
As inovações relacionadas às ferramentas de Inteligência Artificial estão ganhando cada vez mais espaço em diferentes contextos da sociedade. Nota-se no meio acadêmico-científico um aumento expressivo do uso de chatbots, ferramentas desenvolvidas a partir das constantes evoluções das técnicas e tecnologias que caracterizam as Inteligências Artificiais Generativas. Nesse contexto, reflexões acerca da concepção emergente no campo da Ciência da Informação denominada Intencionalidade Informacional e as ferramentas de Inteligência Artificial Generativa podem ser relevantes para os estudos na área. A concepção traz discussões sobre a não neutralidade tanto do humano quanto da tecnologia e os impactos no que tange às relações mútuas de impacto pelas quais os humanos moldam as funcionalidades das máquinas com base em sua bagagem cognitiva e as tecnologias, consequentemente, impactam as ações e percepções humanas. Desse modo, a pesquisa tem como objetivo analisar o desempenho da ferramenta DeepSeek no contexto acadêmico-científico e estabelecer reflexões conceituais entre a Intencionalidade Informacional e a Inteligência Artificial Generativa. A metodologia adotada é de natureza exploratória, qualitativa e descritiva, utilizando observação direta e aplicação prática do DeepSeek na otimização de levantamentos bibliográficos, especificamente na filtragem e organização de grandes volumes de dados. Os resultados indicam que embora essas possam reduzir significativamente o tempo de pesquisa e contribuir em diferentes partes do processo, de modo geral, é importante que ela seja utilizada em consonância a outros tipos de ferramentas e sempre como uma aliada ao trabalho e não como uma substituta. Isso porque, seu uso constante pode acarretar em impactos negativos na construção do pensamento crítico e à aprendizagem autônoma dos sujeitos informacionais. Como considerações finais entende-se que o uso de chatbots no meio acadêmico-científico demanda literacia digital e uma postura atenta contra a desinformação, além de discussões mais aprofundadas acerca dos aprendizados por máquina que estão cada vez mais afastados do humano.
Introdução: A Arquivologia, aliada à Ciência da Informação, constitui-se em campo passível de utilização das ferramentas da Inteligência Artificial, sob variados aspectos e processos arquivísticos. Objetiva-se então, sob a ótica da Arquivologia, apresentar possíveis contribuições do uso de ferramentas da Inteligência Artificial no processo de gestão de documentos, com foco nas funções arquivísticas envolvidas nesse processo. Metodologia: Este trabalho, caracteriza-se como estudo de caso, de natureza qualitativa do tipo descritiva e exploratória. Utilizou-se como instrumento de coleta e análise a ferramenta de Inteligência Artificial huggingface.co, instruída mediante prompts (comandos textuais), verificando como esta ferramenta compreende as funções arquivísticas da gestão de documentos, indicando ainda outras ferramentas de Inteligência Artificial com possíveis contribuições. Resultados: As análises e resultados acerca do uso da ferramenta Huggingface.co, mostraram-se bastante satisfatórios e com contribuições relevantes, mas ainda assim, alertando-se para o fato de se utilizar essas ferramentas de IA com a devida orientação e acompanhamento, incluindo sobretudo os aspectos éticos. Conclusão: Considera-se que apesar da ferramenta Huggingface.co recuperar conteúdo relevante no que tange a gestão de documentos na Arquivologia ainda carece de maior embasamento científico e prático em seus usos, necessitando do acompanhamento de profissionais das mais variadas especialidades atuando em parceria para a interpretação e treinamento da ferramenta.
O artigo propõe um modelo de avaliação diagnóstica baseado nos princípios Findable, Accessible, Interoperable, Reusable para avaliar fontes de informação na internet, com foco na qualificação de acervos em bibliotecas digitais abertas e agregadas. A pesquisa, de natureza aplicada, adota uma abordagem quali-quantitativa, exploratória e descritiva, analisando periódicos científicos da área da Museologia. O modelo se fundamenta em seis dimensões analíticas: (i) Padrão de Dados, (ii) Indexação à Partir de Metadados, (iii) Licença de Uso, (iv) Infraestrutura e Protocolos de Acesso, (v) Documentação e Proveniência, e (vi) Integração e Conectividade. A aderência aos princípios foi mensurada por uma fórmula que avalia os critérios dentro dessas dimensões, utilizando uma escala de pontuação de 0 a 3. Os resultados revelam que 20% dos periódicos analisados atingiram a aderência máxima. Destacou-se que a adoção de procedimentos simples, como o uso de identificadores persistentes, poderia aumentar significativamente a conformidade dos demais periódicos. Além disso, periódicos que utilizam padrões como Dublin Core e protocolos interoperáveis apresentaram melhor indexação e acessibilidade. O estudo conclui que o modelo proposto é uma ferramenta eficiente para avaliar a qualidade de fontes de informação e apoiar a seleção, a extração e a organização de coleções em bibliotecas digitais. Os achados oferecem subsídios para gestores e pesquisadores das áreas de Ciência Aberta, Humanidades Digitais e Ciência da Informação, auxiliando na tomada de decisões e na implementação de boas práticas para o aprimoramento da interoperabilidade e reutilização de dados científicos na Web.
O artigo analisa a Data Literacy como competência estruturante da agência informacional contemporânea, tomando como problema central a redução recorrente desse conceito a um conjunto de habilidades técnicas dissociadas de seus fundamentos epistemológicos e processuais. Parte-se da constatação de que a centralidade dos dados na organização científica, institucional e social exige compreensão crítica das mediações envolvidas na produção, circulação e uso da informação. O objetivo consiste em demonstrar que a Data Literacy deve ser compreendida como competência complexa, articulada a dimensões cognitivas, epistemológicas e estruturais, integradas pelo ciclo de vida dos dados. A metodologia adotada é de natureza teórico-conceitual, com revisão e articulação crítica de referenciais da Ciência da Informação, da epistemologia da informação e da literatura sobre processos cognitivos e quantificação, organizados a partir do modelo analítico do ciclo de vida dos dados (coleta, armazenamento, recuperação e descarte). Os resultados indicam que a interpretação responsável de dados depende da compreensão das condições de produção, das classificações estabilizadas nos sistemas informacionais e dos limites inerentes à formalização quantitativa. Evidencia-se que a Data Literacy não se restringe ao domínio de ferramentas matemáticas ou tecnológicas, mas exige reconhecimento das mediações conceituais que estruturam o conhecimento orientado por dados. Conclui-se que, na tríade formada por matemática, tecnologia e contexto, o contexto constitui a base estruturante das demais dimensões, pois é ele que confere sentido às operações formais e às infraestruturas técnicas, consolidando a Data Literacy como competência transversal no âmbito da Ciência da Informação.
Trata-se de recorte da pesquisa intitulada “A Ciência da Informação: o que fizemos, em que lugar estamos e para onde vamos?”que investiga o escopo sobre o qual a Ciência da Informação no Brasil se desdobra entre 2015 e 2024. Possui natureza aplicada e quantitativa, analisou 1.540 publicações de quatro periódicos de extrato A1: Dados; Informação e Sociedade: estudos; Perspectivas em Ciência da Informação e; Transinformação. Como evidência ao que se apresenta, há um expressivo crescimento de menções sobre a Inteligência Artificial a partir de 2022, ano em que o ChatGPT é apresentado ao mundo e se populariza em todas as áreas da sociedade. Além disso, ficou constatada forte correlação da temática Inteligência Artificial com os seguintes termos: “direito autoral”, “plágio” e “propriedade intelectual”, no âmbito do Tesauro Brasileiro de Ciência da Informação, e; “traduções”, “gpt” e “Kaufman”, como termos amplos. Os achados indicam que o campo da CI vem demonstrando interesse no impacto da evolução da IA, quais são os outros interesses que orbitam tal temática no domínio da própria CI, sob o viés de seu tesauro e quais são os termos chaves mais amplos, dando conta de como o campo olha para além de seus limites.
Padrões de documentação são usados amplamente nas ações de organização e tratamento da informação para constituir bases de dados com qualidade e, assim, favorecer a produção de informações estratégicas para a gestão de acervos culturais. Este artigo relata a experiência de construção e qualificação das bases de dados do acervo do Fundo de Cultura do Espírito Santo, sob gestão da Secretaria de Estado da Cultura, disponibilizadas na rede de provedores da plataforma Midiateca Capixaba. A pesquisa enquadra o percurso metodológico como uma descoberta de conhecimento orientada a redes, articulando a gestão do dado ao longo de seu ciclo de vida (coleta, armazenamento, recuperação e descarte) com etapas analíticas de seleção, preparação, transformação, mineração e interpretação. Metodologicamente, a modelagem de metadados (Dublin Core), o uso de vocabulários controlados e a Matriz de Restrições subsidiaram perfis de aplicação, enquanto rotinas de limpeza, normalização e mapeamento relacional viabilizaram a geração de grafos para exploração no Gephi, complementada por visualizações estatísticas em planilha e Looker Studio. Como resultados, redes de afiliação entre autores contemplados e eixos temáticos evidenciam padrões de participação e permitem identificar agrupamentos coesos por similaridade temática, apoiando hipóteses interpretáveis e insumos para curadorias digitais e decisões de política pública cultural. Conclui-se que a efetividade da análise de redes depende criticamente de escolhas de qualidade e padronização de dados e que a inspeção visual, tratada como parte da interpretação/avaliação, amplia a comunicabilidade dos achados para públicos não especializados.
A inteligência artificial generativa é capaz de criar conteúdo a partir do montante de informações existentes, tanto que poderia ser utilizada em trabalhos acadêmicos. Entretanto, caso isso ocorra, surgem questões éticas e legais, visto que essa produção é coberta por regras, normas e leis sobre direitos autorais. Objetivo: apresentar uma análise crítica sobre o uso da inteligência artificial generativa e os direitos autorais. Método: estudo exploratório com uso de pesquisa documental numa abordagem qualitativa. Resultados: aborda sobre conceitos que envolvem autoria e criação do espírito na produção de conteúdo por Inteligência Artificial; discute as contribuições advindas com as regulamentações europeias sobre Inteligência Artificial e direitos autorais, com foco na Diretiva de Direitos Autorais da UE (2019/790) e a denominada AI Act. Examina os modelos de apropriação dos produtos oriundos da Inteligência Artificial. Conclusões: observou-se a necessidade de maturação dos modelos de apropriação dos produtos gerados por Inteligência Artificial, para alcance de um modelo que considere o sistema de direitos autorais (direitos de autor e conexos) para proteção das criações por Inteligência Artificial.
O Ecossistema de Avaliação da Pós-Graduação Brasileira busca aprimorar a disponibilização de dados para processos como a avaliação dos Programas de Pós-Graduação stricto sensu, o acompanhamento institucional e a transparência para a sociedade. No entanto, a diversidade estrutural dos sistemas de informação utilizados requer padronização para que haja interoperabilidade dos dados, impactando sua integração e a tomada de decisão. Este estudo objetiva apresentar o mapeamento dos dados da avaliação da pós-graduação stricto sensu brasileira no contexto da CAPES, visando embasar a Arquitetura de Dados a ser desenvolvida como alicerce para a integração de dados no contexto do Programa de Governança Colaborativa de Informações da Pós-Graduação (GoPG). Trata-se de uma pesquisa de natureza empírica, utilizando-se de fonte documental, que investiga um fenômeno com escassez de literatura disponível em âmbito nacional e internacional, evidenciando sua relevância. O estudo fundamenta-se em análise exploratória da estrutura de dados, alicerçada em referenciais teóricos e práticos das áreas de Ciência da Informação, Sistemas de Informação e Ciência da Computação. A metodologia adotada consistiu em uma análise detalhada das estruturas de dados utilizadas na avaliação da pós-graduação, com ênfase na integração e interoperabilidade dos dados. Como resultado, obteve-se o mapeamento das estruturas de dados da avaliação da pós-graduação stricto sensu brasileira no contexto da CAPES e a elaboração de um painel de visualização de dados que permite compreender a infraestrutura de dados e utilizá-la para diferentes finalidades, dentre as quais se destaca a continuidade do estudo, com a elaboração da Arquitetura de Dados da avaliação da Pós-Graduação stricto sensu brasileira no contexto da CAPES.
Este artigo descreve a construção de uma base de dados textual de referência sobre violências, com o objetivo de aprimorar a recuperação da informação para pesquisadores da Rede Interdisciplinar de Estudos sobre Violências. A pesquisa, de caráter aplicado e abordagem qualitativa, integrou princípios da Ciência da Informação e tecnologias emergentes, utilizando o ChatGPT como ferramenta de suporte na criação de uma página web, de um tesauro temático, de um gerador de itens e de imagens ilustrativas. O repositório foi implementado no DSpace 7, organizado em coleções temáticas aderentes aos princípios FAIR, o que resultou em maior eficiência na recuperação de dados. Os resultados indicam que o uso da inteligência artificial reduziu significativamente o tempo de desenvolvimento, embora ajustes humanos sejam essenciais para garantir a qualidade. Conclui-se que o uso do ChatGPT viabilizou avanços no projeto; contudo, persistem desafios relacionados à automação da ingestão de metadados e à capacitação técnica para uso avançado do DSpace.
A plataforma Acredita, evolução dos sistemas Progredir e SISPRP, foi desenvolvida para aprimorar a inclusão produtiva de beneficiários do Cadastro Único por meio do acesso facilitado a emprego, qualificação profissional e empreendedorismo. Este estudo apresenta os desafios enfrentados na implementação da plataforma, as soluções adotadas e os impactos gerados. A metodologia baseou-se na análise documental e observação dos processos de desenvolvimento, com foco na migração de dados, reestruturação da arquitetura e integração com bases governamentais. Foram superados obstáculos como a compatibilidade de banco de dados, adaptação ao novo padrão visual do MDS e validação das regras de negócio. As soluções implementadas resultaram em uma plataforma mais eficiente e acessível, com melhorias na interface, adoção de APIs para interoperabilidade e otimização dos processos de homologação. Os resultados indicam avanços na usabilidade, integração e confiabilidade do sistema, tornando-o um instrumento estratégico para gestores públicos e beneficiários. A modernização do sistema possibilitou maior eficiência na gestão de políticas públicas, consolidando a plataforma como uma ferramenta essencial para a democratização do acesso a oportunidades.
A governança de dados é fundamental para o desenvolvimento e as ações nas cidades inteligentes, porque elas utilizam tecnologias e a integração de dados para otimizar a gestão dos serviços públicos e privados, com objetivos de melhorar a mobilidade urbana, reduzir o consumo de recursos e promover o bem-estar social com ações imediatas e preditivas. No entanto, observa-se que dados culturais, especificamente dados de patrimônio cultural, são subutilizados no contexto de cidades inteligentes. O objetivo geral deste trabalho é demonstrar através de planilha oriunda do Arquivo Nacional, o potencial de reutilização de dados abertos, como ferramenta para a governança de dados. De forma específica, este estudo busca: Apresentar os conceitos, princípios e a importância da governança de dados no contexto de cidades inteligentes; demonstrar como esses dados podem ser reaproveitados para disseminar conhecimento de maneira eficiente, utilizando dashboards interativos. Foi desenvolvido um dashboard no Power BI apresentando os dados. Conclui-se que a governança de dados, aliada ao uso de dados culturais e à tecnologia, oferece um caminho promissor para o desenvolvimento das cidades inteligentes, permitindo que a cultura e a história sejam não apenas preservadas, mas também exploradas e reutilizadas em prol da sociedade.
A Câmara dos Deputados possui em sua estrutura administrativa uma unidade responsável por prestar assessoramento legislativo aos deputados federais para a elaboração de projetos de lei e outras proposições legislativas. O assessoramento legislativo é prestado por servidores públicos efetivos da Consultorias Legislativa e da Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira, os chamados consultores legislativos e consultores de orçamento. Considerando a necessidade de legislações mais efetivas para a população brasileira e a crescente disponibilidade de dados e ferramentas tecnológicas para análise de grandes volumes, este artigo explora o uso da Análise de Dados e da Ciência de Dados como método para o assessoramento legislativo baseado em evidências. Para ilustrar essa abordagem, apresenta-se um estudo de caso que compara dados dos resultados das eleições municipais de 2020 e de 2024 na análise da política de cotas de raça e gênero, prevista em legislação eleitoral recente. Os dados mostram o crescimento de 2,1 pontos percentuais de mulheres eleitas nas eleições municipais de 2024 em relação a 2020. Como forma de verificação da efetividade do produto de dados desenvolvido, foi realizada entrevista com os consultores legislativos que demandaram a análise de dados. O estudo seguiu as etapas de um processo de Análise de Dados e os resultados forneceram respostas quantitativas para as perguntas iniciais do projeto. Conclui-se que a Ciência de Dados pode ser uma ferramenta valiosa para o assessoramento legislativo, permitindo maior embasamento na formulação de políticas públicas.
Digital transformations have become a defining feature of the twenty-first century. The pace of change driven by new technologies often outstrips the State's capacity to adapt. Drafting legislation and developing systems to safeguard democracy, citizens, and public assets is inherently slower than the capital investments in science and technology made by global corporations. Consequently, states have sought rapid responses that have proven globally insufficient, both in securing rights and in curbing exploitation. One of the most common strategies for narrowing the gap between these technological transformations and state oversight is to draw an analogy between the material and the digital. As a result, legal frameworks refined over centuries to curb the abuses of economic actors within the social fabric are being transposed from the physical world to the digital realm. This transposition, however, has proven misguided and ineffective. This article investigated the impact of the digital-material analogy on the concept of "sovereignty" and provides a comparative analysis of North American and Brazilian proposals across several key domains of digital legislation. The findings suggest that Brazil is lagging not only in the development of these technologies but also in the State's efforts to assert the rights of its citizens and protect public goods. Ultimately, the digital proves more complex than the material analogy suggests.
Digital transformations are a hallmark of the 21st century. The rapid pace of change brought about by new technologies often surpasses the state's own capacity for transformation. Crafting laws, devising systems to safeguard democracy, citizens, and public assets is a slower process compared to the science and technology investments made by various companies. The outcome is a swift but globally insufficient state response, both in ensuring rights and curtailing exploitative processes. One of the most employed alternatives to bridge the gap between transformations and the state's regulatory space is the analogy between the physical and the digital realms. Consequently, legislation that has been perfected over centuries to curb economic agents' abuses on the social fabric transitions from the physical to the digital world. Nonetheless, this conversion has proven to be faulty and inadequate. This article scrutinizes the repercussions of the digital analogy of the concept of "sovereignty," comparing the American and Brazilian proposals in key areas of digital legislation development. The conclusion is that not only is Brazil lagging behind in technology development, but also in how the state seeks to assert citizens' rights and protect public assets. Ultimately, the digital realm is more intricate than the analogy with the physical suggests.
Contextualization - the construction of scientific knowledge has always been linked to the incentive for the development of research and the environment where its dissemination takes place. Thus, Institutional Digital Repositories emerge as an alternative to disseminate the scientific communication process and for the management of an Institution's scientific knowledge; Purpose - This research aimed to present the stages of development and implementation of a Repository at Faculdade Pernambucana de Saúde; Methodology - For the creation of a Repository, it was foreseen the execution of a range of activities of political, legal, educational, cultural aspects and some important technical components. The first stage was dedicated to research on Institutional Digital Repository and which platform could be used in the institution and training of the team. In the second step, the software chosen for creating the repository was installed. In the third stage, the Repository was implemented and the platform launched; Results – With the implementation of the Repository, a technical report and an instructional video were prepared to publicize and highlight its importance for the Institution among the academic community. The video was made available on the institution's website and social networks; Conclusion - This research highlighted the importance of actions aimed at organizing and recovering the institution's technical-scientific production. And it resulted in a tool that favors the distance established between the face-to-face and the remote for the academic community.
Las transformaciones digitales son características propias del siglo XXI. La velocidad de los cambios que provocan las nuevas tecnologías acaba dejando atrás la capacidad de transformación del propio Estado. Crear leyes, pensar en sistemas de protección de la democracia, los ciudadanos y los bienes públicos es un proceso más lento que las inversiones en ciencia y tecnología de diversas empresas. El resultado es un intento de respuesta rápida por parte del Estado que ha sido globalmente insuficiente tanto para garantizar los derechos como para contener los procesos de explotación. Una de las alternativas más utilizadas para reducir la diferencia entre las transformaciones y los espacios de control del Estado ha sido la analogía entre lo material y lo digital. Así, toda la legislación que durante siglos se ha ido perfeccionando para contener los abusos de los agentes económicos sobre el tejido social se convierte del mundo material al mundo digital. Sin embargo, esta conversión ha demostrado ser errónea e insuficiente. El artículo analiza los efectos de la analogía digital del concepto de “soberanía” y compara las propuestas estadounidenses y brasileñas en algunas áreas clave del desarrollo de la legislación sobre el mundo digital. La conclusión es que Brasil no solo está atrasado en el desarrollo de estas tecnologías, sino también en la forma en que el Estado intenta afirmar los derechos de sus ciudadanos y proteger los bienes públicos. En el fondo, lo digital es más complejo de lo que sugiere la analogía con lo material.
Context: The advancement of scientific knowledge has always been intrinsically linked to fostering research development and to the environment in which that knowledge is disseminated. In this context, Institutional Digital Repositories (IDRs) offer a key alternative for promoting scholarly communication and managing an institution's scientific output. Purpose: This study aimed to describe the development and implementation stages of an IDR at the Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS). Methodology: Creating the Repository involved a series of political, legal, educational, cultural, and technical activities. The initial stage focused on researching IDRs and identifying a suitable platform for the institution, alongside forming the project team. In the second stage, the chosen repository software was installed. The third stage involved implementing the repository and launching the platform. Results: Following implementation, the team produced a technical report and an instructional video to promote the Repository and highlight its importance to the institution’s academic community. The video was subsequently made available on the institution’s website and social media platforms. Conclusion: This research underscores the importance of actions designed to organize and facilitate the retrieval of the institution’s technical-scientific output. The resulting tool helps bridge the gap between in-person and remote academic engagement.
Contexto: La construcción del conocimiento científico siempre ha estado vinculada al fomento de la investigación y al entorno en el que se difunde. Así, los repositorios digitales institucionales surgen como una alternativa para difundir el proceso de comunicación científica y para la gestión del conocimiento científico de una institución. Objetivo: Esta investigación tuvo como objetivo presentar las etapas de desarrollo e implementación de un repositorio en la Facultad Pernambucana de Saúde. Metodología: Para la creación de un repositorio, se previó la ejecución de una serie de actividades de carácter político, jurídico, educativo, cultural y algunos componentes técnicos importantes. La primera etapa se dedicó a la investigación sobre el repositorio digital institucional y qué plataforma podría utilizarse en la institución y la formación del equipo. En la segunda etapa, se instaló el software elegido para la creación del repositorio. En la tercera etapa, se llevó a cabo la implementación del repositorio y el lanzamiento de la plataforma. Resultados: Con la implementación del repositorio, se elaboró un informe técnico y un vídeo instructivo para divulgar y destacar su importancia para la institución entre la comunidad académica. El vídeo se publicó en el sitio web y en las redes sociales de la institución. Conclusión: Esta investigación destacó la importancia de las acciones destinadas a la organización y recuperación de la producción técnico-científica de la institución. Y dio como resultado una herramienta que favorece la distancia establecida entre lo presencial y lo remoto para la comunidad académica.