Brazil is the world’s largest producer and consumer of passion fruit; however, productivity is restricted by phytosanitary factors, mainly viruses. Passion fruit woodiness disease (PWD) is the major viral disease of the crop, caused in Brazil by the cowpea aphid-borne mosaic virus (CABMV), and non-persistently transmitted by aphids. In this study, a protocol was developed and validated using real-time RT-PCR with a specific TaqMan probe combined with a direct sample preparation method for the detection of CABMV. The new protocol is 100 times more sensitive than the PTA-ELISA in detecting CABMV in passion fruit. The nucleotide sequence of the CABMV isolates from Santa Catarina (SC), had high identity (above 99
O endurecimento dos frutos do maracujazeiro (EFM), causado pelo Cowpea aphid-borne mosaic virus (CABMV), é uma das doenças mais importantes da cultura. Trata-se de uma doença endêmica nas principais regiões produtoras do Brasil. A principal forma de controle do EFM é a utilização de diversas estratégias dentro do manejo integrado de doenças e exige uso de mudas sadias, com pelo menos 80cm de altura, produzidas em ambiente protegido sob telado antiafideo, cuidados nas operações de poda e desbaste, eliminação sistemática de plantas com sintomas até o início do florescimento, utilização dequebra-ventos, a realização do planto em períodos de menor incidência de afídeos no campo e a realização de cultivo anual associado à adoção de vazio sanitário.
Passion fruit woodiness is caused by the cowpea aphid-borne mosaic virus (CABMV; genus Potyvirus ) and is the most common passion fruit viral disease in Brazil . The main route of viral transmission is inoculation by aphid vectors through intracellular stylet puncture. The use of oils can affect the acquisition and inoculation of the virus throughout the process of aphid stylet penetration in the cell. This study aimed to determine vegetable oil doses that do not cause phytotoxicity in passion fruit plants and if the use of oil affects the efficiency of acquisition and transmission of CABMV by Aphis gossypii in the plant. The results showed that doses of up to 1.0% of vegetable oil did not cause phytotoxicity symptoms in passion fruit seedlings in the greenhouse. The species A. gossypii was 80% efficient in transmitting CABMV, and the use of vegetable oil reduced the acquisition and transmission of the virus by A. gossypii in passion fruit seedlings by 98.67% and 60%, respectively. The use of vegetable oil may be a strategy to control the transmission of CABMV and thus reduce the economic losses caused by the viral disease.
Santa Catarina foi um dos principais produtores nacionais de maracujá-azedo nos últimos anos e os agricultores da região são reconhecidos, no mercado brasileiro, por produzirem uma das melhores frutas para o mercado in natura. Apesar de ser um cultivo relativamente novo para os agricultores, com cerca de 25 anos de produção no Estado, a passicultura catarinense foi remodelada recentemente por ações conjuntas de produtores, comerciantes, extensão rural e pesquisa agropecuária, realizada pela Epagri e instituições parceiras, e da defesa sanitária vegetal, pela CIDASC. O esforço conjunto resultou na mudança do sistema de produção bianual para anual após o primeiro registro da virose do endurecimento-dos-frutos-do-maracujazeiro (EFM) no sul de SC em 2016 (RODRIGUES et al., 2017). Essa inovação de manejo para enfrentamento do EFM, causado pelo Cowpea aphid-borne mosaic virus (CAbMV), foi uma forma de promover a manutenção dos produtores na atividade e trazer valor à cadeia produtiva, mesmo com a ocorrência dessa virose que é a pior doença da cultura do maracujazeiro nos pomares catarinenses, responsável por sintomas em frutos de maracujá que não são aceitos pelo mercado consumidor.
Os objetivos deste trabalho foram avaliar a flutuação populacional da mosca-do-botão-floral no maracujazeiro-azedo, e a eficiência de armadilhas adesivas amarelas na captura da praga em diferentes alturas em relação ao nível do solo. Na safra 2017/18 foram instaladas armadilhas adesivas amarelas a diferentes alturas (1 e 2 m) em pomares de maracujazeiro-azedo, com áreas entre um e dois hectares, situados em diferentes municípios produtores do Estado de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A armadilha adesiva amarela foi eficiente na captura da praga sendo a altura de 2 m a mais representativa. O pico populacional da praga ocorreu no mês de novembro e os municípios com maior infestação foram Araquari e Sombrio, em Santa Catarina e em Torres, Rio Grande do Sul. Estudos mais aprofundados são necessários para que se possa recomendar um nível de controle a partir do número de moscas capturadas/armadilha/período.
A sigatoka-negra, causada pelo fungo Mycosphaerella fijiensis Morelet, e considerada a doenca foliar mais destrutiva e de maior valor economico nos cultivos de banana. A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agricola de Santa Catarina - CIDASC, atraves do Departamento de Defesa Sanitaria Vegetal, e responsavel pelas acoes da defesa fitossanitaria no Estado. Os levantamentos de verificacao da praga sigatoka-negra foram realizados nos seguintes municipios: Araquari, Criciuma, Garuva, Guaramirim, Joinville, Sao Joao do Itaperiu, Schroeder, Corupa, Jaragua do Sul, Ilhota, Massaranduba, Balneario Picarras, Navegantes, Tijucas, Barra Velha, Sombrio, Luis Alves, Jacinto Machado, Praia Grande, Rio dos Cedros, Santa Rosa do Sul e Sideropolis, em bananais comerciais, beira de estradas e terrenos abandonados. O metodo de diagnose utilizado pelos laboratorios foi a sintomatologia, sinais e morfologia. Foram coletadas 111 amostras de folhas de bananeira com sintomas, sendo que em 73% das amostras coletadas em todo o Estado foi diagnosticada a presenca da sigatoka-negra. Nas amostras coletadas na regiao Sul do Estado, em apenas 14% foi identificado o fungo. Comparando os dados obtidos nos anos de 2013, 2015, 2016, 2017 e 2018, observou-se que a partir de 2015 as amostras coletadas com a presenca de M. fijensis foram sempre superiores aquelas com ausencia da praga. Essa inversao de proporcao pode ter ocorrido pela mudanca do metodo amostral, pois a partir de 2015 as Unidades de Producao em que foram realizadas coletas eram previamente sorteadas, em contrapartida no ano de 2013 se buscava aleatoriamente as plantas. Por meio do teste de Qui-quadrado foi observado que nao ha diferenca (α = 0,05) entre os diferentes anos que foram efetuados os levantamentos. O metodo de amostragem por sorteio foi mais eficiente na deteccao dos sintomas, sendo essencial a intensificacao na fiscalizacao das diretrizes que compoem o Sistema de Mitigacao de Risco (SMR).