
RESUMO A relevância das patentes como fonte de informação tecnológica fundamenta-se no reconhecimento do direito de exclusividade à invenção, o que garante proteção legal aos inventores, contribui para a disseminação do conhecimento tecnológico e promove a inovação. Nesse sentido, o objetivo deste artigo é identificar e caracterizar, na literatura científica, as ferramentas de busca e recuperação de patentes, de modo a sintetizar suas aplicações e facilitar o acesso a essas fontes. A metodologia baseou-se na pesquisa bibliográfica da literatura nacional e internacional nas bases BRAPCI, Scopus, Web of Science e Portal de Periódicos da CAPES, seguida pela revisão sistemática da literatura, conforme protocolo PRISMA. Como resultado, foram identificadas oito ferramentas, incluindo protocolos, plataformas e frameworks, além de contribuições teóricas sobre aspectos históricos e classificatórios. Entre os artefatos estão o protocolo RSLP, a plataforma BrCris, o framework PatentInspector e o protocolo CTDP, voltados a simplificar o acesso e ampliar a interação com bases nacionais e internacionais. Confirma-se o papel estratégico das patentes como fonte de informação tecnológica, sendo elaborado o Manual de Ferramentas de Busca de Patentes, que reúne soluções e orienta pesquisas futuras. Conclui-se sobre a necessidade de integração entre diferentes áreas do conhecimento e sobre o caráter inédito desta pesquisa.
RESUMO A pandemia da Covid-19 evidenciou a necessidade de democratizar o acesso ao conhecimento científico, combater a desinformação e promover a Alfabetização Midiática e Informacional (AMI). Nesse contexto, a Ciência Aberta e a AMI contribuem para ampliar a equidade no acesso ao conhecimento e fortalecer a formação crítica. Este estudo objetivou identificar e analisar os principais desafios para a implementação da Ciência Aberta e da AMI no ensino de Ciências da Saúde. Trata-se de pesquisa qualitativa, exploratória e bibliográfica, conduzida por Revisão de Escopo conforme a metodologia do Joanna Briggs Institute (JBI) e reportada segundo o PRISMA-ScR. As buscas foram realizadas na BVS, PubMed, Scopus, LISTA, BDTD e NDLTD, utilizando descritores DeCS/MeSH, sem restrições geográficas ou temporais. Dos 629 estudos recuperados, cinco foram incluídos. Identificaram-se desafios estruturais, pedagógicos e culturais, relacionados à capacitação docente, infraestrutura tecnológica e mudanças institucionais. Evidenciou-se a escassez de estudos que articulem Ciência Aberta e AMI no ensino em saúde, predominando abordagens fragmentadas, centradas no Acesso Aberto ou em Recursos Educacionais Abertos. O reduzido número de estudos constitui uma limitação e reforça a necessidade de novas pesquisas. Conclui-se que essa integração favorece uma formação crítica, inclusiva e alinhada às demandas contemporâneas.
RESUMO Pessoas idosas representam 15,81% dos brasileiros, sendo que, aproximadamente, a metade deste público utiliza a internet. Dentre os meios utilizados tem-se o WhatsApp como aparato tecnológico para comunicação entre os longevos e seus filhos. Contudo, este público apresenta limitações, decorrentes da idade e do aprendizado de novas tecnologias. Assim, esta pesquisa tem por objetivo analisar as dificuldades de pessoas idosas, com nível de uso intermediário a avançado, em relação aos signos das interfaces do WhatsApp. Para isso, emprega-se Método de Inspeção Semiótica, qualitativo, e o Método de Avaliação de Comunicabilidade, quantitativo, por meio de um experimento com longevos. A amostra é constituída por seis pessoas idosas que assinalam possuír nível de uso intermediário a avançado, situadas no intervalo de 60 a 82 anos, com escolaridade fundamental ao doutorado. Por resultado, foram identificadas 17 rupturas interpretativas ao longo das 31 interfaces que conformam as oito tarefas do experimento, sendo essas rupturas com criticidade média e alta. Averiguar as funcionalidades mais utilizadas pelas pessoas idosas no WhatsApp, visando avaliar se as mesmas são realizadas com sucesso, é sugestão de pesquisa futura.
RESUMO Introdução: A análise de citações é uma ferramenta fundamental para compreender a dinâmica do conhecimento científico e as suas relações com o poder. Além de medir a influência de autores e instituições, esta ferramenta pode revelar estruturas de poder e desigualdades na produção científica. Objetivo: Apresentar reflexões sobre o caráter social e político da análise de citações como instrumento da cientometria, evidenciando como as relações de poder-saber se manifestam na produção e difusão do conhecimento científico. Metodologia: Pesquisa bibliográfica teórico-exploratória. Para fundamentação argumentativa, foram adotados dois marcos teórico-conceituais das ciências sociais: o "poder-saber" de Michel Foucault e o capital simbólico de Pierre Bourdieu. Resultados e discussões: A análise crítica das citações revela desigualdades na produção científica, com maior destaque para os cientistas e instituições de maior prestígio. A reflexão reforça a necessidade de se considerar fatores sociais e políticos na avaliação do conhecimento científico. Considerações finais: Este manuscrito contribui para a reflexão sobre a cientometria como prática socialmente construída, realçando a importância de fomentar uma ciência mais inclusiva.
RESUMO Este artigo relaciona a desinformação com a concentração de poder das plataformas digitais, partindo da análise de resultados de uma pesquisa de campo e bibliográfica, que teve sua etapa empírica realizada em 2022. Ele objetiva discutir o poder das plataformas digitais e de seus algoritmos no que diz respeito à desinformação. A pesquisa empírica consistiu em entrevistas semiestruturadas com 32 estudantes de graduações das áreas de Informação e Comunicação, 16 em Porto Alegre (Brasil) e 16 em Getafe (Espanha), que tematizaram a desinformação. As entrevistas tiveram seu conteúdo estudado usando análise de discurso e análise de conteúdo. Um dos resultados da pesquisa foi a pouca tematização do poder das plataformas digitais e do funcionamento das mídias sociais. Este artigo parte deste resultado para discutir a relação entre as plataformas digitais (em especial as mídias sociais) e a desinformação, tratando também de temas relacionados, como os vieses algorítmicos e o colonialismo digital. O trabalho não visou a generalizações estatísticas sobre os públicos estudados, nem à sistematização de bibliografia sobre o tema, mas buscou promover reflexões a partir de disparadores encontrados tanto em campo como na bibliografia. Conclui-se defendendo que a educação em informação oferece contribuições para oportunizar esses debates.