Resumo: O editorial analisa as transformações contemporâneas do trabalho, da questão social e do trabalho profissional de assistentes sociais nos marcos do capitalismo periférico. Examina a precarização do trabalho, o racismo estrutural, a financeirização, a austeridade fiscal e os impactos das tecnologias digitais nas políticas sociais, evidenciando seus efeitos sobre as condições éticas, técnicas e materiais do trabalho profissional. Reafirma o Projeto Ético-Político como horizonte de resistência e de construção coletiva.
Resumo: A partir da análise de elementos conjunturais que explicitam as inflexões da crise do capital em curso na vida social, o presente Editorial problematiza o “lugar” que a participação social, em suas diferentes formas, ocupa na (re)construção da esfera pública. Em diálogo com autores(as) que examinam a conjuntura e temas como participação, associativismo, controle social, direitos e democracia, o texto arrola uma série de desafios postos não apenas aos(às) assistentes sociais, mas também a todos(as) que se posicionam no horizonte das emancipações: política e humana.
The article discusses the meaning of the social question and its multiple refractions in part of the periphery of capital (Latin America and Africa), as well as analyzes some of the particularities of this social order as unity in diversity, in regions that have historically contributed to the accumulation of capital and stimulated anti-capitalist practices. Based on this, the text analyzes what has more recently been characterized as progressivism, its potentialities and its limits. In the final notes, the scope of progressive and nationalist agendas to promote the eradication of the structural causes that feed social inequality in capitalism, even more so in the context of peripheral and dependent countries, is explored. At the same time, it points out issues that challenge social work in the implementation of a radically anti-capitalist professional ethical-political project in Latin America and Africa.
The article discusses the meaning of the social question and its multiple refractions in part of the periphery of capital (Latin America and Africa), as well as analyzes some of the particularities of this social order as unity in diversity, in regions that have historically contributed to the accumulation of capital and stimulated anti-capitalist practices. Based on this, the text analyzes what has more recently been characterized as progressivism, its potentialities and its limits. In the final notes, the scope of progressive and nationalist agendas to promote the eradication of the structural causes that feed social inequality in capitalism, even more so in the context of peripheral and dependent countries, is explored. At the same time, it points out issues that challenge social work in the implementation of a radically anti-capitalist professional ethical-political project in Latin America and Africa.
Resumo: O artigo problematiza a confluência das crises desencadeadas pela epidemia do novo coronavírus e seus impactos no mundo do trabalho, no Serviço Social e no trabalho cotidiano de assistentes sociais, cujo desvendamento deve ser remetido à crise estrutural do capital das últimas décadas e às suas estratégias de enfrentamento.
This article is part of the research ‘The Social Work Reconceptualization Movement in Latin America: Historical Determinants, International Interlocutions and Memory’. It portrays the 1960s’ socio-political framework in Latin America, as well as the cultural, ideo-political and socio-economic processes that have deeply affected global societies. In this context, it situates the contribution of the Latin American Social Work Centre to the Reconceptualisation Movement of social work in Latin America, when breaking with traditional social work, and the so-called ‘turnaround’ of Brazilian social work, responsible for profound transformations in academic and professional development and education, professional activity, and organisation, through the political articulation of several professional entities.
acumulação do capitalismo internacional, que não podem ser creditadas à pandemia causada pelo novo coronavírus.
a face hiperautoritária do neoliberalismo (Dardot; Laval, 2016) na atual quadra do capitalismo contemporâneo.
Revista Serviço Social & Sociedade vem a público em um contexto de profundas transformações societárias que nos colocam, como afirma Antunes (2018, p. 10), frente à "uma nova era de devastação, uma espécie de fase ainda mais destrutiva da barbárie neoliberal e financista que almeja a completa corrosão dos direitos do trabalho em escala global".Nesse contexto, em especial nas últimas décadas, o capital financeiro assumiu o comando no processo de acumulação e "não mais apresenta fronteiras de qualquer ordem" (Marques, 2018, p. 110-113).Tais transformações, observadas na esfera da acumulação capitalista, trazem seus impactos para o mundo da política, do trabalho, na "questão social" e nas Políticas Sociais, âmbitos da intervenção profissional do assistente social e nos alcançam cotidianamente, pois a desigualdade e a concentração de renda que se intensificam nas atuais formas de acumulação capitalista trazem como consequência a radicalização da questão social.Efetivamente o capitalismo em crise radicaliza a questão
Resumo: Este texto tem como objetivo realizar uma análise retrospectiva do significado da revista Serviço Social & Sociedade para o desenvolvimento de um pensamento crítico sobre a profissão e a sociedade brasileira nos seus quarenta anos de existência. Pretendeu evidenciar que sua criação deve ser tributada a um duplo movimento convergente de luta contra a ditadura e de ruptura do Serviço Social com o conservadorismo profissional.
O objetivo deste texto é problematizar algumas polêmicas presentes no debate sobre o trabalho no Serviço Social, a partir da perspectiva marxiana da teoria do valor trabalho. Para enfrentar essas questões, o ponto de partida é o tensionamento entre projeto profissional e trabalho assalariado, que coloca para assistentes sociais os dilemas da alienação, uma vez que sua atividade é submetida ao poder dos empregadores, em grande parte o Estado, mas também organizações não governamentais e empresariais. O desafio consiste em apreender as formas pelas quais o trabalho de assistentes sociais ingressa (ou não) no reino do valor, no âmbito da sua inserção como trabalhadores assalariados do setor de serviços, que, com a mundialização e financeirização do capital, vem sendo sofrendo grande expansão e tornando-se fonte de novas formas de extração do valor. Palavras-Chave: Serviço Social; divisão social e técnica do trabalho; valor; trabalho em serviços. Abstract –This text’s objective is to problematize some controversies in the debate about labor in the area of social work, from the Marxian perspective of the labor theory of value. In order to address these issues, the starting point is the tension between professional project and paid work, which places social workers in the dilemmas of alienation, since their activity is submitted to the power of employers, largely the state, but also non-governmental organizations and business sectors. The challenge is to understand the ways in which the work of social workers enters (or not) the realm of value, within the framework of their insertion as salaried employees of the service sector, who, with the globalization and financialization of capital, have been experiencing great expansion and becoming a source of new forms of value extraction.Keywords: social work; social and technical division of labor; value; work in services.
Resumo:O presente artigo é resultado da dissertação de mestrado que teve como objetivo analisar a prática do assédio moral como uma nova estratégia de gestão das relações de trabalho no atual contexto da reestruturação produtiva, com enfoque nos (as) trabalhadores (as) assistentes sociais. A pesquisa realizada evidenciou as situações vexatórias e humilhantes a que são submetidos os (as) profissionais, que se repetem e se prolongam durante a jornada de trabalho, provocando danos morais, sofrimento, desgaste mental e adoecimento.
Rodrigo Castelo formou-se em economia na UFRJ e fez toda a sua pós-graduação em Serviço Social na UFRJ. Durante o período dodoutorado, pesquisou as ideologias do bloco de poder dominante no Brasil nas últimas décadas, com destaque para o social-liberalismo e o neodesenvolvimentismo. Atualmente é professor da Escola de Serviço Social da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). Em 2010, organizou uma coletânea chamada Encruzilhadas da América Latina noséculo XXI, sobre o novo desenvolvimentismo e, em 2013, a editora Expressão Popular lançou o seu livro O social-liberalismo: auge e criseda supremacia burguesa na era neoliberal.