
This article offers a critical analysis of identity experiences and processes of Inclusion, exclusion, and racialisation among mixed-heritage youth of Latin American descent In Catalonia. Drawing on 119 qualitative Interviews, the study challenges narratives that portray linguistic and cultural proximity between Spain and Latin America as pathways to automatic social Inclusion. Findings show that Latin American mixedness functions as a form of “ambivalent privilege.” While some young people may “pass” as native when their phenotype aligns with dominant forms of whiteness, this form of recognition is fragile and easily disrupted when visible markers of origin – physical features, Latin American accents, or explicit references to family background – activate processes of stigmatisation and othering. The analysis reveals multiple forms of racialisation, ranging from microaggressions and everyday prejudice to stereotypes attached to parents’ countries of origin (hypersexualisation, poverty, criminality, or exoticism). The study also highlights the centrality of language and accent In the Catalan context, where linguistic hierarchies and glottophobic attitudes can reinforce symbolic boundaries of belonging, particularly for youth who speak Spanish with Latin American varieties. In response to these tensions, young people engage In various identity negotiation strategies: accent neutralisation, selective concealment of family origins, reclaiming racialised identities, or developing cosmopolitan forms of belonging. Far from linear Integration, their trajectories are marked by ambivalence, Intersectional Inequalities, and shifting positionalities. The article underscores the importance of recognising the specific characteristics of Latin American mixedness and how these impact our understanding of the contemporary dynamics of racialisation In Spain. Submissão: 08 mar. 2026 ⊶ Aceite: 06 mai. 2026
A presente pesquisa adentra as narrativas de dois irmãos, de 12 e 13 anos, filhos de mãe brasileira e pai espanhol, nascidas e residentes na Espanha, que nunca estiveram no Brasil. O estudo propõe perguntas com o Intuito de acessar seus depoimentos e compreender como organizam noções de pertencimento e identidade brasileira fora do país. A pesquisa valoriza o etnoconhecimento Infantil como um saber contextualizado, desenvolvido nas Interações, nos afetos, na linguagem e nas memórias compartilhadas. A metodologia empregada se fundamenta em entrevistas, de caráter vincular e em profundidade, por meio de frases geradoras, projetadas especialmente para crianças, priorizando a escuta, sem julgamentos e correções, o respeito ao ritmo da narrativa e a trajetória de cada participante. As respostas das crianças são construídas com base em experiências do cotidiano, entrelaçando Interações familiares, relações a distância e transnacionais, redes socioculturais brasileiras e do universo simbólico espanhol sobre o Brasil e as migrações, sendo os resultados acessados por meio de relatos Infantis situados. As conclusões Indicam que, para esses irmãos, “ser brasileiro” não se define exclusivamente pela nacionalidade Institucional ou pela experiência territorial direta, mas por vínculos cultivados, narrados e simbolicamente atualizados no cotidiano. “Ser brasileiro” vai além da nacionalidade formal-institucional, englobando aspectos sensoriais, relacionais e historicamente construídos, expressados em música, culinária, idioma, tradições familiares, referências culturais. Por fim, o propósito articulador desta Investigação é dar visibilidade a essas narrativas, tomando as vozes de crianças protagonistas e contadoras de suas histórias, em um gesto epistemológico que reconhece sua autoridade experiencial. Submissão: 15 mar. 2026 ⊶ Aceite: 12 mai. 2026
La frontera entre Corumbá (Brasil) y Puerto Quijarro (Bolivia) constituye un espacio marcado por Intensas movilidades sociales, culturales y educativas. En este territorio transfronterizo, niñas y niños bolivianos cruzan diariamente la línea Internacional para asistir a escuelas brasileñas, configurando experiencias educativas atravesadas por múltiples pertenencias culturales. Entre estas estudiantes se destacan las niñas cholitas, quienes desde la Infancia utilizan elementos de la vestimenta tradicional andina, como polleras y trenzas adornadas, expresando visualmente identidades culturales vinculadas a los territorios andinos. Este artículo analiza la presencia de estas niñas en el espacio educativo fronterizo, discutiendo cómo la cultura andina se preserva y resignifica en contextos migratorios. La Investigación adopta un enfoque cualitativo, articulando revisión bibliográfica Interdisciplinaria con observaciones de campo realizadas durante el año de 2025 en escuelas públicas de Corumbá (Brasil), que reciben estudiantes provenientes de Puerto Quijarro (Bolivia), con foco en niñas entre 8 y 13 años. El estudio dialoga con aportes de la sociología de la Infancia, la antropología andina y la educación Intercultural, destacando la frontera como territorio de circulación cultural y producción de identidades. Se argumenta que la presencia de niñas cholitas en las escuelas brasileñas evidencia procesos de transmisión cultural Intergeneracional y plantea desafíos y posibilidades para la construcción de prácticas educativas Interculturales en territorios de frontera. Submissão: 15 mar. 2026 ⊶ Aceite: 19 mai. 2026
As reflexões sobre robótica e cognição costumam ser formuladas dentro de paradigmas representacionistas que obscurecem os processos pelos quais os sistemas operam. Esta conversa explora uma perspectiva alternativa, buscando pensar e projetar máquinas sem recorrer a noções semânticas que mascaram sua dinâmica de funcionamento, e enfatizando, em vez disso, a distinção entre os domínios de existência dos diferentes tipos de sistemas. Na entrevista, Humberto Maturana reflete sobre a possibilidade de conceber robôs capazes de linguajar e emocionar de tal modo que um observador possa distinguir neles um operar autoconsciente, e que operem com plena autonomia. O diálogo delineia uma forma de metadesenho que articula princípios operativos com critérios éticos e ontoepistemológicos, entre eles a objetividade entre parênteses e o amar entendido como aceitação do outro. No prefácio que acompanha a entrevista, situo essa conversa no arco histórico da robótica e da civilização tecnológica moderna, e Introduzo a antroporrobótica como um campo transdisciplinar aqui proposto, que oferece chaves tanto para o projeto de sistemas artificiais quanto para a reflexão sobre nossa relação com o robótico. Submissão: 12 mar. 2026 ⊶ Aceite: 19 mai. 2026
Este artigo pretende debater experiências de escolarização vividas e narradas por crianças migrantes e refugiadas recém-chegadas ao Brasil. A pesquisa que dá origem ao texto é parte do projeto em rede “Infâncias protagonistas: uma proposta colaborativa de criação de políticas públicas para a Integração de crianças migrantes e refugiadas em escolas brasileiras”, Iniciado em 2022. Este projeto impulsionou a criação da Rede Infâncias Protagonistas: migração, arte e educação, no mesmo ano. O grupo de Interlocutores é formado por crianças refugiadas venezuelanas moradoras de um Centro de Acolhimento localizado em Brasília (DF). A metodologia utilizada foi a etnografia performativa, que propõe um cruzamento da etnografia com os estudos da performance por meio da partilha de práticas artístico-pedagógicas. Ao enfatizar as vozes de crianças como Mariana (nome fictício), de 9 anos, na frase que dá título a esse artigo, pretendemos ampliar o debate sobre o papel da escola no acolhimento, bem como contribuir para a elaboração de políticas públicas para a escolarização de crianças migrantes e refugiadas no Brasil. Submissão: 15 mar. 2026 ⊶ Aceite: 25 mai. 2026