
Objetivo: O presente estudo visa analisar o efeito da restrição financeira sobre a tempestividade dos demonstrativos contábeis das empresas listadas na B3. Método: A pesquisa adota uma abordagem descritiva, analisando dados de 2013 a 2023. Utiliza-se a metodologia de Regressão com dados em painel desbalanceado, com base em uma amostra de 135 companhias. Resultados: Foi evidenciado que existem diferenças em relação à estrutura patrimonial, como endividamento e tangibilidade dos ativos, em relação às empresas que atrasam a publicação dos reportes contábeis. Os modelos de regressão evidenciam que a restrição financeira tem significância e exerce efeito positivo sobre o atraso da divulgação, uma vez que empresas mais restritas tendem a apresentar maior risco de comprometimento com a tempestividade. Quando considerada a defasagem do prazo de divulgação, foi visto que companhias menos restritas estão associadas a períodos menores de defasagem. Originalidade e Relevância: A realidade setorial de companhias brasileiras que envolve quadros restritivos pode ser um fator explicativo para promover ou não a utilidade informacional aos usuários por meio da tempestividade. Esses quadros podem ser compreendidos pela relevância de agentes exógenos na medida em que são consideradas companhias sensíveis (consumo cíclico) ao comportamento econômico do país. Contribuições Teóricos/Metodológicas: O estudo contribui para a validação e discussão de métricas ligadas à complexidade e risco corporativo, especialmente diante da literatura que busca compreender os fenômenos associados à tempestividade das informações contábeis ao incorporar o papel da restrição financeira a esse escopo.
Objetivo: Este estudo objetiva analisar como a literatura científica tem abordado, de forma integrada, os temas resiliência organizacional, modelos de negócios e controles gerenciais, bem como identificar as principais práticas e enfoques teóricos utilizados para o avanço dessa discussão. Método: Conduziu-se uma revisão de escopo com base em pesquisa bibliográfica, por meio da base Web of Science (WOS), abrangendo o período de 1980 a 2023. A amostra foi composta por 102 artigos, codificados e analisados com o uso do software R. Originalidade/Relevância: Esta investigação é inédita ao propor uma análise integrada dos três temas em uma revisão de escopo. A sistematização conjunta desses construtos preenche uma lacuna na literatura e oferece novos insights sobre como esses elementos podem auxiliar organizações a se tornarem mais resilientes, especialmente em cenários de crise. Resultados: A resiliência organizacional passou a receber maior atenção a partir dos anos 2000, especialmente entre 2020 e 2022. Observou-se que modelos de negócios inovadores são determinantes na promoção da resiliência, desde a antecipação de adversidades até o enfrentamento de crises. No entanto, a articulação com controles gerenciais ainda é incipiente, indicando oportunidade para avanços futuros. Contribuições Teóricas/Metodológicas: Teoricamente, o estudo aprofunda a compreensão da resiliência no campo da gestão, ao integrar diferentes perspectivas conceituais e apontar lacunas investigativas. A principal contribuição dessa pesquisa é formulação de quatro proposições que ajudam na discussão entre os antecedentes e consequente dos construtos, sendo que a inovação do modelo de negócio é vista como um mecanismo que fortalece a relação entre a resiliência organizacional e os controles gerenciais como mecanismos de enfrentamento em contextos adversos. Do ponto de vista prático, os resultados oferecem subsídios para pesquisadores e gestores que buscam estruturar modelos organizacionais resilientes, com base em ferramentas de controle e inovação estratégica.
Objetivo: O estudo objetiva analisar o impacto da pandemia da Covid-19 nas contas públicas dos municípios sul-mato-grossenses. Método: Para tal adotou-se um estudo descritivo, quantitativo e documental. A população compreendeu os 79 municípios do estado de Mato Grosso do Sul. Originalidade/Relevância: Os achados refutam alguns estudos acerca dos reflexos da pandemia da Covid-19 nos entes públicos municipais. Resultados: Os resultados indicam que a pandemia da Covid-19 não provocou efeitos adversos nas contas públicas dos municípios sul-mato-grossenses. As receitas próprias e as transferências correntes intergovernamentais foram ampliadas, mesmo diante do cenário adverso provocado pela pandemia, fato esse contrário ao esperado. Além disso, as despesas com pessoal e amortização de dívida apontaram um ligeiro aumento, mas não foram estatisticamente significativas. Outro achado importante é retratado quanto aos investimentos, pois demonstraram um aumento significativo nas cidades analisadas. Poucos municípios sul-mato-grossenses apresentaram queda na arrecadação de receita própria, ou seja, apenas 14 deles (17,8%) tiveram percentual de queda na arrecadação própria, se comparado com o exercício de 2019. Contribuições Teóricas/Metodológicas: Contribui com a literatura agregando conteúdo e avançando na área de pesquisa da contabilidade pública.
Objetivo: o objetivo geral foi analisar a tendência dos gastos de pessoal do Hospital Maria Aparecida Pedrossian (Humap) e fazer previsões, com recorte no período de 2015 a 2022. Método: o método foi quantitativo com dados temporais, do tipo combinação de métodos estatísticos de previsão (ETS, Theta, ARIMA, NNAR, TBATS e STL). Originalidade/Relevância: demonstra a possibilidade de os gestores projetarem novas contratações a partir dos padrões observados nos dados históricos para medir a variabilidade dos gastos de pessoal. Resultados: como resultado obteve-se um modelo de previsão do desempenho com gastos de pessoal do Humap para subsidiar políticas públicas na área de pessoal. Contribuições Teóricas/Metodológicas: apresenta um modelo de políticas públicas de gestão de pessoas baseado em gastos de pessoal. Contribuições Sociais/para a Gestão: apresenta a possibilidade de modelar as diretrizes de quantidade de pessoal, para que essas variações não afetem as ações contínuas que proporcionam as melhorias dos serviços públicos prestados à sociedade cotidianamente.
Objetivo: O estudo teve como objetivo analisar o desempenho sustentável das empresas brasileiras de capital aberto de 2014 a 2022. Método: Foi desenvolvida uma métrica abarcando parâmetros de sustentabilidade, fundamentada nas literaturas nacionais e internacionais a partir dos conceitos ESG. A amostra foi de 345 empresas. As informações para elaboração do protocolo de pesquisa foram obtidas de relatórios de sustentabilidade, indicadores de rankings e dos sites das empresas. Para dar peso as informações, foram utilizados os cinco estágios da sustentabilidade desenvolvidos pelo IBGC. Originalidade/Relevância: Percebe-se uma lacuna na literatura quanto a criação de um indicador de sustentabilidade que quantifique, de forma conjunta, os pilares ESG. Resultados: Por resultados, 60,6% da amostra apresenta score ESG, 35,3% não pontuaram e 4,1% score negativo. Do total, 178 empresas não alcançaram o segundo estágio, e 25 se mantiveram no quinto em todo o período analisado. Em 2022, 80 companhias estavam no último estágio (23,1%). Em geral, as empresas demonstraram melhor desempenho em períodos pós-pandemia. As empresas não regulamentadas apresentaram score mais altos que empresas reguladas. Contudo, as empresas reguladas contemplaram mais informações de sustentabilidade em seus relatórios nos últimos anos. Contribuição Teórica/Metodológica: Os resultados da pesquisa contribuem de forma prática com a construção de uma métrica para mensuração do desenvolvimento sustentável corporativo, abrangendo o conjunto de medidas existentes, com diferentes perspectivas. Ademais, contribui com a análise teórica, fomentando debates relacionados ao tema, principalmente no que tange o aumento da qualidade informacional contábil.