
RESUMO Este estudo teve como objetivo desenvolver uma escala de autorrelato para a avaliação de atitudes frente aos Direitos Humanos (DHs), bem como avaliar suas propriedades psicométricas. Fundamentada na Declaração Universal dos Direitos Humanos, a escala foi construída a partir de três fatores principais: Direitos Sociais, Liberdades Individuais e Direitos Coletivos. A estrutura fatorial foi testada por meio de Análise Fatorial Confirmatória, apresentando adequados índices de ajuste (CFI=0,96; TLI=0,95; RMSEA=0,079). As correlações com Autoritarismo de Direita (RWA) e Orientação à Dominância Social (SDO) indicaram que indivíduos autoritários tendem a apoiar seletivamente certos DHs, especialmente os Direitos Sociais, enquanto rejeitam os Direitos Coletivos. A escala demonstrou evidências de validade baseada na estrutura e consistência interna, embora o fator Direitos Coletivos tenha apresentado menor confiabilidade. O estudo sugere refinamentos na escala e aplicações futuras para melhor compreensão das atitudes frente aos DHs.
RESUMO A produção empírica em psicologia política tem crescido, mas a maioria dos estudos ocorre fora do Brasil e foca em adultos. Há assim uma lacuna na adaptação de protocolos para pesquisas nacionais, especialmente com adolescentes. Este estudo teve como objetivo desenvolver e validar um protocolo reduzido e adaptado ao contexto brasileiro, focado em jovens e baseado no Dual Process Motivational Model of Ideology and Prejudice. Foram adaptados os instrumentos que mensuram as ideologias “Orientação à Dominância Social” e “Autoritarismo de Direita”, além de suas visões de mundo subjacentes, a “Crença no Mundo Competitivo” e “Crença no Mundo Perigoso”. Participaram do estudo 901 adolescentes, de 13 a 17 anos, recrutados via redes sociais. Análises fatoriais exploratórias e confirmatórias, além de correlações correlações entre os construtos avaliados confirmaram a validade dos instrumentos. Assim, foi desenvolvido o primeiro protocolo validado para pesquisas empíricas em psicologia política com adolescentes no contexto brasileiro.
RESUMO Esta pesquisa teve como objetivo verificar a estrutura fatorial e as evidências de validade da Escala de Atitudes Religiosas (EAR-20) em uma amostra de skatistas profissionais. Participaram do estudo 129 atletas brasileiros, com idade média de 34 anos, todos competidores do Campeonato Brasileiro de Skate Downhill. Os participantes responderam aos seguintes instrumentos: EAR-20, Escala de Esperança Disposicional e Life Orientation Test. A estrutura de quatro fatores da EAR-20 foi testada por meio de análise fatorial confirmatória. Os indicadores de ajuste do modelo foram satisfatórios (χ2/gl=1,96; CFI=0,99; RMSEA=0,08), e todos os fatores (comportamento, conhecimento, sentimento e corporeidade) apresentaram boa consistência interna, além de evidências de validade discriminante, tanto com base na estrutura interna quanto nas relações com medidas externas. Conclui-se, portanto, que o instrumento apresenta evidências de validade adequadas, mostrando-se válido e fidedigno para a avaliação das atitudes religiosas no contexto investigado, sendo recomendado para utilização em pesquisas futuras.
RESUMO O casamento é um evento relevante e gera muitas expectativas para os envolvidos. O objetivo do estudo foi confirmar a estrutura interna da Escala de Expectativas de Jovens sobre o Casamento (EEJsC) e produzir evidências de validade. Participaram 508 sujeitos entre 18 a 30 anos (M=22,65 e DP=3,3) e foram utilizadas EEJsC, a Escala Triangular do Amor (ETAS-R) e a Escala de Bem-Estar Subjetivo (EBES). A Análise Fatorial Confirmatória indicou quatro dimensões e apresentou bons índices de ajuste (CFI=1,0; GLI=0,99; TLI=1,01; RMSEA=0,00). Os indicadores de precisão foram adequados (ω=0,95 e α=0,95). Levando-se em consideração que os modelos e as visões do jovem sobre o casamento têm se alterado ao longo do tempo, a Escala pode contribuir significativamente para identificar as expectativas na adultez emergente. Esta escala pode ser usada tanto para a pesquisa quanto para o contexto clínico.
RESUMO A Escala de Amor (E-AMOR) foi construída com base na teoria triangular de amor, medindo os fatores Intimidade, Paixão e Decisão/ Compromisso e fornece um escore geral de Amor. Com intuito de reunir evidências adicionais que subsidiem a utilização do instrumento, esta pesquisa teve por objetivo reunir evidências de validade com base na relação com outras variáveis para a E-AMOR, a partir da sua relação com a Escala de Satisfação Conjugal (ESC) e com a Escala de Forças de Caráter (EFC), e de critério considerando as variáveis tempo e tipo de relacionamento. Participaram do estudo 527 pessoas, com idades variando de 18 a 69 anos (M=23,24; DP=6,30), das quais 51% (n=269) eram do sexo feminino, estudantes universitários do Rio Grande do Sul. Os resultados indicaram convergência entre os escores da E-AMOR e ESC, e divergência com a medida de forças de caráter. Além disso, pessoas em relacionamentos formais e de longa duração apresentaram maiores escores de amor. Concluiu-se que os resultados encontrados corroboraram dados da literatura existente, obtendo evidências de validade para a escala.
RESUMO Avaliar condições de sofrimento psíquico em famílias é desafio em atenção à saúde. O instrumento SPFp - Sofrimento Psíquico em Famílias foi desenvolvido e validado para uso por profissionais da saúde. Revisão das bases Lilacs e Pubmed indicou 30 itens, perguntando a frequência em que aparecem em famílias atendidas, com 5 opções de respostas. Estudo transversal, por coleta passiva de dados online, respondido por 168 profissionais de saúde. Os dados foram submetidos a análises fatoriais exploratória e confirmatória, que indicou razão qui-quadrado/graus de liberdade de 1,81 e o modelo foi suportado por CFI (0,996), TLI (0,994), SRMR (0,059) e RMSEA [0,070 (0,045 - 0,093)], com cargas fatoriais >0,79. O modelo apresenta boa validade com 4 fatores de 3 itens cada: suporte socioeconômico, clima familiar, hábitos de bem-estar e suporte relacional. A escala é coerente com a experiência clínica e de fácil emprego.
RESUMO Nossa pesquisa teve como objetivo investigar a validade de estrutura interna e de relação com as variáveis engajamento e workaholism e estimar a precisão do Workplace PERMA-Profiler para o Brasil. Participaram da pesquisa 310 brasileiros, que exerciam atividade remunerada, com idades entre 18 e 74 anos (M=41,20; DP=13,90), que responderam ao questionário sociodemográfico, ao Workplace PERMA-Profiler, à Escala Utrecht de Engajamento no Trabalho (UWES-9) e à Escala de Workaholism DUWAS-10. As análises confirmatórias indicaram uma estrutura composta por 21 itens agrupados em sete fatores: Emoções Positivas, Engajamento, Relacionamentos Positivos, Sentido, Realização, Emoções Negativas e Saúde. As estimativas de precisão foram adequadas na maioria dos fatores, exceto em Realização. Observamos convergência entre os escores do Workplace PERMA-Profiler e as medidas de engajamento no trabalho e workaholism. Os resultados reuniram evidências iniciais que subsidiam a utilização do instrumento para medir o bem-estar da população brasileira no contexto de trabalho.
RESUMO Objetivou-se adaptar o Gaslighting Questionnaire para o português brasileiro, reunindo evidências de validade e precisão. Foram realizados dois estudos. No primeiro, (n=213), foi realizada a adaptação do GQ e uma análise fatorial exploratória que propôs a estrutura unifatorial da medida com índices de consistência interna satisfatórios (α e ω=0,89). No segundo (n=285), a análise fatorial confirmatória corroborou a estrutura unifatorial, com evidências adequadas de precisão (α=0,82; ω=0,82). Por fim, realizou-se uma correlação de Pearson (r), verificando que a aceitação do gaslighting está relacionado positivamente a comportamentos de violência entre parceiros íntimos, especificamente, o cyberstalking, o que reforça a validade da medida com base em medidas externas. Em suma, os resultados sugerem que o GQ pode ser um instrumento útil na avaliação do gaslighting e seus correlatos.
RESUMO Considerando a falta de escalas de percepção de ameaça frente a homossexuais no Brasil, este estudo teve como objetivo analisar as evidências de validade de uma medida deste construto adaptada ao contexto brasileiro. Os participantes (N=306) responderam a um questionário contendo a escala e medidas de preconceito sexual e autoeficácia. Os 14 itens finais apresentaram uma estrutura fatorial com quatro fatores de primeira-ordem (Ameaça Econômica, Política, à Moralidade e à Norma) e dois de segunda-ordem (Ameaça Realista e Simbólica), com bom ajuste aos dados. Conforme esperado, os escores na escala se correlacionaram com atitudes negativas frente a homossexuais, mas não com a autoeficácia. Homens e heterossexuais apresentaram médias significativamente mais altas em percepção de ameaça. Os resultados indicam que a escala tem boas evidências de validade e precisão e pode ser utilizada em estudos futuros que investiguem o papel da percepção de ameaça frente a homossexuais nas relações intergrupais.
RESUMO O objetivo deste estudo foi realizar a adaptação transcultural e evidências de validade do Physical Education Efficacy Perceptions (PEEP) para o contexto esportivo brasileiro, por meio de três etapas. Inicialmente, quatro especialistas participaram da etapa de tradução e outros quatro especialistas participaram da validade de conteúdo do PEEP. A segunda etapa consistiu em um grupo de vinte atletas responderem o PEEP, juntamente com a Escala de Robustez Mental e Escala de Motivação Esportiva-2 para testar a validade externa. Na terceira etapa, 346 atletas participantes dos Jogos Abertos do Paraná 2019 de modalidades coletivas e individuais, de ambos os sexos, responderam a versão adaptada do PEEP. Os resultados evidenciaram que a versão do Physical Education Efficacy Perceptions (PEEP) se mostrou apropriada pois contém questões claras e pertinentes (CVCt=0,97) e consistência interna satisfatória (α>0,86 / CC>0,87). A análise fatorial confirmatória revelou que o modelo unifatorial com com 9 itens apresentou ajuste adequado [χ2(26)=29,301; χ2/gl=1,13; p=0,30; RMSEA (IC 95%)=0,02 (0,00-0,05); p-RMSEA=0,96; CFI=0,99; TLI=0,99]. Na validade convergente, foram identificadas correlações significativas positivas e de magnitude moderada entre a Autoeficácia e a Regulação Identificada (r=0,46), Regulação Integrada (r=0,50), Regulação Intrínseca (r=0,52) e Robustez Mental (r=0,64). Conclui-se que o PEEP apresentou boas propriedades psicométricas para sua utilização no contexto esportivo brasileiro.
RESUMO Este estudo teve como objetivo desenvolver e validar uma escala psicométrica para medir os obstáculos à progressão profissional de mulheres em empresas brasileiras. Três estudos consecutivos foram conduzidos com um total de 708 participantes, envolvendo entrevistas semiestruturadas, Análise Fatorial Exploratória (AFE) e Análise Fatorial Confirmatória (AFC). A escala resultante apresentou 27 itens distribuídos em cinco fatores: barreiras enfrentadas pela mulher no trabalho, ausência de autoconfiança, conflito maternidade-trabalho, falta de suporte de colegas no trabalho e violência simbólica. A estrutura interna, a alta confiabilidade e a validade convergente foram demonstradas pelos índices psicométricos. A discussão enfatiza a importância de elementos culturalmente específicos, como a rivalidade feminina e a maternidade como um símbolo de exclusão, indicando que a escala é sensível ao contexto brasileiro e eficaz para diagnósticos institucionais e estratégias de equidade de gênero.
RESUMO A dependência digital tem sido apontada como um problema emergente de saúde pública, com implicações psicológicas, físicas e sociais. A avaliação adequada desse fenômeno requer instrumentos válidos e adaptados culturalmente. Este estudo teve como objetivos adaptar a Digital Addiction Scale (DAS) para o contexto brasileiro e buscar evidências de validade baseada no conteúdo, validade baseada na estrutura interna e confiabilidade. Participaram 1.098 estudantes universitários de todas as regiões do Brasil (18 a 81 anos; M=27,34; DP=10,63). Os resultados indicaram a validade de conteúdo (p<0,05 para V e H de Aiken) e um modelo tetrafatorial da escala (CFI=0,960; TLI=0,951; RMSEA=0,069). A versão brasileira da DAS apresenta evidências robustas de validade e se configura como ferramenta promissora para pesquisas e práticas voltadas à compreensão e mensuração da dependência digital no país.
RESUMO A qualidade da comunicação familiar na resolução de problemas afeta a qualidade de vida da família. Este estudo teve como objetivo adaptar o Family Problem Solving Communication Index para o Brasil. Participaram do estudo 156 pais de pessoas com deficiência que também responderam a um questionário sociodemográfico. Análises de conteúdo mostraram que a tradução do instrumento manteve congruência semântica e cultural. A busca por evidências de validade foi conduzida por meio de Análises Fatoriais Confirmatórias no software JASP. Foram reveladas evidências razoáveis de validade de conteúdo e de estrutura interna do instrumento. Os resultados mostraram um bom ajuste do modelo aos dados empíricos com estrutura unidimensional de sete itens, Alfa de Cronbach de 0,85 e Ômega de McDonald de 0,86. Concluiu-se que o modelo reespecificado da medida apresentou adequação para o contexto brasileiro.
ABSTRACT Socioemotional impairments associated with muscle dysmorphia (MD) symptoms remain underexplored, particularly among women, including both heterosexuals and sexual minorities. This study examined associations between the Big Five personality traits and MD symptoms in 534 Brazilian cisgender women (369 heterosexuals, 146 bisexuals, and 19 lesbians), comparing heterosexual and lesbian/bisexual groups. Measurement invariance was assessed across groups, followed by comparisons of latent means for personality traits and MD symptoms. Exploratory structural equation modeling was conducted separately for each group to examine relationships between personality traits and MD symptoms. Sexual minority women showed higher mean levels of negative emotionality, conscientiousness, and specific MD symptoms. Negative emotionality was significantly associated with MD symptoms in both groups, with a substantially stronger association among sexual minorities. Extraversion and openness emerged as protective factors only among heterosexual women. The implications of these findings are discussed, with attention to body image-related disorders in these groups, particularly among sexual minorities.
RESUMO O presente estudo busca realizar a adaptação e levantar evidências de validade da Anti-Racism Action Scale (ARAS), que examina a natureza dos comportamentos antirracistas. Participaram deste estudo 236 universitários, em sua maioria do gênero feminino (67,4%), com idades entre 17 a 44 anos (M=23,46; DP=5,3), sendo 48,3% pardos, 40,7% brancos e 11% pretos. A matriz fatorial rotada confirmou a presença de dois fatores psicologicamente interpretáveis. O Fator 1, denominado Ação Interpessoal e o Fator 2, denominado ação Comunitária e Política. A consistência interna dos fatores avaliada por meio do coeficiente ômega de McDonald (Fator 1=0,88 e Fator 2=0,87) e confiabilidade composta (Fator 1=0,88 e Fator 2=0,95) revelou bons índices de confiabilidade para ambos os fatores. Foram realizados ainda testes de validade de critério, que sugeriram relação entre autocategorização racial e participação em movimentos sociais com o engajamento em ações antirracistas. Os resultados sugerem que a adaptação ao contexto brasileiro foi bem-sucedida.
RESUMO A busca por evidências de validade de instrumentos psicológicos é um processo contínuo e cumulativo, sendo fundamental que novas evidências sejam apresentadas de forma recorrente. Ademais, tabelas normativas fornecem referências para a interpretação de resultados individuais e garantem a utilidade dos instrumentos. Este estudo teve como objetivo apresentar novas evidências de validade e fornecer tabelas normativas dos cinco grandes fatores de personalidade, acessados por meio da Escala Reduzida dos Descritores de Personalidade (Red5). Participaram 3.930 adultos de todas as cinco regiões brasileiras, sendo 66,6% mulheres e 33,4% homens. Verificou-se adequação dos dados à estrutura de cinco fatores do instrumento e à invariância de gênero. Foram elaboradas tabelas normativas específicas para homens e mulheres. As novas evidências de validade reforçam a robustez do instrumento quanto à estrutura dos cinco grandes fatores de personalidade, e as tabelas normativas permitem comparar os escores individuais com uma ampla amostra brasileira.
RESUMO O Fenômeno Impostor envolve percepções negativas dos sujeitos sobre seu sucesso e habilidades, ainda que existam evidências opostas a essas crenças. Inicialmente, esse comportamento foi observado em um grupo de mulheres bem-sucedidas que atribuíam seus méritos a fatores extrínsecos. Considerando a influência que esse fenômeno exerce na saúde mental e a escassez de estudos metodológicos, com evidências de precisão mais robustas de medidas direcionadas a avaliar tal construto no Brasil, objetivou-se estimar os parâmetros dos itens da Escala Clance do Fenômeno Impostor (ECFI) com base na Teoria da Resposta ao Item. Participaram 230 brasileiros (Midade=30,71; DP=6,25), que responderam a ECFI e questões sociodemográficas. Os dados foram coletados online e analisados no software R. As evidências indicaram que os itens apresentam boa discriminação, amplitude de informação e boa variação dos limiares de resposta. Conclui-se que os itens da ECFI fornecem informações para melhores interpretações dos seus escores.
RESUMO A presente pesquisa teve como objetivo buscar evidências de validade do Systemic Clinical Outcome and Routine Evaluation-15 (SCORE-15) junto à população brasileira. A amostra foi composta por 503 participantes, predominantemente residentes no estado do Rio de Janeiro, com idades entre 18 e 83 anos. Os resultados psicométricos confirmaram a estrutura trifatorial original, demonstrando uma boa consistência interna. A análise da validade convergente testada por meio da correlação com a Escala de Satisfação com o Suporte Social, indicou uma correlação negativa moderada entre as duas medidas. Conclui-se, assim, que mesmo necessitando de pesquisas mais diversificadas em termos sociodemográficos, a versão brasileira do SCORE-15 possui bons indicadores psicométricos para avaliar o funcionamento familiar.
RESUMO O presente estudo analisou as propriedades psicométricas da Escala Breve de Coping Resiliente (EBCR), através da avaliação da estrutura interna da medida e sua relação com outras variáveis. Conduziram-se análises fatoriais exploratória (AFE) e confirmatória (AFC), bem como a correlação de Pearson entre os escores totais da EBCR e outras variáveis de interesse. Participaram 297 professores, subdivididos em duas amostras, com a primeira (n=100) utilizada para a AFE e a segunda (n=197) para a AFC. A AFE indicou uma estrutura interna composta por um único fator explicando 73,5% de variância. A AFC atestou a estrutura da medida, com índices de ajuste e indicadores de confiabilidade adequados. Por fim, observou-se associações estatisticamente significativas entre os escores da EBCR, do Patient Health Questionnaire-2 e da Escala de Resiliência Connor-Davidson. Com isso, notou-se que os resultados do presente estudo suportam a utilidade da EBCR no contexto brasileiro.
ABSTRACT This study examined the structural validity, internal consistency, and measurement invariance of the 10-item Body Appreciation Scale (BAS-2) in a Brazilian sample. It also established a cut-off point for classifying levels of body appreciation. Structural validity and measurement invariance were assessed using factor analysis. Internal consistency was evaluated using Cronbach’s Alpha and McDonald’s Omega. The total sample included 2,442 participants:1,235 (50.6%) cisgender men and 1,207 (49.4%) cisgender women. Results confirmed that the 10-item BAS-2 has a unidimensional structure and demonstrates sufficient internal consistency. The scale showed measurement invariance across gender groups. A total score of 3.70 or higher was identified as a cut-off point indicating greater body appreciation. The findings support the adequacy of the 10-item BAS-2 for assessing body appreciation among Brazilian adults. However, the instrument did not achieve full invariance across geographic regions of Brazil and or sexual orientation groups. The proposed cut-off point may serve as a practical tool for classifying body appreciation in research and clinical settings.