OBJECTIVE:To analyze the social representations of lesbian women regarding the prevention of sexually transmitted infections (STIs). METHOD:Qualitative study, supported by the theory of social representations, conducted in 2022, in Rio de Janeiro, with 100 self-identified lesbian women, aged 18-29. Data were collected through a questionnaire for sociodemographic characterization and form to capture free associations with the inducing term "STI Prevention". Data analyzed using prototypical structural analysis and similarity techniques, supported by EVOC® software. Ethical procedures for research involving human subjects were respected. RESULTS:A total of 462 words were evoked, with 99 different terms. The central core of the representation is composed of condom and care. The peripheral system reveals the need for prevention to maintain sexual health and highlights practices that may contribute to infection prevention, such as hygiene and vaccines. In the contrast zone, an educational dimension is observed, reinforced by the recognition of the individual role in self-care as part of infection prevention. CONCLUSION:The women demonstrated knowledge of infection prevention strategies that do not address the specificities of lesbian women sexual practices. The heteronormative representation observed manifests as a conditioning factor for the non-adoption of protective practices, making educational actions aimed at this group relevant.
Abstract Objective to comparatively analyze sexual behaviors, knowledge about Sexually Transmitted Infections (STIs), and access to health services among young heterosexual and homosexual men. Method a descriptive, cross-sectional, and quantitative study conducted with 200 young men aged 18 to 29 years (100 heterosexuals and 100 homosexuals) in social settings in Rio de Janeiro, Brazil. Data were collected through an anonymous questionnaire and analyzed using descriptive and inferential statistics. Results heterosexual young men presented a lower mean age and reported a higher proportion of stable affective relationships compared to homosexual men. Conversely, homosexual men showed higher educational levels, a greater number of sexual partners, and more frequent use of alcohol and other drugs before sexual intercourse. They also demonstrated closer contact with health services, undergoing more HIV and STI testing, and seeking professional counseling more often. Regarding condom use, the practice was irregular in both groups. Conclusion and implications for the practice the findings highlight the need for inclusive sexual education, non-stigmatizing healthcare environments, and intersectional policies that promote health equity.
Resumo Objetivo analisar comparativamente as condutas sexuais, o conhecimento sobre as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e o acesso aos serviços de saúde entre jovens homens heterossexuais e homossexuais. Método estudo descritivo, transversal e quantitativo, realizado com 200 homens jovens de 18 a 29 anos (100 heterossexuais e 100 homossexuais) em locais de sociabilização na cidade do Rio de Janeiro, Brasil. Os dados foram coletados por meio de um questionário anônimo e analisados por meio de estatística descritiva e inferencial. Resultados os jovens heterossexuais apresentaram idade média mais baixa e relataram maior proporção de relacionamentos afetivos estáveis quando comparados aos homossexuais. Por outro lado, os homossexuais destacaram-se por apresentarem níveis mais elevados de escolaridade, maior número de parceiros sexuais e maior frequência de consumo de álcool e de outras drogas antes da relação sexual. Além disso, demonstraram maior aproximação com os serviços de saúde, realizando-se mais testagens para HIV e outras ISTs, bem como buscando-se com mais frequência o aconselhamento de profissionais. No que se refere ao uso do preservativo, observou-se que a prática se apresenta irregular em ambos os grupos. Conclusão e implicações para a prática os achados reforçam a necessidade de uma educação sexual inclusiva, acolhimento sem estigma e de políticas interseccionais que promovam a equidade em saúde.
ABSTRACT Objectives: to analyze the perceptions of living and aging among women with HIV. Methods: qualitative research with 30 women aged 50 or older in Recife, PE, Brazil. The Social Representation Theory was used as a theoretical framework, and the lexical analysis method was employed using the Interface de R pour les Analyses Multidimensionnelles de Textes et de Questionnaires software. Results: the social representation of aging with HIV is viewed from the temporal perspective of a sad, painful, and revolting life trajectory, determining meanings about the diagnosis, daily life practices and activities, conflicts in human relationships, and adherence to antiretroviral therapies. Final Considerations: the importance of these representations lies in improving healthcare professionals’ practice and promoting a broader understanding of aging with HIV, offering more humanized, comprehensive/dynamic care in healthcare services, and considering quality of life in different social contexts.
RESUMO Objetivos: analisar as percepções do viver e do envelhecer entre mulheres com HIV. Métodos: pesquisa qualitativa com 30 mulheres com idade igual ou superior a 50 anos em Recife, PE, Brasil. Utilizaram-se a Teoria das Representações Sociais, como referencial teórico, e o método de análise, lexical através do software Interface de R pour les Analyses Multidimensionnelles de Textes et de Questionnaires. Resultados: a representação social do envelhecer com HIV é vista sob a perspectiva temporal de uma trajetória de vida triste, dolorosa e revoltante, determinando significados sobre o diagnóstico, as práticas e atividades de vida diária, conflitos nas relações humanas, e adesão a terapias antirretrovirais. Considerações Finais: a importância dessas representações remete à melhoria da prática dos profissionais de saúde e promove uma compreensão mais ampla do envelhecer com HIV, oferecendo cuidado mais humanizado, integral/dinâmico nos serviços de saúde, e considerando a qualidade de vida em diferentes contextos sociais.
RESUMO Objetivos: analisar as representações sociais dos moradores de uma comunidade vulnerável do Rio de Janeiro sobre a COVID-19, com vistas a fornecer subsídios para as práticas de cuidado de saúde e de enfermagem. Métodos: estudo qualiquantitativo, fundamentando-se na Teoria das Representações Sociais e utilizando a abordagem estrutural. Foi realizado com 120 moradores da comunidade da Rocinha – Rio de Janeiro. Os dados foram coletados mediante um questionário sociodemográfico e analisados com estatística descritiva. Foram coletadas evocações livres ao termo indutor “COVID-19”, submetidas às análises prototípica e de similitude. Resultados: o núcleo central da representação social da COVID-19 é constituído pelos elementos “morte”, “medo”, “perda”, “doença” e “sofrimento”. O grafo de similitude reforçou a centralidade da morte e do medo. Considerações Finais: a representação foi construída em torno de significados negativos e de elementos que apontam o enfrentamento da doença e o impacto econômico da COVID-19 nas comunidades vulneráveis.
Objetivo: analisar as representações sociais sobre as práticas de prevenção de infecções sexualmente transmissíveis por homens jovens gays. Método: estudo qualitativo, com suporte da Teoria das Representações Sociais e abordagem processual, realizado com 27 homens jovens homossexuais no município do Rio de Janeiro, que responderam a uma entrevista semiestruturada, no período de outubro a dezembro 2023. Empregou-se a análise tipo lexical com auxílio do software Iramuteq. Todos os aspectos éticos foram respeitados. Resultados: a análise evidenciou que os homens reconhecem as infecções sexualmente transmissíveis como um problema para a saúde sexual. Afirmaram que buscam informações sobre essas infecções, realizam atendimentos e exames de modo regular. As práticas preventivas são moduladas em função da parceria sexual. Considerações finais: as representações sociais dos homens gays sobre as infecções e os modos de transmissão estão ancoradas no conhecimento biomédico, entretanto suas práticas preventivas são moldadas pelas dimensões culturais, psicossociais, afetivas e atitudinais.
ABSTRACT Objectives: to analyze the social representations of HIV vulnerability in transgender women. Methods: this qualitative study was based on the Theory of Social Representations, using the structural approach. The research was conducted in a hospital specializing in gender-affirming surgeries, involving 100 self-declared transgender women. The Free Word Association technique was applied using the inducing term “HIV exposure in transgender women” to obtain representational content. Data analysis was performed using the four-quadrant technique, facilitated by the Interface de R pour les Analyses Multidimensionnelles de Textes et de Questionnaires software, version 0.7 alpha 2. Results: the possible central nucleus identified included the terms “prevention, prostitution as a profession, prejudice, and risky behavior”. Social and individual issues were highlighted as important elements in the vulnerability process. Conclusions: the social representations of HIV vulnerability in transgender women are grounded in structural factors that lead to inequality, exclusion, prejudice, and discrimination.
Introdução: As infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) representam um desafio significativo para a saúde pública mundial, e a compreensão das práticas sexuais e de prevenção é essencial para o desenvolvimento de estratégias eficazes de promoção da saúde. Este estudo aborda as práticas sexuais e de prevenção de ISTs entre homens jovens heterossexuais e homossexuais, visando identificar as diferenças nas atitudes e comportamentos preventivos entre esses grupos. Objetivo: Descrever as práticas sexuais e de prevenção às ISTs entre homens jovens heterossexuais e homossexuais. Métodos: Trata-se de um estudo descritivo e quantitativo, realizado com uma amostra por conveniência. Participaram 203 jovens homens heterossexuais e homossexuais. O estudo foi conduzido em espaços de sociabilização de jovens na cidade do Rio de Janeiro, como festas, praia e parques. Os dados foram coletados com o auxílio de um questionário estruturado, entre setembro de 2022 e abril de 2023. Foram incluídos jovens com idade entre 18 e 29 anos, cisgêneros e que relataram relação sexual penetrativa nos últimos 12 meses. Foram excluídos homens transgênero e bissexuais. Os dados foram analisados por meio de medidas de tendência central (média, mediana e porcentagem) e aplicação de testes de hipóteses para verificar diferenças significativas entre os grupos. Resultados: Entre os jovens heterossexuais, 71% relataram uso de preservativo na primeira relação sexual, enquanto 68,93% dos jovens homossexuais também o utilizaram, com diferença significativa (p=0,041). Quanto ao uso do preservativo em todas as relações sexuais, 54% dos heterossexuais afirmaram utilizá-lo sempre, comparados a 46% dos homossexuais. Em relação ao número de parceiros sexuais nos últimos 12 meses, a mediana foi de 1 entre heterossexuais e 5 entre homossexuais, diferença estatisticamente significativa (p<0,001). O índice de práticas preventivas foi maior entre os heterossexuais, com mediana de 6, comparado a 13 entre os homossexuais (p<0,001). No que se refere ao atendimento em saúde, 39,81% dos heterossexuais e 48% dos homossexuais buscaram serviços públicos, diferença também significativa (p=0,001). Conclusão: O estudo revela diferenças significativas nas práticas de prevenção às ISTs entre homens jovens heterossexuais e homossexuais, especialmente quanto ao uso do preservativo e ao número de parceiros sexuais. Além disso, observou-se maior procura por serviços de saúde entre os homossexuais. Os resultados reforçam a necessidade de estratégias de educação em saúde direcionadas a cada grupo, considerando suas especificidades e necessidades de prevenção.
Resumo Estudo descritivo, qualitativo, apoiado na Teoria das Representações Sociais, na abordagem estrutural. Objetivou analisar as representações sociais das práticas de prevenção das infecções sexualmente transmissíveis no grupo de homens que fazem sexo com homens (HSH). Participaram cem homens homossexuais, na faixa etária de 18 a 29 anos, que responderam a um questionário para caracterização social e de práticas, e a um formulário de evocações livres, ao termo indutor “prevenção de DST”. As evocações livres foram analisadas com as técnicas de análise prototípica e de similitude. O grupo investigado tinha idades entre 26-29 anos, (65%); informou presença de parceria sexual fixa (67%) e 45% utilizaram, nos últimos 12 meses, o preservativo de forma inconsistente ou esporádica. Na análise prototípica, os elementos que constituem o provável núcleo central foram preservativos, PrEP e cuidado, o que foi reforçado pela análise de similitude. A representação social sobre a prevenção das infecções de transmissão sexual de HSH está ancorada no cuidado de si, contudo o tipo de parceria sexual e a confiança no parceiro são fatores definidores para a adesão ou não às práticas de prevenção das infecções.
ABSTRACT Objectives: to analyze the social representations of COVID-19 among residents of a vulnerable community in Rio de Janeiro, to provide insights into healthcare and nursing practices. Methods: we conducted a mixed-methods study based on the Social Representations Theory (SRT), employing a structural approach. The study was performed with 120 residents from the Rocinha community in Rio de Janeiro. We collected data through a sociodemographic questionnaire and analyzed it using descriptive statistics. Free word associations with the prompt term “COVID-19” were collected and submitted to prototypical and similarity analyses. Results: The central core of the social representation of COVID-19 was found to comprise the elements “death”, “fear”, “loss”, “disease”, and “suffering”. The similarity graph reinforced the centrality of “death” and “fear” in these representations. Final Considerations: COVID-19’s social representation in this population centered around negative meanings, highlighting their struggle with the disease and the pandemic’s economic impact on vulnerable groups.
This is a descriptive, qualitative study, supported by the Theory of Social Representations, in the structural approach. The objective of this study was to analyze the social representations of sexually transmitted infection (STI) prevention practices in the group of men who have sex with men (MSM). One hundred homosexual men, aged 18 to 29 years, participated in the study, who answered a questionnaire for social and practice characterization, and a free evocation form, according to the inducing term "STD prevention". Free evocations were analyzed with prototypical and similarity analysis techniques. The group investigated in this study was between 26 and 29 years of age (65%), reported the presence of a fixed sexual partner (67%), and 45% had used condoms inconsistently or sporadically in the last 12 months. In the prototypical analysis, the elements that constitute the probable central nucleus were condoms, PrEP, and care, which was reinforced by the similarity analysis. The social representation of the prevention of STIs of MSM is anchored in self-care; however, the type of sexual partnership and trust in the partner are defining factors for adherence or not to infection prevention practices.
Objetivos: analisar consenso e dissensos das representações sociais da qualidade de vida de pessoas vivendo com HIV em municípios de médio e grande porte. Métodos: pesquisa qualitativa, apoiada na Teoria de Representações Sociais- abordagem processual. Participaram do estudo 68 pessoas vivendo com HIV. Utilizado questionário de caracterização e entrevista semiestruturada. Análise realizada pelos softwares SPSS e Iramuteq. Resultados: O consenso refere-se à percepção da qualidade de vida, relações familiares e preconceito. Municípios de médio porte percebem qualidade de vida a partir dos conhecimentos sobre a doença, processo de adaptação à TARV, práticas sexuais e apoio social e familiar. Já municípios maiores referem-se a hábitos de vida, atividade física, família e a normalização da vida cotidiana. Considerações Finais: foram observadas diferenças das representações sociais da qualidade de vida nos dois grupos analisados, remetendo a construções culturais e sócio-históricas típicas dos modos de vida e das relações vivenciadas pelos grupos estudados.
Define-se como objetivo deste estudo analisar os desejos dos enfermeiros quando pensam na possibilidade de enfrentamento de suas próprias mortes. Trata-se de um estudo do tipo qualitativo, descritivo, realizado através da técnica Snowball. A coleta de dados foi realizada nos meses de julho a agosto de 2021 através de um questionário online. Na análise e interpretação dos dados utilizou-se a estatística descritiva simples, para a caracterização da população, e as respostas foram analisadas através da análise de conteúdo temático-categorial. A amostra foi composta por 156 participantes que responderam à seguinte questão “antes de morrer eu desejo...”. Houve predomínio de mulheres, com idade média de 42 anos, tempo de formação superior a 15 anos e que trabalham na área hospitalar. A análise revelou seis categorias: o desejo da despedida diante da possibilidade da morte; diante da morte, deseja-se a vida; os desejos e as preocupações com a família diante da morte; o espaço e o tempo diante da possibilidade da morte: felicidade, sonhos e viagens; o cuidado de si e dos outros diante da morte: a espiritualidade e as responsabilidades e os desejos para o momento da morte: entre conforto, organização e Deus. Quando os participantes expressam as suas ideias, pensamentos, sonhos, planos e desejos a partir da provocação, abre-se uma possibilidade de expressão de aspectos que tendem a ficar invisibilizados, mas que devem estar presentes em ações institucionais e em discussões em diferentes cenários, de modo que os profissionais possam expressar seus medos e ansiedades, bem como reverem suas vidas enquanto estão hígidos.
Introduction: Understanding the social representations of HIV/AIDS among women is important for the nursing team, as it allows them to provide quality care, respect patients’ needs, and facilitate the adoption of best healthcare practices. Objective: To understand the main scientific evidence available on the social representations of living with HIV/AIDS among adult women. Materials and Methods: This is a systematic review with meta-synthesis. Qualitative and mixed-methods studies were selected that evaluated, based on the social representations theory, the statements of adult women living with HIV/AIDS in journals published in the Scopus, Embase, VHL, and SciELO databases between 2013 and 2023. Results: 2295 articles were found. After duplicate removal, 65 articles were reviewed, with 42 being excluded as they failed to meet the specific criteria, which resulted in 16 articles for the final analysis. The findings were grouped into two categories subdivided into the following themes: Sexuality, gender, stigmas, vulnerabilities, preventive methods, and adherence to antiretroviral therapies. Concluding remarks: Social representations of HIV/AIDS improve nursing care considerably, reducing stigmas, improving communication, and providing psychological support, which also results in more welcoming and humanized care. In addition, they contribute to new health education strategies, individualized care planning, empowerment in social spaces, and effective promotion of treatment adherence.
Objetivo: analisar a representação social da doença renal crônica entre pacientes que vivem com a doença e as implicações para a qualidade de vida. Método: estudo do tipo descritivo, qualitativo, norteado pela Teoria das Representações Sociais, realizado na unidade de nefrologia de um hospital universitário localizado no município do Rio de Janeiro, de março a maio de 2024, por meio de formulário de caracterização e entrevista semiestruturada. Tratamento dos dados desenvolvido por meio de planilha eletrônica com a análise das entrevistas pela técnica de análise de conteúdo do tipo lexical e uso do Iramuteq®. Resultados: participaram 20 pacientes em tratamentos de hemodiálise e conservador, que destacaram implicações para o cotidiano e qualidade de vida, e os apoios como suportes do enfrentamento do diagnóstico à escolha do tratamento. Considerações finais: evidenciou-se não apenas do processo manifestado desde o diagnóstico de uma doença crônica sem cura, mas também o desgaste do tratamento e os impactos da cronicidade da doença.
Este estudo objetiva analisar a influência do tempo de diagnóstico do HIV sobre a configuração da representação social da qualidade de vida entre pessoas que vivem com o vírus e a doença. Trata-se de um estudo exploratório-descritivo, com abordagem qualitativa, apoiado na Teoria das Representações Sociais. Participaram do estudo 258 sujeitos que vivem com HIV/aids e realizam acompanhamento em Serviços de Atenção Especializada localizados nos municípios do Rio de Janeiro e Macaé. Foi aplicado um questionário para coleta de evocações livres ao termo indutor “qualidade de vida” e realizadas entrevistas semiestruturadas. Os dados foram analisados com técnicas de análise estrutural e de análise de conteúdo temático categorial e comparados entre dois grupos com diferentes tempos de diagnóstico, com menos de 60 e mais de 96 meses de diagnóstico. Observou-se, no primeiro grupo, conteúdos representacionais de maior valorização da estrutura familiar e das práticas de promoção da saúde, enquanto no segundo destacou-se a valorização do trabalho e a auto responsabilização da saúde, apontando uma vertente prática da qualidade de vida. Conclui-se que a representação da qualidade de vida é composta por elementos funcionais e afetivos, voltados para a valorização das dimensões social, biomédica e dos hábitos de vida e marcada pela vivência do preconceito. O compartilhamento de elementos nas representações dos dois subgrupos sugere a existência de uma mesma representação que apresenta diferentes configurações a partir do tempo de diagnóstico do HIV/aids.
Pessoas transexuais podem ser definidas como aquelas que se identificam com o sexo oposto ao nascimento. É estimado que a transexualidade ocorra em cerca de 0.4% a 1.3% da população, representando cerca de 752 mil a 2.4 milhões da população brasileira. Entre a população LGBTTQIA+ as pessoas transexuais são as principais vítimas de preconceitos, estigmatização, violência e homicídios, condição que se agrava sobre as Mulheres Transexuais. Objetiva-se analisar a estrutura das representações sociais da vulnerabilidade ao HIV/AIDS por Mulheres Transexuais. Trata-se de um estudo exploratório, descritivo, qualitativo, ancorado na Teoria das Representações Sociais em sua abordagem estrutural. Os dados textuais foram obtidos através do questionário Técnica de Associação Livres de Palavras (TALP) frente ao termo indutor da pesquisa e foram submetidos através da análise prototípica e de similitude com o auxílio do software IRAMUTEQ. Participaram da pesquisa 100 mulheres transexuais atendidas em um Hospital Universitário do Recife em Pernambuco. Foi evidenciado que a vulnerabilidade ao HIV/AIDS atrelada as questões como prevenção, prostituição, preconceito e comportamento de risco. Os termos prostituição, preconceito e comportamento de risco retratam aspectos negativos, relacionados às questões socioculturais, econômicas e psicossociais. E o atributo positivo à prevenção, associada e condicionada ao uso do preservativo. Conclui-se que as desigualdade e exclusão, é um fator de incremento para a exposição e desenvolvimento do HIV/AIDS. O saber individual proporcionou conhecimentos para processo de cuidar, através da disponibilização de informações sobre as condições sociais que interferem no processo saúde e doença nesta população.
ABSTRACT Objectives: to analyze the social representations elaborated by sex workers from Alto Sertão Produtivo Baiano about quality of life. Methods: a qualitative study, based on the Social Representation Theory, carried out in the region of Alto Sertão Produtivo Baiano, with 30 sex workers. Individual in-depth interview was carried out, with speeches organized in a corpus and treated in IRAMUTEQ, enabling lexical analysis for Descending Hierarchical Classification. Results: four thematic classes emerged, in which social representations of quality of life pervade: money earned to supply needs; association with healthy living and obtaining health (physical and mental); balance of emotions (although there are some negative sensations such as fear and anxiety); and faith in a deity. Final Considerations: the social representations elaborated by sex workers about quality of life are anchored in concepts, subjective and practical, punctuated by the World Health Organization.
Objetivo: compreender a representação social da qualidade de vida de pessoas que vivem com HIV/Aids residentes em municípios de pequeno porte do estado do Rio de Janeiro. Método: estudo descritivo, qualitativo, apoiado na Teoria das Representações Sociais, em sua abordagem estrutural. Participaram 80 pessoas vivendo com HIV. Os dados foram coletados por questionário e evocação livre de palavras. Resultado: a análise prototípica evidenciou que os conteúdos centrais da representação social são: boa alimentação, saúde e estado psicológico, expressando as dimensões corporal, processo saúde-doença e psicológica. A análise de similitude retratou que os elementos com maior conexão são boa alimentação, atividade física e lazer. Conclusão: o estudo permitiu compreender a representação social da qualidade de vida e, ainda, colocou em destaque as dimensões nas quais os participantes se apoiam na busca por esta qualidade. É relevante por propiciar a adequação de serviços de apoio interdisciplinares a esta clientela.ABSTRACTObjective: to understand social representations of quality of life among people living with HIV/AIDS living in small towns in Rio de Janeiro State. Method: this qualitative, descriptive study of 80 people living with HIV was supported by the structural approach of Social Representations Theory. Data were collected by sociodemographic questionnaire and free word evocation. Result: prototype analysis showed that the core contents of the social representation were: good food, health, and psychological state, expressing the body, health-disease, and psychological process dimensions. Similarity analysis showed that the most strongly connected elements were good food, physical activity, and leisure. Conclusion: the study made it possible to understand participants’ social representations of quality of life and also highlighted the dimensions on which they relied in striving for that quality. It was important in fostering alignment by interdisciplinary support services for this clientele.RESUMENObjetivo: comprender la representación social de la calidad de vida de personas que viven con el VIH/SIDA residentes en pequeñas ciudades del estado de Río de Janeiro. Método: estudio descriptivo, cualitativo, apoyado en la Teoría de las Representaciones Sociales, en su enfoque estructural. Participaron 80 personas que viven con el VIH. Se recogieron los datos a través de un cuestionario y de técnica de evocación libre de palabras. Resultado: el análisis prototípico mostró que los contenidos centrales de la representación social son: buena alimentación, salud y estado psicológico, expresando las dimensiones corporales, salud-enfermedad y psicológica. El análisis de similitud mostró que los elementos con mayor conexión son la buena alimentación, la actividad física y el ocio. Conclusión: el estudio permitió comprender la representación social de la calidad de vida y también destacó las dimensiones en las que se basan los participantes al buscar esta calidad. Es relevante para brindar la adecuación de los servicios de apoyo interdisciplinarios a esta clientela.