Nas últimas décadas, a indústria de Venture Capital (VC) vem ganhando cada vez mais protagonismo no cenário mundial e tem provocado alterações nos mercados globais de capitais, principalmente depois da ascensão das Bigtechs, que em apenas dez anos desbancaram as indústrias tradicionais, de uso intensivo de capital que figuravam há décadas como as empresas mais valiosas do globo. Esse protagonismo foi empreendido à custa de geração de inovação tecnológica, combinada com modelos escaláveis, replicáveis, que permitem crescimento exponencial. Essas empresas disputaram seus mercados resolvendo grandes problemas do cotidiano. Todas têm em comum o fato de terem sido financiadas por VC nos seus primórdios, quando ainda eram empresas de garagem. Essa revolução não ficou restrita aos EUA e se espalhou por todo o Globo, liderados principalmente por Europa e China, na Ásia. No Brasil, com um certo atraso em relação ao mercado americano, a indústria de VC vem quebrando seguidos recordes em volumes de investimento, o que tem atraído cada vez mais a atenção de grandes investidores globais. É inegável que grande parte desse sucesso pode ser atribuído à aquisição da 99 pela Didi, em 2019, que configurou o primeiro unicórnio brasileiro e colocou o país definitivamente no mapa das gestoras de VC globais. Apesar de todo esse desenvolvimento, nota-se que as gestoras domésticas são responsáveis pela maior parte dos investimentos na indústria, no entanto, possuem uma tímida participação nos investimentos em empreendimentos mais maduros. Portanto, o objeto desta pesquisa foi explorar por meio de pesquisa qualitativa as principais barreiras encontradas pelas VC domésticas para avançarem sua participação nos empreendimentos late stage. Dentre os pontos analisados, está a maturidade do mercado brasileiro que compromete a velocidade de maturação das VCs, fato que parece explicar a razão de ainda não temos fundos domésticos atuando nas Séries C em diante. Felizmente, essa ausência de participação nos estágios mais maduros não representa uma ameaça ao ecossistema brasileiro, ao contrário, é parte da sua evolução.
Objective: This article discusses the effects of changes in electricity distribution regulation on the economic performance of fixed asset investments. Theoretical Framework: The analyses in this study are based on Ferreira's (2021) research conducted on a concessionaire's asset database, considering the period between two tariff cycles. Method: The methodology used in this study included the analysis of regulatory documents related to the 4th Tariff Review Cycle of a specific distributor, from April 2013 to May 2018. The analysis of these documents was conducted through organization and comparison of versions, based on continuous readings, following Ferreira's (2021) guidelines. Results and Conclusions: Although they can cause distortions in the evaluation and decision-making processes regarding investments, the regulatory changes analyzed in the research had a positive effect on the economic performance of the selected sample's assets. Research Implications: It was observed that regulatory changes are important for regulation to adapt to the reality and needs of the sector but can impair the evaluation and decision-making process regarding fixed asset investments in the electricity distribution segment in Brazil. Originality/Value: The research results emphasize the importance of concessionaires actively participating in public discussions proposed by the regulatory agency to carefully evaluate all possible consequences of regulatory changes for the economic performance of assets and the provision of public service.
Inspirada em Bloom et al. (2013), a presente pesquisa objetivou a mensuração do efeito do treinamento baseado em um PDL específico, o coaching, no desempenho de 100 gestores e 300 operadores em 10 das 23 lojas de um grupo lojista de faturamento na casa dos R$3 bilhões. Além disso, foram investigadas as percepções de 750 consumidores em dois momentos. A hipótese norteadora do trabalho foi que as lojas que receberam treinamento apresentariam desempenho superior quando comparadas às lojas que não receberam. Os resultados da pesquisa não confirmaram a hipótese apresentada, uma vez que, apesar de observação de melhora significativa em parâmetros avaliados, esse efeito foi registrado tanto nas lojas que participaram do treinamento quanto nas demais. Os parâmetros que se destacaram como beneficiados da intervenção foram os de “Planejamento e Organização” e “Gestão do Tempo”.
O presente artigo aborda a discussao acerca do objetivo do processo penal e sua interface com a ideia de verdade, enfrentando o tratamento das provas ilicitas, tendo por metafora condutora da narrativa a ideia de distopia. A hipotese e que a verdade processual penal e sempre uma verdade aproximada, uma perversao da realidade e, portanto, uma verdade distorcida. Ela representa uma realidade quase paralela, que se aproxima do conceito de distopia produzido pela literatura e pela setima arte.