
Este artigo apresenta resultados de uma pesquisa envolvendo o fotográfico em práticas educacionais e tem como objetivo refletir sobre a fotografia enquanto signo e apontar as possibilidades de reinterpretação de práticas educacionais que agregam o fotográfico. Deste modo, apresentam-se aspectos da fotografia na perspectiva de Barthes, Flusser e Peirce, entre outros; ideias de Rancière que constam na obra “O espectador emancipado” e, por fim, apresenta-se uma reinterpretação da prática educacional envolvendo o fotográfico. O artigo é relevante por mostrar que a ambiência, então construída em sala de aula, envolve a tradução de signos pelo mestre e pelo aprendiz e prima pela educação do olhar, com foco no olhar contemplativo.
Esta pesquisa busca compreender como a publicidade se apropria do fotojornalismo como estratégia sensível a partir da análise da mudança de sentido das fotografias Mulher contra o exército e Almoço no Arranha-céu nas campanhas Veja os dois lados da notícia, da BBC, News, e Construtores do Amanhã, da Lego. Através de uma Análise Cultural (Moraes, 2016), com foco na produção midiática, será realizada uma decodificação dos significados que integram as fotografias e as campanhas publicitárias e as suas mudanças, apresentando continuidades e rupturas, através das sensações e valores apresentados. Como resultado, foi possível inferir o uso da estética fotojornalística pela publicidade e propaganda para alcançar maior credibilidade para as marcas, dinamizando efeitos de sentido no receptor, fomentando o consumo e a lógica capitalista.
As novas gerações de fotógrafos se alinharam às mais avançadas tecnologias e, juntos, têm participação no processo de extinção do antigo jeito de fotografar e ser fotografado. Este artigo investiga a fotografia de rua e a memória dos fotógrafos lambe-lambe, identificando permanências e transformações de aspectos da vida cotidiana, hábitos e representações deste grupo social de Ilhéus-BA. Para tanto, estabeleceu-se como baliza cronológica o período de 1960 a 2018, por meio das memórias desses interlocutores sobre as transformações sociais, arquitetônicas, culturais e políticas da cidade, com a História Oral como suporte teórico-metodológico. Destacou-se a importância dos estudos da memória no processo de escuta, do registro da cultura local e das especificidades identitárias individuais e coletivas da sociedade ilheense e sua relação com a fotografia.
Com o mote de analisar as circunstâncias socioeconômicas, políticas e culturais em que o cinema de Hollywood se inscreve, este trabalho apresenta sugestões para o uso moderado dessa vertente cinematográfica nas salas de aula de escolas do Brasil. Com fulcro nos estudos de economia e sociologia, apontamos o modo, mais ou menos interessado, como o cinema hollywoodiano seduz os espectadores, tanto para lograr lucro financeiro quanto para disseminar ideias que corroboram para a (a)criticidade e superestimação das culturas elitistas. Por isso, no âmbito da escola brasileira, o cinema hollywoodiano tende a figurar, de um lado, como uma possibilidade de se vislumbrar e criticar uma conjuntura artística marcada predominantemente pelo capitalismo e, de outro, como uma ferramenta potente e arriscada, cujo emprego descuidado pode ocasionar alienação cega aos ideais mercadológicos, reforçar privilégios socioeconômicos, potencializar preconceitos (raciais, sociais, culturais etc.), invisibilizar sociedades menos favorecidas economicamente e inferiorizar culturas que não dispõem de aparato financeiro robusto para suas produções artísticas.
Este artigo faz uma análise comparativa entre duas obras fotográficas de dois fotógrafos norte-americanos: Cindy Sherman e Robert Mapplethorpe, respectivamente a foto #255 da série Sex Pictures e o “Autorretrato com chicote”. Nosso interesse em tais obras é seu potencial crítico para as questões que giram em torno da relação entre fotografia, estética contemporânea, teoria queer e políticas identitárias nos dias de hoje. Após fazer uma contextualização histórica, é feita uma descrição dos elementos visuais das fotografias com base na semiótica visual segundo Leon (2017), que serve de subsídio a uma interpretação em linha hermenêutica, para, então, fazer aproximações a partir de possibilidades de intertextualidades, do ponto de vista da experiência estética com Antonin Artaud, Arthur Danto e a filosofia das emoções