Les maladies allergiques, affectant actuellement un tiers des Français et possiblement la moitié de la population en 2050, sont une question majeure de santé publique. L’allergologie est une jeune spécialité médicale reconnue depuis 2017 en France. Elle est caractérisée par son dynamisme et ses liens interdisciplinaires lui permettant de reconnaître et prendre en charge tous les patients allergiques (enfants, adultes ou seniors) et les expressions les plus diverses de l’allergie, de la rhinite au choc anaphylactique (forme la plus grave de l’allergie, pouvant engager le pronostic vital du patient). Cette discipline s’intéresse aussi aux liens environnementaux des allergies (pollens, effets climatiques, nouveaux aliments, pollution), à la recherche sur les mécanismes, à la création et l’utilisation de nouveaux outils comme ceux de l’intelligence artificielle, aux avancées thérapeutiques et approches innovantes pour la médecine de demain. Nous présentons ici un panorama des mutations fondamentales de la compréhension et de la prise en charge des allergies. Cet article présente successivement l’histoire de l’allergie, l’exercice actuel du métier d’allergologue et son interdisciplinarité, l’émergence des facteurs environnementaux comme protagonistes moléculaires des allergies, l’avènement d’outils numériques et de biothérapies ciblant le cœur des mécanismes des maladies allergiques.
PURPOSE OF REVIEW:The advent of high-throughput data generation and artificial intelligence has transformed allergy research. Open-access database (OAD) and cohort-based database (CBD) provide essential resources for machine learning (ML)-driven algorithms for risk stratification and decision support. It is crucial for allergologists to understand their construction, strengths, and limitations. We review recently published databases with a focus on how these datasets can be combined to enhance research. RECENT FINDINGS:OAD, including environmental monitoring resources, omics repositories, and electronic health records, offer scale, diversity, and opportunities for new hypotheses, but are often limited by sparse clinical annotation, heterogeneous data generation, and incomplete linkage to patient-level outcomes. CBD provide well-phenotyped patients, longitudinal follow up, and high-quality clinical and immunological measurements, yet face constraints in sample size, population diversity, and data sharing. Studies integrating OAD breadth with CBD label fidelity report improved predictive performance when paired with disciplined evaluation. Federated learning and portable feature specifications are emerging to enable privacy-preserving collaborations. SUMMARY:Allergologists play a central role in building ML-ready resources. By ensuring rigorous clinical annotation, standardization of data, transparent methods, and independent validation, they can maximize the utility of OAD and CBD and their combination to accelerate progress toward precision allergy medicine.
O desenvolvimento das grandes cidades criou problemas para a flora e a fauna, que sofreram a destruição de seus habitats e, em alguns casos, a rarefação de espécies. Para restaurar as perdas causadas à natureza, existem diversas técnicas de construção civil e planejamento de espaços verdes que podem promover a renaturalização das paisagens e a recuperação da biodiversidade, combinando uma melhor gestão das mudanças climáticas atuais. Essas técnicas incluem a implementação de infraestrutura verde, espaços azuis, terraços e colmeias em coberturas, hortas comunitárias, fachadas verdes e cavidades naturais para a vida selvagem. Existem também diversas técnicas e princípios pró-ambientais no campo da construção civil e obras públicas, que podem ser incorporados em projetos para melhorar o meio ambiente e a saúde, para renovar mais do que construir, para considerar a circularidade dos materiais, para incluir materiais de origem biológica no programa de construção em vez de materiais não renováveis, bem como dispositivos favoráveis ao desempenho energético: isso é planejamento urbano sustentável. Embora essas técnicas e princípios não influenciem diretamente a inclusão da biodiversidade no ambiente urbano, atuam indiretamente, contribuindo para o combate ao aquecimento global e à reestabilização climática, além de reduzir o esgotamento dos recursos naturais, o que, por sua vez, contribuirá indiretamente para a preservação da biodiversidade. Este artigo foi desenvolvido utilizando uma abordagem descritiva e aplicada. Uma análise empírica aprofundada será objeto de um artigo subsequente