
A conjuntura econômica internacional atual apresenta similaridades com a crise do sistema de Bretton Woods, suscitando questionamentos sobre a hegemonia do dólar. A crescente desconfiança nas políticas dos EUA tem impulsionado países do Sul Global a buscar alternativas fora do sistema financeiro ocidental, ampliando o protagonismo da China. Nesse cenário, o mercado petrolífero emerge como vetor estratégico para a internacionalização do renminbi, por meio do fortalecimento do benchmark de Xangai, da expansão de contratos futuros e de reformas liberalizantes. Contudo, desafios como a baixa conversibilidade da moeda e os controles estatais limitam sua projeção global. O artigo analisa se os avanços recentes da China no mercado de petróleo podem rivalizar com a supremacia do dólar. Com base em revisão bibliográfica e análise de dados secundários, utiliza o conceito de poder estrutural de Susan Strange para discutir a competição monetária entre EUA e China, destacando os limites e possibilidades da internacionalização do renminbi. Conclui-se que apesar de Donald Trump desafiar o domínio do dólar, sua superioridade permanece. A China, por sua vez, avança gradualmente, mas ainda carece de estrutura suficiente para rivalizar diretamente com o poder monetário dos EUA.
Frente a reanimação contemporânea dos estudos de áreas estrangeiras nas diversas disciplinas, como a Geografia científica no Brasil têm pesquisado esta temática de estudos internacionais? Discernimos aqui 4 formas pelas quais têm sido realizados na Geografia: (1) estudos de área sem Geografia, (2) análises territoriais, geopolíticas e regionais de processos, países e regiões, (3) Globalização e integração regional críticas e (4) ancestralidade crítica. Foram realizadas pesquisas no Catálogo de Teses e Dissertações da CAPES e no Diretório dos Grupos de Pesquisas do CNPQ, organizando os resultados por continentes. Observou-se que a maioria dos estudos de áreas ocorrem em outras disciplinas. Na Geografia os estudos de áreas ocorrem por análises sociais, geopolíticas e econômicas, incluindo estudos sobre globalização e integração da América Latina e do Sul, focando nos desafios e perversidades gerados por tais processos. A Ásia aparece principalmente nos estudos sobre a China e sua influência nos BRICs e em outras regiões do mundo. A África tem sido muito estudada por africanos em intercâmbio no Brasil e, cada vez mais, incorporada no currículo de formação de geógrafos, servindo de referência, junto com a Europa, para construções críticas sobre o processo de regionalização do mundo.
When the borders between states are subject to dispute, building of good relations among the concerned states become a complicated issue. For decades, Bahrain and Qatar have been incompatible with each other over territorial waters, including sovereignty over the Hawar and Zubarah islands in the southern part of the Persian Gulf. Although, the two countries were satisfied with the final ruling of the International Court of Justice to end the disputes in 2001, the disputes between the two countries over the mentioned islands and areas resumed almost 20 years. This article relies on a descriptive-analytical method and with the aim of investigating why the Arab countries of the Persian Gulf, especially Bahrain and Qatar, are unable to find a comprehensive and complete solution to end border disputes. Focusing on the fact that these two countries have taken serious steps to end the disputes in the recent decades, however, these measures have not been effective, and the border disputes preserve their persistence.