Invasive species have spread, overcoming dispersion and adaptation barriers. These invasions affect ecological functions and economic activity, especially in areas close to urban centers. In Uruguay, species such as Ligustrum lucidum (privet) threaten native forests, highlighting the need for research and collaboration for their control. Directed grazing is suggested as a potentially effective tool to control invasive species. To evaluate the effectivity of livestock grazing as a strategy for privet control, a study was conducted at Las Brujas Experimental Station of the National Institute of Agricultural Research (INIA) in Canelones, Uruguay. Six plots of 0.04 hectares each were established in an area invaded by privet, divided into two blocks with different tree coverages. Using a completely randomized block design, the effects of sheep grazing on privet control were evaluated. Variables such as plants number, height, number of leaves, presence of apical bud and cut buds were recorded before and after the grazing period. At the end of the experiment, grazing reduced the total number of plants and apical buds, especially in plants less than 25 cm tall. Sheep grazing emerges as a promising alternative for privet control by reducing chemical use and costs. However, a single grazing period is not enough to drastically reduce the privet seedlings population. Further research is needed to examine the effects of higher stocking rates or different breeds and to assess the long-term impacts of sustained grazing on the same area.
O artigo examina a força-tarefa anunciada pela Interpol e pelo Brasil em fevereiro de 2026 para enfrentar o crime organizado na América do Sul. Investiga-se se o novo arranjo altera o padrão regional de cooperação penal. A pesquisa compara sua estrutura com os instrumentos do Mercosul, mediante abordagem qualitativa, documental e bibliográfica. A análise indica que a força-tarefa não é supranacional nem substitui procedimentos judiciais de assistência e entrega. Seu caráter híbrido combina execução nacional e coordenação policial permanente, baseada em inteligência. Conclui-se que os modelos são complementares, mas a integração operacional exige proteção de dados, controle judicial e responsabilização.
A orelha proeminente é tradicionalmente relacionada a características anatômicas e à predisposição genética; entretanto, estudos longitudinais e investigações sobre deformações craniofaciais indicam que sua manifestação pode também sofrer influência de fatores mecânicos e posturais durante a infância. Este estudo teve como objetivo analisar evidências científicas acerca da participação do torcicolo, da preferência postural, da plagiocefalia e de outras assimetrias cranianas no posicionamento do pavilhão auricular, discutindo sua possível contribuição para o desenvolvimento ou a acentuação da projeção auricular em lactentes. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, com busca dirigida em publicações científicas sobre deformidades auriculares, torcicolo muscular congênito, plagiocefalia deformacional, braquicefalia posicional, assimetria craniofacial e deslocamento auricular. Os estudos analisados demonstram que a orelha proeminente pode tornar-se mais frequente ao longo do primeiro ano de vida, que limitações da mobilidade cervical se associam à plagiocefalia e que deformações cranianas podem produzir modificações mensuráveis na posição das orelhas. Conclui-se que a projeção auricular deve ser compreendida sob perspectiva multifatorial, envolvendo fatores anatômicos, genéticos, mecânicos e posturais, embora estudos longitudinais específicos ainda sejam necessários para estabelecer relações causais.
Este artigo discute a importância da aprendizagem colaborativa na formação continuada de professores, a partir da experiência do Projeto de Valorização do Educador e Melhoria da Qualidade do Ensino (PROVE), desenvolvido no município de São Paulo. A pesquisa parte do entendimento de que a docência é uma prática construída na relação com o outro e que o isolamento profissional ainda presente no cotidiano escolar fragiliza o trabalho docente e limita os processos de reflexão coletiva. Com o objetivo de compreender como as dinâmicas colaborativas do PROVE contribuem para a constituição de comunidades de aprendizagem e para a aprendizagem coletiva entre educadores, o estudo adotou uma abordagem qualitativa, com caráter descritivo e exploratório, ancorada na Análise de Conteúdo proposta por Bardin (2016). A produção dos dados deu-se por meio de análise documental, entrevistas semiestruturadas e observações, envolvendo oito educadores — entre professores, coordenadores pedagógicos e gestores — de duas escolas municipais de ensino fundamental. A organização e a interpretação do material empírico contaram com o apoio do software webQDA, o que favoreceu a sistematização dos dados e a identificação das categorias analíticas emergentes. Os resultados mostram que o PROVE se consolida como um espaço de encontro, diálogo e partilha, no qual os professores aprendem uns com os outros, fortalecem sua identidade profissional e ressignificam suas práticas pedagógicas. Conclui-se que a formação continuada, quando vivida como experiência coletiva e situada, contribui de forma significativa para o fortalecimento da docência e para a melhoria da qualidade do trabalho pedagógico.
A educação musical constitui uma importante prática pedagógica capaz de favorecer o desenvolvimento humano ao articular dimensões cognitivas, afetivas, sociais e estéticas. Entretanto, observa-se que, em muitos contextos escolares, o ensino de música permanece restrito à reprodução de conteúdos técnicos, negligenciando seu potencial formativo e a experiência estética dos estudantes. Diante desse cenário, este artigo objetiva analisar criticamente evidências contemporâneas acerca das contribuições da educação musical para o desenvolvimento das Funções Psicológicas Superiores, à luz da Teoria Histórico-Cultural, discutindo implicações para a prática docente. Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, desenvolvida por meio de revisão bibliográfica, fundamentada nas contribuições de Vygotsky e de estudos recentes das áreas da educação musical e das neurociências cognitivas. A análise evidencia que a aprendizagem musical, quando organizada de forma intencional e mediada pelo professor, mobiliza processos relacionados à atenção, memória, abstração, linguagem, autorregulação e pensamento simbólico, especialmente por meio da interação social e da experiência estética. Os resultados também indicam que práticas pedagógicas centradas apenas em aspectos técnicos limitam o potencial formativo da música, comprometendo o desenvolvimento das funções psicológicas superiores e da sensibilidade estética. Conclui-se que a educação musical, concebida como prática social mediada e culturalmente organizada, amplia as possibilidades de aprendizagem e desenvolvimento humano, reafirmando a necessidade de currículos e práticas pedagógicas que integrem técnica, estética e mediação docente de forma consciente e intencional.