Esse artigo buscou discutir sobre a circulação extracorpórea (CEC) que consiste em um método que assume temporariamente as funções do sistema cardíaco e do sistema respiratório durante cirurgias de alta complexidade, permitindo que correções no coração sejam feitas de forma segura e controlada. Na medicina veterinária, seu uso em cães ainda é limitado devido ao elevado custo, à demanda por equipamentos especializados e à complexidade do procedimento. No entanto, sua relevância tem aumentado, principalmente em casos de valvulopatias, defeitos septais, tetralogia de Fallot, transplantes cardíacos e correções de anomalias congênitas. A presente pesquisa oferece uma revisão da literatura sobre o uso da CEC em cães submetidos a cirurgias cardíacas, discutindo aspectos históricos, técnicos, fisiológicos, anestésicos e clínicos, além de enfatizar suas principais aplicações e complicações relatadas na literatura científica. A revisão reúne informações sobre a anatomia e a fisiologia cardíaca aplicadas à técnica, descrevendo também os componentes básicos do circuito extracorpóreo, como bombas, oxigenadores e permutadores de calor, e ressaltando a importância da escolha de protocolos anestésicos adequados para animais cardiopatas. Além disso, são discutidas complicações frequentemente associadas ao uso da CEC, incluindo alterações hemodinâmicas, metabólicas e inflamatórias, bem como distúrbios que afetam os pulmões, rins e sistema neurológico, o que evidencia a necessidade de monitoramento rigoroso em todas as fases do procedimento.
O aumento da prevalência da obesidade e da resistência à insulina (RI) representa um desafio global de saúde, impulsionando a busca por novos fatores etiológicos. Esta revisão sistemática objetivou analisar criticamente os mecanismos recentes (2020–2025) pelos quais a microbiota intestinal alterada, ou disbiose, influencia a progressão dessas condições metabólicas. A metodologia empregou uma busca rigorosa em bases de dados como PubMed e Scopus, utilizando termos-chave como "Microbiota Intestinal", "Resistência à Insulina" e "Obesidade", conforme as diretrizes PRISMA. Os resultados consolidaram que a disbiose é um fator causal ativo, caracterizada pela perda de diversidade microbiana e alterações funcionais que promovem a patogênese. O principal mecanismo de ligação é a inflamação metabólica de baixo grau, desencadeada pela endotoxemia resultante do aumento da permeabilidade intestinal e da translocação do Lipopolissacarídeo (LPS) para a circulação sistêmica. O LPS ativa vias inflamatórias que sabota a sinalização da insulina em tecidos-chave. Adicionalmente, a disbiose regula o metabolismo hospedeiro através da modulação dos metabólitos microbianos. Enquanto o excesso de Ácidos Graxos de Cadeia Curta (AGCCs) pode contribuir para a lipogênese e o ganho de peso, a alteração no pool de Ácidos Biliares (ABs) afeta a homeostase da glicose via receptores endócrinos. Em conclusão, a modulação da microbiota, primariamente por meio da intervenção dietética, e o desenvolvimento de terapias de precisão (probióticos de próxima geração e pós-bióticos) são estratégias promissoras. Contudo, é fundamental que pesquisas futuras foquem na metagenômica funcional para validar a causalidade e otimizar intervenções direcionadas ao eixo intestino-hospedeiro, visando o tratamento eficaz da obesidade e da RI.
At a time when our globalised world continues to have its focal point in capitalism, people who do not wish to assimilate into a dominant world seek ways to preserve their traditions. While there is no consensus on how to protect indigenous and local communities’ threatened traditional knowledge (TK) in a place where there are diverse national legal systems and a conflict between international instruments, Evana Wright sheds new light on the subject by arguing why sui generis regimes are the best protection for TK. This book serves as a handbook and a starting point for those intending to preserve TK, either with or without the explicit objective of preventing bio-piracy, including academics seeking ways to protect Indigenous and local communities’ rights to culture and self-determination. As Wright writes, protection needs to encompass a holistic concept of TK, and not limit the concept to a specific resource, which calls for transdisciplinary research on the subject. To summarise, Wright stated that the need to protect Indigenous and local communities’ TK comes from the continued acts of bio-piracy – bio-colonialism – around the world (14). The case studies in the book are Peru and India, two countries with a long history of having indigenous and local communities being exploited by industries and others who want to use and, in many cases, be granted patents for the use of their resources for different purposes (47). As contracting parties to the Convention on Biological Diversity (CBD) and the additional Nagoya Protocol, Peru and India have established regimes for protecting TK with respect to the sustainable use and development of biological resources (61). Free prior informed consent before accessing resources associated with TK and equitable sharing of benefits arising from such access is essential to international instruments and, thus, should permeate the national regimes, Wright states (196–197). As an attempt to argue for sui generis regimes as the best protection of TK and the possibility for diverse countries to establish them, Wright analyses the regimes in Peru and India through the lens of self-determination and applies the findings to an Australian context. Before moving on to its highlights, I will outline the book. In the introductory chapter, Wright explains the importance of protecting TK and discusses the essential international instruments, such as the CBD, the Nagoya Protocol, and the United Nations Declaration on the Rights of Indigenous Peoples. She also provides reflections on the relevance of selfdetermination as a lens to look at the need to protect TK. Furthermore, Wright defines TK according to the World Intellectual Property Organization as ‘the know-how, skills, innovations, practices and teachings and learnings of Indigenous people and local communities’ (11). The four following chapters present a comparative analysis of the central aspects of the regimes in Peru and India: historical legal backgrounds, institutions and funds, access and benefit sharing, and databases and registers. Whereas Peru has established a regime that focuses on and allows Indigenous and local communities to influence decisions regarding
Está bem estabelecido na literatura que o treinamento de força (TF) é uma modalidade eficiente para aumentar a massa muscular, reduzir gordura e melhorar a saúde de forma geral em várias populações. O objetivo do estudo foi comparar o efeito de dois microciclos no TF com os protocolos de 20 e 40 séries semanais por grupo muscular, se existe alteração na carga total levantada (CTL), fadiga, recuperação, bem-estar e afetividade em sujeitos treinados. 28 homens hígidos (idade: 23,1 ± 4,7 anos; massa corporal: 75,6 ± 10,9 kg; estatura: 176 ± 7 cm). Todos os sujeitos eram treinados em força, isto é, praticavam TF sistematicamente, pelo menos três sessões por semana, há pelo menos um ano (experiência de treinamento: 3,3 ± 2,1 anos; frequência semanal: 5,0 ± 0,8; força relativa supino: 1,2 ± 0,1; força relativa agachamento: 1,7 ± 0,2). Este estudo seguiu um delineamento de 2 semanas e foi randomizado de forma aleatória para um dos dois grupos: 20 séries semanais por grupo muscular (G20, n = 15) e 40 séries semanais por grupo muscular (G40, n = 13). Para o programa de TF, consistiu em 9 exercícios direcionados a cada um dos principais grupos musculares, sendo dividido entre treino A e B que era repetido duas vezes na semana, durante duas semanas. Foi feito o monitoramento da carga total levantada (CTL), percepção subjetiva da fadiga (PSF), percepção subjetiva da recuperação (PSR), percepção subjetiva do bem-estar (PBE), escala da afetividade (EA). Para CTL foi observado um efeito significante do tempo (p < 0,001) e interação grupo x tempo (p < 0,05). Para PSR houve diferença significante do tempo apenas para G40 (p < 0,05), mas não houve diferença significante entre grupo x tempo (p = 0,174). No PBE foi observado um efeito significante de tempo (p = 0,001), porém não houve diferença significante entre grupo x tempo (p = 0,642). Para a EA e PSF não foi observado efeito do tempo e nenhuma diferença entre grupo x tempo (p > 0,05). Conclui-se que indivíduos treinados em força podem aumentar a CTL em ~9% na segunda semana após o início da intervenção, acompanhado por um aumento na percepção de recuperação e bem-estar e sem promover alterações na afetividade e na percepção de fadiga.
O objetivo do presente estudo foi verificar a influência do ciclo menstrual (CM) no monitoramento de aulas de Zumba®.Participaram 8 mulheres (idade = 33,1 ± 5,2 anos; estatura = 162 ± 9 cm; massa corporal = 68,1 ± 7,2 kg) entre 18 a 45 anos de uma academia de ginástica com experiência de no mínimo 3 meses na modalidade.As voluntárias realizaram 5 aulas de Zumba® (1 aula piloto e as 4 aulas experimentais).As mesmas foram alocadas de 10 em 10 dias de maneira a contemplar todas as fases do ciclo menstrual de 21 a 35 dias (fase folicular [FF], ovulatória [FO] e lútea [FL]).Como instrumentos de monitoramento foram utilizadas a escala de percepção do bem estar (PBE), variabilidade da frequência cardíaca em repouso (VFC), percepção subjetiva de esforço (PSE), escala de afetividade (EA) e impulso de treinamento (TRIMP) pela frequência cardíaca.Os resultados demonstraram que a FL aumenta a PSE em relação a FO e FL (p<0,05, TE = 0,68).O TRIMP foi menor na fase lútea (p<0,05, TE = -0,66 a -0,62).As demais variáveis não apresentaram diferença significativa (p>0,05).Conclui-se que as fases do ciclo menstrual alteram a percepção subjetiva de esforço e carga interna de treinamento em aulas de Zumba®.