Introdução: A atual pandemia ocasionada pelo SARS-CoV-2 representa um grande risco à saúde ocupacional de todos os trabalhadores. Do exposto, tanto o exercício das atividades profissionais como as condições de trabalho são fontes potencias de exposição ao vírus, sendo importante compreender como o ambiente de trabalho contribui para a disseminação da doença, estabelecendo medidas seguras e eficazes para restabelecer a saúde do servidor. Objetivo: Esse estudo tem como objetivo analisar o perfil dos trabalhadores testados para COVID-19 do Centro de Referência Estadual no atendimento aos casos suspeitos ou confirmados de mulheres no período gravídico e puerperal e recém-nascidos na Maternidade Frei Damião no Estado da Paraíba. Metodologia: Trata-se de um estudo retrospectivo, epidemiológico e de abordagem quantitativa. Foi realizado no período de março a agosto de 2020, com uma amostra de (n=570), sendo do gênero feminino (n=440) enquanto do gênero masculino (n=130). Resultados e Discussão: No tocante a internação hospitalar, observa-se que não foi necessária em 98% dos casos (n= 561), contudo, ocorreu em 2% (n=9). Destes, 64% não necessitaram de ventilação mecânica (n=6) e 33% necessitaram (n=3). Apresenta ainda que dos trabalhadores submetidos à ventilação mecânica, ocorreu uma taxa de 12% de óbito (n= 1) e 88% de alta hospitalar (n=8). Conclusão: Ademais, o surto do SARS-CoV-2 é ainda uma realidade nova e de duração indeterminada, sendo necessário reduzir a exposição dos trabalhadores ao vírus para comedir a propagação do contágio e das consequências negativas, como a mortalidade.
There is an ongoing Oropouche Fever (OF) outbreak in Brazil since 2024. There are dengue and chikungunya prediction models available, but none to help discriminate dengue, chikungunya, and OF. Objective: This study aims to develop and validate clinical prediction models for dengue, chikungunya, OF. Methods: This study uses surveillance data from Espírito Santo state / Brazil, from 2023-2025. Epidemiological investigations and biological samples were used to conclude cases as either (a) clinical-epidemiologically confirmed, (b) laboratory confirmed, or (c) “discarded”. The predictors were all data related to signs, symptoms, and comorbidities available in the notification forms. The analysis was performed using random forest regression models, one for each outcome, in development and validation datasets. Results: A total of 465,280 observations were analyzed, 261,691 dengue cases (56.6%), 18,676 chikungunya cases (4.0%), 12,174 OF cases (2.6%), and 179,115 discarded cases (38.6%). All three models had good discrimination and moderate to good calibration after scaling prediction. The models retained from 26 to 16 predictors each. Leukopenia and vomiting were the most discriminatory predictors for dengue, arthritis, arthralgia, and rash were the most discriminatory for chikungunya, and epidemiological features were the most relevant for OF. The dengue, chikungunya, and OF models had ROC AUC of 0.726, 0.851, and 0.896 in the validation set, respectively. Conclusion: This research identified predictors most discriminative between dengue, chikungunya, and OF. We developed and validated predictive models, one for each condition, with moderate to very good performance available at https://pedrobrasil.shinyapps.io/INDWELL/. One may use them in diagnostic work-up and arbovirus surveillance.
Hypervirulent Klebsiella pneumoniae (hvKp) has emerged globally as a major public health concern, often associated with severe community-acquired and healthcare-associated human infections. Despite alerts from PAHO/WHO on convergent hvKp strains with multidrug resistance in Latin America, comprehensive data from Brazil, the region's largest country, remain lacking. We performed a retrospective and prospective large-scale surveillance of clinical, veterinary, and community isolates to identify hypervirulent and resistant K. pneumoniae. Among 1,008 isolates screened, one strain (ID_074_25) met hvKp criteria, displaying key virulence loci. Whole-genome sequencing confirmed its genomic features, including a novel sequence type and a novel cluster in NCBI Pathogen Detection tool. This study underscores the need for national surveillance and capacity-building in reference laboratories.
BackgroundThe COVID-19 pandemic accelerated the adoption of telehealth as a key strategy within Brazil’s Unified Health System. In São Paulo State, digital health initiatives have been developed to implement telehealth-based care models across all 3 levels of health care. ObjectiveThe aim of this study is to describe the implementation process of the telehealth model in public health facilities to a lesser extent. MethodsThis descriptive study reports on the implementation of telehealth services at the primary, secondary, and tertiary levels of health care in São Paulo State. Thirty primary health units, 4 specialty care outpatient clinics, and 18 hospitals were selected by the institutions participating in the project based on technical, health care, and infrastructure criteria. Teleconsultations were conducted through the institutional teleconferencing platform, ensuring data security and privacy. Data were collected through REDCap (Research Electronic Data Capture) between April and December 2024, including operational metrics and satisfaction scores (Net Promoter Score [NPS]). All participating health care facilities signed a term of adherence and data sharing agreement. Patients received care only after being informed and after signing a consent and adherence term for telehealth form. ResultsTelehealth was implemented in 52 health care facilities across 47 municipalities in São Paulo State. A total of 19,053 teleconsultations were conducted in primary health units (NPS 97) and 218 in specialty care outpatient clinics (NPS 74), and 4178 intensive care unit case discussions were held (NPS 86). ConclusionsThe findings suggest that telehealth is a feasible strategy across all levels of health care, even when implemented at a limited scale, contributing to expanded access and service coverage.
Resumo Objetivo Avaliar se as internações por acidente vascular cerebral (AVC) apresentaram relação com a doença de Chagas e com o índice de vulnerabilidade da doença de Chagas em Minas Gerais. Métodos Tratou-se de estudo observacional analítico de base populacional. Utilizaram-se registros do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde de Minas Gerais de 2022. A seleção dos dados de internações hospitalares foi baseada na Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde, na qual o AVC foi registrado como causa primária e a doença de Chagas/sentinelas, como causa secundária. Taxas de internações por AVC foram estimadas e conduziu-se análise de correlação do índice de vulnerabilidade da doença de Chagas e da prevalência de internações por AVC para Minas Gerais e suas macrorregiões. Resultados Em 2022, foram registradas 25.813 internações por AVC como causa primária, e destas, somente 18 apresentaram registro da doença de Chagas/sentinelas como causa secundária, sendo a maioria registrada na macrorregião Centro (n=10). A correlação entre internações por AVC e o índice de vulnerabilidade da doença de Chagas foi fraca (r=0,145) e não significativa, apesar da coincidência entre macrorregiões com maiores taxas de internação por AVC e maiores índices de vulnerabilidade da doença de Chagas (Vale do Jequitinhonha e Norte). Conclusões Embora haja alto número de internações por AVC no Sistema Único de Saúde em Minas Gerais, somente 18 desses registros foram relacionados à doença de Chagas/sentinelas, o que pode sugerir subnotificação relativa à doença de Chagas e incerteza quanto à qualidade de tais registros.