
Este artigo examina as aproximações teóricas entre a noção de “o dogma que liberta”, do teólogo Juan Luis Segundo, e a “pedagogia do oprimido”, de Paulo Freire. Diante da complexidade dos mecanismos de dominação, o diálogo entre a hermenêutica libertadora de Segundo e a pedagogia crítica de Freire, cujos conceitos-chave se mostram complementares para a compreensão das opressões do sujeito, oferece um marco teórico fundamental para decifrar e enfrentar os processos dominantes. A hipótese central sustenta que ambos os autores concebem a libertação como um processo hermenêutico e pedagógico da emancipação do pensamento. Enquanto Freire critica a “educação bancária” e propõe a conscientização pela práxis, Segundo advoga por uma hermenêutica da suspeita que transforma o dogma em instrumento de autonomia. A análise teórica, de caráter qualitativo, articula os conceitos nucleares de ambas as obras, identificando a convergência na defesa de um sujeito epistêmico ativo. A metodologia baseou-se na revisão bibliográfica e na análise interpretativa, buscando similaridades entre os modelos de libertação propostos. Os resultados demonstram que a pedagogia crítica e a teologia dialógica constituem respostas análogas à domesticação do pensamento. Conclui-se que a interpelação mútua entre Segundo e Freire oferece um marco teórico robusto para repensar a emancipação humana frente às novas roupagens da opressão.
A reflexão sobre a justiça no Primeiro Testamento encontra no Trito-Isaías um de seus vértices denso e provocativo, especialmente no contexto sociopolítico do pós-exílio. A perícope de Isaías 61,1–3 apresenta a justiça (sedaqah) não como norma abstrata, mas como ato salvífico de YHWH que intervém na história por meio de um mensageiro ungido. Este artigo, investiga como o Trito-Isaías ressignifica a justiça diante das desigualdades produzidas pela reconstrução do Templo, pela reconfiguração sociopolítica entre a golah e o “povo pobre da terra”, e pela institucionalização de práticas cultuais excludentes. Mediante abordagem histórico-crítica, análise semântico-lexical do texto hebraico e leitura teológica sincrônica, discute-se a relação entre agir divino e responsabilidade comunitária, que evidencia a sedaqah como fundamento para a restauração integral do ser humano e da comunidade.
La cuestión: ¿cómo experimentar la misericordia, como hablar de ella? ¿Cuál es su estatuto epistemológico? ¿Como la Biblia la describe, en particular en una articulación continua con la justicia? ¿Como se desplega en una teología contextual, narrativa, relacional? ¿Como hacer una relectura de la cristología, en términos relacionales de misericordia y en contexto plurireligioso? ¿Como el lugar teológico del entre misericordioso desplaza la teología y la pone en un servicio generador de vida?
O artigo propõe uma reflexão sobre o conceito de intersubjetividade, argumentando que a compreensão habitual desse termo – como uma relação simétrica e de igualdade entre sujeitos – é insuficiente e carece de fundamentação sólida. Partindo da premissa de que a ética é, em sua essência, relacional (envolvendo ações como matar, mentir, proteger), o texto busca recentrar o debate filosófico na relação primordial entre o Eu e o Outro. O método aplicado é o bibliográfico, em abordagem integrativa. A tese central, inspirada na filosofia de Emmanuel Levinas, é que a verdadeira base da ética e da própria intersubjetividade reside numa relação assimétrica, na qual o Outro se impõe ao Eu de forma absoluta e incondicional, precedendo e fundamentando qualquer noção de igualdade ou reciprocidade.
Muchas gracias a los organizadores de este coloquio en la sede de la Escuela Superior de Teología por su amable invitación a participar en esta sesión inaugural. Mis trabajos como filósofo y teólogo han hecho que mis intereses hayan estado siempre centrados en la filosofía africana y la teología islámica, y mis cursos sobre Teología de las Religiones y Fenomenología de la Religión han ampliado mis horizontes hacia otras tradiciones culturales y espirituales. Los cursos, las lecturas, el intercambio con otros profesores me han generado a lo largo de los años todo tipo de intuiciones, unas veces tan sólo iniciales y otras que han acabado concretándose en libros y artículos académicos. Para mí, los congresos son una oportunidad inmejorable para ordenar ideas y sistematizarlas con la intención de profundizar en algunas de estas intuiciones. Este es el sentido de mi intervención esta tarde y, por tanto, ustedes deben tomarla como una primera reflexión que necesitaría muchas ampliaciones y matices. A lo largo de los años diversos autores brasileños han dejado su huella en mi pensamiento, y ustedes sabrán reconocerlos en mis palabras: Leonardo y Clodovis Boff, Rubem Alves, Ivone Gebara, Cesar Kuzma, Hugo Assmann… En estos últimos años ha sido mi modesta participación en proyectos con los padres Paulo dalla Déa y Patrice Chocholski lo que me ha permitido reflexionar sobre las implicaciones filosóficas y teológicas de la misericordia. Mi agradecimiento, por tanto, a ellos por sus enseñanzas y testimonio de rigor intelectual. Empezaré mi intervención con una introducción que tiene como objetivo mostrar que la apelación a la misericordia es un universal cultural, es decir, que se encuentra en todas las sociedades. La íntima convicción de que es preferible ser misericordiosos a no serlo, de que las sociedades funcionan mejor, son más armoniosas, avanzan más hacia los objetivos de bienestar cuando la gente es misericordiosa es patrimonio del conjunto de civilizaciones. A partir de algunas de las ideas de esa introducción enunciaré en forma de paradoja dos dimensiones de la misericordia, entendida como un sinónimo de la compasión, que hasta cierto punto pueden representar un replanteamiento de la visión dominante en ciertas teologías y filosofías. Finalmente, en la conclusión, apuntaré de manera casi telegráfica cinco principios éticos alrededor de la idea según la cual no hay misericordia sin la capacidad de auto-transcendencia porque la misericordia (o la compasión) tienen que ver con el imperativo de tener cura de los demás con quienes realizamos nuestro proyecto existencial.
Este artigo analisa a misericórdia como paradigma para a reflexão teológica no século XXI, a partir da tradição teológica latino-americana. Inicialmente, retoma-se a proposta do princípio-misericórdia de Jon Sobrino, compreendido como fundamento da práxis cristã, da vida eclesial e da elaboração teológica. Em seguida, examinam-se diferentes contribuições da teologia latino-americana - incluindo perspectivas da teologia da libertação, feminista, decolonial, missiológica, ecumênica e da teologia pública - que reconhecem a misericórdia como expressão central do ser e do agir de Deus, manifestada plenamente em Jesus Cristo e prolongada na missão da Igreja. O estudo evidencia que a misericórdia ultrapassa uma compreensão meramente intimista ou assistencialista, constituindo-se como princípio teológico, ético e pastoral capaz de orientar a reflexão teológica e a construção de comunidades e subjetividades comprometidas com a justiça, a solidariedade, a compaixão e o cuidado da vida. Afirma a tese que a misericórdia oferece um paradigma para a teologia do século XXI, articulando fé, espiritualidade e transformação social em diálogo com os desafios do contexto latino-americano.
Este artigo discute a relação entre vulnerabilidade, misericórdia e experiência da graça, tomando como ponto de partida a afirmação de Jesus em Mateus 9.13: “Misericórdia quero e não sacrifício”. Argumenta que, embora vulnerabilidade seja inerente à existência humana, ela é frequentemente negada por estruturas culturais e religiosas. A partir do diálogo com pesquisas sobre vulnerabilidade, especialmente as contribuições de Brené Brown, e com abordagens da teologia feminista da libertação, reflete sobre como sistemas patriarcais criam vulnerabilidades, e, assim, justificam e naturalizam injustiças. Busca, através do conceito hebraico raḥamim e reḥem, evidenciar a dimensão corporal e relacional da misericórdia. Propõe que a experiência da graça passa pelo reconhecimento da vulnerabilidade humana e da construção de comunidades capazes de acolhê-la sem exploração, tornando-se espaços concretos de misericórdia e cuidado.
O objetivo desse artigo é compreender a relação entre o tempo messiânico e o espírito desde pressupostos político-teológicos construídos por Giorgio Agamben. O ponto de partida para essa análise é o problema da lei e as suas implicações no agir político e em suas estratégias de captura das formas de vida. O problema fundante é: como escapar da política centrada no terreno jurídico-político (soberania) e/ou fundamentada nas lógicas de governo (biopolítica)? Essa pergunta dialoga com uma “antinomia” presente nas reflexões de W. Benjamin, especialmente na tensão entre “a violência mítica” – instauradora do direito e chamada de “violência arbitrária”; e a “violência administrada”, mantenedora do direito e que está a serviço da primeira. Entre a violência que cria e a que mantém o direito, W. Benjamin sinaliza uma terceira: a violência divina, aniquiladora do próprio direito. Nesse ponto está uma discussão importante desse trabalho: a articulação entre a “ação política”, o messias como uma interrupção na história - um acontecimento no “tempo político” - e o espírito. Portanto, esse texto, devedor do percurso arqueológico construído por Agamben, aponta relações possíveis para a desarticulação da “máquina governamental” em uma lógica que passa pela compreensão (i) do tempo messiânico e o cumprimento da lei; (ii) do tempo messiânico e a suas interpretações teológicas; e (iii) do espírito, desde uma teologia trinitária, em sua relação com a inoperosidade da própria lei e a vida nua.
This article sets out Franz Rosenzweig’s critique of modern theology as developed in the in theologos section of “Der Stern der Erlösung”. Rather than offering a comprehensive reconstruction, it focuses on a specific tension: the transformation of theology under the pressure of scientific rationality in the nineteenth century. Situating his thought within the intellectual crisis of the nineteenth century—marked by the rise of scientific rationality as the dominant paradigm of truth—it argues that theology, in attempting to constitute itself as a science, loses its proper object: revelation. Reconstructing Rosenzweig’s critique from Schleiermacher through German Idealism to nineteenth-century scientific theology, the article demonstrates how revelation is progressively transformed into concept. Drawing on Rosenzweig’s The Star of Redemption and Das neue Denken, as well as interpretations by Stéphane Mosès, Luca Bertolino and Reinhold Mayer, it further argues that Rosenzweig’s critique is not directed against theology as such, but against its submission to the epistemological norms of modern philosophy. The article concludes by indicating, in a preliminary manner, the reconfiguration of theology grounded in revelation as event.
Diante da virada empírica que deslocou o interesse analítico das estruturas eclesiásticas para o cotidiano dos sujeitos, este artigo confronta as categorias de teologia do cotidiano, cunhada por Rubem Alves, e de religião vivida (lived religion), consolidada pela sociologia anglo-saxônica. Defende-se a tese de que a abordagem da religião vivida, sob uma roupagem metodológica, opera um ocultamento da teologia do cotidiano que a antecedeu. Para tanto, o estudo recupera a compreensão da teologia grega como poiesis, o falar poético e inspirado sobre o divino, opondo-a ao dogmatismo institucionalizado no medievo. Ao traçar paralelas entre a teopoética alvesiana da saudade e as dimensões da fé mapeadas por Nancy Ammerman, e contextualizá-las no pragmatismo e no trânsito religioso do cenário brasileiro, conclui-se que a rejeição acadêmica do termo “teologia” invisibiliza a agência e a mística do chão da vida, reiterando a necessidade de uma hermenêutica viva comprometida com o sentido e a dignidade humana.
Este artigo é uma reflexão sobre a relação das Assembleias de Deus no Brasil com a ecologia. Trata-se, reconhecidamente, da maior denominação pentecostal brasileira, numericamente falando. No entanto, é preciso não apenas constatar as dádivas de seu crescimento numérico e, portanto, sua evidente presença no espaço público, mas, investigar também o exercício de sua responsabilidade para com a sociedade e o bem comum, em especial com o meio ambiente, no cuidado com a terra que é a casa de todos. Neste sentido, os documentos oficiais da denominação – o periódico mensal, Jornal Mensageiro da Paz, e a revista trimestral Lições Bíblicas, utilizada todos os domingos na Escola Bíblica Dominical – são meios de evidenciar as posições oficiais da igreja, disponibilizadas e ensinadas a toda a membresia, quanto às questões ecológicas e como exercem (ou não) o seu papel de influência na sociedade no sentido de uma defesa ao meio ambiente, no cuidado com a natureza e na conscientização de seus membros sobre os deveres com a terra.
As metáforas bíblicas do peregrino e do estrangeiro ocupam um lugar importante na espiritualidade cristã, tanto nas Escrituras, bem como na tradição protestante por toda a história. No contexto do Novo Testamento, o texto de I Pedro 2.11-12 tem valor seminal para uma teologia da peregrinação, como imagem da condição cristã no mundo – tanto para os primeiros leitores desta carta no cristianismo do primeiro século, como para a igreja contemporânea. A utilização metafórica tem suas raízes na identificação dos cristãos como povo escolhido de Deus, desde os patriarcas peregrinos. A utilização cuidadosa do texto da Septuaginta criou uma linha de continuação entre o Israel antigo e a Igreja de Cristo. Do estudo dessa faceta da identidade dos cristãos, surge naturalmente uma teologia bíblica da peregrinação, que desafia a Igreja de hoje, com implicações para a espiritualidade cristã na atualidade.
O presente trabalho examina as principais teorias sobre mobilidade e migração religiosa na modernidade, com ênfase no debate em torno do conceito de conversão no campo religioso brasileiro. A partir de uma revisão teórica sistemática, o trabalho articula contribuições de autores centrais, como Danièle Hervieu-Léger, Meredith McGuire, Christine Lienemann-Perrin, Alejandro Frigerio, Silvia Fernandes, entre outros, para discutir a pertinência analítica de categorias como conversão, passagem, trânsito religioso, dupla pertença e religião vivida. O argumento central é que, diante da crescente individualização e subjetivação da experiência religiosa na modernidade tardia, o conceito clássico de conversão, ancorado no paradigma paulino de ruptura radical, mostra-se insuficiente para captar a complexidade e pluralidade da mobilidade religiosa contemporânea, especialmente no contexto brasileiro. Propõe-se, portanto, uma abordagem multidimensional que articule eixos de pesquisa como trajetória biográfica, motivações para a migração, participação comunitária e vivência da fé, reconhecendo tanto processos de conversão mais intensos quanto formas mais graduais, fragmentárias e sincréticas de mudança religiosa.
A Estela de Merneptá, datada de aproximadamente 1207 AEC, contém a mais antiga menção extrabíblica ao nome “Israel”. Este artigo analisa os usos historiográficos da estela no debate entre abordagens maximalistas e minimalistas sobre as origens do Israel antigo. Enquanto estudiosos associados ao maximalismo interpretam a inscrição como evidência da historicidade das narrativas bíblicas do Êxodo e da Conquista, estudiosos associados ao minimalismo enfatizam sua natureza propagandística e questionam correlações diretas com o texto bíblico. O artigo examina os pressupostos metodológicos de cada abordagem, apresenta suas principais interpretações da estela e avalia criticamente o que este documento permite afirmar historicamente. A hipótese defendida é que a prudência metodológica exige reconhecer tanto as contribuições quanto os limites de cada perspectiva, evitando leituras que subordinem a evidência epigráfica a agendas apologéticas ou céticas predeterminadas.
O presente artigo é parte de uma pesquisa de pós doutorado sobre uma leitura teológica da Teologia da Prosperidade. Para isso utilizamos fundamentações interdisciplinares a fim de agregar à leitura teológica da Teologia da Prosperidade abordando uma teologia acadêmica e também a sociologia. Em nosso entendimento, ela está assentada no sacrifício do dinheiro. Buscamos justificar essa hipótese através de contrapontos a forma de sacrifício do dinheiro com suporte em teólogos, tanto luteranos como Vitor Westhelle, quanto católicos, dentre eles Leonardo Boff e Claude Gefreé e também nos ancorando em uma compreensão sociológica a fim de aprofundar a discussão. A contribuição do artigo consiste em apresentar as contradições que encontramos entre uma leitura neopentecostal do sacrifício, onde o dinheiro pode ser sacrificado, e cujo sacrifício deve partir de todas as pessoas, contrapondo-se ao que entendemos ser uma teologia acadêmica e sistemática, a qual apresenta o sacrifício de Jesus Cristo inaugurando, assim, a Teologia da Gratuidade.
O objetivo deste estudo é verificar como o magistério do Papa Francisco contribui para uma hermenêutica ecumênica da fé cristã, estabelecendo aproximações desse magistério com o ecumenismo na América Latina. Sem desconsiderar as especificidades temáticas que compõem a pauta do diálogo entre as igrejas, propõe-se uma ressignificação do termo “ecumenismo”, estabelecendo interações com elementos socioculturais e o pluralismo religioso do nosso tempo. O método da pesquisa é a leitura qualitativa de textos bibliográficos e documentais que expressam o ensino ecumênico do Papa Francisco, à esteira do ensino do Vaticano II. A conclusão é que, além da Igreja Católica Romana na América Latina, outras igrejas integradas no movimento ecumênico do continente podem acolher o ensino ecumênico do Papa Francisco, dando passos para uma hermenêutica de suas doutrinas em perspectiva ecumênica, fortalecendo, assim, as iniciativas de diálogo existentes na região.
O presente artigo tem enquanto objetivo apresentar a teologia encarnacional como um possível paradigma de fundamentação para a prática missionária da igreja contemporânea. Inicialmente são apresentados os conceitos dos termos encarnacional e atracional, com base nas principais publicações eclesiológicas e missiológicas – disponíveis na língua portuguesa – que desenvolvem o tema. Na sequência é exposta a compreensão fundamental da teologia encarnacional: Jesus Cristo enquanto modelo missionário a ser seguido pela igreja, especialmente em seu ministério terreno. Também são expostos os principais textos bíblicos utilizados pelos teólogos encarnacionalistas, passagens que se encontram nos Evangelhos, em Atos, nas epístolas paulinas e gerais. Por fim, são evidenciadas as três principais correntes da teologia encarnacional, bem como alguns teólogos que as representam.
Este artigo investiga as contribuições de Carl Jung para a educação cristã no processo de individuação, considerando-o como o desenvolvimento integral do ser humano. A educação cristã deve ir além da simples transmissão doutrinária; ela precisa promover aspectos emocionais, espirituais e cognitivos. A pesquisa busca compreender como a educação cristã pode contribuir para esse processo, auxiliando no fortalecimento do "Eu" e na resiliência frente aos desafios da vida. A mensagem de Jesus e seus ensinamentos incentivam a reflexão interior e a transformação pessoal. Assim, uma educação cristã eficaz deve dialogar com as necessidades humanas, promovendo uma vivência que valorize a inclusão, a dignidade e o compromisso com o Reino de Deus. Dessa forma, conclui-se que a verdadeira educação cristã não apenas ensina sobre Cristo, mas conduz cada pessoa a uma experiência pessoal e transformadora com Ele, promovendo uma vida mais íntegra, autêntica, consciente e conectada com Deus e com o próximo.
O presente artigo tem por objetivo apresentar, a partir do campo dos estudos cemiteriais, o processo histórico que possibilitou a criação, no início do século XX, do primeiro Cemitério Israelita de Macapá, concomitantemente à estruturação da Comunidade Israelita do Amapá, abordando, entre outros temas, os ritos que envolvem o funeral, o luto judaico e a sua relação com o cemitério. Essa necrópole é um marco da imigração judaica no Amapá. Localizada atualmente no centro da cidade, ela simboliza a influência política e econômica dessa comunidade na sociedade amapaense. Em suas lápides, estão registrados os nomes dos pioneiros que ajudaram a construir o Estado, oferecendo, assim, dados importantes para a história da imigração judaica na região. Dessa maneira, propomos analisar a constituição histórica e formal desse espaço e as suas relações com os ritos funerários presentes na tradição religiosa dessa comunidade.
O artigo tratou da perspectiva acerca da religiosidade na ótica da Logoterapia de Viktor Frankl. De forma específica, teve por objetivo identificar o papel da vontade de sentido último para o homem religioso no pensamento de Viktor Frankl. Para alcançar o seu escopo, discorreu-se sobre a vida e a obra do autor com o intuito de clarificar a sua ideia de religião e religiosidade. De forma mais específica, analisou-se a religiosidade em suas bases antropológicas e filosóficas no que tange à tríade: a liberdade da vontade, a vontade de sentido e o sentido da vida. Por fim, constata-se que o ponto fulcral da religiosidade seria a voz da consciência, manifestada por meio de um relacionamento inconsciente com um Deus pessoal.