Obesity constitutes a major public health issue, with bariatric surgery representing an effective strategy for weight reduction and improvement of comorbidities. However, significant weight loss often results in excess skin and body contour deformities, leading to functional, aesthetic, and psychosocial repercussions. In this context, post-bariatric plastic surgery emerges as a complementary step in patient care, aiming to restore body contour and improve quality of life. This study is a Narrative Literature Review that analyzed scientific evidence on the main body contouring procedures, with emphasis on abdominoplasty and body lifting, as well as the clinical considerations involved. The literature indicates that abdominoplasty is the most frequently performed procedure, contributing to functional improvement and reduction of dermatological complications, whereas body lifting offers a more comprehensive approach, promoting more global aesthetic results, albeit with greater surgical complexity. A significant improvement in quality of life, self-esteem, and social reintegration is observed among patients, although the risk of complications persists, particularly in individuals with associated clinical factors. The importance of appropriate patient selection, weight stability, and a multidisciplinary approach to optimize outcomes is highlighted. Thus, it is concluded that post-bariatric plastic surgery plays a fundamental role in the comprehensive rehabilitation of these patients and should be structurally incorporated into healthcare pathways.
Revisão narrativa das indicações cirúrgicas atuais na doença de Crohn e na retocolite ulcerativa, com base nas diretrizes da ECCO e da ASCRS e nos principais ensaios clínicos que reposicionam o momento ideal da intervenção cirúrgica, com destaque para o ensaio LIR!C na doença de Crohn ileocecal limitada. Discutem-se também as indicações de colectomia na colite aguda grave e a proctocolectomia restauradora com bolsa ileal. Conclui-se que a decisão cirúrgica na doença inflamatória intestinal permanece dependente de discussão multidisciplinar alinhada ao perfil de risco individual do paciente.
Revisão narrativa sobre os avanços cirúrgicos e o papel da terapia neoadjuvante no tratamento do câncer de pâncreas ressecável e borderline ressecável, contemplando os principais ensaios clínicos randomizados na área, os avanços da cirurgia minimamente invasiva do pâncreas e as particularidades das ressecções vasculares associadas à neoadjuvância. Discutem-se os ensaios PREOPANC e ESPAC5 e a evolução da duodenopancreatectomia robótica. Conclui-se que a integração entre oncologia clínica e cirurgia pancreática de alta complexidade é determinante para a melhora dos desfechos nessa neoplasia de prognóstico historicamente reservado.
O portfólio reflexivo tem se consolidado como metodologia ativa no ensino superior, especialmente na formação em saúde, favorecendo o pensamento crítico e a articulação entre teoria e prática. Na formação docente, permite ao educador analisar sua trajetória de aprendizagem, fortalecendo sua identidade profissional e seu Conhecimento Pedagógico do Conteúdo (CPC). Este estudo objetivou analisar o potencial formativo do portfólio como ferramenta de reflexão crítica na formação docente em um curso de pós-graduação em docência em saúde, analisando sua contribuição para o desenvolvimento do CPC. Trata-se de um estudo qualitativo, descritivo-analítico, realizado com 32 participantes, em três disciplinas, nas quais produziram portfólios reflexivos como parte do processo avaliativo. Os dados foram coletados pela leitura dos portfólios, identificando evidências de desenvolvimento do CPC e mudanças na compreensão da docência, analisados por análise temática. Ressalta-se que os achados correspondem, predominantemente, a percepções, reflexões e intenções de mudança relatadas pelos próprios participantes, e não a mudanças de prática docente objetivamente observadas ao longo do tempo. Conclui-se que o portfólio reflexivo se mostrou relevante na promoção da autonomia, reflexão crítica e práticas pedagógicas mais conscientes.
Introdução: A terapia antiplaquetária é essencial após síndrome coronariana aguda e intervenção coronariana percutânea, porém seu benefício isquêmico é acompanhado de risco hemorrágico. A evolução dos stents e a disponibilidade de inibidores do receptor P2Y12 com diferentes potências tornaram inadequada uma regra única de duração para todos os pacientes. Objetivo: Analisar as evidências sobre duração, intensidade e composição da terapia antiplaquetária na prevenção secundária, destacando prolongamento, abreviação, retirada do ácido acetilsalicílico, descalonamento e monoterapia crônica. Metodologia: Foi realizada revisão narrativa estruturada de ensaios randomizados, meta-análises, consensos e diretrizes. A interpretação priorizou taxas absolutas, medidas relativas com intervalos de confiança, momento da randomização, risco isquêmico, risco hemorrágico e complexidade da intervenção. Resultados e discussão: A intensificação inicial reduz eventos isquêmicos, mas eleva sangramentos. Após a fase de maior risco trombótico, a retirada do ácido acetilsalicílico ou o descalonamento pode reduzir hemorragias em pacientes estáveis e selecionados. Estratégias excessivamente precoces falharam em demonstrar segurança isquêmica em síndromes coronarianas agudas, enquanto a extensão além de 12 meses mostrou benefício em pacientes com infarto prévio, doença multiarterial ou intervenção complexa e baixo risco de sangramento. Conclusão: A escolha não deve ser simplesmente entre terapia curta e longa. O tratamento deve ser reavaliado ao longo do tempo, preservando maior intensidade na fase inicial e permitindo simplificação ou extensão conforme o equilíbrio individual entre risco trombótico e hemorrágico.