De acordo com a Organizacao Mundial da Saude, as intoxicacoes agudas por agrotoxicos sao da ordem de 3 milhoes anuais, com 2,1 milhoes de casos so nos paises em desenvolvimento. Na ultima decada, no Brasil, o uso de agrotoxicos assumiu proporcoes assustadoras. Entre 20012008 a venda desses produtos saltou, quando o pais alcancou a posicao de maior consumidor mundial de venenos. O objetivo deste estudo foi avaliar por meio de uma revisao sistematica se a exposicao ao agrotoxico causa alteracoes auditivas no sistema auditivo periferico/central, atentando assim para a importância da avaliacao auditiva em populacoes expostas de forma cronica ou aguda. Trata-se de uma revisao sistematica dos estudos publicados sobre os efeitos da exposicao ao agrotoxico no sistema auditivo. Analisaram-se os trabalhos contemplados na integra e tambem sua qualidade metodologica. A pesquisa identificou 143 estudos sobre o tema, sendo que 16 se enquadraram nos criterios de inclusao. Todos os artigos analisados evidenciaram que a exposicao ao agrotoxico e ototoxica e induz ao dano as vias auditivas.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, as intoxicações agudas por agrotóxicos são da ordem de 3 milhões anuais, com 2,1 milhões de casos só nos países em desenvolvimento. Na última década, no Brasil, o uso de agrotóxicos assumiu proporções assustadoras. Entre 20012008 a venda desses produtos saltou, quando o país alcançou a posição de maior consumidor mundial de venenos. O objetivo deste estudo foi avaliar por meio de uma revisão sistemática se a exposição ao agrotóxico causa alterações auditivas no sistema auditivo periférico/central, atentando assim para a importância da avaliação auditiva em populações expostas de forma crônica ou aguda. Trata-se de uma revisão sistemática dos estudos publicados sobre os efeitos da exposição ao agrotóxico no sistema auditivo. Analisaram-se os trabalhos contemplados na íntegra e também sua qualidade metodológica. A pesquisa identificou 143 estudos sobre o tema, sendo que 16 se enquadraram nos critérios de inclusão. Todos os artigos analisados evidenciaram que a exposição ao agrotóxico é ototóxica e induz ao dano às vias auditivas.
The World Health Organization reports a total of 3 million annual cases of acute pesticide poisoning (2.1 million cases in the developing countries alone). Pesticide use has reached alarming proportions in Brazil in the last decade. Pesticide sales skyrocketed from 2001 to 2008, making Brazil the world's leading consumer of poisons. This study aimed to assess whether pesticide exposure causes peripheral or central auditory disorders and thus focused on the importance of hearing tests in populations with acute or chronic exposure. This was a systematic review of studies on the effects of pesticide exposure on the auditory system. The context and methodological quality of the full texts were analyzed. The review identified 143 studies on the theme, 16 of which met the inclusion criteria. All articles showed that pesticide exposure is ototoxic and leads to hearing loss.
Os mineiros estão expostos ocupacionalmente a muitos fatores de risco como as poeiras, gases tóxicos, falta de oxigênio, altas temperaturas, metais e radioatividade. A mineração contribui com cerca de 5% do produto interno bruto (PIB) brasileiro e mais de 70% de todas as minas estão localizadas entre as Regiões Sul e Sudeste. O objetivo deste estudo foi avaliar a mortalidade da população mineradora brasileira e das regiões Sul e Sudeste por todas as neoplasias e especificamente pelos cânceres de pulmão/brônquio/traqueia e estômago entre 1979-2005, comparando com a população geral do país e das regiões selecionadas. Os dados de morte foram obtidos através do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), de acordo com a CID-9 e CID-10. Em seguida, foi calculada a razão de chance de mortalidade (Mortality Odds Ratio - MOR), estratificada por idade (<60 e >60 anos) e por períodos de morte (1979-1987; 1988-1996; 1997-2005). Os mineradores brasileiros apresentaram um risco de morte elevado para as causas selecionadas e as maiores magnitudes foram encontradas entre os trabalhadores mais jovens. Além disso, houve tendências de aumento do risco ao longo dos três períodos estudados entre os grupos de mineiros de todas as idades (20+ anos). Mineiros das regiões Sul e Sudeste exibiram uma elevação no risco de morte por alguns cânceres, principalmente entre os mais jovens. Na região Sudeste, a população de mineiros chegou a apresentar um risco duas vezes maior de morte por câncer de estômago quando comparada aos trabalhadores não mineiros. Nossos resultados sugerem que mineiros brasileiros apresentam risco elevado de morte por câncer.