdisciplinar estão associados ao reconhecimento do sujeito como ser complexo, relacional e singular. A integração entre conhecimentos e relações humanas pode fortalecer práticas assistenciais mais integrais, colaborativas, humanizadas e sensíveis às diferentes dimensões da existência.
Introdução: A leishmaniose é uma doença infecciosa causada por protozoários do gênero Leishmania, transmitida por flebotomíneos. Apresenta as formas clínicas cutânea, mucosa e visceral, constituindo um importante problema de saúde pública. O diagnóstico e o tratamento impõem desafios relacionados à variabilidade clínica, à toxicidade dos medicamentos e à resistência parasitária. Método: Foi realizada uma revisão bibliográfica narrativa na base de dados PubMed, utilizando os descritores “Leishmaniasis” e “Therapeutics”. Selecionaram-se artigos publicados nos últimos cinco anos, nos idiomas português e inglês, que abordassem os aspectos diagnósticos e terapêuticos da doença. Resultados: O diagnóstico pode ser estabelecido por métodos parasitológicos, histopatológicos, sorológicos e moleculares, com destaque para a microscopia, os testes sorológicos e a reação em cadeia da polimerase (PCR). O tratamento inclui antimoniais pentavalentes, anfotericina B e miltefosina, sendo definido conforme a forma clínica e a gravidade. Na leishmaniose cutânea, terapias locais, como crioterapia e termoterapia, podem ser empregadas em casos selecionados. Novas abordagens, incluindo nanotecnologia, fitoterapia e imunoterapia, apresentam resultados promissores. Conclusão: O diagnóstico precoce e a escolha adequada da terapia são fundamentais para o manejo da leishmaniose. Apesar dos avanços, permanece a necessidade de novos métodos diagnósticos e terapêuticos que proporcionem maior eficácia, segurança e menor risco de resistência.