
A inteligência artificial tem se consolidado como uma ferramenta relevante nos processos de recrutamento e seleção, promovendo maior eficiência e automação na triagem de candidatos; contudo, estudos apontam que a inteligência artificial pode reproduzir e até intensificar vieses, especialmente de gênero, comprometendo a equidade nas contratações. Esse fenômeno decorre, em grande medida, da forma como os algoritmos são treinados, uma vez que se baseiam em dados históricos que podem incorporar padrões discriminatórios e, assim, perpetuar desigualdades. Este artigo objetiva analisar os vieses de tratamento entre homens e mulheres produzidos por sistemas de inteligência artificial em processos seletivos. Para tanto, adotou-se a revisão integrativa da literatura, estruturada em etapas que incluíram a definição da pergunta de pesquisa, a aplicação de critérios de inclusão e exclusão, a seleção e organização dos estudos, a análise e a síntese dos resultados. A coleta de dados foi realizada por meio da plataforma Consensus AI, utilizada para localizar e sintetizar evidências científicas. O estudo identificou sete artigos relevantes, sem delimitação temporal prévia, com prioridade para conteúdos recentes. Os resultados evidenciam que aproximadamente 71,43% dos estudos confirmam a presença de vieses de gênero: cinco artigos indicam que a inteligência artificial tende a reforçar padrões discriminatórios, enquanto dois sugerem que, quando adequadamente orientada, pode contribuir para a redução de disparidades. A análise revela diferenças de tratamento associadas a dados enviesados, à ausência de diversidade nos conjuntos de treinamento e ao uso de linguagem tendenciosa, contribuindo, assim, para o debate sobre os impactos sociais e éticos da inteligência artificial.
Este artigo objetivou propor um portfólio de práticas e ferramentas de Gestão do Conhecimento para a Casa de Apoio à Criança com Câncer Durval Paiva. A pesquisa caracterizou-se como um Estudo de Caso único, de natureza qualiquantitativa. Os dados foram coletados por meio de questionários on-line, com 15 questões divididas em três blocos; aplicados a 82 colaboradores, obtendo-se 42 respostas, analisadas sob a Estatística Descritiva Simples. O instrumento considerou as 41 práticas e ferramentas listadas no modelo de Batista e Quandt (2015), em três tipologias: pessoas, processos e tecnologia. Os resultados demonstraram que os colaboradores compreendem parcialmente a temática, faziam uso informal de oito práticas e ferramentas, como, por exemplo, a Assistência de Colegas, o Benchmarking e o uso das Redes Sociais On-line. Ainda, outras não são utilizadas frequentemente, mas têm potencial e podem ser implantadas para melhoria do desempenho organizacional, como o Banco de Competências, a Revisão de Aprendizagem e a Gestão Eletrônica de Documentos. Concluiu-se que há potencial para institucionalização da Gestão do Conhecimento na Casa Durval Paiva a partir da adoção do portfólio sugerido e da formalização das práticas e ferramentas citadas, visando fortalecer a atividade-fim da instituição.
A pesquisa explora como a metodologia Design Sprint pode ser utilizada como uma ferramenta de Gestão do Conhecimento na educação técnica, conectando o desenvolvimento de habilidades técnicas e socioemocionais às reais demandas da indústria. A sua originalidade reside em preencher uma lacuna na literatura ao conectar explicitamente a metodologia e a Gestão do Conhecimento na educação profissional, onde a teoria foi validada com um estudo de caso. A metodologia adota uma abordagem qualitativa, combinando uma revisão sistemática da literatura, baseada no baseada nos principais itens para relatar revisões sistemáticas e meta-análises com um estudo de caso único. O estudo analisa uma parceria entre a escola Profissionalizante e a empresa de Embreagens. Na qual alunos utilizaram o Design Sprint para solucionar desafios reais do chão de fábrica da empresa. Os resultados demonstram que o é uma ferramenta pedagógica eficaz para o desenvolvimento integrado de soft skills (colaboração, pensamento crítico) e hard skills (aplicação de conhecimento técnico). Além disso o estudo de caso revelou que o Design Sprint funciona como um microscópico do ciclo de gestão do conhecimento. Incentivando a troca do conhecimento tácito (orientações dos mentores da empresa + Ideias dos alunos) em conhecimento explícito (protótipos de baixa fidelidade funcionais e testáveis). Conclui-se que na prática, a pesquisa oferece um modelo pedagógico replicável para instituições de ensinos modernizarem seus currículos e para empresas, método de baixo custo e alto retorno para a inovação aberta e identificação de talentos, alinhando a formação profissional às necessidades do mercado.
As organizações têm se preocupado com o gerenciamento de seu conhecimento. Diante de tantas estratégias e modelos para lidar com o capital intelectual, a Gestão do Conhecimento aborda diversos modelos que podem servir de auxílio para a compreensão e organização dos processos do conhecimento. Nessa perspectiva, levar a Gestão do Conhecimento para o contexto pedagógico de uma organização educacional é o desafio proposto neste artigo. O estudo aborda o modelo de Gestão do Conhecimento proposto por Karl Wiig, de 1993, desenvolvendo uma reflexão e articulação ao departamento pedagógico de uma cooperativa educacional no estado do Mato Grosso. A metodologia envolve revisão bibliográfica narrativa acrescida de um relato de experiência. Conclui que a articulação do Modelo Wiig ao departamento pedagógico favorece a organização, o armazenamento e o compartilhamento do conhecimento pedagógico, especialmente ao estruturar práticas e registros que sustentam a memória organizacional e a melhoria contínua do trabalho educativo.
O desempenho das startups depende fortemente das informações disponíveis e da forma como o conhecimento é compartilhado, mas ainda são escassos os estudos sobre essas práticas em ambientes inovadores. Este estudo tem como objetivo analisar as práticas de compartilhamento do conhecimento em startups identificadas na literatura científica. Para isso, verifica as contribuições da gestão do conhecimento para as atividades dessas organizações, descrever suas características organizacionais e evidenciar, por meio de um diagnóstico empírico, os benefícios do compartilhamento do conhecimento no contexto das startups. A pesquisa é bibliográfica exploratória, com abordagem qualitativa, fundamentada em revisão da literatura realizada em livros e nas bases de dados da Spell, Scielo, Scopus e Web of Science a respeito da gestão e do compartilhamento do conhecimento em startups. Conclui que o compartilhamento do conhecimento traz grandes vantagens e perspectivas para as organizações, potencializando o desempenho organizacional e facilitando e fortalecendo o processo decisório. Desse modo, essas práticas, ao promoverem fluxos informacionais qualificados e sistematizados, favorecem a geração e manutenção de vantagens competitivas nas startups.
A pesquisa tem como objetivo mapear e analisar os grupos de pesquisa brasileiros com foco em Gestão do Conhecimento (GC). O estudo identifica a distribuição geográfica, a vinculação institucional, as áreas de avaliação e as principais temáticas de atuação desses grupos. A investigação caracteriza-se como exploratória e documental, com abordagem qualitativa e quantitativa. Utiliza dados do Diretório dos Grupos de Pesquisa do CNPq, disponível na Plataforma Lattes, complementados por informações institucionais. Organiza os dados em planilhas eletrônicas e analisa-os por meio de estatística descritiva e categorização temática qualitativa. A pesquisa identifica 114 grupos de pesquisa em GC, concentrados principalmente nas regiões Sudeste e Sul do país. Observa predominância de grupos vinculados a instituições públicas federais e a programas de pós-graduação com conceito CAPES 4 ou 5. A análise temática classifica os grupos em oito categorias, evidenciando o caráter interdisciplinar da GC e sua aplicação em áreas como inovação, educação, saúde, políticas públicas e tecnologia. O estudo conclui que a área de Gestão do Conhecimento apresenta avanços relevantes em termos de institucionalização científica, mas ainda revela assimetrias regionais. Os resultados fornecem subsídios para o fortalecimento de redes colaborativas, a expansão da pós-graduação em regiões menos atendidas e a formulação de políticas de incentivo à pesquisa interdisciplinar em GC no Brasil.
Este artigo apresenta uma revisão teórica de natureza analítico-interpretativa sobre modelos clássicos de gestão da informação no campo da Ciência da Informação. Parte-se do pressuposto de que a consolidação de um domínio científico decorre da sistematização crítica de referenciais conceituais que estruturaram sua trajetória teórica. O objetivo consiste em analisar comparativamente contribuições fundacionais que propuseram modelos de gestão da informação, examinando seus pressupostos conceituais e formas de estruturação dos processos informacionais. A revisão narrativa privilegiou obras formuladas no contexto de consolidação do campo entre as décadas de 1980 e 2000. A sistematização comparativa evidencia a constituição de uma matriz conceitual plural, marcada pela predominância de uma orientação processual e pela compreensão da informação como recurso estratégico. Conclui que esses modelos permanecem relevantes para a interpretação das transformações contemporâneas dos ambientes informacionais, contribuindo para o aprofundamento epistemológico da gestão da informação enquanto domínio científicos.
Este artigo tem como objetivo analisar a Universidade Corporativa do Sesc como estratégia para fortalecer a Rede de Formação Continuada, promovendo a integração entre os funcionários e consolidando uma cultura organizacional de aprendizagem. O artigo aborda a formação continuada mediada por tecnologias com o propósito de promover a gestão do conhecimento. A metodologia adotada foi qualitativa, com base em análise documental e de dados de acesso, engajamento e conclusão extraídos do Ambiente Virtual de Aprendizagem hospedado na plataforma Moodle. Os resultados apontam para o crescimento significativo da adesão às trilhas formativas, o fortalecimento dos Núcleos de Formação Continuada como nós estratégicos de uma rede distribuída e o avanço no uso de indicadores de aprendizagem para gestão. As implicações práticas da experiência do Sesc podem ser referência para outras organizações interessadas em estruturar ecossistemas de aprendizagem em rede, com base em estratégias tecnológicas, colaborativas e orientadas ao desenvolvimento contínuo das pessoas.
O artigo investiga quais segmentos econômicos utilizam a Inteligência Artificial como promotora da Inteligência Competitiva. Esta pesquisa qualitativa possui caráter exploratório e descritivo. O estudo apresenta uma revisão sistemática da literatura recente com buscas nas bases Scopus, Web of Science e na base do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos. A triagem inicial identificou 1.424 documentos e a aplicação dos critérios de exclusão resultou em 202 dos artigos selecionados. O estudo categoriza os artigos conforme o padrão internacional de classificação das atividades econômicas. Os resultados indicam maior interesse na implementação da inteligência artificial em setores como comunicação, atividades científicas e saúde. Tais achados evidenciam a relevância tecnológica nestes contextos. Conclui que existem oportunidades de aprimoramento em segmentos menos explorados. Por fim, o trabalho propõe caminhos para pesquisas futuras que aprofundem a análise dos impactos da Inteligência Artificial para a Inteligência Competitiva em cada segmento econômico.
Este estudo apresenta a aplicação de práticas da gestão do conhecimento para promover a memória organizacional em um coletivo social. Abordagens cíclicas e frameworks favorecem a gestão do conhecimento no ambiente organizacional, o Ciclo Knowledge Management é um destes. Tais abordagens são requeridas em um contexto que emergem organizações com características singulares. Os coletivos sociais são um tipo de organização que congrega pessoas orientadas por valores compartilhados em favor de construções socioculturais. Entretanto, a exploração de práticas de gestão para coletivos sociais ainda é incipiente e a aplicação de gestão do conhecimento pode ser contributiva. O objetivo deste artigo é evidenciar a aplicabilidade da gestão do conhecimento por meio do Ciclo Knowledge Management para promover a memória organizacional em um coletivo social. Para este propósito foi adotada uma abordagem de pesquisa qualitativa, mediante observação participante. O contexto empírico foi o coletivo social Movimenta Rosário dos Pretos, originário na cidade de Mariana no estado de Minas Gerais. Os resultados evidenciam que a estruturação do conhecimento organizacional é necessária para zelar e resguardar tradições e saberes da sociedade e das futuras gerações de membros desse coletivo social. A estruturação da memória organizacional, baseada na abordagem da Espiral do Conhecimento e na aplicação do framework Ciclo Knowledge Management, permitiu criar sistemáticas de informações e práticas organizacionais, anteriormente tácitas, bem como um repositório digital gratuito de livre acesso. As conclusões do estudo ressaltam a aplicabilidade de práticas de gestão do conhecimento e a importância da estruturação da memória organizacional para organizações como coletivos sociais.
Esta pesquisa tem como objetivo a modelagem e aplicação de sistema de custos como prática de gestão do conhecimento em universidade pública, destacando sua conformidade com a Norma Brasileira de Contabilidade (NBC) TSP 34/2021 para apoio à tomada de decisão. Sua originalidade e valor baseia-se no desenvolvimento de sistema de custos desenvolvido em linguagem R, com código aberto, alinhado às exigências normativas e adaptável a outras instituições públicas. Para tanto, utilizou-se a abordagem Design Science Research (DSR), com dados contábeis e operacionais tratados via custeio por absorção. Entrevistas foram realizadas com atores institucionais que validaram o artefato desenvolvido. Os resultados alcançados viabilizaram a construção de um sistema de custos e de um painel gerencial interativo em Power BI, permitindo o monitoramento estratégico por centro de custo, unidade e tipo de despesa. A solução concebida fortalece a transparência, apoia a gestão pública e pode ser replicada por outras universidades, promovendo práticas de gestão do conhecimento com base em normas contábeis públicas.
A gestão do conhecimento é importante para o desenvolvimento organizacional, pois integra processos de forma estruturada. Embora existam diferentes modelos, faltam instrumentos metodológicos que orientem sua criação ou adaptação. A partir desta lacuna, esta pesquisa objetivou propor um arcabouço para a elaboração de modelos de gestão do conhecimento no campo da Ciência da Informação. Especificamente, buscou-se: identificar os modelos de gestão do conhecimento elaborados entre 2014 e 2023 e suas aplicações; identificar métodos, técnicas e dimensões utilizadas na construção de modelos; e organizar, analisar e sistematizar diretrizes para propor um arcabouço metodológico para a elaboração de modelos no campo da Ciência da Informação. A pesquisa é caracterizada como descritiva, exploratória e aplicada, dividida em três etapas, utilizando técnicas de pesquisa bibliográfica e análise de conteúdo. Como resultados, na primeira etapa, uma revisão de literatura identificou modelos de gestão do conhecimento de 2014 a 2023, sendo recuperados 59 documentos finais para análise quanto aos objetivos, resultados e dimensões, segundo Heisig. Na segunda etapa, foram identificados os métodos, técnicas e dimensões utilizados na construção dos modelos identificados na primeira etapa, sendo encontrados como limitação modelos com pouco detalhamento e sem indicação da metodologia utilizada. A terceira etapa apresentou o arcabouço denominado ARCGC, com quatro fases: I. Conhecer a instituição; II. Desenvolver, agregar e compartilhar; III. Utilizar e avaliar; e IV. Preservar e armazenar. O ARCGC é um instrumento útil e inovador que guia a criação ou adaptação de modelos de gestão do conhecimento, proporcionando uma estrutura de apoio metodológico.
Esta pesquisa objetiva analisar o nível de maturidade em Gestão do Conhecimento no setor contábil, considerando a percepção dos empregados de três empresas pesquisadas. Trata-se uma pesquisa aplicada, exploratória-descritiva com abordagem quantitativa. Quanto aos procedimentos utiliza levantamento survey para avaliação da Maturidade em Gestão do Conhecimentos da população-alvo, composta por três empresas de contabilidade. Por resultado, as três organizações posicionam-se no nível três de cinco, sendo esse denominado incipiente, pois buscam gerenciar o conhecimento e suas áreas críticas para seu sucesso. Foram delineadas ações de melhoria para cada organização, visando a elevação da maturidade identificada. Conclui que desenvolver a Gestão do Conhecimento em empresas contábeis é uma questão de transformação, desenvolvimento, engajamento de toda a organização. É necessário observar a empresa em sua totalidade, evitando a observação superficial, proporcionando uma integração entre as áreas da empresa e sua interdependência, almejando a criação de valor, sem deixar de observar a missão, visão e valores da empresa.
A gestão de pessoas une práticas e políticas organizadas por subsistemas na administração de aspectos relacionados aos trabalhadores. A ergonomia, por sua vez, busca melhor adaptar o sistema produtivo as características dos trabalhadores. Embora esses dois campos do conhecimento visem melhorias ao trabalho, é frágil a interligação entre eles. O objetivo dessa pesquisa é identificar as contribuições da ergonomia para a gestão de pessoas. Para tanto, está ancorada na metodologia de triangulação com a revisão sistemática da literatura de publicações internacionais na base de dados Scopus somado a um estudo de campo do tipo qualitativo, descritivo e exploratório com a utilização da análise de conteúdo temática nas entrevistas individuais de 10 profissionais da gestão de pessoas de diferentes lugares do Brasil. É possível perceber estudos com ações ergonômicas que promovem melhorias que repercutem no alcance de maior eficiência e eficácia para a execução de atividades dos subsistemas da gestão de pessoas, com aumento da produtividade e melhorias na saúde dos trabalhadores. Todavia, a implementação de programas nas empresas tem sido mais direcionada para as contribuições físicas e ambientais, assim como, a visão dos profissionais sobre a participação da ergonomia na sua atuação está limitada a fatores biomecânicos, carecendo de mais investimento nos fatores sociais, cognitivos e organizacionais que afetam a divisão do trabalho em gestão de pessoas.
Diante das novas formas de competição, globalização de mercados, avanços tecnológicos, as organizações dependem cada vez mais da sua capacidade de se adaptar a este novo cenário para sobreviver e crescer. Dentre os esforços empreendidos para se adaptar as mudanças do mercado, destaca-se a alteração no ambiente organizacional interno. Nesta perspectiva, as mudanças no ambiente organizacional centralizam-se nos colaboradores, uma vez que estes são detentores do conjunto de competências e conhecimentos específicos, que facultam a permanência da organização no mercado. Destarte, este artigo objetiva analisar como ocorre o processo de geração e compartilhamento do conhecimento, entre os colaboradores de uma empresa de software, localizada na região sul do Brasil. A coleta de dados ocorreu por meio de entrevistas semiestruturadas, observação não participante e levantamento documental. Os resultados confirmaram a literatura revisada, ao constatar que as práticas organizacionais que contribuem para a geração e compartilhamento do conhecimento decorrem de políticas de gestão de pessoas, tais como seleção e capacitação, bem como a interação e acesso a informações, registradas em repositórios internos, disponíveis para todos os colaboradores da organização.
Este artigo apresenta uma análise estratégica orientada pela lógica da Cadeia de Valor institucional aplicada no contexto da Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais (ECI-UFMG) por meio do método de estudo de caso do projeto BPM Acadêmico 2.0 como estratégia metodológica central. O objetivo principal é propor um modelo de Cadeia de Valor integrado ao Planejamento Estratégico e à Gestão de Processos, visando fortalecer o alinhamento entre missão, estrutura e operação da unidade acadêmica. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa, de natureza descritiva e aplicada, fundamentada em três procedimentos metodológicos articulados: a Revisão Sistemática da Literatura (RSL), a análise documental e o estudo de caso empírico. Os principais resultados incluem: (i) a construção de uma taxonomia de processos institucionais; (ii) o redesenho colaborativo dos fluxos organizacionais nas versões “As-Is” e “To-Be”; e (iii) a formulação de recomendações para a institucionalização da Cadeia de Valor como instrumento de governança e gestão orientada a resultados. As evidências indicam que a adoção do modelo proposto promove maior clareza estratégica, racionalização do uso de recursos, fortalecimento da cultura de processos e geração de valor público.
Este estudo analisa o desenvolvimento de coleções de histórias em quadrinhos (HQs) em bibliotecas nacionais da França, EUA e Austrália, destacando seu papel na preservação da memória cultural. Utilizando a metodologia de estudo de casos múltiplos (Robert Yin), examinam-se políticas de aquisição, organização e acesso, além das particularidades desses acervos. Reconhecendo os quadrinhos como artefatos artísticos e educacionais, superando estigmas históricos, a pesquisa identifica: a) duas abordagens de políticas distintas: coleção dedicada (EUA) e integração em acervos gerais (França); b) uma proposta metodológica baseada na análise textual discursiva, inspirada na Biblioteca do Congresso (EUA), para orientar políticas específicas de desenvolvimento de coleções de HQs.
O presente artigo é parte integrante de uma pesquisa de Doutorado, acerca das inovações implementadas em bibliotecas universitárias, à luz das transformações ocorridas no perfil dos usuários, do uso das tecnologias digitais e do conceito de Biblioteca das Coisas. Apresenta como temática principal a Curadoria de Conteúdo no contexto da Biblioteconomia, cujo objetivo é analisar práticas de trabalho do bibliotecário ao atuar como curador de conteúdo na biblioteca universitária também nos serviços oferecidos de biblioteca das coisas. Trata-se, portanto, da aplicação de uma pesquisa bibliográfica, realizada na base de dados do Google Acadêmico, a partir da consta a artigos científicos, monografias, dissertações e teses, publicados no idioma português. Os resultados revelam diversas práticas associadas, agrupadas em quatro categorias: marketing, mediação da informação, disseminação seletiva e serviço de referência, conjugando um trabalho operacional, técnico e, sobretudo, intelectual sobre as fontes de informação e os perfis e demandas dos usuários. Conclui que a Curadoria de Conteúdo constitui prática fundamental a ser realizada pelo bibliotecário, na seleção de conteúdos relevantes e verídicos, ampliando, assim, as possibilidades do que pode ser oferecido para a comunidade usuária, por conseguinte, gerando inovação para a biblioteca.
A presente estudo têm como objetivo apresentar os resultados de uma pesquisa de mestrado na área da Ciência da Informação, onde foi analisando o processo de gestão da informação e suas possíveis contribuições na implementação da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba. Sendo assim, a presente pesquisa classifica-se como exploratória e descritiva, com abordagem qualitativa e, como estratégia de pesquisa, ancora-se no estudo de campo. Quanto aos instrumentos de coleta de dados foram utilizadas entrevistas semiestruturadas, grupos focais e análise de documentos. Além disso, realizou-se uma análise de conteúdo, baseada nas categorias do modelo teórico da Gestão da informação, aludido por Chun Wei Choo. A partir dos resultados obtidos, concluiu-se que há uma necessidade de implantar uma Gestão da Informação de forma profissional e estruturada no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba, capaz de contribuir tanto para um melhor aproveitamento dos recursos informacionais disponíveis em seus setores como também permitir que o Tribunal formule ações e/ou diretrizes que atendam às suas necessidades de informação durante o processo de implementação da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais.