
O presente trabalho traz em seu bojo a discussão sobre espaço urbano e espaços públicos, território e territorialidade, enquanto versa sobre seu objetivo central: analisar, através da observação, as territorialidades nos espaços públicos da área central de Teresina - PI. Dessa forma, partiu-se da pesquisa de gabinete, através da leitura e reflexão sobre o conteúdo do material utilizado como referência, tais como livros, revistas etc., para, na sequência, delimitar a área da pesquisa, tendo como base a área central da cidade de Teresina. Feito isso, elaborou-se um roteiro para ser usado como base para a coleta das informações durante as observações dos espaços públicos, bem como dos grupos sociais que os territorializam. Diante disso, vê-se a necessidade de investigar e identificar os grupos sociais que territorializam os espaços públicos localizados na área central da cidade de Teresina em uma tentativa de compreender a dinâmica de ocupação desses espaços e seus impactos. Foi verificado, na área mais central da cidade, um número considerável de territorialidades, estáveis e periódicas, passíveis de análise sob diversos viesses. Outras territorialidades, formadas por grupos de faixas etárias variadas, se movem pela cidade, correndo atrás de sustento e em outros espaços públicos. Além disso, foram identificados vendedores de material lícito e ilícito, grupos de prostituição e pessoas em situação de rua. Palavras-Chave: Espaço Urbano. Teresina. Território. Territorialidade
Frente ao aparente consenso no campo do planejamento urbano sobre o Desenvolvimento Orientado ao Transporte (DOT), estratégia que pretende integrar adensamento populacional, transporte coletivo e mistura de usos, este artigo analisa seus condicionantes e limites para explicitar aspectos contraditórios do modelo. A partir de uma revisão teórica e da retomada de pesquisas sobre Curitiba (Setores Estruturais) e São Paulo (Eixos de Estruturação da Transformação Urbana), evidencia-se o caráter seletivo da produção imobiliária e da infraestrutura de mobilidade urbana. Conclui-se que essas transformações do espaço urbano articulam-se a processos de valorização imobiliária e acumulação de capital que tendem a reiterar e aprofundar desigualdades socioespaciais históricas, especialmente no contexto do capitalismo periférico.
Este artigo busca analisar como as redes técnicas que atuam como condições gerais de produção no circuito produtivo de petróleo e gás natural contribuem para a produção desigual do espaço paulista, de modo que, ao possibilitar integração e dinamização seletiva do território, também (re)produz desigualdades socioespaciais. Como critério desta investigação, foram selecionadas as dutovias, e toda a cadeia ao qual se conectam, como redes técnicas que organizam os fixos e fluxos do circuito produtivo no estado de São Paulo. Para isso, esse texto foi construído a partir de trabalho de campo para identificação e análise das redes técnicas distribuídas nos municípios de Santos, São Paulo, Campinas e Paulínia, bem como um levantamento bibliográfico, incluindo textos técnicos e institucionais, relatórios e arquivos de dados públicos sobre as dutovias. Diante disso, foi possível identificar eixos preferenciais que se articulam com os interesses do capital monopolista que impõe uma racionalidade rentista à circulação do petróleo e gás promovendo uma fluidez seletiva que descaracteriza a funcionalidade social e de soberania que são parte da natureza das redes técnicas.
Este artigo analisa a atuação ambiental da MRS Logística S/A por meio de uma abordagem teórica fundamentada na geografia econômica e na ecologia política. Metodologicamente, além da revisão bibliográfica, do trabalho de campo e da elaboração de mapa, destaca-se a análise documental qualitativa dos relatórios de sustentabilidade da empresa referentes aos anos de 2022, 2023 e 2024. Os resultados evidenciam avanços na consolidação do Sistema de Gestão Ambiental (SGA), com destaque para ações voltadas à mitigação de impactos e à eficiência operacional. Contudo, observa-se que tais práticas não alteram de forma significativa a estrutura territorial nem os impactos sociais associados à atuação da empresa. Conclui-se que a sustentabilidade corporativa atua predominantemente como mecanismo de regulação e legitimação institucional, evidenciando os limites estruturais do desenvolvimento sustentável no contexto das grandes infraestruturas logísticas.
Este ensaio teórico explora os rumos da geopolítica diante das novas dinâmicas no espaço sideral próximo. O texto discute conceitos chave dos estudos geopolíticos e astropolíticos, analisando mudanças políticas, econômicas e militares, assim como disputas comerciais e conflitos. Também considera alternativas emergentes para a transição energética e o avanço tecnológico no contexto do capitalismo globalizado. Destaca o papel de grandes potências como EUA, China, Rússia e Índia nas suas estratégias astropolíticas, e propõe que novos mapas e métodos de análise estão surgindo em um cenário mundial caracterizado por tensões, potenciai rupturas e reorganizações. A abordagem é fundamentada em leituras de geógrafos e especialistas da área, sugerindo caminhos para análises futuras e contribuindo para aprofundar o debate acadêmico sobre o tema.