Este estudo teve como objetivo analisar a percepção dos docentes do curso de Administração de diferentes universidades públicas da região sul do Brasil, perante aos estímulos e barreiras à aplicação de metodologias ativas. A pesquisa foi conduzida em duas fases: (i) uma revisão sistemática da literatura relacionada aos estímulos e barreiras ao uso de metodologias ativas em sala de aula e (ii) uma pesquisa qualitativa-descritiva, realizada partir da análise de 104 questionários respondidos por docentes do curso de Administração de nove universidades federais de ensino da região sul do Brasil. Evidenciou-se uma carência de estudos relacionados a metodologias ativas no contexto do curso de Administração e, no contexto empírico, percebeu-se maior relevância de barreiras do que estímulos ao uso de metologias ativas com base na percepção dos docentes, os quais relacionam-se a carga de trabalho, influência social, formação e atitude. Destaca-se a necessidade de uma reorientação dos docentes na procura por capacitação, maior interesse por parte dos alunos em aulas que permeiam metodologias ativas e incentivo das universidades perante essa nova forma de ensino, o que pode minimizar as barreiras e fomentar os estímulos para a promoção de um ensino diferenciado.
A construção de políticas públicas voltadas à pacificação de territórios violentados encontra óbices de ordem acadêmica e sócio-política. No primeiro prisma, considerando a complexidade do objeto, há um inevitável desbordamento dos cânones formais e analíticos de visões meramente institucionalistas. No segundo ponto, existe um desinteresse, sobretudo dos órgãos do sistema de justiça, no enfrentamento autêntico desta questão, por não oferecer capital simbólico suficiente dentro do contexto de supremacia interpretativa da rule of law por parte de seus agentes. Deste modo, pretende-se compreender em que medida o contraditório afastamento do sistema de justiça das políticas de segurança cidadã compromete a eficácia destas. Será feito um resgate das teorias que fundamentam o campo das políticas públicas, assim como irá se dialogar com a teoria dos campos e com a sociologia das profissões para se compreender o desenho constitucional, responsável pela emersão de uma elite jurídica a partir do processo de intensa autonomização conferido pela Constituição Federal de 1988. Aliado a isto, perceber-se-á como uma democracia inercial (Baquero), conjugada a este desenho institucional, irá produzir um constitucionalismo inercial que contraditoriamente fortalece os órgãos do sistema de justiça, mas os afasta de seu mister de garantir o efetivo acesso à justiça, sobretudo em temáticas socialmente essenciais, mas desprovidas de recompensas simbólicas. Serão analisados dados das primeiras experiências de alguns projetos de segurança cidadã e seus impactos na redução de crimes violentos, comparando-se os mesmos índices após a descontinuidade de tais projetos.
Este estudo adota uma abordagem qualitativa para realizar uma revisão sistemática sobre o ensino de Física voltado para alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), seguindo oito etapas: definição da questão de pesquisa, seleção das fontes de dados, elaboração dos descritores de busca, busca e armazenamento dos resultados, definição dos critérios de inclusão e exclusão, extração de dados, avaliação das publicações e, por fim, síntese e interpretação dos dados. A pesquisa centralizou-se em identificar estratégias de ensino para alunos autistas no contexto das ciências, especialmente na Física. A busca foi realizada em periódicos da área educacional, resultando em 11 artigos publicados entre 2021 e 2024 que compuseram o corpus de análise. Os resultados indicaram que a maioria dos estudos aborda o ensino de Ciências de maneira geral, sem um foco específico em Física. Assim, este estudo ressalta a importância de investigações futuras que aprofundem o conhecimento sobre estratégias eficazes no ensino de Física para alunos com autismo, contribuindo para a melhoria da formação docente e das práticas educativas inclusivas.
Microplastics are widespread in aquatic environments, and their quantification remains difficult. This study presents the zero plastic prototype, an open source AI-assisted imaging system designed for microplastic detection. The prototype device uses flow-imaging microscopy to capture particles in the 3–200 μ m range and applies an AI-based segmentation pipeline for image analysis. Laboratory validation was carried out using polystyrene microspheres in the 3–20 μ m range, prepared under reproducible conditions. Comparison with scanning electron microscopy showed agreement for spherical particles larger than 3 μ m. The results define the prototype’s performance under controlled laboratory conditions for polystyrene microspheres and provide a basis for future development toward use in environmental monitoring.