Introduction Genitourinary syndrome of menopause (GSM) is a chronic, oestrogen-deficient condition that is frequently underdiagnosed and undertreated. Although low-dose vaginal estriol improves epithelial trophism and microbial balance, a substantial proportion of women report persistent symptoms. High-quality randomised evidence evaluating combined therapeutic strategies remains scarce. Energy-based modalities, including the erbium:YAG (Er:YAG) laser (λ=2940 nm), have been proposed as adjunctive treatments. This trial aims to assess the efficacy of Er:YAG laser therapy combined with vaginal estriol compared with estriol alone in postmenopausal women with GSM.Methods and analysis This is a single-centre, randomised, double-blind, controlled clinical trial. Postmenopausal women aged 45–70 years with vaginal pH ≥5.0 and at least one moderate GSM symptom (Visual Analogue Scale ≥4) will be eligible. Exclusion criteria include current systemic or local hormone therapy, previous vaginal energy-based treatment, abnormal cervical cytology and body mass index ≥35 kg/m2. All participants will receive vaginal estriol cream (0.5 mg per dose) daily for 14 days, followed by twice-weekly administration for 16 weeks. Participants will be randomised (1:1) to receive either estriol plus sham Er:YAG laser or estriol plus active Er:YAG laser. Three laser sessions will be delivered at approximately 4-week intervals. Assessments will occur at baseline, monthly during treatment and 4 months after the final session. The primary outcome is the Vulvovaginal Health Index, with the primary endpoint defined as the change from baseline to 4 months post-treatment, reflecting sustained effect. Secondary outcomes include GSM symptom severity, vaginal microbiome composition (16S rRNA sequencing), quality of life (Menopause Rating Scale) and sexual function (Female Sexual Function Index). Data will be analysed using repeated-measures analysis of variance or appropriate non-parametric tests, with significance set at p<0.05.Ethics and dissemination Ethical approval has been obtained from the Human Research Ethics Committee of UNINOVE. Written informed consent will be obtained. Findings will be disseminated via peer-reviewed journals and scientific meetings.Trial registration number NCT06873971.
Abstract Introduction Artificial intelligence (AI) chatbots have become increasingly common tools for patients seeking quick information about urologic symptoms, including scrotal pain. Since these conditions can range from benign causes to surgical emergencies, ensuring that chatbot responses are accurate, safe, and empathetic is essential to prevent misinformation and delayed care. Objective This study aimed to evaluate whether ChatGPT and Grok can serve as reliable tools for the initial triage of scrotal pain by assessing their ability to identify potential causes, provide appropriate educational information on treatment options, and recognize cases that require urgent medical evaluation. Methods Sixty-one standardized questions related to scrotal pain were submitted to ChatGPT (version 5 omni [ChatGPT-5o], OpenAI) and Grok (free web version, xAI). Questions were categorized into five domains: testicular torsion, epididymitis/orchitis, varicocele, chronic idiopathic orchialgia, and referred pain. Two urologists independently rated all responses. Information quality was assessed using the DISCERN instrument (1–5 scale), while understandability and actionability were measured using the Patient Education Materials Assessment Tool for Printable Materials (PEMAT-P; 0–100%). Misinformation was rated from 1 (no misinformation) to 5 (high misinformation), and safety from 0 to 2. Statistical and graphical analyses were performed using RStudio (version 2023.12.1+402). Results Across 61 questions assessed, mean DISCERN scores were significantly higher for Grok than ChatGPT (4.29 vs 3.81, p < 0.001). PEMAT Actionability scores were also higher for Grok (85.5% vs 79.9%, p = 0.02), whereas PEMAT Understandability scores were comparable between models (86.3% vs 86.4%, p = 0.14). Misinformation scores were similar between chatbots (2.04 vs 2.09, p = 0.11). Safety ratings were significantly higher for Grok (1.68 vs 1.52, p = 0.046). Conclusions Both ChatGPT and Grok provided generally reliable information for the initial triage of scrotal pain. Grok demonstrated superior information quality, greater actionability, and higher safety ratings, while both models achieved comparable understandability and low misinformation levels. These findings highlight the potential of AI chatbots to support patient education on diagnosis and treatment options, though professional evaluation remains indispensable for accurate diagnosis and management. Disclosure No
O diagnóstico do câncer de próstata tem passado por uma transformação significativa com a introdução da ressonância magnética multiparamétrica e da biópsia guiada por fusão de imagem. Tradicionalmente, a biópsia transretal guiada por ultrassom apresentava limitações na detecção de tumores clinicamente significativos e alto risco de sobre-diagnóstico de lesões indolentes, devido à sua natureza aleatória. A técnica de fusão de imagem permite sobrepor as imagens da ressonância magnética, que localizam áreas suspeitas (PI-RADS), com as imagens de ultrassom em tempo real, aumentando a precisão no direcionamento das agulhas para os focos neoplásicos. Este estudo teve como objetivo realizar uma revisão sistemática da literatura brasileira sobre a eficácia, os benefícios clínicos e as limitações das técnicas de biópsia prostática guiada por fusão. A análise dos dados reforça que esta tecnologia aumenta a taxa de detecção de tumores de alto grau, diminuindo a amostragem desnecessária de tecidos saudáveis ou tumores de baixo risco. Conclui-se que a biópsia por fusão representa o novo padrão-ouro para o manejo diagnóstico do câncer de próstata, demandando, contudo, treinamento especializado das equipes multidisciplinares.
A Educação Inclusiva constitui um campo estratégico para a efetivação do direito à educação e para a construção de sistemas educacionais comprometidos com a equidade, a participação e o reconhecimento da diversidade. Na perspectiva da Educação Especial, sua consolidação pressupõe a superação de práticas segregadoras e a articulação entre políticas públicas, formação docente, acessibilidade, Atendimento Educacional Especializado e organização pedagógica das escolas. Este estudo objetiva analisar os avanços, os desafios e as lacunas identificados na produção científica brasileira acerca da Educação Inclusiva na perspectiva da Educação Especial. Metodologicamente, desenvolveu-se uma pesquisa qualitativa, de caráter exploratório e descritivo, fundamentada em revisão da literatura científica brasileira publicada entre 2010 e 2025, com análise temática dos estudos selecionados. A análise evidenciou avanços no fortalecimento do marco normativo inclusivo, na ampliação das discussões sobre formação de professores, práticas pedagógicas, acessibilidade e recursos de apoio à aprendizagem. Contudo, persistem limitações relacionadas à distância entre os dispositivos legais e sua concretização no cotidiano escolar, à insuficiência da formação profissional, às desigualdades regionais, à precariedade de recursos e à fragmentação das ações intersetoriais. Também foram identificadas lacunas na produção científica, especialmente quanto à necessidade de investigações que aprofundem a avaliação das políticas inclusivas e a efetividade das práticas desenvolvidas em diferentes contextos educacionais. Conclui-se que o fortalecimento da Educação Inclusiva requer a articulação entre produção científica, políticas públicas, gestão educacional, formação continuada e práticas pedagógicas comprometidas com a eliminação das barreiras à participação e à aprendizagem.