
The paper delves into the contributions of the Ingenbohl Sisters, a Swiss Catholic congregation, to the advancement of female education and the transformation of women's roles in Manchuria during the 1930s and 1940s. How did they contribute to the feminization of Catholic education? What impact did their efforts have on the status of women, cultural exchange, and identity formation within the dynamic socio-political context of the region? Focusing on the role of local women as educated catechists and the different types of mission schools, the paper analyses how professional efforts made by Ingenbohl Sisters in the education field contributed to modeling new ideas of women's roles within Chinese society. By employing a multidimensional approach encompassing archival research, media analysis, and visual representations, this study explores the transnational Catholic sisters' enduring legacy and its impact on the status of local women in the broader context of societal transformation during the first decades of twentieth-century Manchuria.
The article explores how historians can critically and effectively use generative artificial intel- ligence in historical research. After outlining the technology's development, from early Ai con- cepts to tools like ChatGpt, the author identifies four general & laquo;rules of the game & raquo; for interacting with Llms. The author then tests the use of Rag-enhanced chatbots (Retrieval Augmented Generation) such as PersonalAi, Google NotebookLm, and Coral Ai, on a corpus of Italian com- puter magazines (1978-1985), assessing their strengths-semantic search, contextual defini- tions, thematic mapping-and limitations, including inability to contextualize chronologically, distinguish voices within sources, or reliably avoid distortions. He concludes that historians must remain central to interpretation, know both their sources and the tools intimately, and demand features like large-scale Rag, verifiable citations, and metadata attribution.
This essay reviews four important recent books in the field of the history of the abuse crisis in the Catholic Church: Vincenzo Lavenia e Franco Benigno, Peccato o crimine. La chiesa di fronte alla pedofilia (2021); Lorenzo Benadusi and Vincenzo Lagioia (eds.), Insegreto. Crimini sessuali e clero tra eta moderna e contemporanea (2022); Thomas Gro ss bolting, Die schuldigen Hirten. Geschichte des sexuellen Missbrauchs in der katholischen Kirche (2022); Agnes Desmazieres, Sans loi ni foi. Pr & ecirc;tres et violences sexuelles au coeur du systeme catholique (2024). These books signal the opening of the historiographical research on abuse in the Catholic Church in a long-period perspective, with a more attentive focus on the international dimensions of the scandal and inter-disciplinary methodology. Historians now see in the abuse crisis a major turning point in Church history. This requires a new phase of research on the abuse crisis through collaborative endeavors aimed at interdisciplinary, historically contextualized accounts of the global history of the abuse of children and vulnerable adults in the Catholic Church in a comparative perspective with other institutions and organizations: from the focus on the & laquo;Catholic system & raquo;, to an analysis of that & laquo;Catholic system & raquo; but in the context of a larger ecosystem that enabled abuse.
During the belle epoque, plebeian verismo melodrama-best known for Cavalleria rusticana and Pagliacci-emerged as a highly successful and easily accessible subgenre of opera, characterized by popular settings, plots inspired by crime reports, and adulterous love triangles culminating in violent death, often at the hands of a betrayed husband or abandoned fianc & eacute;. Positioned at the intersection of opera studies and cultural history, this study examines librettos and contemporary opera reviews to reveal how the moving effect on audiences was driven by a fragile and weeping-yet not less violent-masculinity. Such masculinity was perfectly embodied by the betrayed tenor, who first despairs at the loss of his beloved and then, in a fit of rage, kills her in what is framed as a & laquo;crime of passion & raquo;. The invocation of unconditional love for the victim and the appeal to a deeply intimate tragedy by the perpetrator husband or the jilted partner served as a powerful rhetorical strategy to elicit the audience sympathy and the moral absolution for him and the crime committed.
O artigo apresenta uma abordagem situada, ancorada em perspectivas latino-americanas da Comunicação, para investigar a relação entre influenciadores digitais e algoritmos, com ênfase na disputa por visibilidade nas plataformas digitais. Via uma análise qualitativa de literatura, destaca as contribuições de Martín-Barbero e da teoria de lo popular, considerando que as práticas dos influenciadores devem ser compreendidas como atividades atravessadas por um contexto histórico e social específico, que corresponde às dinâmicas de poder do Sul Global. Atenta também para a necessidade de coletivizar e dialogar com os próprios influenciadores para construir referenciais teórico-metodológicos potentes e situados. Ao final, conclui-se que a pesquisa sobre culturas digitais precisa incorporar referenciais que evidenciem a realidade social, histórica e cultural do Sul, descentralizando as teorias do Norte Global, sem excluí-las.
Este artigo visa contribuir com o debate acerca da estereotipagem na publicidade brasileira a partir de uma perspectiva de gênero. Para isso, foram realizadas entrevistas semiestruturadas com o objetivo de responder de que forma o gênero da ou do profissional impacta na percepção sobre o uso de estereótipos em campanhas. A abordagem teórica mobiliza contribuições de Hall, Collins, entre outras pesquisadoras dos Estudos Culturais, publicidade e feminismos. Os resultados indicam que, para os publicitários, os estereótipos são úteis, pois permitem condensar características e promover a identificação de um grupo maior de pessoas; já para as publicitárias, os estereótipos produzem danos sociais. Ao mobilizar as suas experiências, as profissionais ressaltaram a relação entre estereótipos e as desigualdades de poder.
Este artigo trata da noção de futures literacy, ou alfabetização de futuros, criada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e disseminada pelo World Economic Forum, para compreender como o conceito serve à construção de competências a serem desenvolvidas pelos sujeitos para se adequarem ao mundo do trabalho e ao sistema capitalista no contexto pós-pandemia da covid-19. Analisamos as dinâmicas discursivas e os processos comunicacionais que fazem do futuro algo a ser gerenciado, produzido em função de um projeto que corresponde ao imaginário neoliberal. A metodologia do estudo parte da triangulação entre a noção de discurso social, a análise do discurso neoliberal e a história dos conceitos. Entre as principais conclusões, destacamos a construção comunicacional do contexto pandêmico como oportunidade para convocar os sujeitos para o empreendimento de si e a forma como as competências para gerenciar futuros expressam a ideologia e a crise do capitalismo contemporâneo.
A questão racial percorre a história da popularização do futebol no Brasil. Ao tratar do esporte, a filósofa Sueli Carneiro aponta para os atravessamentos políticos da discriminação: ora em escritos de maior fôlego; ora em publicações esparsas. O propósito deste artigo é acompanhar como a modalidade aparece em colunas na década de 2000 do Correio Braziliense com a autoria da pensadora. Os textos permitem o exame de relações entre o combate ao preconceito e tradições partidárias que permearam o cenário eleitoral brasileiro durante o século XX. A partir do estudo, será possível ainda compreender como a atuação na imprensa se articula com conceitos como o de dispositivo da racialidade no conjunto de sua obra, inclusive com relação ao universo futebolístico.
Este artigo propõe uma reflexão sobre o “jornalismo de beirada” do coletivo fundado por mulheres negras das periferias Nós, Mulheres da Periferia, como intenção de se repensar narrativas jornalísticas e experiências comunicacionais a partir de uma proposição anticolonial. Como lente teórica-metodológica, o conceito de “contra-pedagogia da crueldade” nos auxilia a pensar as colonialidades que circundam a historiografia e disputas simbólicas para se narrar o mundo institucionalmente e jornalisticamente. Como resultados da pesquisa, concluiu-se que o jornalismo de beirada se constitui como um espaço seguro para as mulheres negras e moradoras de periferias, à medida em que parte de experiências localizadas na construção dos sentidos propostos, bem como atua para fortalecimento simbólico de vínculo entre essa parcela da população.
Este artigo traça um mapa cartográfico da evolução das interfaces de websites dos segmentos de marcas comerciais, produtos de bens de consumo, serviços e entretenimento ao longo do tempo, de 1991 a 2024. Analisa amostras relevantes ao contexto do estudo, desde quando as interfaces, na forma de metáforas, faziam alusão ao mundo real para transmitir suas funcionalidades, até 2024, nas quais se encontram adaptadas a diversas demandas funcionais, em fase de transição para uma nova vertente do Minimalismo, acompanhando a evolução cognitiva do usuário e sua curva de aprendizagem. Design performa comunicação, assim sendo, trata-se de um estudo multidisciplinar para mapear cronologicamente este processo evolutivo dos websites, nos campos da comunicação e design, quanto à sua relação forma x conteúdo na arquitetura de informação das interfaces. Percebe-se que, embora seja um meio nativo digital, é sensível a tendências externas a ele, que influenciam sua estética e arquitetura de informação, como podemos constatar na apropriação de referências em meios de comunicação precedentes (jornais, revistas), design gráfico, natureza, sistemas operacionais de computadores, jogos, eventos históricos (virada de século, milênio), TV, cinema, arquitetura e estilo de vida. O design por natureza é cíclico e mutável, assim como as necessidades do ser humano. Dessa forma, por meio do mapa cartográfico desenvolvido neste estudo podemos entender a formação do contexto atual que estamos vivenciando nesse meio digital e prever tendências futuras de interfaces.
A revista Duas Pátrias, impressa, entre 1954 e 1958, em Lisboa, mas com sedes na capital portuguesa, no Rio de Janeiro e em São Paulo, foi uma publicação luso-brasileira que se insere na história, iniciada no século XIX, da publicação de periódicos portugueses, brasileiros e luso-brasileiros que circularam em Portugal e no Brasil e contribuíram para as relações culturais entre ambos os países. Neste artigo apresenta-se essa publicação e analisam-se os seus conteúdos, por meio de uma abordagem quanti-qualitativa. Constatou-se que a revista contribuiu, simbolicamente, para a legitimação da ordem social vigente e refletiu os pontos de vista dos governos dos dois países. Verificou-se, adicionalmente, que a revista valorizou personalidades das elites portuguesas, brasileiras e luso-brasileiras, seu público-alvo, e as suas realizações e empreendimentos, principalmente do setor comercial e industrial, em sintonia com os objetivos comerciais, mas também sociais e políticos dos seus proprietários-editores.
Este texto analisa discursos sobre o que se pode chamar de sucesso como uma fábrica estética de produção de sentidos na mídia brasileira contemporânea. Mais precisamente, descrevemos e interpretamos o processo de produção de sentidos em enunciados constituídos e formulados pelo discurso midiático brasileiro, que trata manifestamente da voz de sujeitos cujo sucesso decorre de seu desempenho vocal. Ante esse quadro, investigamos o que se diz e como é enunciada a voz no discurso do sucesso na atual sociedade brasileira, bem como as diferenças no tratamento dispensado à voz daqueles que figuram no mundo midiático. Em específico, quais distinções podem existir no tocante à produção de sentidos das vozes de sucesso quando disseminadas pelo mesmo veículo de difusão. Para tanto, contamos com dois textos do jornal online Folha de S. Paulo, com os títulos “A primeira vez” (2015) e “Leitores lamentam morte de Lemmy Kilmister, vocalista do Motörhead” (2015). Como resultado sintético obtido desta investigação, depreende-se que o discurso do sucesso examinado no jornal se assenta, em boa parte, no universalismo norte-americano, marcando uma recorrência da difusão de personalidades norte-americanas, cuja fama tem de ser edificada também no Brasil.
O artigo propõe uma reflexão sobre a crítica de James Baldwin acerca da política racial do cinema americano no século XX. Para tanto, abordaremos textos da obra ensaística de Baldwin, nos quais o autor analisa filmes americanos entre as décadas de 1930–70, com o intuito de sistematizar suas principais hipóteses sobre o discurso cinematográfico de Hollywood. Por fim, apresentaremos uma breve consideração sobre a relevância do pensamento crítico de Baldwin para o debate contemporâneo em torno das representações culturais na indústria audiovisual do século XXI.
Este estudo parte do cinema argentino contemporâneo e suas rimas e ecos com o cinema nacional produzido no contexto neoliberal pós-ditadura, designado como Nuevo Cine Argentino (NCA) e contraposto à reconciliação amnésica proposta pelo governo de Carlos Menem. Enquanto o NCA é revitalizado pela redemocratização no país – trazendo inovações tecnoestéticas em confluência com a pregnante memória pós-ditatorial –, o cinema se movimenta, em 2023, diante do momento político marcado pela eleição de um presidente que minimiza os efeitos da ditadura: Javier Milei. Objetiva-se examinar aspectos de construção, efeitos de sentido e potência nos filmes Argentina, 1985, dirigido por Santiago Mitre, em 2022, e Los delincuentes, direção de Rodrigo Moreno, em 2023, ambos de grande circulação no período pré e pós-eleição de Milei. Nota-se uma vertente da cinematografia nacional que, ocupando-se do passado repressivo e flagrando no presente indícios de recrudescimento de sistemas autoritários, se posiciona contra a ditadura. Diante dos ataques perpetrados por políticas repressivas e pela negação da violência ditatorial, sintomaticamente o cinema reage, colocando em tela as mazelas antidemocráticas.
A partir da proposta de uma matriz de comunicação imersiva digital, que alinha o mapa noturno “sensorium”, de Martín-Barbero, com os elementos da experiência imersiva, de Kotler, Kartajaya e Setiawan, o objetivo deste estudo é mapear as interações digitais utilizadas pela assistente virtual Nat, da marca Natura, para compreender sua capacidade de gerar comunicação imersiva para os seguidores da marca, oferecendo, a partir dessa análise, propostas de aprimoramento na comunicação. Optou-se pela pesquisa descritiva e qualitativa, com o método de estudo de caso. Os dados foram coletados por observação netnográfica das plataformas digitais da Natura, centrada nos posts que incluem a assistente virtual. Os resultados evidenciam que Nat está presente em várias plataformas, mas seu potencial de comunicação imersiva está subutilizado, com poucas interações de conteúdo direto. Embora a marca use todos os elementos da comunicação imersiva digital (multissensorialidade, interatividade, facilidade tecnológica e storytelling), que são integrados de maneira coesa, a participação ativa dos seguidores e a personalização em tempo real são limitadas. Recomenda-se maior protagonismo de Nat e exploração de mais recursos multimídia para aprimorar a experiência.
O estudo analisa a cobertura jornalística das manifestações ocorridas em Moçambique entre outubro e dezembro de 2024, trazendo dois canais para comparação sobre suas abordagens: a TV Sucesso, televisão local, e a DW África, uma plataforma internacional. O estudo identificou diferenças editoriais, narrativas e enquadramentos utilizados por ambos os canais, destacando como cada um abordou temas como a mobilização popular, as reivindicações sociais e políticas e a repressão estatal. Enquanto a TV Sucesso apresentou uma cobertura mais alinhada à autoridade estatal, enfatizando a estabilidade e minimizando críticas ao governo, a DW África adotou numa perspectiva crítica, dando voz aos manifestantes e denunciando violações de direitos humanos. A análise revela ainda o impacto da mídia internacional na visibilidade das manifestações e no fortalecimento do debate público. Essa análise será fundamentada pela metodologia da análise do discurso, sob a perspectiva teórica de Michel Foucault, para explorar as estratégias discursivas e os regimes de verdade subjacentes às representações construídas por esses veículos. O objetivo central deste estudo é analisar a cobertura jornalística sobre as manifestações ocorridas em Moçambique entre outubro e dezembro de 2024, comparando como a TV Sucesso e a DW África abordaram os eventos. O trabalho conclui que a divergência nas abordagens reflete as limitações impostas pelo contexto político local e ressalta a importância das mídias independentes na promoção de uma narrativa mais plural e democrática.
Este artigo analisa os limites da liberdade de expressão no Brasil com base na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF) entre 2022 e 2025, com foco na regulação do discurso de ódio nas redes sociais. A pesquisa investiga como o STF diferencia a liberdade de expressão da propagação de desinformação e quais são os impactos dessas decisões na circulação da informação. A análise de 18 acórdãos, categorizados em cinco eixos temáticos, revela que o STF tem restringido discursos que incitam ódio, desinformação e ataques às instituições democráticas, priorizando a proteção de direitos fundamentais. As variações interpretativas do STF refletem um cenário de equilíbrio instável entre a proteção de direitos fundamentais e o controle da desinformação, impactando diretamente a governança digital e a moderação de conteúdo nas plataformas online.
O artigo analisa como veículos de mídia alternativa refletem e fazem uso da tecnologia, em geral vista como universalizante, na pauta e na linguagem do jornalismo local, por definição territorializadas. Partindo de revisão bibliográfica com enfoque nos conceitos de tecnodiversidade, de Yuk Hui, e rede sociotécnica, de Bruno Latour, a metodologia desenvolve análise de discurso dos veículos locais Amazônia Real, Mídia Indígena e Rádio Yandê e dos podcasts As Cunhãs e Budejo. Os veículos integram a tecnologia como forma de criar identidade e conhecimento, incorporam “sotaques locais” em linguagem, apuração e pauta, e mostram novas formas de fazer jornalismo, valorizando histórias locais, que, muitas vezes, ficam de fora da mídia tradicional. Além disso, constroem redes não apenas locais, mas também sociais, bem como atuam com lógica glocal (global+local). A conclusão aponta que os meios analisados entendem a necessidade de adaptar narrativas às especificidades culturais, equilibrando a prática jornalística com as experiências locais a partir da tecnodiversidade.
O artigo busca refletir criticamente sobre o possível conceito de “jornalismo fluido”, defendido pelo executivo da emissora holandesa NPO Ezra Eeman ao analisar a adoção da IA generativa no jornalismo. A partir de uma revisão sobre a história e evolução do jornalismo digital e a incorporação da IA generativa, uma análise do projeto Time AI e uma pesquisa bibliográfica sobre o termo, concluímos que há respaldo acadêmico em torno da ideia, que na prática representa um aprofundamento e maior aproveitamento de características já apontadas sobre o jornalismo digital: multimidialidade, interatividade e personalização. Nesse sentido, o Jornalismo Fluido seria aquele em que conteúdos transitam com fluidez por diferentes formatos, a partir da intenção do usuário. Ao mesmo tempo, defendemos que esse tipo de conteúdo ainda exige escala e maior quantidade para a aplicabilidade efetiva do Jornalismo Fluido enquanto conceito e nova etapa na história do jornalismo digital.
O termo “ecossistema” é de uso recente na literatura em jornalismo e tem se sofisticado com a digitalização e as tecnologias de comunicação em redes online nas últimas décadas, mas ainda apresenta insuficiências. O objetivo deste artigo é expandir a configuração da noção de ecossistema jornalístico, executando três movimentos investigativos: a presença da expressão em artigos científicos disponíveis na plataforma Web of Science; uma análise de 38 relatórios com diagnósticos empíricos sobre transformações contemporâneas do jornalismo produzidos por três institutos internacionais reconhecidos em pesquisa sobre jornalismo – Reuters Institute for the Study of Journalism (Universidade de Oxford), Tow Center for Digital Journalism (Universidade de Columbia) e Pew Research Center – em um período de 20 anos (2004 a 2023); e uma pesquisa em bibliografia de referência articulando trabalhos em perspectiva ecológica e estudos em jornalismo para a compreensão desses ambientes. A investigação constatou uma fragilidade nas noções de ecossistema jornalístico aplicadas nos relatórios e ofereceu um conjunto com seis características para sua delimitação: interações e interdependências; espacialidade e territorialidade; permeabilidade dos ecossistemas às tecnologias digitais; dinâmicas e relações de poder; fragmentações, resistências, dissidências e insurgências; e mutação contínua, hibridismo e fluidez.