The circular economy (CE), often celebrated as a sustainable panacea, faces increasing criticism due to the rebound effect (RE)—a paradoxical phenomenon in which efficiency gains indirectly lead to an increase in resource consumption. This study fills a relevant gap by analyzing, through a systematic review, how contemporary literature discusses the REs in circular strategies between 2015 and 2025. After screening the bibliographic portfolio, 75 relevant articles indexed in Scopus and Web of Science remained. The main results indicate that the RE is present in several circular strategies—such as reuse, recycling, remanufacturing, and rental models—and manifests itself through direct, indirect, psychological, and systemic mechanisms. Such effects are intensified by the absence of multilevel governance, appropriate indicators, and the diffusion of circular practices decoupled from cultural changes. The literature also points out that technological innovations, when devoid of regulation and sufficiency criteria, tend to legitimize overconsumption. The conclusion of the research reinforces that CE, if operated under a technocratic logic and based only on efficiency, runs the risk of reproducing the same unsustainable patterns of the linear model. Overcoming this paradox requires the articulation of robust governance, education for sufficiency, inclusive innovation, and specific metrics to monitor rebounds. As a groundbreaking contribution, this study proposes an original integrative framework—unparalleled in prior reviews—that dynamically interlinks circular strategies, RE types, conditioning factors, and mitigation instruments, drawing from an unprecedented multifactorial analysis of 75 articles to challenge the technocratic CE narrative and advance a regenerative, interdisciplinary agenda for true sustainability, with direct implications for policy, management, and future research.
This study aims to analyze the influence of Familiness on innovation performance, mediated using Management Control Systems, in Brazilian family firms. Research of this nature is important for family businesses worldwide, given their contribution to global GDP, and becomes even more relevant when examined in emerging economies. A descriptive, quantitative, survey-based study was conducted with 120 companies from the South of Brazil. The findings reveal that Familiness negatively influences innovation; on the other hand, Familiness encourages the use of boundary and diagnostic systems and affects belief and interactive systems. However, results contrary to the literature were observed regarding the relationship between the use of boundary and diagnostic systems and product- and process-innovation performance.
Introdução: A leishmaniose é uma doença infecciosa causada por protozoários do gênero Leishmania, transmitida por flebotomíneos. Apresenta as formas clínicas cutânea, mucosa e visceral, constituindo um importante problema de saúde pública. O diagnóstico e o tratamento impõem desafios relacionados à variabilidade clínica, à toxicidade dos medicamentos e à resistência parasitária. Método: Foi realizada uma revisão bibliográfica narrativa na base de dados PubMed, utilizando os descritores “Leishmaniasis” e “Therapeutics”. Selecionaram-se artigos publicados nos últimos cinco anos, nos idiomas português e inglês, que abordassem os aspectos diagnósticos e terapêuticos da doença. Resultados: O diagnóstico pode ser estabelecido por métodos parasitológicos, histopatológicos, sorológicos e moleculares, com destaque para a microscopia, os testes sorológicos e a reação em cadeia da polimerase (PCR). O tratamento inclui antimoniais pentavalentes, anfotericina B e miltefosina, sendo definido conforme a forma clínica e a gravidade. Na leishmaniose cutânea, terapias locais, como crioterapia e termoterapia, podem ser empregadas em casos selecionados. Novas abordagens, incluindo nanotecnologia, fitoterapia e imunoterapia, apresentam resultados promissores. Conclusão: O diagnóstico precoce e a escolha adequada da terapia são fundamentais para o manejo da leishmaniose. Apesar dos avanços, permanece a necessidade de novos métodos diagnósticos e terapêuticos que proporcionem maior eficácia, segurança e menor risco de resistência.
O artigo investiga o crescimento da oferta da educação a distância no ensino superior brasileiro. O problema de pesquisa decorre da seguinte questão: considerando as duas legislações educacionais mais recentes que regulam a Educação à Distância (EaD) na educação superior (2017 e 2025), o Estado é capaz de conter a precarização da formação superior por meio de mudanças na legislação educacional? Objetiva-se analisar as dinâmicas subjacentes ao novo marco da EaD, especialmente no que se refere aos avanços e retrocessos relacionados aos processos de flexibilização e privatização do ensino superior. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica e documental, de abordagem qualitativa, cujos documentos foram examinados por meio da metodologia da Análise de Conteúdo. Os resultados indicam que o novo marco legal da Educação à Distância (EaD) mantém a flexibilização e a privatização como elementos estruturantes da oferta do ensino superior no Brasil.
A incorporação de novas terapias tópicas na dermatologia tem se expandido significativamente, impulsionada pela necessidade de tratamentos eficazes, seguros e adequados para uso prolongado em dermatoses inflamatórias. Este artigo analisa criticamente os avanços em terapias tópicas, descrevendo seus mecanismos de ação, indicações clínicas e aspectos de segurança, por meio de uma revisão narrativa estruturada baseada em diretrizes clínicas, revisões sistemáticas, meta-análises, ensaios clínicos randomizados e estudos de segurança publicados entre 2018 e 2026. Os achados indicam que as terapias tópicas permanecem como pilar do tratamento da dermatite atópica, psoríase e eczema crônico, permitindo alta concentração local do fármaco e menor risco sistêmico. Embora os corticosteroides tópicos continuem como base terapêutica, agentes não esteroidais mais recentes — como inibidores de PDE-4, inibidores de JAK e moduladores do receptor AhR — ampliaram significativamente as opções terapêuticas, especialmente em populações sensíveis e no manejo de longo prazo. Ensaios clínicos recentes demonstram eficácia consistente dessas terapias, embora ainda existam limitações quanto aos dados de segurança em longo prazo para algumas moléculas.