
Abstract: We evaluated the association between breastfeeding indicators and early childhood development (ECD) among Brazilian children. Data from 5,766 children aged 1-23 months from the ENANI-2019 were analyzed. Breastfeeding indicators followed WHO recommendations: (1) 1-5 months: exclusive, predominant, or mixed breastfeeding, complementary feeding, and no breastfeeding; (2) 1-23 months: breastmilk intake and baby bottle use on the previous day. ECD was evaluated with the SWYC-BR. Developmental age was estimated using graded response models, and the developmental quotient (DQ) was calculated by dividing developmental age by chronological age. Multiple linear regression models were fitted. The mean (95%CI) DQ was higher among exclusively breastfed children aged 1-5 months [1.94 (1.72; 2.16)] than those receiving complementary feeding [1.56 (1.46; 1.67)]. Among children aged 1-23 months, DQ was higher in those receiving breastmilk [1.29 (1.24; 1.34)] than those not receiving it [0.99 (0.97; 1.00)], and in those who did not use a baby bottle on the previous day [1.38 (1.31; 1.45)] than in those who did [1.21 (1.17; 1.25)]. In the multiple regression models (β and 95%CI), exclusive breastfeeding was positively associated with DQ among children aged 1-5 months (β = 0.284; 0.093; 0.476, p = 0.004). Among children 1-23 months, receiving breastmilk (β = 0.195; 0.138; 0.252, p < 0.001) and not using a baby bottle on the previous day (β = 0.165; 0.093; 0.237, p < 0.001) were positively associated with DQ. Breastfeeding practices recommended by the WHO were positively associated with DQ.
Physical activity, sedentary behavior, and sleep comprise an integrated 24-hour movement continuum that may influence health outcomes. While these behaviors have been studied separately, limited evidence exists on their combined patterns and related sociodemographic and lifestyle factors in middle-income countries like Brazil. The objective was to evaluate associations between sociodemographic and lifestyle correlates and accelerometer-measured 24-hour physical behavior patterns among Brazilian middle-aged and older adults. This cross-sectional analysis included 9,520 adults (mean age 59.2 ± 8.6 years) from the third wave of the ELSA-Brasil cohort study. Physical activity, sedentary behavior, and sleep were objectively measured using triaxial hip-worn accelerometers for seven consecutive days. Behavioral clusters were defined according to daily time spent in physical activity, sedentary behavior, and sleep using Partitioning Around Medoids cluster analysis. Sociodemographic and lifestyle factors were assessed via standardized questionnaires. Multinomial logistic regression models evaluated associations between correlates and behavioral clusters, with Cluster 3 as the reference category. Three clusters were identified: 1 (lower physical activity, higher sedentary behavior, shorter sleep), 2 (intermediate physical activity, intermediate sedentary behavior, intermediate sleep), and 3 (higher physical activity, lower sedentary behavior, longer sleep). Compared with Cluster 3, participants in Cluster 1 were more likely to be male, to have a higher body mass index, to have higher educational attainment, and to have a high income. Similar but weaker associations were observed for Cluster 2. Distinct 24-hour physical behavior patterns among Brazilian adults were associated with sociodemographic and lifestyle factors. These cross-sectional findings emphasize the need for targeted public health strategies promoting healthier 24-hour behavior profiles.
O presente ensaio examina o dilema ético envolvido na gestão de alimentos contaminados por aflatoxinas, considerando-se a insegurança alimentar em Moçambique, com atenção particular à tensão entre a necessidade de preservar a disponibilidade imediata de alimentos e o dever de proteger a saúde pública. O objetivo foi discutir, à luz da ética normativa, qual a decisão mais justificável em situações de crise: eliminar os alimentos contaminados, transformá-los, desviá-los para usos não alimentares ou admitir o seu consumo sob risco. Trata-se de um ensaio teórico apoiado em análise documental de fontes acadêmicas e institucionais sobre aflatoxinas, segurança alimentar, saúde pública e regulação, tendo Moçambique como foco principal e o Quênia como caso contrastante. A leitura do material foi orientada por perspectivas deontológica, da virtude e consequencialista. Os documentos analisados sugerem que nenhuma resposta está isenta de custos morais em cenários de escassez extrema. A destruição de alimentos pode reduzir o risco sanitário, mas tende a agravar a fome. O consumo sob risco, por sua vez, pode assegurar a sobrevivência imediata, embora exponha sobretudo os grupos mais vulneráveis a danos graves e duradouros. A transformação controlada e o desvio para usos não alimentares aparecem como saídas intermédias, ainda que dependam de capacidade técnica, de regulação efetiva e de alguma transparência institucional. Diante disso, o problema parece exigir uma normatização clara, flexível e participativa, acompanhada de prevenção pós-colheita, comunicação de risco e monitoramento, de modo a reduzir a exposição sem ignorar o direito humano à alimentação adequada.
Objetivou-se investigar a associação entre a exposição pregressa à violência, sintomas depressivos e uso de álcool, e as mudanças no status de violência por parceiro íntimo (VPI) em pessoas idosas participantes do estudo EpiFloripa Idoso. É um estudo longitudinal, com dados da coorte analisados por regressão logística multinomial. O desfecho VPI foi categorizado segundo a mudança no status da violência ao longo do tempo, para perpetração e vitimização. A amostra final foi de 336 participantes, aqueles que responderam ao instrumento nas duas medidas de tempo. Como resultado, os fatores associados ao início da perpetração foram: sintomas depressivos com histórico de violência (RC = 4,93; IC95%: 1,10-21,30) e consumo elevado de álcool (RC = 2,77; IC95%: 1,12-6,84). A continuação da perpetração foi associada a sintomas depressivos com (RC = 8,09; IC95%: 2,34-27,97) e sem (RC = 4,44; IC95%: 1,18-16,60) histórico de violência. O início da vitimização foi associado com sintomas depressivos com histórico de violência (RC = 9,40; IC95%: 1,94-45,47). Já a continuidade da vitimização foi associada a sintomas depressivos com (RC = 10,20; IC95%: 2,48-41,94) e sem histórico de violência (RC = 8,04; IC95%: 1,91-33,81). Sugere-se a necessidade de ações integradas em saúde mental e de enfrentamento à violência em crianças e pessoas idosas, que podem potencialmente auxiliar a prevenir a VPI futura. Entre as limitações, destacam-se o uso de medidas autorreferidas, potencial viés de memória, limitações do instrumento para a população idosa e restrições analíticas decorrentes do tamanho amostral.
Resumen: El Chagas es una enfermedad endémica en la región de las Américas. En la República Argentina hay aproximadamente 750.000 personas infectadas. Con una prevalencia de 1,59 cada 100 habitantes, se considera un problema de la salud pública. Este trabajo presenta la elaboración de un mapa de recorrido del paciente en personas con sospecha de Chagas. Se analizaron los registros de 205 consultantes en un programa de acompañamiento a personas con inquietudes sobre la enfermedad de Chagas en Argentina. La sistematización de experiencias personales mediante análisis cualitativo permite visibilizar los puntos de contacto críticos del paciente con el sistema de salud en el proceso de diagnóstico y tratamiento, identificando barreras de acceso al sistema de salud. La contribución principal del análisis es la demostración de la preponderancia de las barreras sistémicas sobre las personales como obstáculos para acceder al diagnóstico y sobre todo al tratamiento. La barrera más significativa resultó ser información incorrecta o insuficiente brindada por parte de los profesionales de salud, lo cual apunta a medidas concretas de capacitación a equipos de salud como estrategia de mejora de acceso al tratamiento.