ABSTRACTBackgroundCytomegalovirus (CMV) infection remains among the leading complications after solid organ transplantation (SOT). Large international surveys mainly focused on high‐income countries, detected considerable variability in the management of this infection after SOT. Limited data are available from resource‐limited settings.MethodsA questionnaire‐based cross‐sectional study was performed. All transplant programs (TP) registered at the Brazilian Organ Transplantation Society (ABTO) were invited to participate.ResultsSixty‐one TP participated in the study. Of these, 59 (97%) reported using at least 1 preventive strategy (prophylaxis or preemptive therapy [PET]). Prophylaxis was reported by only 39 (64%). PET was used by 52 (85%), predominantly for R+ recipients (n = 42/61; 70%). CMV monitoring was performed weekly in only 22 of 52 (42%) TP. This was significantly more common in TP reporting turnaround times ≤72 h for quantitative nuclear acid amplification tests (p < 0.001). Intravenous (IV) ganciclovir was the predominant drug chosen for prophylaxis (21/39 TP; 54%) and for PET (44/52 TP; 77%). Lack of regular access to valganciclovir was significantly associated with the choice of IV ganciclovir for prophylaxis and PET (p = 0.002 for both comparisons). Only 8 (13%) TP had access to molecular diagnostic tests for ganciclovir resistance, and 14 (23%) had access to effective therapy for highly resistant infections.ConclusionThese results suggest that strategies to improve the management of CMV after SOT in such a resource‐limited setting are needed and should include not only targeted educational programs but also initiatives to tackle economic and structural barriers. image
Liver transplantation (LT) is a well-established therapy for patients with decompensated cirrhosis and early-stage hepatocellular carcinoma. Liver transplantation activity varies sharply across Latin American (LATAM) countries due to differences in resources, expertise, and funding and local attitudes toward organ donation and transplantation. This current guidance of postoperative care after LT is the first position paper of the Latin American Association for the Study of the Liver (ALEH) Special Interest Group (SIG), drawing evidence-based recommendations regarding immediate and long-term postoperative care of LT recipients, taking into consideration their applicability in Latin America.
Dengue, an infection characterized by recurrent epidemic spanning 3 to 5 years, stands out as a one of the most prominent problem due to its escalating case number and geographic extension. Despite its vast distribution, the disease occurs most intensely in the Americas and Southeast Asia. Within this scenario, it is imperative to carefully assess the potential repercussions of this epidemic on transplant activity. Although literature on this matter remains sparse, a review of probable and confirmed cases of dengue transmission through infected donors was carried out, addressing clinical characteristics and outcomes in recipients of such organs. Considering the strategies adopted in other countries that have already experienced dengue epidemics with the transmission of the virus through organ transplantation, the Comissão de Infecção em Transplante (COINT) da Associação Brasileira de Transplante (ABTO) delineates a protocol for screening potential donors and transplant candidates. This protocol involves the combined use of NS1/IgM on blood, alongise stringent criteria for evaluating donor and recipient suitability.
Introduction and Objectives Little is known about current practice of liver transplantation (LT) in Latin American countries (LATAM). This study aimed to describe LT activity, immunosuppression protocols and policies regarding prophylaxis of cytomegalovirus (CMV) infection and hepatitis B virus (HBV) recurrence in different active LATAM centers. Materials and Methods A web-based survey with 20 questions regarding LT practice was sent to all members of ALEH LT SIG in December 2022. Results 22 centers performing 35 [5-160] LT per year from Brazil (n=5), Argentina (n=4), Chile (n=4), Ecuador (n-2), Mexico (n=2), Colombia (n=1), Costa Rica (n=1), Peru (n=1), Dominican Republic (n=1) and Uruguay (n=1) answered the survey. Tacrolimus, mycophenolate and prednisone was the main immunosuppressive regimen employed by most (72%) centers and 81% of them referred basiliximab use for induction therapy in selected patients. Tailoring of immunosuppression was universally accepted, particularly in autoimmune hepatitis (AIH) (59%), hepatocellular carcinoma (54%) kidney dysfunction (77%) and primary biliary cirrhosis (33%). Weaning of corticosteroids at three, six and 12 months after LT was reported, respectively, by 41%, 36% and 23% of the centers, but policy for lifelong corticosteroid use in AIH-transplanted subjects was commonly observed (90%). Just four centers are currently performing protocol liver biopsies, while 18 of them are considering liver biopsy prior to steroid pulse therapy. HBIG and nucleos(t)ide analogs are used in most instances (73%) for HBV recurrence prevention, whereas CMV infection prophylaxis was shown to vary sharply across centers. Of note, all but two of them referred major changes in LT practice over the years due to economical restraints. Conclusions Compliance with standard of care recommendations for management of LT was reported by most centers. Heterogeneity in practices regarding HBV infection recurrence and CMV prophylaxis may reflect local financial restraints and point to the importance of developing ALEH guidelines to encourage LT activity in LATAM.
A dengue, infecção caracterizada por ciclos epidêmicos que se repetem a cada 3 a 5 anos, figura como um dos problemas de maior destaque, tendo em vista sua progressiva expansão em número de casos e extensão geográfica. Em que pese sua vasta distribuição geográfica, é nas Américas e Sudeste Asiático que a doença incide de forma mais intensa. No contexto de surtos e epidemias, as infecções transmitidas pelos doadores podem representar um grande desafio devido à falta de dados, na literatura, de uma política clara para triagem dos doadores e dos possíveis desfechos indesejáveis. Casos de transmissão provável e confirmada têm sido relatados em receptores de diferentes órgãos. Embora o total de casos descritos seja pequeno, é importante considerar a possibilidade de subnotificação e o aumento substancial do risco desse evento, especialmente nos períodos em que a transmissão da dengue atinge níveis epidêmicos na população. Com base na escassa literatura, porém baseada em estratégias adotadas em outros países que já experimentaram epidemias de dengue com transmissão do vírus por meio de transplante de órgãos, a Comissão de Infecção em Transplante (COINT) da Associação Brasileira de Transplante (ABTO) sugere triagem de doadores e candidatos a transplante com o uso combinado de NS1/IgM no sangue e critérios para o aceite do doador e do candidato.
Monkeypox (MKP)é uma zoonose causada por um virus DNA pertencente ao gênero Orthopoxvírus e à família Poxviridae e foi isolado pela primeira vez na Dinamarca em 1958. Em 1970 descreveu-se o primeiro caso em humanos, na República Democrática do Congo e desde então propagou-se com disseminação inter-humana e em julho de 2022 a OMS declarou estado de emergência sanitária. Sua apresentação clínica é semelhante à da varíola, com erupções cutâneas que evoluem como máculas, pápulas, vesículas, pústulas e crostas. O primeiro caso em transplantado foi descrito na Tailândia em junho de 2022, num paciente transplantado de medula. Nesse relato, descrevemos caso de MKP num paciente em pós-operatório de transplante de fígado e discutimos aspectos clínicos nessa situação ainda pouco conhecida entre os transplantadores.
O transplante de órgãos sólidos demanda imunossupressão potente que confere ao receptor susceptibilidade a diversos patógenos virais, podendo culminar em quadros disseminados com grande potencial de gravidade. Entre essas infecções, meningoencefalites requerem terapia direcionada e urgente. Entretanto, os dados em receptores de transplante renal são escassos. Paciente masculino, 60 anos, em pós-operatório recente de transplante renal de doador falecido. Em uso de tacrolimo (10 mg/dia), micofenolato sódico (1440 mg/dia) e prednisona (15 mg/dia). Após 30 dias do transplante evolui com dor em região lombar esquerda com irradiação para abdome, seguido de lesões vesiculares sob base eritematosa em regiões de dermátomos L1-L2, mal-estar, episódios de pré-síncope e astenia. Iniciado tratamento ambulatorial com aciclovir oral, sob hipótese de herpes zoster. Evolui com confusão mental, rebaixamento do nível de consciência e fala arrastada, sendo admitido com necessidade de intubação orotraqueal para proteção de via aérea. Tomografia de crânio sem anormalidades, iniciado ceftriaxona e aciclovir endovenoso. Mantido metilprednisolona e suspensos demais imunossupressores. Líquor evidenciou pleocitose moderada de predomínio linfomonocitário e hiperproteinorraquia, aumento de hemácias e consumo de glicose. Antígeno de cryptococcus, culturas de bactérias, micobactérias e fungos resultaram negativas. Suspenso ceftriaxona e mantido aciclovir endovenoso por 14 dias. Paciente apresenta resolução das lesões cutâneas e melhora progressiva do quadro neurológico. Realizado ainda diagnóstico de infecção por citomegalovírus (CMV) por PCR sérico, também tratada na internação. Posteriormente, evidenciada detecção de VZV por PCR em líquor, sendo confirmada meningoencefalite por VZV.
Contextualização: Desde maio de 2022, casos de monkeypox (varíola dos macacos ou mpox) foram relatados em vários países, com evidências de transmissão comunitária. No cenário atual, temos transmissão identificada em diferentes continentes, relacionada com disseminação local do vírus por contato íntimo inter-humano. Objetivo: O objetivo desse artigo é informar a comunidade transplantadora sobre as eventuais implicações da doença para a população de receptores de transplantes e seus doadores. Método: Nesse artigo apresenta-se as orientações para adequar a avaliação de doadores e de candidatos a transplantes de órgãos, tendo em vista os riscos potenciais decorrentes da emergência de mpox em nosso meio. É importante considerar que este documento reflete a opinião de especialistas diante das escassas evidências atualmente disponíveis. Resultados e Conclusões: As recomendações de manejo e avaliação do doador baseiam-se no risco potencial da transmissão do vírux MPXV. Estima-se que o risco de transmissão pelo transplante seja baixo, levando-se em conta a incerteza sobre a duração da viremia em pacientes com mpox e a presença de vírusviável em células e tecidos. Recomenda-se, no entanto, que os médicos responsáveis pelo paciente estejam alerta para as evidências de infecção e que acionem ou notifiquem as instituições caso haja indícios de transmissão pelo transplante.
A mucormicose é um grupo de infecções causadas por fungos da ordem Mucorales, sendo o Rhizopus oryzae o agente mais comum. Acometem principalmente pacientes imunodeprimidos, como portadores de diabetes mellitus descompensados, transplantados de órgãos sólidos, pacientes em quimioterapia e corticoterapia. A apresentação clínica é variável, onde as infecções rino-órbito-cerebrais e pulmonares são as síndromes mais comuns. A forma rinocerebral está mais associada ao diabetes, enquanto a forma pulmonar é mais presente em indivíduos portadores de neoplasias sob quimioterapia ou submetidos a transplante. O relato de caso abaixo, descreve a evolução de um paciente imunossuprimido após transplante renal com mucormicose pulmonar. Paciente masculino, 34 anos, portador de doença renal crônica dialítica, submetido a transplante renal em 26/05/2022. Apresentou atraso de função do enxerto, e episódios de pielonefrite com tratamento guiado por cultura. Após decretada falência de enxerto, foi internado em 02/09/22 para transplantectomia. Na ocasião, relatava tosse com expectoração escurecida há cerca de duas semanas, além de calafrios, inapetência e náuseas. Em tomografia de tórax, extensa cavitação em lobo superior direito com paredes espessas e nível hidroaéreo, além de nódulo escavado diminuto em lobo superior esquerdo adjacente a brônquio. Crescimento de Rhizopus sp em cultura de lavado broncoalveolar, além de RT-PCR para covid-19 positivo em swab nasofaríngeo. Após um mês de tratamento com anfotericina B, paciente mantinha sintomas e lesão cavitada em imagem de tórax, sendo indicado ressecção cirúrgica via toracotomia. Devido ao acometimento de lobos superior e médio, houve indicação de pneumectomia direita. Em 28/10, apresentou insuficiência respiratória aguda hipoxêmica e enfisema subcutâneo, sendo submetido a intubação orotraqueal, por provável fístula de coto brônquico. No mesmo dia evoluiu com parada cardiorrespiratória, sem resposta às medidas de reanimação. O caso evidencia a importância e gravidade da mucormicose pulmonar como diagnóstico diferencial de infecção oportunista em imunossuprimidos. Ainda há um grande subdiagnóstico da doença visto que o diagnóstico microbiológico e histopatológico é de difícil realização. Quando suspeitada, faz-se necessária intervenção urgente visto que a mortalidade associada a mucormicose mantém-se elevada mesmo com tratamento adequado.
Introdução: A literatura existente apresenta perspectivas variadas sobre o impacto da COVID-19 em receptores de transplante de fígado. No entanto, nenhuma pesquisa investigou especificamente o papel das diferenças de gênero na manifestação da COVID-19 entre os receptores de transplante de fígado. Este estudo pretende examinar os efeitos da COVID-19 em receptores de transplante de fígado, com foco nas diferenças de gênero na apresentação e progressão da doença. Métodos: Conduzida como um estudo de coorte histórico multicêntrico, esta pesquisa coletou registros de pacientes por meio de um questionário on-line. O principal objetivo foi avaliar a mortalidade relacionada à COVID. Além disso, foram coletados dados demográficos, clínicos e laboratoriais relativos à apresentação e progressão da doença. Resultados: O estudo incluiu um total de 283 pacientes, sendo 76 do sexo feminino e 206 do sexo masculino. O período médio de acompanhamento para os homens foi de 99 dias (IQR 38-283), enquanto para as mulheres foi de 126 dias (IQR 44-291). Foi observada uma maior prevalência de doença cardiovascular nos homens (p=0,002). As mulheres frequentemente apresentavam perda de olfato (p=0,021), enquanto os homens geralmente apresentavam febre (p=0,031). Os níveis de ALT e gama-glutamil transferase foram significativamente elevados nos homens (p=0,008 e 0,004, respectivamente). Embora tenha havido uma tendência de aumento da mortalidade nos homens, ela não alcançou significância estatística. Conclusão: Este estudo é a primeira tentativa de investigar as diferenças de gênero na COVID-19 entre os receptores de transplante de fígado. Nossos achados destacam a necessidade de uma abordagem abrangente e personalizada para tratar essa população de pacientes e ressaltam a importância de elucidar melhor a apresentação da doença nesses indivíduos.
Introdução/objetivo: A expansão do tratamento preventivo da tuberculose (TPT) é estratégica na meta de eliminação da doença como problema de saúde pública até 2035. Este estudo avaliou a cascata de cuidado da infecção tuberculosa latente (ILTB) em pacientes transplantados de órgãos sólidos e transplante de células pluripotentes hematopoiéticas (TCPH) em um hospital de referência. Métodos: Estudo descritivo, transversal, epidemiológico operacional; foram incluídos pacientes candidatos/transplantados notificados para ILTB no período de janeiro de 2009 a julho de 2022. Resultados: Considerando os pacientes transplantados no período de estudo foram notificados 5,18% casos de ILTB; dentre os transplantados hepáticos (TxH), 7,03%, nos transplantados renais (TxR), 6,3%, nos TCPH, 0,95% e nenhum no transplante cardíaco. Foram avaliados 194 pacientes com ILTB: 74 candidatos à transplante hepático (TxH), 114 candidatos a transplante renal (TxR) e seis candidatos a TCPH. O diagnóstico de ILTB foi realizado por meio do teste tuberculínico em 84,02% dos pacientes, nos demais foi embasado na história clínica e exame radiológico. O regime terapêutico consistiu em isoniazida (6-9H) em 97,42%, rifampicina (4R) em 1,55% e rifapentina associada a isoniazida (3HP) em um caso. O tratamento foi concluído em 82,47% deles; 3,1% dos pacientes tiveram o tratamento suspenso por toxicidade. Após o tratamento para ILTB, apenas um paciente desenvolveu TB ativa. Conclusão: No grupo avaliado foram detectadas lacunas na cascata de cuidado associadas ao diagnóstico da ILTB, suprimento irregular do PPD, ausência de método alternativo e pactuação das diretrizes para a garantia da TPT de forma precoce em grupos com alto risco de adoecimento. O regime com 6-9H foi efetivo e seguro, poucos pacientes utilizaram os regimes 4R e 3HP.
Contextualization: Since May 2022, cases of monkeypox (mpox) have been reported in several countries, with evidence of community transmission. In the current scenario, transmission has been identified in different continents, related to the local spread of the virus by intimate inter-human contact. Objective: The purpose of this article is to inform the transplant community about the possible implications of the disease for the population of transplant recipients and their donors. Method: This article presents guidelines for adapting the evaluation of donors and candidates for organ transplants, bearing in mind the potential risks resulting from the emergence of mpox in our midst. It is important to consider that this document reflects the opinion of specialists given the scarce evidence currently available. Results and Conclusions: Donor assessment and management recommendations are based on the potential risk of monkeypox vírus (MPXV ) transmission. The risk of transmission by transplantation is estimated to be low, taking into account the uncertainty about the duration of viremia in patients with mpox and the presence of viable virus in cells and tissues. It is recommended, however, that the physicians responsible for the patient are alert to evidence of infection and that they activate or notify the institutions in case there are indications of transmission through the transplant.
Introduction: Existing literature presents varying perspectives on the impact of COVID-19 on liver transplant recipients. However, no research has specifically investigated the role of gender differences in the manifestation of COVID-19 among liver transplant recipients. This study aims to examine the effects of COVID-19 on liver transplant recipients, with a focus on gender differences in disease presentation and progression. Methods: Conducted as a multicenter historical cohort study, this research collected patient records through an online questionnaire. Assessing COVID-related mortality was the main objective. Additionally, demographic, clinical, and laboratory data pertaining to disease presentation and progression were collected. Results:The study included a total of 283 patients, of whom 76 were female and 206 were male. The median follow-up period for males was 99 days (IQR 38-283), while for females, it was 126 days (IQR 44-291). A higher prevalence of cardiovascular disease was observed in males (p=0.002). Females frequently experienced a loss of smell (p=0.021), whereas males commonly exhibited fever (p=0.031). Levels of ALT and gamma-glutamyl transferase were significantly elevated in males (p=0.008 and 0.004, respectively). Although there was a trend towards increased mortality in males, it did not reach statistical significance.Conclusion: This study is the first attempt to investigate gender differences in COVID-19 among liver transplant recipients. Our findings highlight the need for a comprehensive and personalised approach to treating this patient population and underscore the importance of further elucidating the disease presentation in these individuals
Background. Infections by SARS-CoV-2 in liver transplant recipients (LT) patients are of particular concern, notably due to perceived added risks related to immunosuppression and comorbidity burden. Current literature on this topic often relies on small, non-standardized, and geographically limited studies. This manuscript describes COVID-19 presentations and causes for elevated mortality in a large cohort of LT recipients. Methods. This study was designed as a multicentric historical cohort, including LT recipient patients with COVID-19 in 25 study centers, with the primary endpoint being COVID-related death. We also collected demographic, clinical, and laboratory data regarding presentation and disease progression. Results. Two hundred and thirty-four cases were included. The study population was predominantly male and White and had a median age of 60 years. The median time from transplantation was 2.6 years (IQR 1-6). Most patients had at least one comorbidity (189, 80.8%). Patient age (P = .04), dyspnea (P < .001), intensive care unit admission (P < .001), and mechanical ventilation (P < .001) were associated with increased mortality. Modifications of immunosuppressive therapy (P < .001), specifically the suspension of tacrolimus, maintained significance in multi-variable analysis. Conclusions. Attention to risk factors and the individualization of patient care, especially regarding immunosuppression management, is crucial for delivering more precise interventions to these individuals.
Monkeypox (MKP) is a zoonosis caused by a DNA virus belonging to the Orthopoxvirus genus in the Poxviridae family and was isolated for the first time in Denmark, in 1958. In 1970, the first case in humans was described in the Democratic Republic of Congo and, since then, it has spread with inter-human dissemination and, in July 2022, the WHO declared a state of health emergency. Its clinical presentation is similar to that of smallpox, with skin eruptions that evolve as macules, papules, vesicles, pustules and crusts. The first case in a transplanted patient was described in Thailand, in June 2022, in a bone marrow transplanted patient. In this report, we describe the case of MKP in a patient in the postoperative period of liver transplantation. We also discuss clinical aspects of this situation, which is still little known among the transplanter community.
COVID-19 is commonly associated with high serum levels of pro-inflammatory cytokines, and the post-infection status can disturb self-tolerance and trigger autoimmune responses. We are reporting a 45-year-old male who was admitted with fatigue, jaundice, elevated liver enzymes (with cholestatic pattern), and acute kidney injury two weeks after recovering from a mild SARS-CoV-2 infection. Serologies for viral hepatitis and anti-mitochondrial antibody were negative, while anti-nuclear and anti-smooth muscle antibodies were positive. There were no signs of chronic liver disease, and a magnetic resonance cholangiography showed no dilatation of biliary ducts. Histologic evaluation of the liver evidenced numerous foci of lobular necrosis without ductopenia or portal biliary reaction. Considering the autoantibody profile and histologic changes, the medical team started oral prednisone, but there was a suboptimal biochemical response in the outpatient follow-up. Two months later, a second liver biopsy was performed and revealed non-suppurative destructive chronic cholangitis, extensive areas of confluent necrosis with hepatocytes regenerating into pseudorosettes, and numerous plasma cells. According to the Paris Criteria, the patient was then diagnosed with an autoimmune hepatitis-primary biliary cholangitis overlap syndrome (AIH-PBC-OS). After adding azathioprine and ursodeoxycholic acid to the treatment, there was a satisfactory response. This is the second worldwide report of an AIH-PBC-OS triggered by COVID-19, but the first case with a negative anti-mitochondrial antibody. In this setting, histologic evaluation of the liver by an experienced pathologist is a hallmark of achieving the diagnosis and correctly treat the patient.
Resumen: Hasta ahora, se ha discutido mucho sobre la realización de trasplantes en candidatos que presentan resultado positivo en pruebas virales (por ejemplo, prueba de antígeno y molecular) o exposición reciente/cuadro compatible con el Covid-19. Desafortunadamente, la literatura aún no presenta orientaciones concluyentes, y se debe considerar el riesgo de complicaciones, de la pérdida del injerto y muerte. Este documento discute estos puntos para basarse y ayudar en la decisión del equipo trasplantador.
Resumen: El Covid-19 impactó fuertemente los trasplantes de órganos sólidos (TOS). Los pacientes en lista de TOS y aquellos ya trasplantados pertenecen a la población prioritaria para la vacunación contra el Covid-19, que tiene por objetivo reducir a morbilidad y mortalidad del Covid-19. Todas las vacunas hoy en día utilizadas contra el Covid-19 pueden ser administradas en el escenario de TOS. El esquema de vacunas (plataforma de fabricación, edad, número de dosis, indicación de dosis de refuerzo) varía según el país.