Este artigo apresenta o fundo documental dos marqueses da Foz, à guarda do Gabinete de Estudos Olisiponenses (GEO) e, até agora, desconhecido do grande público. Partindo de uma apresentação geral do fundo e seus componentes, centramos o nosso estudo na história do Palácio Foz, antiga residência dos marqueses de Castelo Melhor no século XVIII, adquirido em 1887 pelo 1.º marquês da Foz, Tristão Guedes Correia de Queirós, representante da segunda família a ocupar o edifício. O Palácio Foz foi palco de significativas remodelações estruturais e decorativas entre os anos de 1889-1891, sendo este fundo uma base de sustento documental às mesmas, constituído em grande parte por recibos de pagamento das despesas efetuadas pelo marquês. Assim, justifica-se a realização de uma análise atualizada da história do palácio enquadrando-o, primeiramente, no panorama das casas nobres em Lisboa no pós-terramoto de 1755 e, numa segunda fase, no da Lisboa fontista do último quartel do século XIX.
Em 1833, num momento decisivo da Guerra Civil entre miguelistas e liberais, Portugal vivia uma profunda clivagem política, institucional e social. A historiografia recente tem demonstrado que a implantação do Liberalismo não se traduziu apenas em mudanças de regime, mas também na reconfiguração das relações entre cidadãos e poder, visível no recurso crescente à escrita administrativa, nomeadamente petições, exposições ou requerimentos. É neste quadro que se inscreve esta Documenta, centrada no ano de 1833 e numa amostra selecionada do conjunto da correspondência então enviada à Câmara Municipal de Lisboa, hoje conservada na série Processos Gerais de Secretaria do Arquivo Municipal de Lisboa. Este corpus documental, até agora inédito, permite aceder, através de trajetórias individuais e de experiências concretas, aos problemas sociais e políticos que atravessavam os vários estratos sociais e profissionais de Lisboa e seu Termo durante a Guerra Civil Portuguesa.
Office workers are exposed to a range of occupational health risks, including prolonged sedentary behaviour, postural load, elevated heart rate, and noise, yet objective and continuous monitoring of these risk factors in workplace settings remains uncommon. This study aimed to co-design occupational health visualisations based on smartphone and smartwatch data, through a multi-stakeholder group of office workers and occupational health professionals. A generative co-design framework was applied, comprising a pre-design phase with a field study and questionnaire, a structured multi-stakeholder workshop, and a follow-up evaluation session. Thematic analysis of the workshop transcript yielded 17 occupational health themes, which were subsequently assessed for technical feasibility relative to the available sensing platform. Of the 27 discrete visualisation elements proposed across both groups, the majority were classified as directly addressable using smartphone and smartwatch sensor data. Visualisations covering physical activity, heart rate, environmental noise exposure, and postural load were implemented in Python using real-world data collected from office workers. The follow-up session provided qualitative confirmation that the developed visualisations were interpretable and aligned with the stakeholder expectations. The generative co-design framework proved well-suited to the occupational health visualisation context, enabling structured translation of stakeholder requirements into technically feasible and interpretable visualisation outputs.
Este estudo explora a questão crítica, de como a política dos solos tem reconfigurados os centros históricos, no mercado da habitação, nomeadamente em contextos de territórios insulares. É propósito compreender se a legislação existente se encontra adaptada ao contexto insular, onde o uso sustentável dos recursos naturais, as condições específicas de cada território insular, a implementação de políticas fundiárias, concretizam a função social da propriedade, baseada em processos de planeamento territorial participativo, adequando-se às especificidades físicas, socioeconómicas e institucionais de cada região. A oferta habitacional, o impacto das alterações introduzidas na lei dos solos, no mercado da habitação, a regulação do mercado imobiliário nas dimensões inerentes à gestão dos centros históricos e o impacto que têm pela procura externa no preço das habitações, constitui outro ponto de análise. Por fim o impacto dos arrendamentos de curta duração no mercado imobiliário e as diferentes abordagens políticas oferecendo potenciais estratégias para responder às necessidades habitacionais.